A minha Lista de blogues

quinta-feira, dezembro 30, 2010

"O que desejasm está dentro de vós próprios.
Não vos posso dar nada que não esteja no vosso Ser mais profundo.
Não vos posso mostrar nenhuma galeria de arte que não seja a vossa."

                                               Hermen Hess

Um abraço e votos de

terça-feira, novembro 30, 2010

RECONHECIMENTO


A prática do Yoga fez-me entender que a base da nossa existência é marcada pela lei do Karma (acção/reacção) e, por isso, o meu desenvolvimento pessoal começou logo a ser marcado pela ideia de que o que conta são as intenções, sob a influência das intenções. Para além de não ter de julgar ninguém, também aceito as consequências de tudo quanto faço ou penso. Cuido do meu sentir e dos pensamentos predominantes que regem a minha vida, saboreando e trabalhando para que a paz seja uma constante, com a preocupação de fazer com que as pessoas que me rodeiam me toquem e se deixem tocar por mim de forma positiva. A melhor protecção possível passa por manter em alta a nossa energia, não há dúvida. Nada, nem ninguém, nos pode afectar quando nos sentimos bem e estamos a cumprir o papel que nos cabe nesta existência. Não somos perfeitos, mas devemos procurar a perfeição ao alcance da nossa condição ou circunstância.
Dá-se o caso de nos ter sido oferecido (ao meu marido e a mim), um fim-de-semana alargado em Manteigas (Serra da Estrela), na casa de uma amiga. Amizade desenvolvida através do trabalho que fomos fazendo nos encontros que temos há largos anos. Normalmente, os meus pacientes e os meus alunos, acabam meus amigos, mesmo mantendo a necessária distância que permite a terapia ou a atenção adequada em cada momento – amor incondicional de parte a parte.
A estadia não podia ter corrido melhor! O tempo esteve magnífico nos dois primeiros dias, dando para percorrer a Serra nos pontos de maior interesse paisagístico. Deslumbrámo-nos com as cores do Outono, ouvimos o canto das águas que correm pelas pedras e poisámos o nosso olhar na brancura da neve lá no alto. O frio seco e o Sol animaram as nossas almas, sedentas de ar puro e tranquilidade. Ao fim do dia, recolhidos, no sossego da casa e calor da lareira, fizemos as nossas refeições, aproveitando para pôr a conversa em dia e adiantar leituras. No dia aprazado para regressar, acordámos com a neve que ía pintando de branco as árvores nuas e o caminho por onde chegámos. Uma surpresa inesperada que tornou completa estas mini-férias que gozámos até à última gota, reconhecidos pela oportunidade e acreditando que as nossas acções mereceram tal recompensa. Viemos carregados de boas energias e de atenções.
A viagem de regresso foi um pouco mais demorada, pois o tempo assim o obrigava. Chegámos prontos para voltar ao trabalho e ao encontro do Natal que se aproxima a passos largos. Aos Amigos e aos Deuses, agradecemos mais esta benesse, jurando continuar a fazer tudo por merecer as coisas boas da Vida.

Fiquem bem!





quinta-feira, novembro 11, 2010

ETERNO RETORN

Comecei a minha vida de adulta a trabalhar como professora de inglês, dando aulas a meninos pequeninos, uma experiência que não me deixou saudades… Foi sol de pouca dura porque, entretanto, me casei, dando início a uma ronda de vivências em que as mudanças de casa e de terra fizeram parte de um processo de crescimento a todos os níveis. Nunca me passou pela cabeça voltar a ensinar, no entanto, foi isso que me aconteceu quando passei a dedicar-me a partilhar os conhecimentos adquiridos na prática do Yoga como filosofia de vida. Os meus filhos foram crescendo e passei a ter tempo para desenvolver uma escola onde os praticantes pudessem aprender a ser e a estar bem com a vida e consigo próprios. O Satsanga - Centro de Yoga passou a ser um espaço de encontro onde muitos se foram descobrindo, percorrendo o seu próprio caminho de maneira a servirem a comunidade em que estão inseridos e cumprindo as suas missões.
Fomos acolhendo todos aqueles que se mostravam disponíveis para entrarem neste grupo de almas que se foi estabelecendo, à medida que os trabalhos e o convívio se foram desenvolvendo de acordo com as circunstâncias e os projectos que se mostravam ao nosso alcance e vontade. Muitas experiências, muitas vivências e trabalhos que nos permitiram despertar a consciência com a devida segurança e a calma necessária que estes processos exigem. Acabei criando uma família espiritual a par da biológica, que sempre me apoiou neste projecto que abracei de alma e coração, sem expectativas, mas com a consciência que da responsabilidade que implica. Ao longo dos tempos (já lá vão 30…) vi muita gente crescer e agarrar o que a vida lhes ia proporcionando, pondo em prática tudo quanto foram aprendendo por conta própria e com a convivência própria de quem sabe como importante é o espírito solitário, indispensável às questões que se apresentam a quem busca o auto-conhecimento e o seu lugar neste mundo.
Comecei por ser dona de casa e mãe de família e, assim como vi os meus filhos voarem para os seus ninhos, agora também vejo os discípulos seguirem o seu caminho, com a certeza de estarem preparados para serem o que têm de ser e continuarmos ligados pelo amor que nos une. Voltei a ser dona de casa em part-time, continuando a assumir-me como mãe de família, disponível para todos que precisem do meu apoio. Gosto desta calma e da sensação de estar presente e de fazer o que resta fazer. É o eterno retorno a acontecer neste Outono da vida. Mais uma vez dou graças aos meus deuses que tanto me têm dado e apoiado em todas as etapas e circunstâncias.

Bom fim-de-semana. Fiquem bem!

sexta-feira, outubro 22, 2010

CONSCIÊNCIA ACTIVA

O APARECIMENTO DA COSNCIÊNCIA ABRIU CAMINHO PARA UMA VIDA QUE VALE A PENA VIVER. ENTENDER A FORMA COMO ELA SURGE APENAS PODE SERVIR PARA REFORÇAR ESSE VALOR.”

