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É NO DAR QUE SE RECEBE

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Foi uma festa!!! No dia aprazado, 12 pp., o espaço destinado ao encontro para o “baptismo” oficial do meu novo livro, “A Alma e os seus percursos”, foi-se enchendo de familiares (irmãos, filhos e netos) e amigos de todos os quadrantes que, generosamente, não perdiam a oportunidade de me acompanhar em mais uma aventura. Sentia-me em casa, até porque o Clube Militar Naval é um lugar de eleição para os festejos em que necessitamos de albergar um considerável número de pessoas e a qualidade do serviço combina perfeitamente com a sua estética e a sua decoração. A sessão decorreu na maior simplicidade e a integração do grupo fez-se naturalmente. Amigos e familiares conhecem-me de longa data, mas não são alunos do Centro, embora alguns já o tenham sido noutras ocasiões e noutros lugares. Estiveram igualmente presentes o Presidente e o Director Executivo do Clube, que se mantiveram atentos ao desfiar do meu rosário. Não me sentei na mesa porque não gosto da barreira que ela representa e, como...

CONFISSÃO

Não se assustem, não lhes vou confessar nenhum pecado... No entanto, dei comigo a pensar que precisava de desabafar alguma inquietação por causa do lançamento do meu livro “A Alma e os seus Percursos”. Há pessoas que ficam admiradas quando lhes digo que sou tímida, mas a verdade é que sou mesmo! Devo dizer que o ter começado a dar aulas de Yoga me ajudou a ultrapassar esse problema, talvez que o entusiasmo com que avancei para esse caminho, me tivesse feito esquecer a dificuldade que sempre tive em enfrentar desconhecidos. Hoje, sou uma pessoa confiante nas capacidades e experiência adquiridos ao longo dos anos, no entanto, continuo a ser reservada e a preferir ambientes em que me sinto à vontade. Quando comecei com estes trabalhos, tive de enfrentar muitos desafios. Dar as aulas nunca foi difícil porque me envolvo de imediato nessa tarefa, esquecendo tudo o resto. Fazer a 1ª palestra pública foi o maior teste da minha vida! Fui conseguindo vencer os medos, a insegurança e não me saí m...

NOVO ANO, NOVA ETAPA

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“NENHUM ANO COMEÇA. É ETERNIDADE! AGORA, SEMPRE. A MESMA ETERNA IDADE, PRECIPÍCIO DE DEUS SOBRE O MOMENTO.” Fernando Pessoa Por fim, acabaram-se as festas!!! Não mais perus roubados por gatos atrevidos ou queimados por sogra distraída, ou, ainda, de embrulhos deixados na borda do passeio, felizmente, recolhidos por mão amiga, para já não falarmos no corre-corre das prendas e dos votos que projectamos com a esperança de uma receptividade calorosa. Começamos cada ano com repetidos desejos de que a próxima etapa a viver, seja melhor do que a anterior, mesmo que as nossas queixas não sejam de monta. Pessoalmente, já vivi natais bem tristes, natais em que a depressão espreitava sorrateira, natais solitários e natais em que o consumismo exagerado me irritava solenemente. Recordo natais em que a saudade batia à porta, entrava pela porta escancarada dos nossos corações feridos e como a união familiar foi sempre o bálsamo essencial para a sobrevivência emocional e espiritual, natais em que a al...

NATAL DE DEUSES

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“ Olho o Céu, vejo o Mar e as sombras que se projectam na areia e quedo-me em meditação, penetrando nos mistérios da existência. Quem sou eu? O Céu, o Mar, as sombras ou a areia?... A minha Alma expande-se e segue ao encontro do Grupo de Almas a que pertenço e a alegria torna-se num estado em que se diluem as diferenças, se ampliam as semelhanças e, contudo, a condição de Ser “Único” continua a dar respostas ao impulso de evolução deste Ego terreno voluvelmente saudável. Medito e, ao fundo, vejo o Natal dos Homens transformar-se em Natal de Deuses. A leveza do Ser permite-me um movimento imparável em direcção ao Absoluto. Descanso, por fim, na própria Essência.” SO HAM, SO HAM, SO AHM, SO HAM EU SOU, EU SOU, EU SOU, EU SOU Fiquem bem, avançando para o novo ano com determinação e alegria, fechando as portas ao que passou, guardadas na memória as experiências vividas como parte da vossa história!

