Mensagens

À DESCOBERTA

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VISITAS “ As almas curiosas buscam no encontro respostas às questões que ainda não sabem pôr. Precisam de ajuda, suave e firme, para poderem ascender às mais altas esferas, aí onde as respostas não têm perguntas. BASTA OLHAR. BASTA VER. BASTA SENTIR!!!” No subconsciente jaz o Conhecimento adquirido ao longo dos tempos. Essa Sabedoria implícita é importante para levar a cabo o nosso processo de transformação que seguirá de acordo com a necessidade de avançar, mantendo o equilíbrio e a serenidade. As respostas virão sem que sejam formuladas perguntas. Somos aprendizes da própria Vida e como Mestres passaremos o testemunho com a responsabilidade própria de quem sabe que os caminhos se abrem à medida da nossa disponibilidade. O êxito é a resposta a um dever cumprido no sentido da União (Yoga) dos opostos – atracção e repulsa (Raga e Devesha). O Amor incondicional é a realidade assumida sem medo, prova de tolerância e aceitação das diferenças. Serve esta introdução para continuar com as mi...

ARTE DE VIVER

Quando nos tornamos instrumentos da vontade divina estamos em condições de canalizar o fluxo dessa energia cósmica de maneira que ela se torne expressão de criatividade. Somos a materialização daquela vontade e, como tal, temos de deixar transparecer os dons concedidos, sem inibições nem arrogância. A criatividade é um processo de gestação que tem um tempo próprio e dá origem a novas vivências, frutos que manterão ternamente ligados os intervenientes no processo. Essa ligação ultrapassa a compreensão humana pois a criatividade é a forma de aceitarmos a nossa divindade. A serenidade só é possível quando existe um tempo de pausa e de reflexão, escutando o silêncio que cresce dentro de nós, transformando-se em canto de pássaros numa manhã de Primavera. É imprescindível que a nossa alma seja banhada pela Luz para que se renove a esperança de forma inequívoca. Estar aqui e agora, num momento em que o meu corpo pede descanso, é transcender a matéria e sentir que não somos, realmente, o corpo...

IMPRESSÕES

“ UM HOMEM SÁBIO SÓ AGE DE ACORDO COM A SUA PRÓPRIA NATUREZA.” O principal objectivo da Vida é a auto-realização. Todos buscamos a felicidade de alguma maneira embora o sofrimento seja a pedra de toque neste mundo em que vivemos, porque o Homem desta sociedade moderna perdeu o contacto com a natureza afastando-se da sua divindade. No entanto, a dor não é mais do que uma chamada de atenção para que o Homem se volte novamente para as coisas de Deus. A busca da Felicidade faz parte da natureza do Homem, mas já não há quem ensine o Homem a encontrar o Caminho da Felicidade visto que toda a humanidade se virou para si própria e não para os outros, tal como o escorpião, dentro de um círculo de fogo, volta a sua cauda contra si pensando que a morte é o fim. O egocentrismo reinante faz parte desta era que tarda em mudar, exigindo dos mais conscientes um trabalho e uma persistência que só é possível quando se encontra um grupo de apoio. É fundamental entrar em contacto com todos os que estejam ...

INAUGURAÇÃO

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Chegou, por fim, o grande dia (7 de Outubro de 1986). A sala ficou toda enfeitada pela Sita que tem um gosto especial para estes arranjos como podem ver pelas fotos que vos apresento. Começámos com uma meditação, seguida de demonstração da Saudação Sol, uma das praticantes de Almada cantou e terminámos com um belo lanche constituído, como sempre, por fantásticas e generosas iguarias trazidas pelas pessoas. O entusiasmo animou-nos nesta nova etapa e esse entusiasmo dura até hoje, apesar de termos atravessado períodos de grandes problemas. O prédio muito antigo, com a maioria das casas sem recuperação adequada, teve como consequência fazer-nos sofrer de inundações constantes que nos obrigaram a arranjar soluções e acudir sempre que a chuva nos entrava pela casa dentro já para não falar da má vontade de alguns vizinhos menos entendidos nestas matérias ióguicas. Valeu-nos a solidariedade de muitos fiéis praticantes que ora nos emprestavam um aspirador para tirar água da alcatifa, ora nos a...