António Damásio (in “O Livro da Consciência”, ed. Temas e Debates)


Não sei até que ponto a tomada de consciência nos pode perturbar… O estado de alerta constante, é uma ferramenta específica que, por um lado, nos permite perceber o que se passa à nossa volta e, ao mesmo tempo, aceitar o facto de que não vivemos isolados e que o nosso Eu evolui de acordo com as circunstâncias e as condições adequadas ao seu desenvolvimento. Por outro lado, continuamos a questionar-nos e a tentar “adivinhar” um futuro que sabemos ser provável. As impressões latentes, fruto de todas as experiências vividas ou sonhadas, são os trunfos que nos servem para jogar, tanto quanto possível, pelo seguro. A discriminação torna-se um valor considerável na escolha dos caminhos a seguir, aceitando os obstáculos que se entreponham no progresso do nosso desenvolvimento, que se quer tranquilo e consistente.
Apesar da consciência activa ser um valor, não deixa, por vezes, de constituir um peso. Afirmo isto com a convicção plena de quem tem pela frente uma senda em que a aceitação das circunstâncias será o factor primordial da paz desejada. Olhando para trás, congratulo-me com o que foi alcançado, seja no trabalho, seja nas relações afectivas, mas com a preocupação de encontrar um lugar em que possa depositar a minha energia e partilhar com os meus semelhantes tudo quanto seja útil para ambas as partes. Todos precisamos saber qual o nosso papel e preencher os vazios que, às vezes, se instalam quando não se vislumbra a intenção do estado das coisas. É certo que o corpo se manifesta a toda a hora, avisando-nos das lutas ou das fugas a programar, no entanto, as “cabecinhas” tontas inquietam-se e inventam tudo e mais alguma coisa, tentando vislumbrar paisagens magníficas onde reine a tranquilidade e a alegria.
Os tempos de crise poderão ser uma oportunidade para repensar valores e desenvolver a criatividade que nos permita tirar partido daquilo que esteja ao nosso alcance e estimular desejos suficientes para concretizar as acções de cada dia, com a melhor das intenções. Assim, vamos vivendo um dia de cada vez, cuidando do Ser e do Estar que é o nosso, de modo a continuar de peito feito, olhos postos na luz que nos toca sempre que a ela nos aprontamos e cheios de vontade de viver!

Bom fim-de-semana. Fiquem bem!!!








sexta-feira, outubro 01, 2010

CASA ARRUMADA

Acabei o ano lectivo com a consciência de que alguma coisa teria de ser mudada para conseguir levar a bom termo a próxima etapa. Fui para férias, arrastando algum cansaço, principalmente devido ao imenso calor que nos pôs a todos a suspirar e com o suor pingando a cada passo. Meti na minha cabeça a ideia de ficar disponível para receber orientação dos meus queridos Deuses e, assim, deixei que o Verão corresse da melhor forma para que a recuperação das forças anímicas se restabelecessem convenientemente. Foi um tempo em que a tónica incidiu na relação com a família e amigos, o que é sempre muito agradável.
De regresso a casa, arregacei as mangas para arrumar a minha casa e a casa onde se dão os encontros de natureza espiritual. E, quando digo CASA, estou a falar da realidade material… Limpar e organizar os espaços que são a base de sustentação de uma vivência plena e saudável (até me dediquei a fazer um “check-up”, coisa que não acontecia há mais de 5 anos!). Depois, seguiu-se um trabalho de grande paciência a viver cada dia, sem expectativas mas com esperança. E, não é que os meus Deuses me deram a oportunidade de avançar com um novo horário de trabalho que me permite uma liberdade fácil de usufruir e, ao mesmo tempo, com a certeza de poder continuar a servir as duas comunidades (familiar e espiritual) com o mesmo amor e a mesma atenção?...
O Outono foi entrando devagarinho e foi-se instalando no meu Ser e no meu Estar, o novo esquema de vida e a pouco e pouco, fui-me organizando interiormente para ir enchendo os espaços livres de modo a satisfazer as minhas necessidades a nível afectivo e emocional. Passado este primeiro mês, posso concluir que esta decisão foi acertada e bem aceite por todos quantos dependem dos meus cuidados.
Tenho a casa arrumada, real e metaforicamente falando! Resta-me, como sempre, seguir o Caminho proposto e continuar a ter o privilégio de receber as ajudas necessárias para responder com determinação, bom senso e a criatividade possíveis. As acções dependem das intenções em termos Kármicos, por isso, só tenho de me preocupar com o que sinto e com o que o meu coração me diz sinceramente. Os sonhos vão-se materializando à medida do que importa e do que seja e sem urgências.
Estamos bastante focados nos trabalhos que envolvem a partilha de conhecimentos para que cada um se torne auto-suficiente no seu dia-a-dia, com a consciência de que a sua energia é uma mais-valia para o ambiente onde se encontra. A 1ª sessão do II Nível do curso “Sentir Energia” correu muito bem, todos apostados a levar por diante a grande tarefa que é o auto-conhecimento. Aproveitando a onda, decidi apresentar uma iniciação a esta matéria àqueles que, por ventura, estão a despertar.



SENTIR ENERGIA - INICIAÇÃO

 Com: Maria Emília



Dia 23 de Outubro, das 15:30 às 18:30


Neste encontro propomos um trabalho que leve a compreender a necessidade de perceber a importância daquilo que o corpo manifesta perante as diferentes situações a que está sujeito no dia-a-dia, seja nos espaços ou nas relações familiares e sociais.
Através de várias experiências, é possível captar as informações necessárias à descodificação dos sinais que permitem gerir a energia própria e a que nos rodeia.







 - Preço: 25.00 €
 - Local: “Satsanga – Centro de Yoga”



Fiquem bem!




















domingo, setembro 05, 2010

REGRESSO


Nas espirais do Conhecimento nos envolvemos para conseguir caminhar sem sobressaltos e com a confiança necessária para não vacilar!”

Acabadas que foram as férias, estamos prontos para dar início a um novo ano de trabalho, à descoberta dos caminhos que nos levem a ser o que somos, sem outra pretensão que não seja confiar nos Deuses, Guias, Mestres e os Anjos que protegem e purificam aqueles que se disponibilizam para avançar com o seu processo de desenvolvimento, integrado no Grupo d’Almas a que pertencem para que seja cumprido o karma pessoal e colectivo.
Á medida que o tempo avança, as experiências vividas permitem-nos definir projectos e estabelecer objectivos que melhor sirvam esta comunidade, continuando a valorizar a independência e a liberdade de todos e cada um. Com essa perspectiva, reformulámos os horários de funcionamento do Centro, acreditando na mais-valia das diferentes formas de comunicação de hoje em dia (telemóvel e internet), o Centro passará a abrir meia hora antes de cada aula ou de acordo com as necessidades (atendimentos ou visitas com marcação prévia).

