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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

AUTOCONFIANÇA E AFIRMAÇÃO




Quando crianças, pensamos que os outros são como nós e, isso, dá-nos segurança e um sentido de pertença, além da garantia de sermos amados. À medida que vamos crescendo, temos tendência para imitar os outros, perdendo a noção de que, realmente, somos seres únicos. O problema é que, na sociedade actual não nos é dada a oportunidade para saber quem somos nem tão pouco quem são os outros. No entanto, a partir do momento que passamos a ter consciência da própria identidade, pode-se estabelecer contacto com os outros, sentir empatia e, ao mesmo tempo, ser capazes de cooperar com eles sem receio de perder a liberdade. O grande desafio é ganhar confiança e a afirmação necessária para que a aceitação dos outros seja possível e se passe a aceitar como desejável, as diferenças próprias da individualidade que somos.
As relações começam por ser competitivas, evoluindo para a cooperação, com sentido de igualdade e partindo para o espírito de solidariedade ou amor incondicional com toda a segurança. A dificuldade que as relações apresentam tem a ver com a falta de auto-estima ou de maturidade para se poderem definir. Logo que haja uma consciência da consciência, começa também a consciência do EU. De facto, o que nos distingue dos animais é, precisamente, termos uma consciência e de percebermos a nossa relação com o meio onde estamos inseridos, capazes de gerir a vida de acordo com as necessidades e a vontade. As emoções passam a ser mais controladas, embora sabendo que são inevitáveis e, por vezes, se manifestem para além da vontade, pois o instinto de sobrevivência é demasiado evidente e forte para ser “apagado”. Importante é aceitá-las e aprender a geri-las para que não se voltem contra nós e provoquem estragos irremediáveis.
O Homem julga-se capaz de controlar tudo e todos, mas mesmo que tenha algum poder não se pode esquecer que o sistema de Luta/Fuga está bem vivo em todos. Sabendo isso, a solidariedade nasce, fruto do próprio Conhecimento e da Sabedoria que se manifesta sob a forma de tolerância e Amor incondicional. Com o tempo apercebemo-nos da nossa mortalidade física e da imortalidade espiritual.
Com a prática da Meditação (Raja Yoga), avança-se dia a dia sem expectativas e de esperança renovada, na certeza de que somos tudo e não somos nada e que o que importa é SER e ESTAR em harmonia.

Fiquem bem!

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

SENTIR



Os sentimentos regem-se pela capacidade de perceber a natureza dos pensamentos predominantes. A relação com os outros é determinada por uma atracção ou por uma repulsa que se manifesta no corpo e se regista na mente como uma arma para as lutas do dia a dia e para o nosso processo evolutivo. Fazemos parte dum TODO, apesar da nossa individualidade.
Aqueles que nos estão próximo podem estar, na medida em que com eles temos laços de sangue ou de amizade. Há, também, os que estão próximo num contacto mais subtil que a razão não explica, contacto com entidades incorpóreas (anjos, guias, mestres) que nos acompanham, abrindo caminho, guiando os nossos passos ou ensinando o que temos de aprender em cada circunstância ou objectivo. Estes contactos dão-se quando estamos disponíveis e preparados para os receber e entender, confiando mesmo quando a informação nos chega com códigos próprios, nem sempre decifráveis à primeira. O sentir mais profundo permite-nos ser submissos e aceitar que somos apenas instrumentos para que as materializações se dêem. Temos de pôr a razão de lado e seguir os impulsos irresistíveis que acontecem quando é preciso actuar sem mais explicações. O contacto físico tem objectivos diferentes, relaciona-se com a matéria e as emoções que fazem parte da nossa condição humana. Essa ligação não passa, apesar de tudo, só pelo afecto ou pela necessidade de cooperação; pode ser de longa ou de curta duração, mas perdura no tempo visto que significa que fazemos parte do mesmo “corpo espiritual” nesta passagem pela Terra.
Sabemos, por experiência, que viver na matéria não é fácil devido à sua própria densidade, que nos atrapalha bastante, diga-se de passagem. Quem tem o privilégio de estar em sintonia com diferentes entidades de natureza subtil, sabe quão difícil é explicar o que se sente e o que se percebe intuitivamente. Quem sobe a uma montanha a sua vista alcança os que no vale não conseguem ver! No entanto, o que sentimos é a nossa Verdade indiscutível. É o SENTIR que conta.
Aquilo a que cada um aspira ou ambiciona é o propósito de um destino que se escolheu ou para o qual se foi escolhido. É preciso, pois, viver de acordo com as aspirações que se manifestam no pensamento, em cada gesto ou em cada palavra proferida com a consciência desperta e atenta, na harmonia do Ser e do Estar.
Fiquem bem!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