ACONTECIMENTO

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Chegou, no dia 20, o oitavo elemento da 3ª geração da nossa Família! Escusado será dizer que foi a melhor prenda de natal que podíamos ter. Estamos imensamente felizes porque o mundo precisa muito de crianças desejadas, entregues a Pais conscientes e com uma grande capacidade de amar. Confesso que, tive a noção de eternidade quando nasceu o primeiro neto, hoje com belos 16 anos. Quando nascem os filhos, somos muito novos para pensar nessas coisas, mas os netos apresentam-se numa altura da nossa existência em que valorizamos os anos que passam, desejando que a nossa “marca” não se apague. O sentimento que emergiu ao ter nos braços aquele pequenino Ser, foi de grande alegria e imenso orgulho por saber que ele representava a continuidade de uma família com características próprias, numa sistémica geracional bem ordenada. Aprendi o valor da união familiar, o respeito pela ética e pela ordem e é com alegria que vejo a família crescer com esses valores, não impostos, que acontecem naturalmen...

UM FILHO, UMA ÁRVORE, UMLIVRO...

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Pois é... Dizem que uma pessoa se realiza quando tem um filho, planta uma árvore e escreve um livro. Eu tive quatro filhos, tenho quase oito netos (a última está mesmo a chegar), já plantei algumas árvores e, o livro que vos apresento, é o também o quarto! Como sabem, a escrita faz parte da minha vida como forma de expressão de sentimentos mais do que de ideias, tendo nascido espontaneamente. Na minha família corre o sangue das letras que põem no papel o que vai na alma ou quando se tem necessidade de passar informações úteis. O primeiro que publiquei, “O Caderno do Praticante” (edição da Associação de Yoga Sivananda portuguesa), nasceu da necessidade de ajudar os que se iam formando como Instrutores de Yoga, o segundo, “Contacto – Corpo, Mente e Espírito”, surgiu como consequência do desenvolvimento espiritual da minha discípula Paula Mora e os seus textos representam esse processo que acompanhei com muito amor, o terceiro, “O Caminho da Sabedoria”, já chegou através de uma editora qu...

UM NATAL MAIS BRANCO

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Habitualmente, representa-se o Natal sob a forma de paisagem em que a neve predomina. À neve, na sua brancura, associa-se a ideia de pureza, estado de elevação espiritual a que conduz, ou devia conduzir, a época de Natal. Mas, será que essa brancura existe? Será que o processo de branqueamento não é antes um processo de escurecimento?... A sociedade de consumo em que vivemos, leva-nos a festejar o Natal numa euforia de gastos supérfluos que, lá para meados de Janeiro nos dão amargos de boca, depressa fazendo esquecer o repicar dos sinos. A paisagem fica, subitamente, enegrecida e os votos de Bom Natal diluem-se como nuvens esfarrapadas em dia de ventania. Jesus, ao nascer pobre, desceu à Terra despojado de bens materiais. Nasceu humilde – NASCEU! Nascer significa abrir os olhos à Vida, enfrentar o mundo com o grito do primeiro choro. Enfrentar o Mundo é o primeiro acto do primeiro instante da existência. A partir daí, é uma evolução constante e progressiva que nos permite sobreviver nu...

ESTÓRIA DUM NATAL

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O Natal é uma época de contradições, de alegrias e tristezas sem fim e muitas saudades, mas também é uma altura em que podem acontecer coisas engraçadas. Quando estava a matutar sobre o que me apetecia escrever nestas conversa siderais, veio-me à cabeça uma estória passada num, longínquo, Natal de família. Durante muitos anos, tínhamos o hábito de nos juntarmos todos em casa do meu irmão, o único com espaço suficiente para o grande grupo que formamos entre irmãos, filhos e netos respectivos, mais alguns colaterais. Como é evidente, o menu era construído a partir de um plano elaborado pela minha cunhada que é uma pessoa organizadíssima. Cada família tinha de levar um prato salgado e outro de sobremesa, de acordo com o número dos seus membros e a sua aptidão para a cozinha. Nas sobremesas, a mim calhava-me sempre as filhós (algumas pessoas chamam coscorões àquele tipo que faço) e naquele ano, pediram-me que apresentasse um perú com recheio de castanhas. Normalmente havia mais do que um o...

