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quarta-feira, junho 27, 2007

ENCONTROS




Neste último fim-de-semana (23 e 24), tive a grata oportunidade de saborear encontros muito especiais, o primeiro dos quais foi com a Família para festejar o 90º aniversário da minha sogra. Reunimo-nos em casa da irmã do meu marido que tem uma casa muito agradável na Aroeira com uma piscina onde nos refrescamos nos intervalos da petisqueira. As crianças andavam por ali à vontade e, à vista de todos, iam treinando as suas braçadas e os seus belos mergulhos. A senhora, apesar de muito velhinha e algo deprimida por não se conformar com as suas naturais incapacidades, lá foi gozando da boa disposição dos filhos, netos e bisnetos (alguns bisnetos estão na foto) que marcaram a ocasião, honrando os ancestrais e acarinhando os que olham o futuro com alegria e esperança viva.
Isto passou-se no sábado. No domingo fui assistir ao Dia Mundial do Yoga a convite do Presidente da Associação Lusa de Yoga Jorge (Jorge Veiga e Castro), meu colega de pioneirismo e amigo. Foi ali que tive a grande alegria de reencontrar uma colega dos primórdios destas aventuras (Clotilde Ferreira) e, principalmente, a minha primeira professora de Yoga, a D. Maria Helena de Freitas Branco, que foi homenageada como pioneira destas lides num tempo em que o obscurantismo ainda pairava neste país. Já não a via há uns bons trinta anos e o nosso encontro deu-se como se nos tivéssemos visto ontem!!! Abraçámo-nos com muita alegria e o entusiasmo de sempre e não perdi a ocasião para lhe mostrar a minha gratidão pelo empurrão que, então, me deu para que enveredasse por este Caminho, à descoberta de mim mesma, com os outros a servirem de espelho.
Deixo-vos com as duas fotos destas celebrações que nos deram tanta alegria e muito prazer. Yoga é União, sempre assim foi e assim será.
Fiquem bem!

sexta-feira, junho 22, 2007

SOMBRAS



Tenho andado a pensar muito nas sombras que nos perseguem quando o Sol não está a pino! Quero com isto dizer que, apesar da atenção que damos aos pensamentos predominantes, sempre surgem sombras que nos acompanham e nos fazem sentir as piores pessoas do mundo... Penso que a culpabilização que resulta da consciência do lado obscuro da nossa existência, tem a ver com a cultura em que estamos inseridos e que nos obriga a, constantemente, levar a mão ao peito, “mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa”, até que nos sejam perdoados os pecados. E pior, são os pecados por omissão!!! Aquelas boas acções que devíamos ter feito mas não fizemos. Quando era pequena, a minha mãe obrigava-me a ir à confissão pelo menos uma vez por ano, normalmente na altura da Páscoa, e eu lá ia contrafeita e preocupadíssima com o que tinha de confessar a um senhor que eu não conhecia de lado nenhum. Chegava a escrever num papel os meus “pecados” para não me esquecer, mas com os nervos atrapalhava-me sempre e balbuciava umas quantas coisas e, tanto quanto me lembro, os meus pecados maiores eram: não fazer os trabalhos de casa, ser teimosa (esse continua...) ou ser desobediente. O que me embaraçava ainda mais era esquecer-me do acto de contrição! Lá rezava as ave-marias e os padres-nossos que me regeneravam na hora... Até à Páscoa seguinte.
Mas a verdade é que, ainda hoje, sou muitas vezes assaltada pela culpa da intolerância, dos julgamentos apressados e da dificuldade em esquecer ofensas ou mágoas. Esta coisa de termos de ser perfeitos não dá descanso nenhum e é algo que temos de trabalhar todos os dias porque o que está impresso na nossa mente, salta-nos ao caminho a todo o pé de passada, e quem não tem um padre que exerça o seu poder do perdão, tem de se perdoar a si mesmo e esperar que o Karma seja benevolente com as nossas fraquezas/sombras. O Pai-nosso é um excelente meio de alcançar a Paz quando dizemos e cumprimos: perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Tenho-o sempre presente, não vá o Diabo tecê-las...
Assim seja! OM, AMEN.
Fiquem bem!

