ESPERAR
ESPERAR
Há
dias em que é preciso esperar que alguma coisa aconteça para ser ponto de
partida para o dia que se apresenta. Ontem celebrámos o dia da mãe e,
naturalmente, vivido, com emoções variadas, pois as memórias acordam saudades,
aquelas lembranças que nos tocam profundamente. Estes dias especiais despertam
"sentires", que nos obrigam a dar mais atenção, levando-nos a actuar
de acordo com a situação.
Como mãe e avó, sou sensível à noção que este estado me mostra a importância de
estar consciente desse papel, que a vida me ofereceu, e que tenho de perceber
quanta responsabilidade acarreta, ao mesmo tempo que me faz ser uma
privilegiada. O meu instinto maternal foi despertado desde a infância, quando
gostava de ir visitar quem tinha tido um bebé. Vivia em Angola, num local onde
havia fácil convivência com a vizinhança. Mais tarde fui mãe de quatro seres
magníficos, que vieram dar origem a 11 netos, e para breve, 2 bisnetos.
No processo em que comecei a dar aulas de yoga, percebi que acabei por criar
uma família espiritual, pois estou sempre pronta e disponível para receber no
meu colo os que me tocam, e se sentem confiantes com essa condição. Aprendi que
todos temos um papel, e as relações representam o que esteja de acordo com a
circunstância ou necessidade. Vejo algumas pessoas a tomarem, também, um papel
na minha vida, representando sentimentos próprios. Serei mãe para alguns, tal
como sei que uns são meus guardiões, companheiros, mestres e irmãos.
O dia segue tranquilo, e a esperar o inesperado, que não tem de ser
espectacular, nem a precisar senão de seguir atenta e deixar que os meus deuses
continuem a velar por mim, e por todos quantos fazem parte deste grupo de
almas!
Grata como sempre, por poder continuar a olhar, e ver o mundo que me rodeia, a
ser objecto de grande atenção e oportunidade para aprender.
OM
SHANTI OM

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