PEQUENAS COISAS

Sempre achei que há pequenas coisas que fazem a diferença na nossa vida e na dos outros, mas foi quando comecei a dar aulas de Yoga que entendi a sua importância. Atitudes, gestos ou palavras não têm de ser espectaculares para sortirem efeito no ambiente que nos rodeia. Muitas acções que, para mim, eram naturais, surpreendiam aqueles com quem comecei a contactar sem a proximidade familiar ou afectiva. Aprendi a dar atenção às pessoas com a minha Mãe que nos ensinou a validade dessa forma de estar na vida. Ao longo de tantos anos foram passando pelas minhas aulas, muitas pessoas que vinham à descoberta do Yoga como filosofia ou, simplesmente, para aprenderem o bem-estar que as técnicas e as práticas ensinam. Alguns ficavam admirados quando, passado tempo de ausência, voltavam e eu me lembrava dos seus nomes! Faço questão de conhecer as pessoas pelo nome que usam e, para isso, me concentro com alguma insistência quando as caras não se apresentam com assiduidade. É claro que, passados tan...

AMOR INCONDICIONAL

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Isto do amor incondicional tem muito que se lhe diga! No meu próximo livro, a sair antes do Natal (“A Alma e os seus Percursos”, editorial Novalis), é mencionado várias vezes, mas penso que por ali vão entender o que quero dizer quando dele falo. Quem está familiarizado com o sistema de Chakras perceberá que este amor só acontece quando se alcançou um determinado estado de evolução. O plexo solar está relacionado com as emoções e, em consequência, com os afectos em que a norma é dar e receber na mesma medida, amar e ser amado(a) e, por isso, é uma zona do nosso corpo que se manifesta constantemente e sofre das perturbações mais comuns: dores de estômago, desarranjos intestinais, etc.. Amar incondicionalmente implica ter o Chakra do coração aberto e perceber que se pode amar sem gostar... Foi isso que eu disse: amar, mesmo sem gostar. Os afectos têm, por necessidade, que ter troca, enquanto quando se ama, a troca é implícita, ou seja, quando amo alguém sem dele, ou dela, nada esperar, a...

ANIVERSÁRIO

Como o tempo passa... Faz hoje um ano que embarquei neste desafio que é comunicar através dum blogue. Passados que foram oitenta e tal textos, posso considerar que tem sido uma experiência, para além de positiva, fascinante. A perspectiva que tenho deste universo é sentir que estou próximo de muita gente que me “descobre”, sem a proximidade física que outros contactos exigem e, por isso, me permite gozar da liberdade própria de quem escreve sem expectativas, mas com a esperança de encontros sem apegos. Para além dos que se manifestam nos comentários, através de e.mails ou mesmo pessoalmente, há leitores anónimos que me privilegiam com a sua presença, facilmente constatada pelo número de visitas. Acho que ninguém escreve desta maneira sem esperar que alguém veja, senão bastaria criar um diário pessoal e privado. Escrevo porque gosto desta forma de comunicação e porque a timidez que me caracteriza faz com que, assim, seja mais fácil falar das minhas experiências de vida, cujas vivências ...

ESPERAR O INESPERADO

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De vez em quando dá-me para voltar atrás e rebuscar no meu baú das memórias, vivências tão extraordinárias quanto divertidas e que, ao mesmo tempo, sejam lições de vida para os que me acompanham como foram para mim. Numa altura em que o contacto com a “Fundação Yoga para a Paz” (Espanha) era frequente, foi-me proposto participar numas “Férias Inteligentes” que organizam anualmente e que pretendem dar às pessoas a oportunidade de gozarem uma férias repousantes e, simultaneamente, enriquecedoras com várias actividades, práticas e teóricas que fazem com que as pessoas aprendam e convivam num meio saudável e alegre. A mim calhou-me fazer um mini curso de “Shiatsu” durante três semanas, para além de atendimentos individuais, ao mesmo tempo que podia participar nas meditações matinais, nas aulas de Yoga e nas palestras que suscitassem o meu interesse. O local escolhido nesse ano, foi um belo Hotel, na Praia Branca, em Lanzarote, corria o ano de 1993. Como devem calcular, o desafio não era pe...

