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segunda-feira, janeiro 25, 2010

COMUNICAÇÃO E ELEMENTOS





  • A chama que arde no meu peito toca-me na garganta, que se apronta para comunicar as informações que chegam até mim por via subtil. SEI! Sei que sei e, no entanto, tenho de esperar pelos momentos adequados, aqueles em que a receptividade acontece, pois ela não depende de factores humanos.
    Concentro-me. Entro numa floresta que esconde um lago tranquilo, cujas águas dançam ao som do vento que acaricia a superfície, deixando transparecer o conhecimento que está para além da ilusão, contido num sonho sonhado com todos os Seres que fazem parte deste momento tão transcendente, tão especial! Depois, percebo que o meu corpo não é, senão, uma estrada feita de Amor por onde passam os caminhantes que se dirigem ao Absoluto. A luz que a ilumina, deixa-me ver que os obstáculos são questões kármicas que se vão dissolvendo nas acções de cada dia, pacientemente, mas com determinação. Os elementos conjugam-se para que seja possível levar a bom termo os objectivos propostos:

    A Terra que pisamos suporta o peso dos nossos corpos, fazendo-nos confiar nos passos que damos para chegar aonde temos de chegar.
    A Água que bebemos saceia a nossa sede, enchendo as nossas veias que pulsam ao ritmo do universo e entrando em sintonia com todos os Seres.
    O Fogo que arde nas nossas entranhas anima-nos nas subidas mais íngremes e aquece-nos nos dias em que o Sol se esconde.
    O Ar que respiramos dá-nos a leveza de um Ser em permanente ascensão. Os pulmões são as asas que nos permitem voar sobre vales encantados e passar precipícios, sem ter medo de cair no abismo.

    Fiquem bem!

segunda-feira, janeiro 18, 2010

"DHARMA, OU A QUESTÃO DO DEVER



É de certo modo difícil definir “Dharma”, apesar de se poder traduzir por “Dever”. É no entanto um tema que me apraz trazer aqui, porque tenho consciência de que, sem uma noção de dever, não há harmonia possível. Dever, pressupõe um sentimento de certeza e clarificação em relação ao papel a desempenhar em qualquer circunstância. Quando estamos a fazer o que está de acordo com a nossa própria natureza e intenção, isso significa que o dever cumprido nos permite seguir em frente com tranquilidade e a certeza de um karma cumprido. “Dharma” e “Karma” estão pois, associados.
Muitas pessoas se interrogam sobre esta matéria. Qual é o nosso dever nesta ou naquela ocasião ou situação? O que é que nos leva a fazer o que está certo? Com o tempo e a experiência da vida, para além dos meus princípios educacionais, chego sempre à conclusão que quando me sinto bem é sinal que estou a cumprir o meu dever, seja de cidadã, mãe, avó, mulher ou qualquer outra das minhas participações na comunidade em que estou inserida. É importante perceber que, também, é preciso que as regras que nos regem sejam claras, de modo a que nos permitam cumprir o que há que cumprir. Se um professor não ensina, um médico não trata, um aluno não estuda ou a polícia não nos protege, podemos dizer que o caos se estabelece e não reina a paz. Não há cumprimento do dever...
Nos dias que correm, a globalização deu origem a uma certa confusão nas normas de conduta que variam de cultura para cultura. A partir do momento em que passámos a viver numa sociedade multirracial, os contactos que se fazem rápida e frequentemente e a facilidade com que nos deslocamos, acabam por confundir comportamentos. É verdade que todos os países têm as suas leis, as suas regras que, de um modo geral têm de ser cumpridas mas, no dia-a-dia temos, igualmente, de nos relacionar com diferentes modos de vida e de intenções e nem sempre dá para perceber qual o nosso dever, porque cada um se rege por diferentes conceitos de educação que nem sempre coincidem!
A única maneira de nos sentirmos à vontade nos relacionamentos e com a certeza de estarmos a cumprir os nossos “Dharmas”, é estarmos atentos e marcar o nosso espaço com delicadeza e determinação, sem julgar nem criticar quem, porventura, não pensa como nós. Um exercício de amor incondicional e de auto-estima que vale a pena para que reine a paz neste nosso reino.
Fiquem bem!




segunda-feira, janeiro 11, 2010

ANO NOVO, VIDA NOVA?




Sempre que um ano começa, passa-se alguma coisa na nossa cabeça, pois damos connosco a pensar no rescaldo do ano anterior e naquilo que gostaríamos de ver acontecer naquele que dá os primeiros passos. As datas manifestam-se e acordam em nós sentimentos e sensações, às vezes, difíceis de definir. Pelo menos, comigo é assim. Não me preocupo, realmente, em antever o futuro, nem pensar se será isto ou aquilo, mas reconheço que é um tempo em que gosto de fazer um trabalho de introspecção que me permita eliminar defeitos e promover qualidades que me ajudem a levar por diante as tarefas propostas no dia-a-dia. Esta é uma das alturas em que tento renovar a decoração dos espaços, deitar fora ou dar coisas que estejam a mais e, principalmente, aceitar o que vier, com paciência e atenta aos sinais que me indiquem caminhos e acções adequadas.
À medida que avançamos na idade, é importante estarmos conscientes do rastro que deixamos, pois são marcas que podem influenciar aqueles que circulam no nosso campo energético e nos tomam como possível referência. O exemplo é a melhor forma de passar a palavra e os actos não passam despercebidos a quem estiver atento. A lei do Karma (acção/reacção), baseada nas intenções, determina a sequência da nossa vida e é, por isso, uma responsabilidade viver com especial atenção ao que sentimos e projectamos sem, no entanto, entrarmos em constantes “mea culpa”.
Neste ano que começa proponho-me desenvolver os aspectos da minha personalidade que acho que precisam alguns retoques. Felizmente não somos perfeitos e, por isso, temos trabalho que chegue para nos ocuparmos com essa atenção, sem rigidez, mas com determinação enquanto a vida decorre e nos ensina o que estamos preparados para aprender. Assim os Deuses, os Mestres e os Guias nos ajudem…
Fiquem bem!