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terça-feira, maio 29, 2012

CONTACTO





Eu sou o mar, tu és a gota de água que se dilui nas minhas ondas, numa dissolução total.

Eu sou o rio, tu és o peixe que nada no meu seio de águas límpidas, fluindo com a corrente.

Eu sou a árvore, tu és o vento que agita os meus ramos, provocando a minha flexibilidade sem me arrancar do chão.

Eu sou a lenha, tu és o fogo que me queima sem ferir, buscando a purificação nas chamas do amor.



O contacto com os outros faz-se de acordo com os elementos em acção e o resultado corresponde a uma combinação, que será tanto mais perfeita quanto maior for a entrega dos intervenientes, respondendo a impulsos profundos e em total confiança.
Mergulharmos na dor ou banharmo-nos na alegria é sentir a essência da vida em todos os seus aspectos, na certeza de que sairemos reforçados e mais livres, enfrentando todos os desafios com plena consciência da nossa capacidade de seguir pela senda que escolhemos, determinados e seguros. Tocar os outros, deixando que os movimentos se desencadeiem, sem expectativas nem restrições, é uma experiência emocionante, pois que nos leva à aventura e a grandes descobertas.
Estamos sós, mas não sozinhos! Podemos então acreditar que a solidariedade é uma circunstância onde tudo pode acontecer: os que têm dão aos que precisam, sem provocar desfalques. O princípio dos vasos comunicantes ao mais alto nível…

Fiquem bem!














sexta-feira, maio 18, 2012

ARTE DE VIVER






Estar aqui e agora, num momento de pausa, permite-me sentir o corpo e transcender a matéria, percebendo que o que está para além de mim é a própria vida, pura essência que me leva para onde tenho de ir, moldando-me aos tempos e aos espaços. Estou onde estou para cumprir um destino até alcançar a libertação dos pesos que me aprisionam e ultrapassando os obstáculos que me impedem, por vezes, de ser o que tenho de ser e fazer o que tenho de fazer.
A materialização do pensamento passa por uma purificação. Vamos retirando os véus da ignorância e reconhecendo o que está por detrás do esquecimento. SABÍAMOS, mas não sabíamos que sabíamos! Tudo o que somos ou fazemos são apenas formas de expressão que usamos como veículos que nos levam a alcançar outros tempos, outros espaços. É preciso silêncio para calar bem fundo aquilo que não precisamos de ser para SER. O silêncio é um mar de calma onde os pássaros reflectem as suas asas ao pairarem no ar.
Nas profundezas de um oceano de paz, mergulhamos para ir ao encontro do conhecimento que, algum dia, nos escapou. Envoltos pelas águas, diluímos as nossas dúvidas e temores, como um pingo de chuva que se confunde, se integra nas águas temperadas pelo sal da vida. Não é preciso querer ser alguma coisa, pois já somos TUDO! As dores, os cansaços, as alegrias já não são obstáculo. A relação com os outros far-se-á cada vez mais pelos silêncios do que pelas palavras. Não precisaremos de explicar tanto a tanta gente, para que sobre mais tempo para o que é, realmente, importante: A ARTE DE VIVER!!!
Fiquem bem! Bom fim-de-semana.