CIRCUNSTÂNCIAS

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Acreditando que os pensamentos predominantes determinam o curso do nosso destino, quando as circunstâncias se tornaram propícias, comecei a dedicar todos os meus pensamentos à ideia de criar um “Satsanga” também em Lisboa. Mal acordava, imaginava que ele já existia e, depois, o dia seguia normalmente porque é assim que se faz. Se pensarmos que um dia vamos ter o que desejamos, nunca acontece porque é “sempre um dia...”. É preciso criar as imagens concretas para que sejam alimentadas com a energia do pensamento. E foi assim que, um belo dia, o aluno encarregado de procurar o lugar ideal, me telefonou a dizer que achava que tinha encontrado o que procurávamos. Convidei uma amiga, também ela aluna, para me acompanhar ao local para ambas sentirmos na pele a emoção do primeiro contacto com o espaço em causa. Escusado será dizer que foi amor à primeira vista! Era ali que iríamos ficar e logo começámos a imaginar como arranjar o espaço de maneira a servir o nosso propósito. Não foi nada fácil...

YOGA EM ACÇÃO

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Yoga é conhecer o Amor nas acções de cada dia, descobrir a Essência para além da aparência e crer na sabedoria divina. Isto é o que define a filosofia que considera o Homem como um TODO e acentua a ideia de que o Ser é responsável pelo seu próprio destino, baseado no facto de cada acção ter uma reacção de acordo com a intenção. Podemos considerar o Yoga como a Psicologia do comportamento mais antiga do mundo e, a partir desse pressuposto, começámos a desenvolver muitos trabalhos que ajudassem ao auto-conhecimento e à auto-perfeição, dentro daquilo que se apresentava ao nosso dispor. É preciso lembrar que, nos anos oitenta, se começava timidamente a falar da relação corpo-mente-espírito e de uma noção do Transpessoal. Uma das primeiras pessoas a passar pelo Centro, partilhando os seus conhecimentos e a sua experiência, foi o Dr. Henrique Ribeiro, psicólogo e professor (hoje também formado em homeopatia) que nos trouxe como tema “PSICOLOGIA E PARAPSICOLOGIA COMO ELEMENTOS DE TERAPIA!”. P...

EM MOVIMENTO

“A energia em movimento provoca estados alterados de consciência que desencadeiam processos imparáveis, originando todos aqueles acontecimentos que se esperam, apesar de inesperados. O encontro das almas dá-se no instante em que se reconhecem como irmãs, fruto do mesmo ventre celestial. A unidade na diversidade é a prova que precisavam para acreditar.” Ter casa própria permitiu-nos desenvolver um trabalho de acordo com a vibração que se foi estabelecendo e concretizando. A frequência em que nos movimentamos é determinante para o processo em curso. A experiência adquirida ao longo dos anos é a mais valia para qualquer trabalho e muito mais quando nos metemos por caminhos de espiritualidade. O grupo que serviu de base a esta aventura, foi-se consolidando e esta dinâmica permitiu-me avançar com alguma temeridade e a confiança possível. As coisas foram-se fazendo, com as dificuldades próprias de projectos inovadores e mesmo arrojados para a época. O pioneirismo tem o seu preço, mas também ...

DE CAIXEIRO VIAJANTE À CASA PRÓPRIA

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A minha primeira experiência como uma verdadeira Instrutora de Yoga, deu-se quando decidi arriscar oferecendo os meus serviços ao Clube Atlético de Alvalade. Uma amiga fazia lá ginástica e disse-me que não tinham aulas de Yoga, por isso, resolvi apresentar-me à direcção do clube que se mostrou muito interessada. Nesse tempo o clube era muito modesto e gerido por carolas o que me agradou logo. O espaço que encontrámos não era a última maravilha.... um sala onde se faziam trabalhos de pintura decorativa, chão de cimento e com um acesso complicado (tinha de se passar pela sala de “ballet”). Mas, como a vontade de começar era muita, aceitei o desafio e começámos com cobertores no chão, um candeeiro de bicha e o aquecimento, tudo coisas que trouxe de casa. Apesar das condições precárias, começaram a aparecer alunos (mais alunas, claro!) e o entusiasmo pegou de tal maneira que, no ano seguinte, alcatifaram a sala. Duas das primeiras alunas, fizeram-se instrutoras e uma delas, apesar dos seus...

