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terça-feira, dezembro 29, 2009

ACABOU-SE O NATAL... VENHA O ANO NOVO!






NUNCA VOLTEMOS ATRÁS
TUDO PASSOU SE PASSOU
LIVRES AMEMOS O TEMPO
QUE AINDA NÃO COMEÇOU.”

Agostinho da Silva


Depois de quatro “Natais” e um aniversário, estamos num tempo de pausa que nos permite preparar a entrada no novo ano. Pessoalmente, é um momento em que sou levada à introspecção, através da arrumação da casa, que viveu estes dias em grande alvoroço. Como somos uma família grande, as festas sucedem-se de modo a abranger todos os grupos que, necessariamente, se dividem pelas conveniências próprias ou geográficas.
Começámos com o Natal do “Satsanga” que vos descrevi, seguido do Natal em casa de um dos meus filhos, cujas filhas vivem no Porto e se deslocaram para festejar connosco. Entretanto, fez anos a minha neta mais nova que celebrou os seus 3 aninhos na nova casa dos Pais (2 festas em 1). E, como sempre, a Consoada e o dia 25 foram passados em nossa casa, porque não é possível juntar todos no mesmo dia, visto que há pais e mães... Tudo correu a contento de todos, com alegria e muita Paz. A preparação recai, sobretudo, sobre mim com a colaboração efectiva do Pai de Família que se esmera na assistência a tudo e a todos para que nada falte. Quanto, por fim, fechamos a porta e todos tinham regressado às suas respectivas casas, o silêncio desceu suavemente, enquanto púnhamos ordem no espaço e na alma, que sorria de contentamento pela satisfação do cumprimento de mais um ritual Natalício na maior harmonia.
Natais houve em que conseguíamos reunir as diferentes famílias do meu lado (avós, irmãos, sobrinhos e netos), mas foi-se tornando cada vez mais difícil ter espaço para tanta gente (no último Natal éramos 60 e, agora, seríamos 70!) e, quando a minha Mãe nos deixou, passámos a festejar cada um em sua casa. Ainda não nos dispusemos a ir para um lugar neutro... Confesso que uma das coisas que me dá gozo nestas quadra, é enfeitar a casa, contactar amigos e inventar novos jeitos de fazer chegar as prendas aos netos mais velhos que, como se sabe, preferem um dinheirito que lhes permita satisfazer os seus gostos pessoais. Desta vez, por sugestão de uma amiga, colocámos as notas dentro de balões que tiveram de rebentar para as ter. Foi uma festa !!!
Assim, caminhamos prontos para bater à porta de 2010 que será, certamente, um ano como qualquer outro, com coisas boas e coisas mais difíceis, para as quais é preciso estarmos preparados de uma forma ou de outra. O mundo continuará a girar, indiferente às nossas fraquezas e alegrias, seguindo o seu processo evolutivo, como matéria que é. Cada um de nós terá de fazer o melhor que pode, dando e recebendo na medida do possível e com a consciência suficientemente ampliada para que a discriminação seja uma evidência a toda a prova e possamos caminhar de peito feito, orgulhosos, mas humildes.
Desejo a todos o melhor Ano do mundo!
Fiquem bem!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

FESTA É FESTA!!!









Cumprimos, uma vez mais, o ritual da Meditação de Natal, este ano acrescido da cerimónia de Iniciação de que vos falei no texto anterior. O espaço não é grande, mas no coração cabem todos quantos se dispõem a partilhar connosco esta vivência única que alimenta afectos e nos eleva espiritualmente. Um encontro saboroso que implica alguma organização e muita generosidade da parte dos que fornecem os alimentos para a ceia e de quem orienta e prepara a mesa, uma toalha estendida no chão que nos permite fazer um círculo à sua volta.
Antes de começar, recebemos o telefonema da Iniciante que se encontra na Holanda a trabalhar e que, por isso, teve de ser representada pela sua madrinha. Marcou assim a sua presença e nós manifestámos-lhe o nosso amor numa alegre saudação colectiva. Logo que estavam reunidos os convivas, começámos a entrar no silêncio, estabelecendo contacto com o espaço onde nos encontrávamos e com as pessoas à nossa volta. Depois deste período de acalmia, seguiu-se a Iniciação, um momento de grande emoção para todos. O nosso maestro explicou que era possível acompanharem o que se ia cantando e, realmente, os presentes animaram-se a entrar na festa com entusiasmo e a energia subiu ao mais alto nível! Terminámos a cerimónia dando as mãos para fechar o círculo e cantámos o nosso “Mantra” habitual (OM SHANTI, SHANTI, SHANTI…).
Como estava previsto, trocámos abraços em vez de prendas, descendo à terra para saciar a fome e apreciar os belos petiscos que fizeram o favor de nos proporcionar. Seguiu-se, como sempre, um agradável convívio, aproveitando para rever amigos e conhecer novas caras. Quando saímos, chovia, mas o calor humano que nos encheu o corpo e a alma não nos impediu de sair rumo a casa com a maior alegria e óptima disposição.
Missão cumprida, digo eu, que fico feliz quando tudo corre a contento.
Chegado o fim desta semana, começo o Natal familiar e a preparar a entrada no Novo Ano, na maior calma e aconchego da nossa casa.
BOAS FESTAS!!!
Fiquem bem!