Um grande abraço,


OM SHANTI OM



Maria Emília


INFORMAÇÕES


PROCESSOS EVOLUTIVOS

Com: Maria Emília

Dia 18 de Setembro, às 15:30

Neste encontro procuraremos partilhar experiências e conhecimentos que levaram ao estabelecimento de um sistema de trabalho e de desenvolvimento pessoal a que demos o nome de “SENTIR ENERGIA” e que se insere na prática da GLOBOTERAPIA, em que o diálogo com o paciente permite aplicar diferentes técnicas (Radiestesia, Shiatsu e hipnoterapia regressiva).


ENTRADA LIVRE


SENTIR ENERGIA – II NÍVEL
Com: Maria Emília


Dia 25 de Setembro, das 15:30 às 18:30

(Para mais informações contactar: geral@satsanga.pt ou 213833802)

quinta-feira, agosto 12, 2010

AS FÉRIAS EM ANDAMENTO



Não, não é aqui onde vou desabar para iniciar o processo de desligar da azáfama do ano que passou e do calor que nos tem atormentado estes dias. O meu destino inclui muita praia, muito sossego e o conforto essencial para a recuperação do nosso grupo familiar e oportunidade para contactar amigos.

A minha presença neste espaço sideral acontecerá da forma habitual, ou seja sempre que sentir que vale a pena partilhar sensações ou sentimentos.

Um abraço e boas férias a quem as estiver a gozar, em vias de ou suspirando por elas…



Fiquem bem!



OM SHANTI

terça-feira, julho 27, 2010

PEGADAS




Hoje em dia, fala-se muito na ideia de que deixamos pegadas à nossa passagem pela experiência de vida na Terra. Considero que, para além das próprias pegadas que vamos deixando pelo caminho, há aquelas que são deixadas por quem passa pela nossa existência, marcando a sua presença de um modo ou de outro. Quando olhamos para trás, essas marcas são uma constante lembrança daquilo que significaram para nós num dado momento. As pessoas que têm passado pela minha vida, deixando impressas as memórias desses momentos ou dessas etapas vividas em comum, fazem parte importante do meu processo de desenvolvimento e, sobretudo, do auto-conhecimento essencial ao avanço no cumprimento do meu/nosso Karma.
Naturalmente, foram os meus pais e os meus irmãos, os primeiros a afirmarem-se como elementos essenciais à minha educação e consciência do lugar que ocupo neste seio familiar e, mais tarde, no mundo. Não conheci os meus avós, mas também eles têm o seu papel na relação com a ascendência. Os amigos de infância fizeram, igualmente, parte deste conjunto que se prolongou até à adolescência. No tempo em que permanecemos em África, os amigos foram sempre cúmplices de muitas aventuras e guardo na memória esses episódios, pois fortaleceram em mim a ideia da partilha e da solidariedade. Quando viemos viver para Lisboa, o cenário e as acções mudaram radicalmente, visto que a liberdade dos trópicos não se coadunava com a vida numa grande cidade. O convívio era feito na escola, com as colegas (os rapazes estavam noutra escola…) ou em casa com os meus irmãos, principalmente com o meu irmão que tem uma idade mais próxima da minha. A minha mãe passou a ter o papel principal na nossa educação porque o meu pai voltou para África, onde permaneceu bastante tempo, com muita pena minha/nossa. No seu regresso definitivo, estranhou encontrar adolescentes feitos… Felizmente, a adaptação não criou problemas de maior, até me casar e partir para a Índia onde o meu marido/noivo se encontrava em comissão de serviço.
O facto de ter viajado bastante, para acompanhar o meu marido, permitiu-me abrir horizontes e ter e criar amizades duradouras, que prezo especialmente. Os filhos começaram a poisar os seus pés e a deixarem a sua marca indelével. Ainda hoje é assim e, agora, também os meus netos vão fazendo o mesmo. Em continuidade, a partir do momento em que comecei a dar aulas de Yoga e a acompanhar o desenvolvimento dos que se ligam espiritualmente a mim, fez com que goze o privilégio de reconhecer as pegadas que vão marcando o caminho que percorremos juntos, com alegria e confiança. Tenho, realmente, sido abençoada com o facto de ter por companhia os que precisam da minha energia e de quem recebo tanto, numa troca que só termina quando a necessidade deixa de existir ou sempre que é preciso “treinar” o desapego.
O caminho traçado segue, assim, em boa companhia e a viver cada experiência com a certeza de que há ainda muitas lições para aprender…

Fiquem bem, apesar do calor que aperta sem desculpa!



quarta-feira, julho 14, 2010

DOIS E DOIS, QUATRO?...


Acredito que a contabilidade na vida nem sempre dê certo! Não acreditam? Então, vejamos: se assumirmos uma identidade e nos mostrarmos tal qual somos, os resultados dessa atitude pode, muito bem, fugir ao nosso controlo ou às nossas expectativas. O que os outros vêem em nós pode escapar ao nosso entendimento e será difícil corresponder inteiramente ao que esperam de nós. Quando nos entregamos a um projecto ou a uma relação, não é possível controlar as consequências à distância, em termos de tempo e de espaço, visto que vamos vivendo as circunstâncias de acordo com o sentir de cada momento, procurando o equilíbrio entre dar e receber, para que, na devida altura, possamos escapar a desilusões e mágoas, ou prosseguir com as acções que alimentem e consolidem a situação em questão. Só através das acções de cada dia conseguimos perceber os nossos próprios limites e satisfação que a entrega proporciona.
Devemos estar vigilantes, mas não excessivamente prevenidos para evitar eventuais desastres. Os afectos, como qualquer construção, são baseados em riscos que têm o seu preço e vão deixando as suas marcas que servirão como sinais que nos obrigam a maiores cautelas sem, no entanto, fecharmos as portas a novas experiências que farão parte do nosso processo de desenvolvimento. Pecamos imensas vezes por defeito e isso faz parte da nossa humanidade. Somos o que somos e seguiremos de acordo com o que vai fluindo pelos caminhos traçados, cujo fim não enxergamos… FELIZMENTE!!!
As pessoas aproximam-se e afastam-se de acordo com os seus próprios interesses ou necessidades e as roturas, apesar de dolorosas e, talvez, difíceis de compreender e aceitar, são reflexo da tal contabilidade. Cada um sabe de si e o que, na realidade, conta é a intenção que regula a lei do Karma, essa mesma de contas sempre certas… Cabe-nos lamber as feridas, saborear as pequenas vitórias e continuar com a esperança em alta e de expectativas moderadas. Por mim, continuo a achar que é bom que dois e dois nem sempre sejam quatro…
Fiquem bem!



quinta-feira, junho 24, 2010

MAIS UM ANO!