TEMPO DE LUTA, TEMPO DE CONQUISTA

Como o tempo “não” existe, não me tenho preocupado em demasia com a ordem cronológica dos acontecimentos porque, à medida que as memórias desfilam no meu Ser e no meu Estar, tento ver as situações com uma certa distância, alguma emoção e desapego pois o tempo também nos dá outra medida e outros olhares. Quando vos disse que, depois da viagem, se seguiram tempos difíceis, não estava a pintar as coisas demasiadamente escuras. A verdade é que a descoberta do Yoga fez com que se desse uma revolução em mim pois comecei a ter mais consciência do que era e como era a minha verdade e ao mesmo tempo que tentava acompanhar o crescimento dos meus filhos que estavam em adolescência aguda, todos ao mesmo tempo!!! Desequilíbrios de vária ordem que, várias vezes, me tiraram do sério... Lidar com uma família em crescimento acelerado, num tempo em que as portas de Portugal se abriram à Liberdade, foi tarefa ciclópica, com resultados nem sempre da melhor qualidade. Não vou entrar pelos caminhos do julga...

REGRESSO

A paragem em Bombaim foi de algumas horas o que deu para mais algumas compras. Eu, por exemplo, tive de adquirir uma mala para conseguir encaixar o que trazia e o que ainda comprei. As coisas são baratíssimas e uma tentação pela originalidade e, além disso, nós temos o costume de levar lembranças para a família. Nesse tempo não havia por cá o que há agora, é preciso que se note. Jantámos onde calhou, mas eu não estava muito bem disposta; os balanços do comboio fizeram-me enjoar quando poisei os pés em terra. Foram muitas horas com pouco descanso. Depois do jantar começámos a aventura da viagem para o aeroporto. Tínhamos deixado as malas na estação e de lá seguimos, tendo apanhado pelo caminho os festejos do dia de “São” Ganesha. Parecia Carnaval. Grupos de gente empunhando estátuas do deus todo enfeitado, cantavam, dançavam e atiravam “kum-kum” (pó vermelho para dar sorte) uns aos outros. Ao princípio achámos graça, mas a demora do trânsito tornou-se cansativa por causa do pó e do calo...

ÚLTIMOS CARTUCHOS

Chegámos ao último dia de estadia em terreno sagrado. Acordei cedo como sempre e tive de esperar que os meus amigos dessem à costa para tomarmos o pequeno-almoço. Enquanto esperava por eles, quem deu à costa foi o sr. Singh com dois rapazes amigos e curiosos. Fizeram-me companhia e lá estivemos a conversar, com o sr. Singh a fazer de interprete. Falámos de tudo um pouco, expliquei-lhes como era e onde era Portugal, como era a nossa cultura e a nossa religião, etc. Logo que nos despachámos, seguimos para o Ashram do Sai Baba, um mestre muito conhecido tanto lá como no Ocidente. A casa era uma moradia muito bem arranjada e tinha um guarda visto não estar lá ninguém. Como nada de interesse se passasse ali, seguimos em direcção à floresta, atravessando a ponte virámos a montante. Embrenhámo-nos floresta dentro e logo começámos a transpirar. A sensação de estar numa floresta densa, onde o Sol não penetra, é estranha e, de certo modo claustrofóbica. Visitámos uma gruta onde era suposto estar...

NOVAS VISITAS

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À tarde fomos então com o nosso guia visitar o Ashram do Maharish Mahesh que é o “Guru” da Meditação Transcendental. Metade do caminho era semelhante ao daquele em que fizemos a visita ao yogui da montanha, mas a certa altura atravessámos uma denssíssima floresta, linda, linda. O calor é que era sufocante e o suor corria-nos em bica. Ao chegarmos, ainda tivemos de subir uma grande rampa e, no fim, não nos deixaram entrar. Uma barreira de rapazes logo se impôs, dizendo que não era permitida a entrada sem uma licença especial. Por favor, deixaram que visitássemos um exemplar das cabanas próprias para meditar, do tipo “iglo”, com dois andares; em baixo o quarto, lá em cima o espaço suficiente para se ficar sentado e uma casa de banho lá fora. Via-se que havia uma certa pretensão na ideia, coisa do tempo em que os “Beatles” iam à Índia à procura de inspiração. Aliás foram eles que levaram o dito Guru para a América, que lá se está bem melhor do que na Índia... O que ficou estava entregue ...