quarta-feira, dezembro 02, 2009

NATAL À PORTA







Daqui a pouco é Natal… O tempo voa e nós lá seguimos com ele! A época natalícia desperta sentimentos contraditórios e desencadeia muitas emoções. São as saudades dos que já partiram, a luta contra o despesismo e, agora, a crise a bater-nos à porta, despertando consciências para a necessidade de se valorizar mais os afectos que a materialidade. Tempos houve em que este tempo me provocava alguma revolta e um grande cansaço pela atenção exigida à organização das festas familiares e espirituais. Tive de fazer algum trabalho para arrumar as ideias que afloravam ao pensamento e o desejo de fuga a palpitar insidiosamente. Algumas pessoas conseguem “fugir” do Natal e voar para outras paragens, aproveitando as férias que estas festas propiciam. Eu não! Os compromissos familiares e afectivos não me permitem sair e, também, gosto de cumprir algumas tradições que reforçam os elos que nos unem àqueles com quem partilhamos vida e vivências no resto do ano.
Começamos por celebrar o Natal do Centro, com uma Meditação e, este ano, seguida de uma cerimónia de Iniciação e Cânticos espirituais com um pequeno grupo coral que, com dedicação, ensaiou sob a orientação do músico/praticante Pedro Santos. Os encontros estabelecidos com o objectivo de ensaiar os cânticos a fim de enaltecer a cerimónia, resultaram numa experiência extremamente gratificante e passiva de grandes descobertas do potencial desta forma de expressão. Acabámos por assumir uma identidade, uma responsabilidade e um imenso desejo de animar a festa: “OM ANIM”.
A reunião familiar engloba um ritual indispensável que é fazer as filhós com a minha filha e receber um dos meus afilhados e respectiva família na véspera de Natal, para uma troca de prendas singela e a prova das ditas filhós, muito apreciadas pela filha mais nova. A consoada e o dia são passados em minha casa com os filhos e os netos disponíveis para cada um dos dias. Tudo na maior simplicidade e boa disposição.
NATAL É NATAL!...
FELIZ NATAL para todos.

Fiquem bem!!


quinta-feira, novembro 19, 2009

INICIAÇÃO





“Uma iniciação “yóguica” não é propriamente um exame. É, antes, um processo em que se trabalha a ampliação da consciência e se avança passo a passo, de etapa em etapa. A expansão dá-se em todos os sentidos, não é um caminho puramente ascendente. A verdadeira iniciação acontece quando há concordância entre a razão e a intuição e se aceitam os factos que vão acontecendo sem os questionar, apesar das dúvidas que possam surgir e sem a tentação de voltar atrás por achar o Caminho mais seguro ou mais fácil. A iniciação é, na realidade, uma aprendizagem que se faz com muito trabalho, mas sem esforço.”

In “O Caminho da Sabedoria” – ed. Novalis Angelorum (Maria Emília)


Na festa de Natal que se aproxima, celebraremos a iniciação de duas praticantes, cujo trabalho e dedicação no Caminho espiritual e de auto conhecimento se manifesta na sua integração no Grupo de Almas a que pertencem. Uma iniciação é sempre uma responsabilidade para Mestre e discípulo, pois a ligação que se estabelece é feita a nível do espírito e o envolvimento não tem, na sua base, características sociais. Dentro da tradição do “Satsanga”, será iniciado aquele ou aquela que foi proposta pelos Deuses que nos assistem neste processo. Nem o afecto, nem a vontade pessoal, são razão suficiente para decidir quem poderá viver esta experiência transcendente. É claro que o livre arbítrio tem o seu papel, o que implica a aceitação do proposto iniciado, depois de feito o convite para que a cerimónia tenha lugar. A partir desse momento começa uma nova etapa e o iniciante passará a assumir um nome espiritual e a usar o seu próprio “Mantra”. O nome é escolhido pelo Mestre, que pedirá que partam à descoberta do seu significado, para que haja uma identificação com ele. O “Mantra” é pessoal, visto que é preciso que o discípulo escolha aquele com o qual se identifica e o sinta integrado nas meditações.
Sempre que surge esta oportunidade, reina alegria no ar e todos se envolvem na preparação do acontecimento que é uma grande festa para esta pequena/grande comunidade. Os futuros iniciados escolhem um padrinho(a) que o ajudará nesta passagem tão importante para a sua ascensão como Ser, com a consciência plena do seu papel no mundo onde se encontra inserido e de que a evolução individual e colectiva passará a representar uma mais-valia para todos e cada um.
Agradeço mais uma vez aos Guias e Mestres, que me acompanham e ajudam, voltar a viver a emoção de partilhar esta vivência tão extraordinária com todos quantos se dispõem a marcar presença neste momento particular e principalmente a quem aceitou este desafio, confiantes e de coração aberto. Bem hajam e bem-vindas SAVITRI e UMA!!!
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!
OM SHANTI

quinta-feira, novembro 12, 2009

DETERMINAÇÃO


Quando os nossos sentidos estão despertos, o pensamento passa a ter uma força e a vontade passa a ser uma realidade com capacidade de transformar o que é preciso transformar, avançando para uma nova etapa, com atenção aos sinais que se manifestam a cada passo. É importante meditar para entrar em contacto com a própria Sabedoria e ter uma percepção cada vez mais clara do sentir mais profundo e receber apoio dos Guias e dos Mestres.
A Auto-estima e a confiança no processo de desenvolvimento em que nos encontramos, deve ser uma constante para se poder fluir com os acontecimentos, sem expectativas, desligados de preconceitos para que seja possível seguir pelo Caminho traçado e alcançar a realização, tanto pessoal como espiritual. A intuição é um factor primordial para lidar com os pensamentos predominantes que determinam o curso da nossa existência, abrindo espaço ao equilíbrio, à estabilidade emocional e com capacidade para usar os dons concedidos, no sentido de providenciar um estado de paz e harmonia, com a dose certa de desapego que nos leve a ser livres da influência do Ego e deixar crescer o Amor incondicional que nos serve e serve todos os que assim estiverem nessa frequência.
A determinação cresce na medida em que acreditamos que vale a pena viver a espiritualidade com os pés bem assentes na terra e os olhos postos na Essência de onde, algum dia, saímos com vontade de voltar com trabalho feito.
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!