Quando chego a esta altura do ano, começo por tentar fazer uma avaliação do que representou o trabalho aplicado na manutenção deste espaço que dá abrigo a todos quantos se encontram no seu processo de desenvolvimento, pessoal e espiritual. Tenho a agradecer aos meus deuses a oportunidade que foi lançar mais um livro (“Meditar é Preciso…”), com o patrocínio de amigos e familiares. A sensação de dever cumprido é um dos factores predominantes em todas as minhas acções, com a participação generosa dos que comigo colaboram e, só isso, me permite estar animada a continuar, apesar das dificuldades que a crise económica implica. Não é fácil sobreviver à ideia de que um projecto se vá esvaziando sem se ver solução para que a paixão por um ideal não esmoreça! Diz-se que são muitos os convidados e poucos os escolhidos… De facto, acredito que as pirâmides são mais estreitas em cima, por isso, é natural que, à medida que os processos evolutivos avançam, as dificuldades em seguir em frente requeiram maior esforço e aplicação, daí que haja menos praticantes a envolverem-se num projecto de auto-conhecimento que requer bastante empenho, sendo essa a nossa aposta principal.
No último sábado, demos por findo o 1º nível do curso “Sentir Energia”. Para essa sessão especial convidámos a professora Eduarda Feio que desenvolveu o tema “Expressão e Criatividade” com a maior dedicação e maestria, levando-nos ao encontro da criança que há em nós, despertando novas sensações e muita alegria na descoberta de novas formas de sentir energia, na partilha com os outros. Foi, realmente, um final colorido e muito feliz, animando o pessoal a continuar no próximo ano, com a mesma vontade.
Até ao final do ano lectivo ainda teremos duas tardes em que os que participarem, poderão aprender um pouco mais sobre a massagem “Shiatsu” (dia 3 de Julho), com a professora Maria de Fátima Frias e experimentar técnicas chinesas de controlo do stress, com a professora Sílvia Romão (formada em Medicina Chinesa e Sentir Energia), a que chamámos “Ao encontro da Calma” (dia 17 de Julho).
No mês de Agosto, teremos aulas, 3ªs e 5ªs às 18.30, durante a primeira quinzena e ficaremos fechados até ao dia 5 de Setembro, para reposição das nossas próprias energias, aproveitando para uma maior tomada de consciência que nos permita começar o novo ano com alento e a disposição de sempre que é servir esta pequena e formidável comunidade que engloba os presentes e os que, alguma vez, por aqui passaram e continuam a fazer parte do Grupo de Almas que somos.
Os meus escritos continuarão, na medida em que acontecer o impulso de comunicar por este meio as ideias que fizerem sentido…
Fiquem bem!

domingo, junho 06, 2010

TRABALHOS









A primeira parte da tarefa que é a recolha dos textos que me pareceram capazes de preencher um conjunto de ideias para a edição dos meus contos, já terminou. Estão em processo de “fermentação”, à espera que me dê na cabeça voltar a olhá-los e eliminar aqueles que achar que não acrescentam alguma coisa ao conjunto que pretendo que seja um apanhado da minha vida, com as experiências que poderão ser um espelho a quem as ler ou uma leitura agradável, sem pretensões nem intenção de ensinar o que quer que seja a alguém. Não sou escritora, apenas uma pessoa que se serve da escrita como mais um meio de comunicação com os seus semelhantes, todos quantos estão nesta onda vibracional em que nos encontramos.
Os anos de vida que conto e os trabalhos em que andei, e ando metida, permitem-me tirar partido do que aprendi e continuo a aprender, nos relacionamentos humanos e na minha própria capacidade de ir gerindo emoções mais ou menos controversas, algumas fortes e na sua maioria indeléveis. As memórias foram-se tornando um manancial de informações que se transformam em sabedoria, sempre que a minha consciência se amplia e lhes dá a devida importância. De cada vez que releio alguns dos textos, consigo voltar a sentir as impressões deixadas por aquele momento, expressas nas palavras que procuraram dar forma aos sentimentos vividos em cada instante, com a distância adequada e o pragmatismo necessário para que este manual não se torne num olhar egocêntrico. A maturação desta ideia é fundamental para que me possa sentir confortável em mais uma exposição do meu profundo EU. Às vezes luto contra pensamentos que me mostram caminhos de retorno a um estado anímico que me faz apetecer baixar os braços e meter-me na concha, numa demonstração de, talvez, preguiça ou de não dar grande importância ao assunto... Para logo acordar e pensar que há um compromisso assumido, inerente a esta acção.
Tenho como perspectiva a vontade de ir arrumando as minhas estórias de vida contando estes contos de acordo com o desejo de alguns amigos que se acham disponíveis para os guardar como lembrança do convívio que fomos mantendo ao longo dos anos e que comigo viveram momentos extraordinários. São eles, mais do que eu própria a obrigarem-me a arregaçar as mangas e a avançar com mais este projecto. Tal como os nenúfares da imagem, vou flutuando ao sabor das ideias e das vontades que possam surgir a cada passo, sempre com aquela máxima de que o que conta é o pensamento-desejo, pois a intuição está na base da maioria dos processos em que me envolvo ou estou envolvida. Primeiro as ideias surgem, depois a sua concretização vai ganhando forma sem expectativa nem preocupação de tempo. Os meus Deuses falam sempre mais alto...
Aproxima-se o fim do ano lectivo e a pausa no Verão é ocasião soberana para deixar assentar os sonhos que vou dirigindo, consciente ou inconscientemente. O futuro é naturalmente, e só, provável!
Fiquem bem!