sexta-feira, junho 15, 2007

CONSCIÊNCIA E SABEDORIA



Engraçado como a vida se processa num eterno retorno!... Mais uma vez vos deixo parte de um texto retirado do meu segundo livro “CONTACTOS – Corpo. Mente. Espírito”, pois me parece bastante actual e capaz de ajudar a compreender os mecanismos da mente. Aqui vai:

Será bom que se entenda que em todos os fenómenos físicos existe uma consciência. É importante, pois, que se veja a nossa posição no Universo e na Natureza, segundo essa perspectiva. Uma vez que fazemos parte da própria Natureza, podemos afirmar que, de certo modo, damos vida à Vida, criando a nossa própria realidade. Esta é a única VERDADE. Conhecer este facto é saber o segredo da criatividade, da espiritualidade, da relação com as partes e com o TODO.
Quando falamos de "EU" não se deve confundir com "eu" de "Ego", pois o Ego é uma parte do "EU"; é a parte adequada a conduzir as operações da mente consciente, e tem a ver, directamente, com os aspectos materiais da existência. O Ego é uma parte altamente especializada da nossa identidade maior. É ele que domina a vida duma forma geral. O Ego e a mente consciente não são uma e a mesma coisa. O Ego compõe-se das várias partes da personalidade - é uma combinação de características que estão em permanente mutação, e que actuam duma forma conjunta - o que nos permite uma relação com o mundo exterior.
A mente consciente é uma óptima ferramenta de percepção, uma função que pertence à consciência interna, mas que, neste caso, se volta para fora para acompanhar os acontecimentos. Através da mente consciente, a alma olha e vê o que a rodeia. Se não houver interferências, a consciência é clara. De certo modo, o Ego é os olhos através dos quais se contacta a realidade material, física. Mas a mente consciente muda a sua atenção ao longo da existência. O Ego, apesar de se julgar o mesmo, está, também ele, em permanente mudança. Quando a mente consciente se torna rígida ou permite ao Ego actuar isoladamente, aí é que as dificuldades aparecem. Nessa altura o Ego faz com que a mente consciente trabalhe noutra direcção, bloqueando a sintonia com os outros e, até, com os mundos de natureza mais subtil.
É a partir da nossa identidade, duma forma geral, que se forma a realidade tal como a conhecemos. Depende de nós fazer CONTACTOS, quaisquer que eles sejam, com alegria e entusiasmo, tornando a mente cada vez mais clara, de maneira que o Conhecimento profundo da nossa verdadeira identidade se possa expressar afirmativamente. Cada indivíduo experimenta uma realidade única, diferente de qualquer outra. Esta realidade ressalta dum campo interior, dos pensamentos, expectativas e da própria cultura. Se acreditarmos que o EU INTERIOR está contra nós e não a favor, isso impede que a sua actuação seja a mais correcta ou antes, obriga-o a comportar-se de um modo marcado pelas influências predominantes a que ficou sujeito. A mente consciente tem como missão fazer apreciações correctas acerca daquilo a que corresponde a nossa posição em relação à realidade física. As falsas crenças, que povoam o nosso imaginário, serão um impedimento para que isto aconteça, pois as ideias preconcebido toldarão a visão clara das coisas.
O ambiente que nos cerca representa a materialização dos nossos pensamentos, emoções e juízos de valor. Uma vez que tudo isto se desloca no tempo e no espaço, é certo que temos as condições para modificar o que quer que nos seja alheio. O que pensamos sobre a realidade tem vida própria; está perfeitamente ao nosso alcance alterar as situações e torná-las mais agradáveis. São os pensamentos predominantes que governam a nossa existência! O nosso EU INTERIOR adopta a consciência física, a mente fisicamente consciente, como meio de manipular o mundo que conhecemos. A mente consciente está particularmente dotada para dirigir as actividades externas, para conduzir as experiências de modo a tirar o devido proveito.
As ideias preconcebidas acerca da natureza da realidade são, então, dadas por pequenas porções do Eu. Estas apoiam-se principalmente nas interpretações da mente consciente. A mente consciente aponta os objectivos e o EU INTERIOR torna-os realidade, usando todas as suas capacidades e imensa energia.
O grande préstimo da mente consciente reside, precisamente, na sua capacidade de tomar decisões e apontar objectivos. O seu papel é, no entanto, duplo: serve para coordenar condições, tanto dentro como fora e para se servir das informações provenientes do mundo que a rodeia e do próprio manancial interior. Não é, pois, um sistema fechado sobre si mesmo.
Como humanos precisamos duma grande discriminação no uso duma tal consciência e, no entanto, muitas pessoas têm medo até dos seus próprios pensamentos. Não os examinam; aceitam tudo o que os outros dizem, acreditam, ou que lhes foi imposto. As informações que se obtêm por esta via serão sempre distorcidas.
Não existe uma batalha entre a intuição e a mente consciente. Isso sucede aparentemente quando o indivíduo se recusa a enfrentar toda a informação que lhe é prestada através da mente consciente. Às vezes, parece ser mais fácil fazer reajustamentos ao seu comportamento do que promover uma auto-análise que permita uma evolução mais positiva. Nestes casos, o indivíduo acaba por adquirir muitos conceitos em segunda-mão, alguns contradizendo-se. Os sinais que o corpo, e o EU INTERIOR recebem não são fluidos nem claros, mas um emaranhado conjunto de contra-indicações que o levam a actuar por conta de outrem em vez de o fazer por conta própria. As vivências no campo espiritual têm uma característica de subtileza que, algumas vezes, confunde e perturba. Sempre que nos concentramos, tornamo-nos canais por onde passa a informação. Sintonizamos com ondas específicas captando os sinais reveladores dos caminhos por onde temos de seguir. Os MESTRES, GUIAS ESPIRITUAIS, FAMILIARES e AMIGOS ajudam-nos, comunicando connosco duma forma espontânea e natural. A nossa receptividade é total pois acreditamos que a vida não se limita a um corpo que nasce, cresce e morre. A expansão da consciência dá-nos uma visão bem mais alargada do Universo, e dos seus diferentes planos.