sexta-feira, novembro 06, 2009

TREINO E APRENDIZAGEM






O espírito tem uma sabedoria muito própria, mas não foi só a experiência que fez com que chegasse ao ponto de evolução em que se encontra. Tudo estava contido no Ser onde habita, o que não significa um privilégio mas sim uma responsabilidade. A sociedade vive e respira por causa de alguns Seres mais evoluídos, mais atentos às suas solicitações mais íntimas e preocupados com aqueles que ainda não têm voz ou que não são capazes de sentir ansiedades próprias ou alheias. Viver é um treino e uma aprendizagem, um exercício onde os desejos vão cabendo nos sonhos ou ambições, sem nunca se abdicar deles. A criatividade faz parte deste processo e vai-se de descoberta em descoberta com a certeza de poder chegar mais longe, usando a singularidade da existência pessoal, com o propósito de servir a integração na família ou na sociedade a que, por algum motivo, se veio a pertencer, com uma linguagem específica que se vai entendendo. A experiência permite avaliar contactos pessoais, e perceber até que ponto farão parte do círculo de energia a que, naturalmente, se pertence. O instinto de sobrevivência é um factor determinante na escolha de parceiros, pois os mecanismos de defesa manifestam-se sempre que o perigo espreita.
A complexidade do ser humano mostra-se na forma como expressa o amor, para além dos gestos e das palavras e na atracção que leve ao encontro daqueles que dele se aproximam, também eles, à descoberta do seu espaço e da sua companhia. Não somos os únicos a viver a experiência de uma busca incessante do SER e do ESTAR, neste universo que nos transcende. É preciso não esquecer que todos somos únicos e que essa característica singular nos obriga a desenvolver as qualidades inerentes a ela, fazendo da liberdade o apanágio da existência, para que se cumpra o Karma devido, projectando o futuro a cada passo.
Integremos o espírito no corpo, alimentando os sonhos à custa do amor e colocando a esperança acima das frustrações, ressentimentos e carências. Treino e aprendizagem que requer apenas alguma atenção e confiança nos Guias e Mestres que nos assistem nesta Vida, para que possamos levar a bom termo o destino ou a missão proposta ou escolhida, para que a evolução da Alma seja uma realidade palpável.
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!

sexta-feira, outubro 30, 2009

CONQUISTAS



O Caminho espiritual requer uma atenção permanente, pois as conquistas que se alcançam dependem de um controlo inteligente e sensato sobre as acções de cada dia. Com esse tipo de atitude é possível desenvolver potencialidades e expandir a consciência de modo a decifrar os mistérios da existência. A vida é um mistério e, ao mesmo tempo, de uma grande transparência. Quem medita, sem expectativas, penetra num universo que dá acesso a outros universos que se alcançam sem esforço.
Quando se treina o controlo mental, através da respiração, das posturas e da meditação dá para entender verdades de ordem superior e deixa-se de fazer associações racionais e mecânicas, saltitando do passado para o futuro. A pouco e pouco o Ego liberta-se e passa a funcionar a energia de natureza não referencial (Prakriti), despojado de referências condicionantes (hábitos), capaz de descodificar as mensagens que chegam espontaneamente ao consciente. É preciso “desaprender” para APRENDER, esvaziar para ENCHER.
Nós não somos a lógica, somos uma realidade complexa que tem de viver no mundo com as dúvidas e as limitações próprias de quem vive na matéria. A grande dádiva é a conquista da liberdade, visto que permite que nada seja claro e que nem tudo faça sentido e que, no entanto, o caminho se faça. Os outros ou as circunstâncias podem ajudar-nos, podem até ser determinantes para certas escolhas, mas sempre de dentro para fora, onde começa o diálogo com os mistérios de que o espírito se alimenta.
As conquistas que se vão fazendo reforçam a esperança e dão-nos razão para continuar, apesar das quedas, das dúvidas e das alegrias que possam esconder a necessidade de avançar com confiança e determinação. O que se sente como verdade é sempre sinal de que é por ali… Não mais confundindo a grandeza dum êxtase com o sabor de um equívoco!
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!



sexta-feira, outubro 23, 2009

HARMONIA





À medida que nos vamos harmonizando e estando mais felizes com aquilo que somos, passamos a sentirmo-nos também melhor com os outros, aceitando-os, apreciando as suas qualidades e, naturalmente, amando-os incondicionalmente. Quando estamos satisfeitos e alegres, podemos partilhar essa energia com os demais. Se o nosso estado for de inquietação permanente vamos atrair exactamente essa energia que se instala sem cerimónia, quebrando as nossas defesas completamente. Os nossos constrangimentos são profundos e estão no ponto exacto em que cada um se articula com a vida que tem, ao que poderemos chamar o ponto de tensão permanente.
Antes de pensarmos em transformar o mundo, devíamos tentar compreendê-lo para, por fim, nos integrarmos na energia que o rege. É muito difícil abarcar um universo onde as nossas rotinas andam misturadas com os nossos sonhos e com um mundo idealizado onde reina a paz e a alegria. Precisamos ter uma boa estrutura básica para conseguir sair do sistema em que estamos inseridos e passar a viver nas suas margens e correr todos os riscos que isso implica, aceitando os desafios que se deparam, tanto quanto às dúvidas e retrocessos próprios do processo que não é, realmente, linear mas que vale o esforço e as lágrimas que vão lavando a alma, elevando-a ao estado de pureza possível nesta encarnação.
Bom fim-de-semana.
Fiquem bem!