CERIMÓNIA (PUJA)

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E, assim, fomos avançando na nossa viagem ao tempo de mestres e discípulos, uma etapa que se tornou num prenúncio da minha orientação futura em termos de prática e ensino. Naquela época éramos um tanto ou quanto autodidactas, apesar da frequência dos vários cursos em Inglaterra e País de Gales. A mim faltava-me um método que me permitisse dar um sentido mais consistente à minha maneira de ensinar e viver a própria experiência do Yoga e o contacto com os ensinamentos de Sivananda tornou-se marcante, principalmente, quando comecei a ler os seus escritos e, mais tarde, ao encontrar-me com um grupo dirigido por um dos seus discípulos, o que vos contarei a devido tempo. Rumámos até ao Ashram do mestre Sivananda para assistirmos às cerimónias do Ganesha Puja (louvor ao deus Ganesha), à beira do rio Ganges. Estava um belo dia, segundo me diz o meu diário, a prometer bastante calor. Quando chegámos, ainda estava pouca gente no sítio onde se encontrava uma imagem de Ganesha, considerado o deus ...

ENCONTROS IMEDIATOS

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À BEIRA DO GANGES Começámos o dia pela visita a dois templos. O primeiro tinha um tanque com água, dita sagrada, e mal entrámos aproximou-se de nós um sacerdote oferecendo-se para nos fazer umas rezas e ungir-nos à custa de uma quantas rupias. À saída colocou-nos uma pinta vermelha na testa, acompanhada De outro pedido de rupias... O segundo templo era menos primitivo, não tinha tanque e como trazíamos a pinta na testa ficámos isentos do peditório. Pelo caminho visitámos o Ashram do Suami Sivananda e lá fomos atendidos por uma senhora muito simpática que nos deu o programa das actividades. Tínhamos que organizar bem as nossas visitas para não andarmos sempre de táxi o que fugia ao nosso curto orçamento. Curiosamente, o táxi, de vez em quando parava numa espécie de portagem e conseguimos perceber que passava por caminhos particulares e os donos teriam de ser informados das intenções dos viajantes. Quando chegámos ao hotel fomos...

PARAGEM NO TEMPO

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Acordei relativamente cedo, mas fiz um esforço para dormir até perto das sete porque tinha tido uma noite bastante agitada, talvez pelo cansaço e porque o barulho da ventoinha por cima de mim me incomodava. Quando o marido da minha amiga veio bater-me à porta para irmos tomar o pequeno almoço, soube que ela estava cheia de febre. Resolvemos que o melhor seria levá-la ao médico para cortar o mal pela raiz. Depois do pequeno-almoço, contratámos um táxi que nos levou ao pseudo hospital de Rishikesh. O motorista levou-nos directamente a uma médica que a medicou com os comprimidos suficientes para aquele dia, com ordens para lá voltarmos no dia seguinte. Não é como cá que passam receitas e, depois, ficamos com as caixas cheias de pílulas; lá dão os comprimidos suficientes para o tratamento e pronto! Passámos a manhã toda na conversa, fazendo companhia à doente. Almocei com o marido (a doentinha só queria fruta) e a seguir fomos dar uma volta até ao outro lado da ponte (vide foto acima) para...

A CAMINHO DE RISHIKESH

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O comboio era do tempo da outra senhora, como se costuma dizer, muito pior do que aquele que tomámos para Poona. Durante todo o caminho choviam coisas pretas o que nos impedia de ter as janelas abertas para não levarmos com elas em cima! No princípio da viagem ainda dava para observar o panorama que se ia desenrolando, bairros miseráveis que já não dava para estranhar, mas o que fez com que nos fartássemos de rir foi ver o espectáculo de dezenas de indivíduos a fazerem as suas necessidades à vista de todos! À nossa frente ia uma família indiana muito simpática: pai, mãe e uma filha crescida muito gira. O pai, logo ali tirou os sapatos e sentou-se no banco de pernas cruzadas. A certa altura, a mãe puxa dum farnel e o pai, continuando de pernas cruzadas, virou-se para o lado e preparou a mesa do repasto, caril de vegetais dentro dum saco de plástico, cebola crua, partida aos bocados, chapatis (pão indiano) e malaguetas. Lá comeram tudo à mão, não sem antes perguntarem se éramos servidos....

