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RETROSPECTIVA

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  RETROSPECTIVA Como é próprio de quem tem mais tempo livre, e muitas memórias, registadas em papel, com a possibilidade de as rever, encontradas algures, acordam-se emoções válidas e agradáveis. Falar disto, não é um sentimento saudosista, mas reviver momentos do processo de desenvolvimento, dentro do campo em que a divulgação do yoga teve um papel muito importante, pois sabíamos como era fundamental aprender mais, garantindo segurança, nos primórdios desta aventura de partilhar conhecimentos e experiências, que tanto nos proporcionavam momentos tão felizes ! É de salientar que a amiga que me apresentou o yoga, começou também a dar aulas, por isso embarcámos nesta aventura juntas, e já tendo começado a fazer formações, em Inglaterra, a partir de 1977, onde começámos a ter mais consciência do que nos esperava em termos de praticantes. Uma das primeiras oportunidades de entrar em contacto com quem estava capacitado, para nos mostrar o valor da própria experiência de ensino, foi ...

MEDITANDO...

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  MEDITANDO… Todo o espaço que o ser humano ocupa, delimita um campo magnético, e a energia que corresponde ao corpo circunda-o, expandindo-se para além desse espaço, afectando o ambiente em que se encontra. Quando se inicia um trabalho de cooperação, envolvendo as forças de que cada um é, consegue-se elevar cada obra a um nível incalculável. Conjugação de forças é, assim, a forma de lidar com a matéria, transformando-a, mantendo a sua própria essência.   O processo de evolução em que o mundo se encontra, implica uma atenção dada a cada acto, para que seja possível contribuir positivamente, com uma vibração de alto nível, uma elevação em que o amor se projecta, expandindo a energia muito para além do ser. Deste modo se cria vida, amando, e ao mesmo tempo, transcendendo a condição física, projectando-a para além do seu espaço. É importante entender que o que cada um tem para oferecer, e que a sua função se envolva numa energia adequada, canalizada para cada momento, capaz de ...

EXERIÊNCIAS VIVAS

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  E XPERIÊNCIAS VIVAS Continuando a lembrar o tempo em que o yoga me veio bater à porta, e que me levou a enveredar pelo ensino, afim de partilhar os conhecimentos adquiridos com a prática, mais o que ia sentindo no corpo e na mente. Aquela sessão em que tivemos de substituir a nossa mestra, mais uma ou duas vezes, em que tivemos de tomar o seu lugar, marcou-nos muito! Entretanto deu-se o 25 de Abril, a minha vida familiar seguia o melhor possível, com a prática do yoga a seguir firme, até a nossa mestra nos sugerir que enveredássemos pelo seu ensino. Fiquei bastante espantada, pois tinha a noção de que, 18 meses de experiência, não me faziam habilitada para tomar essa responsabilidade, o que me levou a mostra-lhe a minha admiração e dúvida. No entanto, ela afirmou que, tinha sim senhor, que só precisava de ler uns livros e uns apontamentos, que me emprestaria durante as férias de Verão. Depois era só arranjar um sítio e um pequeno grupo para começar a experiência em Outubro. U...

ALEGRIA DE VIVER

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  ALEGRIA DE VIVER A alegria de viver é uma manifestação de fé e de esperança que nos leva a subir uma montanha pelos caminhos adequados, levados pela energia dos elementos que se equilibram, se ajustam, para nos darem a conhecer o que, realmente somos. Enquadrados no espírito da paz, damos início a um movimento gerador de harmonia de modo que essa mesma paz se torne em realidade palpável. A terra que pisamos suporta o peso do nosso corpo, fazendo com que confiemos nos passos que damos para chegar aonde temos de chegar. A água que bebemos sacia a nossa sede, enchendo as nossas veias que pulsam ao ritmo do universo, entrando em sintonia com todo os seres. O fogo que arde nas nossas entranhas anima-nos nas subidas mais íngremes e aquece-nos nos dias em que o Sol se esconde. O ar que respiramos dá-nos a leveza de um Ser em permanente ascensão. Os pulmões são as asas que nos permitem voar sobre vales encantados e passar precipícios ser ter medo de cair no abismo. Entre a te...

ÀS VEZES...

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  ÀS VEZES… Às vezes é bom rever escritos antigos, onde ficou registrado, o sentir daquele momento, e em que se pode constatar a importância das experiências vividas no processo de desenvolvimento em curso. A expressão dos “sentires” aí expressos, definem o ponto em que me encontrava, como ser que despertava para a espiritualidade, com o encontro com a filosofia do yoga. Esta prática entrou na minha vida casualmente, conhecimento feito, primeiro através da minha mãe, uma das mais antigas a experimentá-la, bem como uma amiga. À partida, não me despertou grande curiosidade, pois estava demasiado ocupada com a organização familiar e, além disso, praticava ginástica de manutenção. Curiosamente, foi esta situação que me levou ao encontro com o yoga, pois comecei a ter vontade de procurar outra forma de mexer o corpo, sem ficar com dores musculares! Fui-me, entretanto, ocupando-me das tarefas caseiras, e a voltar a estudar inglês no instituto britânico, de que gostava bastante. Naquela...

OUTRO REMÉDIO

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  OUTRO REMÉDIO Quando estamos perante uma evidência, não há outro remédio senão aceitá-la, acreditando que a intenção conta para o resultado da acção e da circunstância. Há coisas na vida que escapam ao nosso entendimento, talvez por fazerem parte do processo de desenvolvimento em que nos encontramos, e que contribuem para um autoconhecimento, iniciado algures no tempo. Quando alguém me faz uma pergunta e chego à conclusão que o meu poder não era para ali chamado, a minha resposta é que não tenho outro remédio senão aceitar essa ideia, por estar fora do meu alcance ou vontade própria. A vida oferece-nos oportunidades, e cria certas situações inesperadas, talvez até surpreendentes, e nem sempre, temos hipótese de as rejeitar, e que, até, acabamos por sentir que é mesmo assim… Ao longo da minha existência, sempre me aconteceram condições, soluções ou circunstâncias que não estavam planeadas, mas que encaixavam naturalmente, mesmo que escapassem ao esperado, ou ao seu entendim...

UMA NOITE DE SILÊNCIO

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  UMA NOITE DE SILÊNCIO Ponho a mão no meu peito, e não sinto o coração a pulsar! Toco na garganta, e não descubro as palavras que queria pronunciar. Os meus lábios fecham-se no silêncio das sensações por adivinhar, com os meus olhos a fecharem-se com a vontade de sonhar. Queria estar acordada para sempre ou dormindo na esperança duma manhã luminosa. O meu corpo aquieta-se num ninho de emoções, tranquilas e apressadas. Escuto as vozes da noite que, com o seu manto cobre os campos, o céu e o mar. Imagino as estrelas que cintilam sem cessar, numa orgia celestial. Como é possível estar só sem sentir solidão e perceber que a consciência de ser e de estar é um factor primordial no desenvolvimento espiritual? Estou sozinha porque tenho de ter a clarividência que me permita levar a bom termo a tarefa que me foi destinada. E, no entanto, não estou só! Sozinha não podia ver reflectida a minha imagem. O reflexo do que sou, como sou e como vou, leva-me a seguir pelos caminhos do coração, os...