quinta-feira, outubro 15, 2009

RELAÇÃO COM A TRANSCENDÊNCIA


Há fases da nossa existência que nos abrem as portas do conhecimento transcendente. A relação com os guerreiros espirituais vai acontecendo através do contacto com os centros de energia que governam o nosso corpo, os “Chakras”, que são geradores de emoções e é por meio deles que despertamos a consciência de forma mais viva. O corpo vai dando os seus sinais…
É indispensável o diálogo com o corpo e ouvir o que tem para nos dizer sempre que aprofundamos uma relação. Que “Chakra” fica especialmente activado quando alguém no fala ou nos toca ou quando os pensamentos se comunicam? Que tipo de emoção brota com esse contacto. Será que sentimos prazer, anseio, desconfiança ou alegria?... Será que essa emoção parte da cabeça ou do coração?... Normalmente, ficamos ligados a quem de nós se aproxima, de acordo com aquilo que está a ponto de ser “acordado”. A sexualidade e a criatividade levam-nos a reproduzir os registos “kármicos” (memórias), desenvolvendo todo o nosso potencial. Quando tomamos consciência dessa circunstância estamos em condições de nos ligar a outras frequências vibratórias, sejam elas emocionais, intelectuais ou espirituais.
Cada encontro tem o seu objectivo específico. Actua e faz actuar a energia que nos permite chegar aonde temos de chegar. “Nada se perde, tudo se transforma…”. As palavras escritas ou faladas têm um ritmo próprio e tocam-nos segundo o que temos de desenvolver em cada instante. São a prova de que a transcendência nos permite sentir o que está para além das aparências e confiar numa protecção que sempre se manifesta de alguma forma. De todas as vezes que alguém nos toca ou descobrimos em algum escrito que, “por acaso”, nos chegou às mãos, o que precisamos sentir ou perceber, é sinal que estamos em contacto com a Essência primordial.
Somos privilegiados quando vivemos contactos que transcendem o imediato e o superficial e se tornam reveladores da nossa própria verdade. É preciso avançar com confiança e ouvir a voz do corpo, aceitando o que nos quer dizer e, a partir daí, seguir pelos caminhos que são só nossos e daqueles que nos acompanham nesta jornada.
Fiquem bem!

quinta-feira, outubro 01, 2009

ESCREVER



Tenho andado arredada da escrita, por algum motivo… Há muito que me habituei a não questionar “sentires” e vou fluindo de acordo com os acontecimentos, mesmo quando tenho a tentação de me questionar sobre aquilo que estou a viver. Escrever aqui requer uma disponibilidade total para que não se torne uma obrigação ou um dever, coisa que não cabe na intenção com que este Blog foi criado.
Hoje, apeteceu-me dar volta aos meus papéis, onde as palavras se encontram expressas como resultado de momentos vividos em amor. De vez em quando faço isso, porque as memórias saltam para a ribalta das circunstâncias que vou experienciando a toda a hora. A necessidade de partilhar sentimentos faz parte deste processo que é o meu/nosso. Num desses papéis dei com umas palavras que me pareceram suficientemente bonitas e úteis para as mostrar a quem passa por aqui Espero que gostem…

“Solta os teus cabelos ao vento, põe os olhos no horizonte distante e deixa que a imaginação te leve pelo espaço e, através do tempo, até outras paragens.
Sonha com mundos onde a harmonia é uma realidade feita de conquistas.
Sê feliz, pois a felicidade é um estado de espírito que se alcança fazendo sempre aquilo que se tem que fazer e alargando esse estado aos que te rodeiam.
Nada, nem ninguém, nos pode impedir de responder à chamada dum coração que se abre, se expande para além dos limites do corpo, das circunstâncias, das convenções e preconceitos, livre como aquele vento que passa pelos teus cabelos.”

Bom fim-de-semana. Fiquem bem!


segunda-feira, setembro 14, 2009

HÁBITOS


“A partir do momento em que a consciência do Eu mais profundo se torna realidade, as mudanças fazem-se com confiança no processo de desenvolvimento, agindo com atenção, mas sabendo que o crescimento espiritual não para.”

Nós somos animais de hábitos - mudar rotinas ou alterar comportamentos é tarefa que requer organização mental e prática. Quando nos surge uma situação que nos obriga a repensar modos e caminhos, só temos de dar atenção aos pensamentos predominantes que nos apontam a direcção a seguir, ou seja, sentir que as informações que nos chegam são úteis e, principalmente, necessárias. O corpo manifesta-se com a sua grande sabedoria e, nós, que estamos habituados a dar-lhe crédito, só temos de fluir, seguindo as sugestões que se vão apresentando a cada passo.
Esta conversa serve para vos dizer que entrei, definitivamente, numa nova etapa do meu processo de desenvolvimento que implica mudança de hábitos em termos práticos. Não há grande mistério na situação… Passei a usar como transporte o Metro, maioritariamente, sempre que tenho de me deslocar aos sítios por onde passa a nova linha. Para além do factor poupança de combustível, menos stress com o trânsito, menos um veículo a poluir o ambiente e uma oportunidade para andar mais do que habitualmente. Foram estes os factores que me levaram a esta decisão e, feitas as contas, é só vantagens!!! É claro, que tive de me organizar, pedir e comprar um passe, aliviar as cargas que, normalmente, trazia para lá e para cá e procurar um novo lugar de estacionamento.
Divirto-me a observar os meus companheiros de viagem, tentando “adivinhar” vidas e aprender a conviver com esta nova circunstância. Uns ouvem música com auscultadores nos ouvidos (a mim não me dá jeito…), outros lêem livros ou jornais, há os que não se coíbem de falar ao telemóvel, sem se darem conta de que têm ouvintes à sua volta e, ainda, aqueles que conversam com amigos, vizinhos ou colegas de trabalho como se estivessem em casa. Cada qual na sua…
Como qualquer hábito que se altere leva o seu tempo a ficar estabelecido, só a sua repetição lhe permitirá ser registado no subconsciente. A nossa vida é assim feita, para que possamos ser mais livres para nos dedicarmos ao que importa. Quando apostamos no nosso desenvolvimento temos, forçosamente, de trabalhar muito para mudar hábitos antigos, assim como conceitos e preconceitos que fomos arrastando ao longo dos tempos. Só com disciplina e persistência podemos alcançar algum sucesso na ultrapassagem dos condicionamentos próprios de quem vive numa sociedade há muito estabelecida.
Mudar hábitos é, definitivamente, ampliar a consciência e olhar o novo dia com alegria e confiança, na certeza de que ao sentirmo-nos bem estamos a fazer o que é bom para o nosso Ser e o nosso Estar.
Fiquem tão bem quanto eu estou com esta mudança de hábito!