OS ELEMENTOS

OS ELEMENTOS COMBINAM-SE PARA SEREM VIDA, MOVIMENTO, LUZ, ENERGIA E AMOR Neste dia em que a chuva nos tocou, saudamos essa energia purificadora, deixando que a nossa Alma seja consagrada no altar do Amor incondicional. A serenidade do Outono é uma passagem e um tempo de reflexão para que possamos escutar o silêncio que vai crescendo dentro de nós, resguardados, protegidos e confiantes, chegando onde temos de chegar. As folhas caem, baloiçando ao vento, tocam o chão que as recebe para serem o alimento da esperança, com os olhos postos na Primavera que nos espera. Fiquem bem!

CALOR

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Olho o Céu que espreita da janela do meu escritório caseiro e, não fora as árvores mostrarem os seus ramos meio desnudados, pensaria que estávamos ainda no Verão... O calor aperta mas não apetece praia! Sente-se no ar um desejo a Outono pois é confuso ter tempo de férias e estar a trabalhar. Por um lado há queixas e comentários: “Este tempo quente não é normal... estamos fartos de calor!!!”. No entanto, como somos criaturas contraditórias, também não nos cansamos de dizer que, apesar de tudo, este tempo sem chuva nem frio é bom... Nas traseiras do meu escritório propriamente dito avisto uma nespereira que, coitada, está baralhada com este clima e já começou a dar flor o que é suposto ser só lá para Janeiro. Na sua inocência de simples árvore de fruto, não entendeu o que estava a acontecer e, por isso, segue o esquema calor = a Primavera. Paciência... Serve esta introdução para falar de livre arbítrio. Será que o temos verdadeiramente?... Que forças nos comandam para que tenhamos de pro...

UMA CASA CHEIA

Os que me têm acompanhado neste desfilar de memórias, já devem ter percebido que a minha vida é como uma casa cheia. Comecei por nascer numa família que se foi reproduzindo sem preconceitos ou demasiada programação. Os meus Pais tiveram quatro filhos (infelizmente, um morreu bébé) que, por sua vez se multiplicaram até aos treze netos que vieram a dar fruto, sendo que se contam, até agora 30 e, em breve, 31 bisnetos!!! Enquanto a minha Mãe foi viva, e a conta de bisnetos não estava tão avançada, conseguíamos reunir-nos no Natal em casa do meu irmão (no último que lá passámos seríamos umas sessenta pessoas). A minha Mãe fazia muita questão nessa reunião de família, mas o grupo começava a pesar aos hospedeiros, apesar da boa vontade e do espaço ser, apesar de tudo, bastante. Quando a minha Mãe passou para outra dimensão, livre do corpo que já lhe pesava, decidimos que era altura de cada um ficar na sua própria casa, o que vem acontecendo desde então. Agora encontramo-nos mais espaçadament...

UM TEMPO

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Temos de ter em consideração que é preciso um tempo para que o entendimento com os outros se faça sem que seja preciso romper barreiras defensivas que todos, de um modo ou de outro, criamos ao longo da existência. Por esse facto, podemos dizer que amar é ter consciência do tempo daqueles com quem privamos, saber escutar e fazer a ligação de forma amorosa, dando sem expectativas, mas com a certeza de que nas acções, como nos pensamentos o que conta é a intenção, controlando as emoções para que se possa experimentar uma sensação de bem-estar enquanto se esperam respostas que dêem as pistas necessárias para se prosseguir com este ou aquele contacto. A relação com os outros dá-nos uma perspectiva do que sentimos e permite-nos avaliar o estado de evolução em que nos encontramos, um verdadeiro espelho onde nos revemos, de preferência, sem julgamentos apressados. É preciso um tempo para perceber o que está para além do imediato instinto que nos avisa da necessidade de lutar ou fugir. Consider...