segunda-feira, maio 17, 2010

MÃOS À OBRA



Gradualmente, entrando pelo quinto ano do meu Blog, foi crescendo em mim a vontade de fazer uma recolha de textos de modo a dar origem a um livro ou, pelo menos, um catálogo que me permita olhar para aqueles relatos com os olhos de quem realmente viveu as experiências expostas a todos quantos se dão ao trabalho de espreitar o que vou passando, numa partilha constante de vivências que poderão ser espelho para alguns. Uma auto-biografia sincera e que não tem outra intenção senão mostrar como a vida nos proporciona tantas e tantas aventuras e nos provoca sensações que têm a ver com o processo de desenvolvimento em que nos encontramos.
Orgulho-me de ser capaz de fluir com os acontecimentos e seguir os impulsos que me parecem credíveis e importantes. Os pensamentos predominantes são o factor essencial para que possamos fazer exactamente o que temos de fazer, sem expectativas e com a confiança necessária para que a esperança dos bons resultados não esmoreça. Quando uma ideia nos bate à porta e nos faz sentir bem, significa que alguma coisa se vai passar e temos de a desenvolver com uma dose de desejo e vontade de a concretizar. Aquilo a que costumo chamar pensamento/desejo que é melhor do que desejo/pensamento, pois os desejos nem sempre se apresentam como o melhor caminho no cumprimento do nosso karma. Uma diferença subtil à qual é preciso dar atenção! Muitos desejos advém das influências externas que promovem vontades que nem sempre estão ao nosso alcance ou que não servem os nossos verdadeiros interesses. As emoções pregam-nos algumas partidas, colocando pensamentos que escapam ao nosso controlo, assim à partida, para logo percebermos que fantasiamos imenso sobre o que gostaríamos que a nossa vida fosse. A realidade é bem diferente e a crise financeira e de valores que estamos a viver actualmente, obriga-nos a pensar duas vezes para que seja possível manter algum equilíbrio a todos os níveis.
Quando nasceu em mim a vontade de organizar este Blog e dar-lhe forma de livro, claro que também me acompanhou o desejo que essa vontade proporcione um encontro com alguém que se disponha a publicá-lo… Mas vou procurar manter-me apenas na ideia de o ir organizando, pelo simples gosto de o olhar agora com outros olhos. É isso mesmo que já estou a fazer, pois sei que comigo as coisas têm de acontecer por vontade própria, ou seja, não adianta esforçar-me para além do imediato, visto que aquilo que vou sentindo passo a passo é o que conta. Não é fácil gerir esta maneira de estar, mas sei por experiência própria que é a única para poder fazer o que tenho de fazer até ao fim da vida.
Obrigada pela companhia que me têm feito nesta aventura que é a escrita no campo sideral e que me tem ajudado a manter o pensamento em boa forma, de modo a que a expressão dos meus “sentires” se faça de modo credível e agradável, com a preciosa ajuda do meu marido que garante a qualidade da pontuação e corrige os deslizes próprios de quem escreve mais devagar do que o correr do pensamento…
Fiquem bem!

sábado, maio 01, 2010

MÃES


“O Amor só toca aqueles que se dispõem a amar...
As Mães, por exemplo!”

Sendo amanhã o dia da Mãe, venho aqui homenagear todas as mulheres que tiveram, ou terão o privilégio de trazer ao mundo personagens que, pelo simples facto de serem desejadas ou aceites, deixarão a sua marca na passagem pela terra.
Sempre desejei ser Mãe e esse ideal concretizou-se plenamente e fui abençoada com os filhos que me chegaram ao colo e que fui criando de acordo com as condições circunstanciais e o saber que, naturalmente, fui adquirindo, com a certeza de ter cometido muitos erros e algumas injustiças. Não há cartilhas para que os Pais possam seguir com confiança pelos caminhos da educação que, necessariamente, acabam por ser aqueles que eles próprios trilharam com a ajuda dos seus próprios Pais. Não há educações perfeitas porque não há Seres humanos perfeitos, felizmente...
Como Filha, Mãe e, agora Avó, só posso afirmar que o principal é amar incondicionalmente e acreditar que a intenção é o factor decisivo para algum sucesso nas acções de cada dia. O resto depende em grande parte da recepção que cada um faz àquilo que vai ouvindo e observando em termos de comportamento. Somos, basicamente, bons imitadores, por isso copiamos os modelos que se apresentam e vamos tirando as conclusões que melhor nos servem ou nos permitem evoluir como adultos conscientes que pretendemos ser.
Neste dia deixo aqui o meu abraço a todas as Mães e a todas que, de uma maneira ou de outra, representam esse papel para além do factor biológico. Seria igualmente bom que a maternidade fosse respeitada e lhe fosse dado o valor correspondente. Que todas as Mães amem os seus filhos e que os filhos honrem as suas Mães, qualquer que seja a sua condição ou relação, é o que desejo.
O amor só toca aqueles que se dispõem a amar... As Mães, sem dúvida!
Fiquem bem!

quinta-feira, abril 22, 2010

ÀS VEZES APETECE-ME...




Como sabem, viajo de metro três vezes por semana e é uma coisa que me dá um certo prazer, não só pela comodidade e poupança de combustível, mas porque me sinto integrada no grupo de pessoas que vão à vida pela manhã e regressam, às suas casas, ao fim da tarde. Constato que, afinal, somos um povo ordeiro e respeitador… Muitas vezes me oferecem lugar, tendo em conta os meus cabelos brancos e há uma solidariedade implícita no acomodar de mais um passageiro no pouco espaço que resta às horas de ponta.
O título que vos apresento quer dizer que, às vezes, me apetece falar com os meus companheiros de viagem e saber um pouco da sua história de vida. Não que queira meter-me na vida de cada um, mas para estabelecer contacto. Afinal vamos ali todos juntos… Já me tenho atrevido a fazer algum comentário sobre percalços momentâneos, mas só obtenho como resposta um acenar afirmativo da cabeça ou simples sorriso de condescendência.
Esta minha atitude é capaz de advir do facto de lidar com muita gente e ter de estabelecer ligações e promover relações no meu trabalho e no dia-a-dia familiar. Ou bem que somos uma aldeia global ou fazemos de conta que sim, seguindo o que nos “vendem” política e socialmente. Nos prédios que habitamos ou onde trabalhamos, também não é fácil estabelecer contacto porque, sabe-se lá porquê, as pessoas passam por nós e nem abrem a boca para dizer bom dia ou boa tarde ou, pelo menos, esboçar um sorriso de aceitação da nossa presença… Confesso que, teimosamente, insisto em tentar manter alguma forma de comunicação, mesmo quando a resposta é desanimadora.
Como vivo e trabalho no mesmo sítio há muitos anos, tenho conseguido alguns progressos na ideia de que, um prédio é uma mini tribo que tem de conviver nos bons e maus momentos do grupo que formamos.
Às vezes apetece-me mesmo sair da minha própria casca e abraçar o mundo que anda por aí meio perdido ou à procura do seu lugar e da sua alegria. Como sou tímida por natureza e aprendi a respeitar o meu semelhante, fico-me pela vontade e vou usando o pensamento e as minhas acções como ponte que chega onde tem de chegar.
Agora, apetece-me desejar-vos um bom fim-de-semana, na certeza de que o contacto entre nós nunca se perde!
Um abraço.