segunda-feira, agosto 31, 2009




Pois, meus amigos, chegaram ao fim as prometidas férias que, felizmente, correram às mil maravilhas, tendo dado para descansar o corpo e limpar a alma de todos os resíduos que se vão adquirindo ao longo de um ano de trabalho.
Munidos das ferramentas necessárias para manter uma casa de férias em funcionamento conveniente, passámos os primeiros dias a assentar arraiais nestas paragens alentejanas, já nossas conhecidas e apreciadas, até entrarmos no ritmo das idas à praia, das compras na vila e na confecção dos belos jantarinhos em que aproveitávamos para por a conversa em dia. Passávamos o serão tranquilamente, ora vendo algum programa de televisão de interesse geral, jogando às cartas ou arrumando as fotos, dignas de registo, no computador.
Por coincidência (se é que as há), os nossos vizinhos, para além de serem pessoas simpáticas, muito na nossa onda, traziam consigo uma filha que, por “coincidência” (outra), tinha sido professora de ginástica dos meus netos numa das escolas em que andaram. Escusado será dizer que, também, ela alinhava na jogatina das cartas que acabava sistematicamente, numa risota pegada. O meu computador fez-me boa companhia, permitindo-me manter algum contacto com o exterior.
Nós, os mais velhos, frequentávamos mais a praia em frente à Ilha do Pessegueiro (aquela que não tem nenhuma árvore digna desse nome...), por ser mais sossegada e de mais fácil acesso, enquanto a juventude se deleitava com as ondas na praia dos Aivados onde podiam dar azo à sua prática de “bodyboard”, de “Surf” ou apenas pelo gozo de uns belos mergulhos. O tempo esteve quase todos os dias bom, tirando alguns em que o vento soprou mais forte e as ondas se enraiveciam, prometendo a chegada do equinócio.
O Goofy (o Beagle da minha filha), também gozou uma ida a banhos na praia onde os animais são permitidos. É um bom companheiro e não perturbou demasiado as cadelinhas dos nossos vizinhos, cada um cuidando do seu território, como é da praxe. Todas as manhãs, ele e o meu marido faziam o seu passeio higiénico, percorrendo as redondezas campestres. Estar no campo, perto da praia, é o ideal para descansar da confusão que há nestas terras de veraneio e, por isso, escolhemos sempre estes sítios onde descansamos verdadeiramente.
Já agora, acrescento que, entretanto, também celebrámos o aniversário do meu marido e recebemos, com muita alegria, a visita de uns amigos que nos “encomendaram” uma sardinhada à maneira, que resultou no esperado sucesso e prazer para todos.
Assim nos preparamos para iniciar a nova época de trabalho, com a cabeça fresquinha e retemperadas as forças, para que não nos falte o ânimo e a vontade de ir à luta, com a alegria e a esperança de dias felizes. Espero que tenham tido umas férias tão boas quanto as minhas, ou se as vão agora gozar, que as aproveitem ao máximo.
Fiquem bem!

segunda-feira, agosto 24, 2009

AUSÊNCIA




“AMAR É ESTAR COM ALGUÉM, MESMO NA SUA AUSÊNCIA E SENTIR A SUA PRESENÇA SEM PRECISAR DE LHE TOCAR!”

Nestes dias em que me dispus a passar um tempo de férias, tenho-me desligado das responsabilidades inerentes à gerência de um grupo de almas que se aprontou a fazer comigo um caminho de auto-conhecimento e auto-realização, na sua passagem pela terra. O envolvimento com todos e cada um, pressupõe uma entrega total que, naturalmente, provoca algum desgaste físico e mental que requer um tempo de pausa. É evidente que continuamos ligados, mas a materialidade manifesta-se de outro jeito e o contacto com a natureza e a família biológica, tem-me permitido recompor, gradualmente, a minha energia para que possa voltar a dar o melhor de mim na etapa que se aproxima e que desejo seja de molde a satisfazer as necessidades do nosso progresso como seres individuais e como comunidade.
Estou com todos, mesmo sem lhes tocar e isso faz parte da consciência que fomos desenvolvendo como grupo, sempre numa base de individualidade na diversidade, característica assumida na generalidade do contexto da missão que nos foi atribuída como descobridores, mensageiros de Paz e curadores a tempo inteiro.
Como é bom descansar e, depois, não fazer nada!!!
Fiquem bem... Até breve!

OM SHANTI

sábado, agosto 08, 2009

É VERÃO!