TAJ MAHAL

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A viagem durou 5 horas – a meio houve as habituais paragens para comer e fazer xixi. Por acaso, surpreendentemente, o sítio da paragem era uma espécie de oásis do Turismo oficial. É que parecia mesmo um oásis porque tinha um jardim, no meio de toda aquela pobreza e porcaria! Desta vez ficámos num bom hotel, do género daquele onde estivemos em Aurangabad, mas este até ar condicionado tinha o que proporciona outro conforto e descanso. Depois de almoçar não resisti a fazer uma sesta porque estava, realmente, cansada da viagem. Fui acordada para embarcar numa visita turística. Alugámos um carro e lá fomos até ao túmulo do avô da Imperatriz Mumtaz – a tal do Taj Mahal. Muito bonito e via-se que era preparatório para o futuro túmulo da Imperatriz. Situado no meio dum jardim e à beira do Rio Jamuna (rio irmão do Ganges, segundo reza a tradição). O seu estado de conservação deixava a desejar, mas compreende-se que num país onde há tanta miséria, é difícil pensar na conservação de monumentos, e...

JAIPUR - A CIDADE COR-DE-ROSA

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Aqui vamos nós, Índia acima, seguindo os passos estabelecidos ou improvisados. Como lhes disse, demo-nos ao luxo de apanhar um avião que nos levasse até Jaipur, a cidade cor-de-rosa. Esta parte estava programada porque com os transportes naquelas terras não se brinca… E, foi assim… Que apanhámos uma camioneta que nos deixou num modesto aeroporto onde tomámos o pequeno-almoço. A viagem não foi muito demorada e, à chegada, alugámos um Rikshaw com um condutor velhote amoroso que nos serviu de guia até ao fim do dia. Arranjou-nos um hotel, muito ao estilo de casa colonial. A minha amiga estava com um bocado de medo de novo encontro com as “amigas” baratas, mas as massas também não davam para outros luxos e, por isso, teve de se conformar. O hotel ficava dentro dum jardim, o que era excelente para nos proteger dos maus cheiros que vinham dos esgotos a céu aberto das redondezas. Depois do almoço demos início à visita à cidade que nos pareceu bastante bem delineada, com ruas largas e alcatroa...

OS TEMPLOS GRUTA

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A razão desta visita prendeu-se no interesse que estas grutas templo têm. Na Índia são muito comuns, contando-se quase 1200. Estas escavações não foram feitas a partir de grutas naturais. As rochas foram esculpidas de cima para baixo com ferramentas primitivas e a partir de planos feitos à partida. Os Budistas foram os primeiros a fazê-las. Os templos consistiam em duas zonas demarcadas: o templo propriamente dito e a zona residencial dos monges. As Grutas de Ellora são produto de três religiões: Budista, Bramanista e Jainista e contêm esculturas de deuses deusas representativas da sua fé. Chegámos ao Hotel Aurangabad Ashok onde ficámos muito bem instalados, se compararmos com as experiências anteriores. A janela do meu quarto dava para o jardim e, ao fundo, avistavam-se as montanhas. Depois dum rico banho e pequeno- almoço razoável, lá me enchi de coragem para resistir à tentação de mergulhar nos lençóis. Fomos até à “cidade”, se é que se pode chamar cidade a um amontoado de barracas...

SEGUE A VIAGEM...

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Cá estou novamente para vos contar como foi o caminho para Poona e respectiva estadia. É preciso que vos diga que a razão desta visita tem a ver com o facto de, nesta cidade, haver vários centros de Yoga e um Ashram do Suami Rajneesh, actualmente chamado Osho (já falecido). O que pretendíamos visitar era o centro dum grande Mestre de Hatha Yoga, Iyenger. Apanhámos o comboio na Estação de Vitória e lá nos sentámos numa carruagem onde nos reencontrámos com o suma-a-pau. A 1ª classe era bastante mais cara, por isso, optámos por poupar umas rupias, sacrificando o conforto. Por cerca de 120$00 tivemos direito a chá e uma refeição ligeira. A viagem até se fez muito bem pois passámos o tempo a contar as nossas aventuras e a ouvir as dele. Chegámos a Poona e, por coincidência, à saída encontrámos uma senhora que havíamos conhecido a caminho de Ganeshpuri que nos indicou um hotel ali perto. Infelizmente, esse estava cheio e acabámos por ir parar a um mais barato, tipo casa de passe, onde as ami...