Fiquem bem!

sábado, abril 10, 2010

MÚSICA NAS ESTRELAS



Sim, há música nas estrelas no espaço que percorro em cada dia, e o seu brilho vislumbro-o sempre que sei olhar... E os passos, são meus compassos que repito, respeitando os tempos e a as pausas necessárias para que me conduzam à música final que será, sem dúvida, a grande criação da minha vida.
A existência é música para quem souber tocar e ouvir. Espero bem SABER!

Refeita das emoções que a chegada do meu livro proporcionou, vivo sem expectativa, mas com esperança de que a partilha de sentimentos traga ao meu regaço o sabor de uma conquista que me permita dizer que valeu a pena o esforço, as preocupações e as dúvidas, próprias de quem sabe, apesar de tudo, que o que conta é a intenção. Desde que comecei a percorrer os caminhos do Yoga, passei a confiar na simples ideia de que toda a acção tem a sua reacção e que o que é importante é a consciência activa, de maneira a dar atenção aos pensamentos/desejos e aos desejos/pensamentos. O mecanismo das acções é determinado por estas duas ideias base, sendo que o ideal é que o pensamento desenvolva o desejo da sua concretização, embora, por vezes, possa acontecer o inverso e que um desejo dê lugar a um pensamento. Quando acontece dessa maneira, é natural que se entre no sonho ou na idealização de um projecto, que poderá realizar-se ou não. Não é, pois, tão seguro...
Pessoalmente, habituei-me a analisar as circunstâncias que derivam do que aparece primeiro, se o pensamento, se o desejo... Não há quem não tenha desejos, aquilo que nos impulsiona a avançar com o processo de vida e, também eu tenho desejos que pairam no meu espaço mental, num jogo de luzes que, algumas vezes, não passa disso. Na verdade, acredito mais nos pensamentos que vão desenvolvendo um desejo de concretização das ideias que se manifestam, sabe-se lá porquê. Tudo leva o seu tempo e essa espera nem sempre é gratificante, podendo levar-nos a deixar de acreditar ou confiar na sua materialização. Confesso que agora tenho o desejo de que este trabalho vos agrade e vos faça entrar na minha sintonia, a fim de seguirmos juntos pela senda da espiritualidade. Sós, mas não sozinhos.
Ao percorrer os espaços onde me encontro em cada dia, procuro olhar as estrelas e gozar o seu brilho, esperando que reflicta a música da minha alma em consonância com a música de todas as almas presentes neste momento da minha existência.
Bem hajam.
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!



domingo, março 28, 2010

REGOZIJO


MEDITAR É PRECISO...

Maria Emília







Como estava previsto, ontem dia 27, fizemos a festa da apresentação do livro, há muito prometido, pelos Deuses que assistem nesta Vida! E a festa foi linda, linda mesmo...
Reunidos Família e Amigos - que adorei ver ou rever - sentámo-nos para uma conversa em que fui desfiando as minhas estórias de Vida e de experiências ligadas a este mundo de magia que é a espiritualidade do Yoga Integral, uma filosofia que nos preenche e nos ajuda a seguir pelo caminho do auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal.
Depois de uma breve pausa, lançámo-nos nos cânticos, que puseram todos a vibrar numa frequência altíssima, deixando até as próprias crianças em transe! Presente, estiveram alguns dos meus netos e, pela primeira vez o mais novinho que, nesse dia fazia duas semanas de vida, sendo, por isso, centro de atenções... É claro que não podia faltar o bolo caseiro e alguns acepipes, “regados” com chá quentinho e sumos frescos. O convívio seguiu natural e reconfortante.
Não posso deixar de falar nos “ausentes” que manifestaram a sua presença através de palavras carinhosas ou magníficas flores, que embelezaram o espaço com as suas cores e o seu perfume. Por tudo, estou/estamos (grande trabalho, onde se envolveram os que colaboraram generosamente para o sucesso deste momento) imensamente gratos. Uma atenção especial para o António, meu marido, que nestas acções comunitárias e de família, é inexcedível quanto a ajudar para que tudo resulte a contento.
As manifestações de agrado pelo que vivemos e que também agradeço, foram muitas. No entanto não podia deixar de vos mostrar o “sms” que a minha neta Mafalda me deixou à noite, demonstrativa da sua grande sensibilidade, inteligência e amor:
“Adorei ouvir as suas palavras hoje, pois deixam-me tranquila e segura no meu próprio bem-estar! Obrigada por fazer parte da minha vida Avó. Beijinhos e, mais uma vez muitos parabéns!”
Sou, ou não sou uma privilegiada, ao pertencer a este Grupo de Almas eleitas pelos Deuses?
Fiquem bem!