Sempre pensei que estar no mundo era estar com as pessoas que amava, um amor inexplicável, um amor que me transcende e me leva a estar de coração aberto, mesmo quando sei que me posso magoar. A dor é sempre passageira... A alegria é eterna, pois brota do fundo do ser e desperta as emoções mais puras.
Sejamos como crianças a brincar ao Sol que nos aquece as mãos e as purifica para podermos continuar a pacificar as almas e a apaziguar os corpos. É bom brincar com o Sol, sentir o seu calor, a sua luz e a sua vida palpitando nos nossos corações.
É Verão...
Fiquem bem!

domingo, agosto 02, 2009

SILÊNCIO



A fé anima a nossa Alma que transparece num corpo, por vezes magoado e a precisar de amparo. Coloquemos os nossos privilégios no cálice sagrado do Amor. Partilhemos o pão e o vinho com aqueles que têm fome e têm sede de alimentos. Saciemos a sede dos viajantes que se debruçam na fonte, para colher nas suas mãos a água pura do Conhecimento.
Saibamos ser servidores que não esperam ser servidos, pois no amor a Deus se congratulam. Amemos o próximo como a nós mesmos, e a Deus sobre todas as coisas.”


A partida para outra dimensão de um ente querido é sempre um momento em que fazemos silêncio e nos dedicamos à introspecção. A minha sogra partiu, terminada a sua longa passagem pela Terra, onde deixou a sua marca nos filhos, netos, bisnetos, noras e genro. Tinha com ela uma ligação para além da relação natural de mulher do seu primogénito. Sempre nos entendemos para além das palavras e partilhávamos sentimentos e sensibilidades que tocavam a transcendência. Naturalmente, tornou-se minha discípula, praticando Hatha Yoga, enquanto a vida lhe permitiu e colaborou intensamente comigo em trabalhos de ajuda à comunidade que fui formando. Aprendeu a cozinha vegetariana e confeccionou com esmero e amor, almofadas para as aulas e lençóis para as Massagens Shiatsu, que comecei a usar como terapia auxiliar das práticas físicas do Yoga. O seu entusiasmo por esta filosofia e pelos meus escritos animaram-me e fizeram com que acreditasse que valia a pena continuar, considerando-a uma das minhas primeiras adeptas, juntamente com a minha Mãe, claro...
Uma vez mais foi demonstrada a importância da família, e a sua união, quando é preciso ouvir a saudade, que se vai instalando no coração de todos e cada um, com a certeza de que a Alma dos Seres espirituais se liberta de um corpo que já tinha cumprido o seu papel e descansa, finalmente, na Essência. Viveu a sua Paz, apesar das revoltas e dores que fazem parte da vida na matéria, e deixou mais esta Vida em Paz!
Ganhámos mais um Anjo da Guarda!
Fiquem bem.

domingo, julho 19, 2009

FAMÍLIA














18 DE Julho de 2009


Aqueles que têm acompanhado alguns destes escritos que, com amor, atiro para o espaço, saberão como é importante para mim, tanto a família biológica como a espiritual, pois fazem parte da minha estrutura, um grande apoio e incentivo para que possa prosseguir no caminho a que estou destinada e que percorro, de acordo com as minhas possibilidades, dentro do livre arbítrio que se me oferece.
A semana passada contei-vos do passeio e pic-nic que fecharam em alta, as actividades deste ano lectivo. Esta semana partilho convosco a alegria com que foi vivida a celebração dos 50 anos de casada da minha irmã (casámos no mesmo ano...). Ela tem uma grande família (6 filhos e quase, quase 16 netos) e, em conversa, manifestava a vontade de reunir a família mas, com tanta gente, não via como resolver o problema sem grandes gastos. Eu, que estou habituada a arranjar soluções para os pequenos problemas que se deparam numa organização e, a gerir grupos, dei logo a ideia de se fazer um pic-nic!!! O tempo presta-se e, certamente, haveríamos de encontrar o local adequado para reunir as 50 e tal pessoas previstas.
A sugestão pegou de imediato com grande entusiasmo e não tardou a que se arranjasse o local ideal. Um amigo do meu cunhado tem um colégio inglês, perto de Cascais e não se fez rogado quando lhe pediram a cedência do espaço para o dia aprazado. As condições eram óptimas, espaço à vontade, uma piscina, pequeno pinhal e campo de jogos. Combinámos então que cada um levaria o seu farnel e nos reuniríamos finalmente para passar uma tarde inesquecível.
Antes do almoço, houve uma breve cerimónia para bênção das alianças e renovação de votos, no fim o respectivo bolo de aniversário, antecedido de uma saudação aos nossos antepassados, avós e pais, origem de tão grande e bonito clã, muito recentemente, aumentado e, a breve prazo, acrescido de dois novos membros (contaremos, então, 34, até ver...)!!!
Houve quem não dispensasse o banho na piscina, onde as crianças já brincavam com toda a segurança. Eu não perdi a oportunidade de me estrear num belo mergulho, antes de provar algumas das iguarias expostas. As conversas fluíram naturalmente, matando saudades e pondo em dia troca de informações porque, evidentemente, nem sempre estamos em contacto uns com os outros para saber como correm as vidas de cada um.
Foi um dia excepcionalmente bem passado, deixando gravado na nossa memória a importância dos laços familiares, dentro da grande liberdade que é apanágio de pessoas que se respeitam e se amam para além das diferenças e das aparências. As despedidas foram calorosas, o coração bem cheio com a alegria estampada nos rostos de adultos e crianças.
Que todos possam viver momentos destes é o que vos desejo, neste domingo ensolarado e tranquilo.
Fiquem bem!

domingo, julho 12, 2009

VAMOS PASSEAR?...