Fiquem bem!

segunda-feira, junho 04, 2007

VISÃO CÓSMICA





A visão cósmica permite alcançar as mais altas esferas, aí onde reinam os Deuses, os Anjos e os Mestres que entram em sintonia com a terra e os seus habitantes, aqueles que estão prontos a receber esse contacto superior e podem concretizar os objectivos que a propagação das ideias de paz necessita.
A visão cósmica é determinante na obtenção dos resultados que se desejam nesta era que atravessamos. Os pequenos não têm importância, pois estão ligados ao imediato e à visão obscurecida por ideias preconcebidas. Concentramos a nossa energia nos projectos transcendentes que, apesar de tudo, estão ao alcance dos Seres que trabalham a sua consciência e a ampliam, purificando-a com a energia canalizada para um espaço dedicado à missão de pacificação da Terra e dos Homens, mesmo que as sua manifestações não sejam espectaculares.
A divulgação das ideias passa por uma capacidade de concentração e a sua propagação faz-se sem esforço individual e sem Ego. O EU que somos como Grupo Espiritual está, acima de tudo, de todos e cada um.
Estou convosco sempre.

SETH

Quando folheio os dossiers onde guardo as numerosas mensagens captadas ao longo do tempo, encontro sempre “recados” que servem para o momento ou que são inspiradores. No fim, a vida processa-se num eterno retorno e estamos constantemente a precisar de nos lembrar que a Luz está em nós, mesmo que, por vezes, lhe percamos o rasto. O Mestre Seth é uma entidade de natureza pedagógica que nos assiste neste projecto que é um Grupo Espiritual, com os pés bem assentes na terra. Contacto com ele quando preciso de esclarecer dúvidas ou receber lições preciosas. Enquanto temos corpo temos Karma e, isso pressupõe o facto de termos de enfrentar dificuldades, mesmo quando sentimos a força para vencer qualquer obstáculo. É um prazer partilhar convosco este privilégio.
Um abraço. Fiquem bem!