Nota: O Livro encontra-se à venda no Satsanga.

quinta-feira, março 18, 2010

BENÇÃOS


Considero-me uma pessoa abençoada em muito aspectos. A minha vida vai sempre seguindo de acordo com os desígnios dos meus deuses e, apesar das dificuldades que se foram apresentando, ou se apresentam, consigo que os obstáculos sejam ultrapassados, levando a bom termo as acções previstas em cada momento e cada circunstância.
A bênção predominante na minha existência, que valorizo especialmente, é a família a que pertenço, acrescida da família espiritual que foi fazendo parte do meu ser e do meu estar. Neste ambiente nasci, cresci e fui-me formando como pessoa inteira, disponível para amar aqueles que se apresentam ao meu contacto e a deixar-me amar por quem de mim se aproxima de coração aberto e generoso. E, como se não chegasse o que já tenho, fui mais uma vez abençoada com a chegada de um neto que se veio juntar aos oito que já enchiam de alegria a nossa casa. A vida não para e, cada dia que passa, sinto um grande orgulho por viver experiências que deixam a marca do amor incondicional. Uma criança desejada e amada é sempre um bem para todos o que a rodeiam e uma mais-valia para a humanidade. Estamos, pois, felizes com este acontecimento que antecede a chegada do meu próximo livro, também ele, desejado e cheio de vontade de amar os que o lerem.
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!

OM SHANTI


quinta-feira, março 11, 2010

PACIFICAÇÃO




A Páscoa é um tempo de reflexão e de pacificação do Ser interior, preparando-nos para a chegada da Primavera. Um tempo em que tomamos consciência das nossas fragilidades e lutamos para conseguir ver a Luz para além das sombras. Este Inverno tem sido duro, com a crise regada pelas chuvas que encheram barragens e destruíram vidas e bens. A natureza manifesta-se de forma inexorável, mostrando-nos o seu poder, dando-nos a oportunidade de provarmos a nossa capacidade de regeneração e oferecendo-nos a ocasião para pormos em acção o amor ao próximo. Um espírito solidário que se revela sempre que as circunstâncias que nos ultrapassam.
Quando os dias começam a crescer, sinto logo a esperança a nascer dentro de mim e, sempre que o Sol rompe por entre as nuvens, saúdo-o com alegria, valorizando o seu calor e a sua luz cada vez mais. Maior ainda, é a alegria por ver aproximar-se o dia em que o meu livro se apresentará como testemunho de vivências pessoais que partilho com quem se sente nesta sintonia e no círculo de amizade onde me encontro, graças aos meus Deuses, Guias e Mestres.
Criar, seja o que for, é um trabalho que requer uma grande atenção e algumas ajudas que, felizmente, nunca me faltam nos momentos cruciais em que uma mãozinha especial faz toda a diferença! Tenho, pois, que agradecer a todos quantos têm contribuído para que este projecto da publicação do meu livro de pensamentos, se realize com dignidade e venha, deste modo, a dar prazer a quem com ele contactar. A responsabilidade é grande, mas o Amor posto nesta acção regozija-me imensamente.
Bom fim-de-semana.
Fiquem bem!

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

EM ANDAMENTO...


Estive esta manhã na gráfica onde está a ser preparado e impresso o projecto de que vos falei a semana passada e posso afirmar que as coisas estão a correr de feição e o produto final promete merecer a vossa atenção. Esta empresa já concretizou a feitura dos meus primeiros livros (“O Caderno do Praticante” e “Contactos – Corpo, Mente e Espírito”) e muitos outros trabalhos inerentes ao funcionamento do Centro, por isso, conhecem os meus gostos e o meu trabalho. Estou confiante e feliz por ver em andamento esta acção, materializadora da vontade de todos quantos valorizam aquilo que por mim passa e que, com gosto, partilho aqui e agora.
Tive quatro filhos, vou a caminho de nove netos, plantei uma ou duas árvores e a publicação do quinto livro, faz com que sinta que, a pouco e pouco, vou completando a minha vida, com a consciência de que faço parte de um TODO, apesar da minha natural individualidade. Somo seres livres, fazendo parte de alguns grupos de almas que se congregam para que seja possível realizar as tarefas propostas a cada instante ou etapa da existência.
Assim, seguimos, como Unidade, inseridos numa diversidade que nos enriquece e nos garante a protecção necessária para avançarmos com determinação e a discriminação própria de quem sabe que sabe… Não me canso de agradecer aos meus Deuses, aos meus Guias e aos Mestres que me assistem, sempre que apelo à sua ajuda e, igualmente, àqueles que me acompanham aqui na Terra, física ou espiritualmente.
Bom fim-de-semana.

Um abraço
Fiquem bem!




segunda-feira, fevereiro 15, 2010

PASSADO, PRESENTE E FUTURO



Amar o passado é estar no presente e não perder de vista o futuro... Estamos aqui por alguma razão!

Cada vez mais acredito que o passado se transforma na nossa história, a partir do momento em que acreditamos que o futuro se faz em cada presente. A filosofia do Yoga acordou em mim a necessidade de acreditar que, o que realmente vale, são as acções de cada dia e que quanto mais conscientes estivermos das suas repercussões, mais facilmente poderemos concretizar as ideias que nos vão passando pela cabeça e assentando, definitivamente, no coração.
Há muito tempo que tinha vontade de publicar um caderno com o registo dos pensamentos que canalizo espontaneamente ou quando alguma circunstância me pede atenção e necessidade de alguma resposta. Aponto o que surge e vou guardando para os partilhar com quem me rodeia ou aqui neste espaço sideral. Sei que nada nos pertence e que o que temos tem de seguir o seu curso, com a energia divina que nos privilegia. Com base nesta ideia, sempre esperei que chegasse, por fim, a oportunidade de concretizar esse objectivo, para que essa minha “herança” cumpra o papel de levar um pouco de mim a todos quantos me têm acompanhado nesta Senda. Como não tinha hipótese de o fazer através de uma editora, teria de o materializar por meio de uma edição de autor. Momentos houve, confesso, em que senti vontade de desistir, face à inexistência de fundos que garantissem o investimento e o risco envolvido. “Falei” com os meus Deuses para que me dessem um palpite e me ajudassem a acreditar que valia a pena seguir em frente. Como sempre, não me deixaram ficar mal e, nesta encruzilhada, decidi que a solução prática era arranjar patrocínios! E não é que pus de lado a minha timidez, e porque não o meu orgulho, abrindo o meu coração e disponibilizando-me para receber as ofertas de quem acreditasse no valor da ideia, ainda mais do que eu própria.
Agradecida, aceitei o que estava ao alcance dos beneméritos (anónimos por vontade própria) e assim, posso ir para a frente com esse antigo sonho. Resta-me agora garantir a qualidade do produto final, para que chegue às mãos dos interessados como manifestação de Amor incondicional e que a partilha se concretize integralmente. De mim para todos e de todos para mim.
Fiquem bem!






domingo, fevereiro 07, 2010




"Existe um tempo, um espaço e uma companhia que nos permite confiar no que sentimos e actuar de modo a realizar o que temos de realizar e compreender o que temos de compreender.”