O tema da nossa “conversa” de hoje, tem a ver com a resposta à pergunta acima feita. Sim, fomos passear ontem como estava previsto, e a resposta a esse apelo fez com que se tivesse reunido um belo grupo de amigos que se dispuseram a percorrer os caminhos propostos pela Isabel Ribeiro, uma competente Guia Turística da nossa praça e praticante de Yoga há muito. O destino combinado era ir à descoberta dos Jardins de Monserrate. Melhor pensado, melhor feito!
Encontro marcado, reunido o grupo que precisava de boleia, seguimos saboreando por antecipação o dia que se apresentava glorioso, o agradável convívio e enriquecimento cultural desejado. À chegada encontrámo-nos com o resto do pessoal, igualmente animado. A visita guiada pela Isabel, mostrou-nos como é bela a natureza e como é interessante saber o nome das inúmeras árvores e plantas que povoam o jardim romântico, na sua essência, bem como a história daquele espaço criado por visionários de outros tempos.
Chegados ao alto do monte, entrámos no palácio, que visitámos com pormenor, avaliando os trabalhos da sua recuperação em curso. Pena é que, ao longo dos anos, tenham deixado que se degradasse tanto!!! Infelizmente, esta atitude de desconsideração pela nossa cultura, pela nossa memória, é uma constante em muitos lugares da nossa terra... Terminada a visita ao palácio, avançámos com determinação, para o local do pic-nic, visto que o apetite já se manifestava e as pernas pediam pausa.
As refeições são sempre um momento em que se põem as conversas em dia e se aproveita para melhor nos conhecermos e reforçar laços afectivos. A frescura do lugar e os petiscos partilhados, permitiram-nos recuperar as forças e trocar impressões sobre a experiência vivida.
Pelo caminho de regresso a casa, ainda parámos para o café da praxe e a despedida, feita numa roda em que pudemos saudar e agradecer à Isabel a oportunidade de ampliar os nossos conhecimentos com tanta alegria e imenso prazer. Ficou a promessa de novos encontros, quando a ocasião se proporcionar e as ideias nos baterem à porta. O contacto com a Isabel, poderão encontrar aqui e na lista das páginas de nossa escolha (
www.atouchoflisbon.com).
Bom domingo. Fiquem bem!

domingo, julho 05, 2009

FRAQUEZAS



A nossa condição humana leva-nos a ter algumas fraquezas, principalmente no que respeita ao ânimo para continuar com a missão, ou missões que nos cabem. Esse estado de espírito resulta das dificuldades que os Caminhos apresentam, sobretudo quando a tónica é posta na espiritualidade. Sempre achei que um Ser espiritual é aquele que leva a Vida com a ideia de que pensamento e acção devem estar em harmonia, com a consciência do dever que se manifesta no sentir de cada dia. As dúvidas assaltam-nos a todo o pé de passada, o medo toma conta do pobre Ego que, de vez em quando, nos acena para mostrar que, apesar de tudo, vivemos na matéria, coisa difícil para dizer a verdade. O desapego deveria ser a meta presente em cada etapa e a cada obstáculo, mas custa!!!
Considero que a Vida é um dom transcendente, na medida em que questiono o seu verdadeiro sentido, porque me escapa a verdadeira razão da sua existência. A Alma que reside neste corpo tem, por vezes, necessidade de se libertar dos pesos que acarreta. Nos breves momentos em que conseguimos mergulhar no nosso espaço interior, quando meditamos, o encontro dá-se com a Essência que somos, dando-nos um vislumbre da paz que se alcança com a liberdade assim conquistada. Essa sensação prevalece até ao próximo encontro com a matéria pura e dura. A realidade estampa-se, então, na nossa cara a lembrar que há muito trabalho para fazer, muito Karma para cumprir até que se dê a realização final! A ligação à terra tem de ser uma constante, ao mesmo tempo que a cabeça lá vai pairando nas nuvens para que o sonho não esmoreça. Os Caminhos da espiritualidade exigem muito e, acima de tudo, criatividade quanto baste para renovar, re-inventar e colorir a paisagem à medida que ela se vai desenrolando perante os nossos olhos, desafiando-nos a cada momento.
As nossas fraquezas vão-se transformando em forças que advêm da necessidade de continuar em frente, de peito feito e olhar posto no horizonte que desponta e nos alicia, sem falsas promessas, nem ilusões que nos afastem dos objectivos e da ideia que é preciso viver cada minuto como se fora o último. Sabendo que não estamos sós nesta jornada em curso, alimentamos a esperança de que a nossa breve passagem pela terra, nesta encarnação, seja um marco válido e uma memória que alimente o espaço sideral onde nos encontramos.
Está a chegar ao fim mais um ano de trabalho e já se avista o próximo com as suas lutas próprias, com o ideal de unidade na diversidade. Juntos, mas conscientes da individualidade que somos, atentos e obrigados a cumprir o que tiver de ser cumprido, com a confiança da ajuda dos Mestres e dos Guias, postos no nosso Caminho para que o livre arbítrio se mantenha ao mais alto nível. Disponíveis e discriminativos, fazendo deste processo de desenvolvimento uma realidade e um acto de Amor incondicional.
Um abraço.
Fiquem bem!!!

