IMORTALIDADE

 



IMORTALIDADE

O corpo, como matéria, é perecível, por isso sofre as agruras de quem lida com uma energia densa e poluída. A mente, como condutor, tem de aprender a lidar com as capacidades inerentes, sendo a doença um desequilíbrio, provocado por uma derrapagem, um esforço excessivo, que faz com que se perca o controlo da situação. Quando adoecemos tomamos consciência da nossa mortalidade física, questionando as razões, pensando que talvez seja coisa ligeira ou temporária, que conseguimos resolver. Se se prolonga esse estado, a preocupação é natural, podemos ficar à mercê da solidariedade, percebendo que a falência da recuperação não representa incapacidade, mas uma falta de oportunidade para que o ciclo se complete, sabendo da importância de perceber das possíveis razões a que estamos sujeitos. Não somos propriamente, deuses, apesar da divindade que reina em nós nos permitir alguma confiança, e que aquela circunstância seja sinal de que é preciso estarmos atentos, prontos para ir à luta!

Na saúde e na doença, reconhecemos os nossos companheiros de jornada, na tristeza e na alegria percebemos a necessidade de partilhar sentires, com os que fazem parte do grupo de almas, em que nos encontramos. Nas acções de cada dia nos revemos, e solidificamos o amor que nos une, continuando a aprender, para que siga o processo autoconhecimento, pessoal e colectivo. A imortalidade não está no corpo físico, mas no corpo astral e espiritual. Transcender a matéria permite-nos perceber que, realmente, não somos o corpo, pois, ao ampliarmos a consciência percebemos, que estar aqui e agora, nos obriga a uma responsabilidade de trabalhar em uníssono, dando e recebendo na mesma medida. Juntos, cumprimos a missão que nos foi destinada, aceitando o livre arbítrio concedido. Com alegria vivemos os momentos difíceis, visto que não estamos sós, e com as experiências dolorosas ficamos um pouco mais sábios? Talvez…Muito há para descobrir e para viver, continuando neste caminho em que a solidão é, apenas, a condição de sermos únicos, parcela divina, que algum dia se materializou para podermos actuar na terra, conscientes da mortalidade física e aspirando à plenitude do ser e do estar, numa dimensão que, ainda, nos escapa!


                                      


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