Fiquem bem!


segunda-feira, janeiro 25, 2010

COMUNICAÇÃO E ELEMENTOS





  • A chama que arde no meu peito toca-me na garganta, que se apronta para comunicar as informações que chegam até mim por via subtil. SEI! Sei que sei e, no entanto, tenho de esperar pelos momentos adequados, aqueles em que a receptividade acontece, pois ela não depende de factores humanos.
    Concentro-me. Entro numa floresta que esconde um lago tranquilo, cujas águas dançam ao som do vento que acaricia a superfície, deixando transparecer o conhecimento que está para além da ilusão, contido num sonho sonhado com todos os Seres que fazem parte deste momento tão transcendente, tão especial! Depois, percebo que o meu corpo não é, senão, uma estrada feita de Amor por onde passam os caminhantes que se dirigem ao Absoluto. A luz que a ilumina, deixa-me ver que os obstáculos são questões kármicas que se vão dissolvendo nas acções de cada dia, pacientemente, mas com determinação. Os elementos conjugam-se para que seja possível levar a bom termo os objectivos propostos:

    A Terra que pisamos suporta o peso dos nossos corpos, fazendo-nos confiar nos passos que damos para chegar aonde temos de chegar.
    A Água que bebemos saceia a nossa sede, enchendo as nossas veias que pulsam ao ritmo do universo e entrando em sintonia com todos os Seres.
    O Fogo que arde nas nossas entranhas anima-nos nas subidas mais íngremes e aquece-nos nos dias em que o Sol se esconde.
    O Ar que respiramos dá-nos a leveza de um Ser em permanente ascensão. Os pulmões são as asas que nos permitem voar sobre vales encantados e passar precipícios, sem ter medo de cair no abismo.

    Fiquem bem!

segunda-feira, janeiro 18, 2010

"DHARMA, OU A QUESTÃO DO DEVER



É de certo modo difícil definir “Dharma”, apesar de se poder traduzir por “Dever”. É no entanto um tema que me apraz trazer aqui, porque tenho consciência de que, sem uma noção de dever, não há harmonia possível. Dever, pressupõe um sentimento de certeza e clarificação em relação ao papel a desempenhar em qualquer circunstância. Quando estamos a fazer o que está de acordo com a nossa própria natureza e intenção, isso significa que o dever cumprido nos permite seguir em frente com tranquilidade e a certeza de um karma cumprido. “Dharma” e “Karma” estão pois, associados.
Muitas pessoas se interrogam sobre esta matéria. Qual é o nosso dever nesta ou naquela ocasião ou situação? O que é que nos leva a fazer o que está certo? Com o tempo e a experiência da vida, para além dos meus princípios educacionais, chego sempre à conclusão que quando me sinto bem é sinal que estou a cumprir o meu dever, seja de cidadã, mãe, avó, mulher ou qualquer outra das minhas participações na comunidade em que estou inserida. É importante perceber que, também, é preciso que as regras que nos regem sejam claras, de modo a que nos permitam cumprir o que há que cumprir. Se um professor não ensina, um médico não trata, um aluno não estuda ou a polícia não nos protege, podemos dizer que o caos se estabelece e não reina a paz. Não há cumprimento do dever...
Nos dias que correm, a globalização deu origem a uma certa confusão nas normas de conduta que variam de cultura para cultura. A partir do momento em que passámos a viver numa sociedade multirracial, os contactos que se fazem rápida e frequentemente e a facilidade com que nos deslocamos, acabam por confundir comportamentos. É verdade que todos os países têm as suas leis, as suas regras que, de um modo geral têm de ser cumpridas mas, no dia-a-dia temos, igualmente, de nos relacionar com diferentes modos de vida e de intenções e nem sempre dá para perceber qual o nosso dever, porque cada um se rege por diferentes conceitos de educação que nem sempre coincidem!
A única maneira de nos sentirmos à vontade nos relacionamentos e com a certeza de estarmos a cumprir os nossos “Dharmas”, é estarmos atentos e marcar o nosso espaço com delicadeza e determinação, sem julgar nem criticar quem, porventura, não pensa como nós. Um exercício de amor incondicional e de auto-estima que vale a pena para que reine a paz neste nosso reino.
Fiquem bem!




segunda-feira, janeiro 11, 2010

ANO NOVO, VIDA NOVA?




Sempre que um ano começa, passa-se alguma coisa na nossa cabeça, pois damos connosco a pensar no rescaldo do ano anterior e naquilo que gostaríamos de ver acontecer naquele que dá os primeiros passos. As datas manifestam-se e acordam em nós sentimentos e sensações, às vezes, difíceis de definir. Pelo menos, comigo é assim. Não me preocupo, realmente, em antever o futuro, nem pensar se será isto ou aquilo, mas reconheço que é um tempo em que gosto de fazer um trabalho de introspecção que me permita eliminar defeitos e promover qualidades que me ajudem a levar por diante as tarefas propostas no dia-a-dia. Esta é uma das alturas em que tento renovar a decoração dos espaços, deitar fora ou dar coisas que estejam a mais e, principalmente, aceitar o que vier, com paciência e atenta aos sinais que me indiquem caminhos e acções adequadas.
À medida que avançamos na idade, é importante estarmos conscientes do rastro que deixamos, pois são marcas que podem influenciar aqueles que circulam no nosso campo energético e nos tomam como possível referência. O exemplo é a melhor forma de passar a palavra e os actos não passam despercebidos a quem estiver atento. A lei do Karma (acção/reacção), baseada nas intenções, determina a sequência da nossa vida e é, por isso, uma responsabilidade viver com especial atenção ao que sentimos e projectamos sem, no entanto, entrarmos em constantes “mea culpa”.
Neste ano que começa proponho-me desenvolver os aspectos da minha personalidade que acho que precisam alguns retoques. Felizmente não somos perfeitos e, por isso, temos trabalho que chegue para nos ocuparmos com essa atenção, sem rigidez, mas com determinação enquanto a vida decorre e nos ensina o que estamos preparados para aprender. Assim os Deuses, os Mestres e os Guias nos ajudem…
Fiquem bem!