"DHARMA" E SAÚDE

Este texto que vos deixo fui buscá-lo ao meu livro "O Caminho da Sabedoria" (Editorial Angelorum Novalis que também vai publicar o meu próximo, com o o título "A Alma e os seus Percursos) e vem a propósito duma conversa com uma amiga em que falávamos da palavra "Dharma", consciência do dever e sua relação com a saúde. “A CADA INSTANTE, O CÉREBRO TEM AO SEU DISPÔR QUALQUER COISA DE MUITO ÚTIL E ESPECIAL: A REPRESENTAÇÃO DINÂMICA DUMA ENTIDADE COM UMA AMPLITUDE LIMITADA DE ESTADOS POSSÍVEIS A QUE SE CHAMA CORPO.” In “O Sentimento de Si” António Damásio A troca de experiências, a aprendizagem e o convívio são os principais factores que unem os indivíduos, seja no trabalho, na escola ou em sociedade e, mesmo, em família. Estes interesses podem ser mais ou menos mesquinhos, mais ou menos generosos de acordo com as tendências de cada um. A verdade é que é preciso buscar nos encontros a satisfação física, mental e espiritual para se crescer com a capacidade de aprende...

OUTONO NO JARDIM

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“Saídos da escuridão procuramos a Luz. A nossa coluna é a árvore da Vida que nos prende à terra para que o processo de evolução seja uma realidade. Sejamos firmes e flexíveis para que a seiva continue a fluir até à realização final.” Não posso deixar de vos dizer como é maravilhoso o espectáculo das Ginkobilobas no Jardim das Amoreiras, em Lisboa, chegado o Outono! Por enquanto ainda não atingiram o ponto que vos mostra a fotografia acima, tirada o ano passado. Vale a pena estarem atentos. Este jardim é mágico e inspira qualquer um que por lá se detenha em pausa da lufa-lufa do dia a dia. Uma das muitas árvores tornou-se minha amiga, chama-se Fausta. Como esse encontro se deu, está contado no meu próximo livro “A Alma e os seus Percursos” que está previsto sair em meados de Dezembro (Editorial Angelorum Novalis). Esta estação do ano, em Lisboa, tem uma Luz particular, um Verão a despedir-se suavemente, deixando as lembranças das férias bem guardadas. Um tempo para, devagarinho, irmos m...

MEMÓRIAS

Calha estar neste momento a gozar um curtíssimo período de férias no sul de Espanha e, logo, as memórias dos tempos em que por cá viajávamos para atender cursos de Instrutores. De facto, posso dizer que conheci muitos lugares deste país pois os cursos não eram sempre feitos no mesmo sítio e as escolhas dependiam da disponibilidade de seminários ou colégios em férias escolares. Os primeiros funcionaram na serra de Gredos, não muito longe de Talavera de la Reina; seguiram-se Cervera de Pisuerga, de que já vos falei, bem a norte, a caminho de Santander e com os Picos da Europa por perto o que nos permitiu dar uns belos passeios nos poucos tempos livres que nos restavam dos estudos e práticas intensivas. A oportunidade de conhecer as zonas em redor deve-se ao facto de o nosso mestre ser uma pessoa bem relacionada, e, por isso, nos levava a sítios não muito turisticamente conhecidos. Outro lugar que nos deixou lembranças, umas até engraçadas, foi Dueñas, perto de Valladolid. Como curiosidad...

REVELAÇÕES

Qualquer relação pressupõe uma gestão de energia que por ela circula e que resulta de uma combinação de forças, umas vezes complementares, outras contraditórias. A harmonia estabelece-se em consequência duma expressão contínua de sentimentos que se vão desenvolvendo à medida que o conhecimento mútuo se aprofunda e se consolida. As afirmações ou as negações do que somos, ou gostaríamos de ser, são pistas que nos levam a descobrir que o que verdadeiramente conta é a Essência e tudo quanto está por detrás das aparências é uma Luz que surge no meio das sombras, iluminando o nosso campo de acção para que não hajam dúvidas. O que revelamos ou desejamos que nos seja revelado, jamais pode ser confundido com as projecções resultantes das experiências vividas no compasso de espera, amadurecendo o suficiente para não agirmos na vulgaridade das sensações passageiras e mesquinhas. O jogo de luzes a que nos habituámos serve, simplesmente, para esconder aquilo que, na verdade, só pode ser dado a conh...