VISUALIZAÇÃO



A visualização é indispensável para se fazer um trabalho em que as imagens se tornem um meio de melhor alterar o que se sente.
Quando se pensa em alguma coisa, começa-se por “vê-la” na mente. Uma maçã só é percebida porque se conhece a sua forma, o seu cheiro a sua cor. É, pois, fácil pensar numa maçã e, ao mesmo tempo, vê-la. Se se quiser uma pêra é preciso ver uma pêra. É assim que funciona a imaginação. A imagem ao lado pode ser "vista" de várias maneiras também.
Torna-se muito mais fácil modificar as sensações quando se lhes dá uma forma e estas aparecem nítidas na mente. Imaginar o Sol atrás de uma nuvem, por exemplo, é uma ideia que pode ter nascido num dia em que, apesar da chuva, se pensa que o Sol lá está a espreitar, de vez em quando. Fica a noção de uma mistura de sensações que estes dias dão – nem tristes nem alegres. As letras da palavra IMAGINAÇÃO, assim escritas, querem demonstrar criatividade e expressão de um sentir. Quero, assim, passar-vos a ideia de que me preocupo com a apresentação deste texto para que ele vos prenda a atenção.
Quando há concentração num objecto ou objectivo, a consciência amplia-se e a sintonia acontece. Fica-se em condições de captar ideias que são úteis pois ajudam a exercer o poder da mente.
Obrigada pela companhia.
Fiquem bem!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

CONSCIÊNCIA DO CORPO



Mergulhar no Ser e no Estar e deixar que a experiência nos permita entrar em contacto com o corpo, matéria viva com linguagem própria, é uma forma de perceber como ele é uma energia condensada, integrando em si mesma os elementos que se manifestam a cada passo.
Importante é,verdadeiramente, sentir em cada célula a voz da Alma, o cântaro onde está guardada a água mais pura, pronta a ser bebida para saciar a sede do Conhecimento. A energia do corpo expande-se à medida da consciência e, então, reina a plenitude que faz correr o sangue nas veias ao ritmo do som OM. OM ao inspirar, OM ao expirar.
A respiração é o fio condutor que leva ao contacto com o Universo. Respira-se, absorvendo “Prana”, aquela energia que anima o Ser e o leva a manter um diálogo vivo, CORPO/MENTE, MENTE/CORPO.
O corpo é a ferramenta que permite a acção; é preciso, pois, senti-lo, amá-lo e percebê-lo, entendendo os seus códigos e as suas mensagens; é a raiz que penetra na terra e, nela, busca o alimento que correrá como seiva prodigiosa. No entanto,nós não somos o corpo, nem tão pouco a mente... Nós SOMOS!!!
Este é o Caminho dos Iniciados!

Fiquem bem!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

DESCOBRIR


Descobrir é viver o espanto da surpresa e da certeza, como crianças curiosas mas seguras da protecção que é dada à sua inocência. Vamos, então, descobrir!

Descobrir a energia adormecida e despertá-la do seu sono para que entre num processo dinâmico imparável.

Descobrir que é importante actuar de acordo com as circunstâncias, partilhando as dádivas recebidas, pois na partilha se faz a troca dos elementos que nos sobram pelos que nos faltam.

Descobrir que, no espaço de encontro está o núcleo gerador de estrelas que seguem na sua rota, sem vacilar, sem temor e com luz própria.
Como é bom DESCOBRIR!!! Vamos todos descobrir...

Fiquem bem!