quarta-feira, junho 24, 2009

PROCESSO EVOLUTIVO


No processo evolutivo em que nos encontramos, torna-se absolutamente necessário aprender a sentir a própria energia e descobrir meios de autodefesa psíquica que nos permitam viver em harmonia, mantendo o equilíbrio necessário ao desempenho das tarefas agendadas. Com essa ideia em mente, desenvolvemos um Curso de Formação em que os praticantes possam aprender mais sobre si próprios e sobre as influências que se manifestam no dia a dia. Criámos um programa ao qual chamámos “SENTIR ENERGIA”, através do qual podemos entrar em contacto com o que nos rodeia e, deste modo, gerir emoções, mantendo o equilíbrio nas vivências do dia-a-dia, ampliar a consciência e sermos mais discriminativos ao afirmar a nossa presença dentro do Grupo a que pertencemos.
A formação desenvolve-se ao longo de dois anos (I e II Nível), um sábado por mês, completando 60 horas de teoria e prática. Normalmente, os que participam são praticantes de Yoga no nosso Centro ou estão a trabalhar comigo individualmente, o que não quer dizer que não estejamos abertos a outros. Considero, pois, que estes trabalhos são uma ajuda suplementar para o auto-conhecimento e auto-confiança daqueles que se empenham em crescer e ser espiritualmente. No programa constam práticas de sensibilização do sentir com as mãos, perceber os mecanismos de defesa do corpo, descodificar sinais, usar o pêndulo (Radiestesia) como auxiliar de diagnóstico através dos “Chakras”, descobrir o curador interno por meio de hipnose terapêutica, entender a razão de ser das relações, usar as cores como forma de cura e auto-cura e, por fim, comunicar telepaticamente para ajudar à distância. Muito diálogo e muita vivência resultam numa experiência altamente gratificante que nos permite dizer que vale a pena investir nestes trabalhos.
Neste último sábado terminámos o II Nível deste ano e, como podem constatar pelas fotos acima expostas, o resultado não podia ter sido melhor! A boa disposição do grupo manifesta-se no Sentir daquele momento de grande união. No último dia, convidamos amigos que aproveitaram para saborear a atenção dos que puseram à prova o que aprenderam. Em marcha está o próximo curso (I Nível) e novos encontros com os recém-formados para que não se perca o contacto.
Aos interessados nesta formação, digo que terão de nos conhecer primeiro para que possam integrar-se no espaço e na companhia. Eventualmente, farei uma apresentação daquilo a que nos propomos, antes da 1ª aula que será a 19 de Setembro. O programa, propriamente dito, poderei mandar a quem o solicitar através do endereço do “Satsanga”:
geral@satsanga.pt.
Fiquem bem!

domingo, junho 14, 2009

ESTILOS



O corpo, soltando-se, liberta-se do cansaço, perde-se no tempo e flutua no espaço onde não há dor, nem sofrimento, nem tão pouco prazer, somente um breve momento
DE NÃO SER!”

À medida que os anos avançam e a disponibilidade acrescenta tempo ao meu tempo, dedico-me a meditar, numa atitude introspectiva que me permite ampliar a consciência de modo a perceber como tem sido o meu caminho e a representação dos vários papéis que tenho sido levada a representar, e de que forma isso tem acontecido. Normalmente, quando começo a pensar em dedicar-me a estes escritos, a primeira coisa que me aparece é o título, a partir do qual desenvolvo o tema que resulta dessa síntese. Ao debruçar-me sobre a palavra “Estilos”, percebi como é importante definir modelos que fomos estabelecendo ao longo dos anos e que mais não são senão um reflexo da nossa própria personalidade e carácter. Vamo-nos formando à custa da experiência de vida e, com ela, ganhando confiança no jeito de nos apresentarmos com a condição básica com a qual nascemos, acrescida das oportunidades que nos são oferecidas para aprender o que temos para aprender.
Nasci numa família burguesa, mas um tanto ou quanto revolucionária, cujo estilo assenta na ideia de que somos seres livres e conscientes das responsabilidades pessoais e colectivas. Respeitar para ser respeitado! Para além disso, muito abertos ao que se passa à nossa volta e no mundo em geral. Essa educação, esse modo de existir, levei-a para o meu casamento e maternidade e, mais tarde, na prática e divulgação do Yoga e nas terapias que fui desenvolvendo. A formação dos filhos e dos alunos baseia-se nesses princípios, liberdade com responsabilidade e inteira disponibilidade para partilhar o que fui/vamos aprendendo. Foi-se manifestando um estilo que se tornou cada vez mais consistente e que me obriga a uma atenção constante aos desafios que encaro como meios de aperfeiçoamento próprio e colectivo. Cada um desempenha o seu papel, respeitando a hierarquia sem imposições, porque todos sabemos que somos importantes na ordem estabelecida e a solidariedade é um factor muito importante, que nos permite actuar sempre de maneira que o funcionamento das “Casas” que habitamos, seja de molde a levar a bom termo as tarefas necessárias.
Quando comecei a fazer terapia, fi-lo por perceber a sua necessidade no contexto do desenvolvimento pessoal e colectivo. Fui abrindo um espaço de encontro em que a conversa decorre naturalmente e o toque leva a que o paciente mergulhe fundo em busca do auto-conhecimento, sem barreiras nem julgamento. O corpo tem as suas razões e manifesta-se à medida da atenção que lhe podem dar, sem reservas. A confiança estabelece-se sem esforço e a descoberta do que foram ajuda a perceber porque SÃO e como são. Corpo, mente e espírito em uníssono, uma só voz a bradar a vontade de chegar mais alto e mais longe, quais Capelos Gaivotas em busca de outros bandos, outras frequências. Sim, porque não é bom voar só...
A larga experiência, e o muito estudo, levaram-me a que criasse um estilo próprio que assenta numa ética feroz e num respeito pelo ritmo e capacidade de entendimento de quantos se apresentam para receber a ajuda que estou pronta a dar-lhes. Os resultados são promissores e levam-me a acreditar que vale a pena partilhar esta forma de Ser e de Estar neste universo, material, emocional e espiritual que requer um grande trabalho sobre si próprio para que se possa ajudar seja quem for e, aprender com toda a humildade o que nos serve para SERVIR.
Os estilos estabelecidos são uma ferramenta que nos dá a confiança necessária para avançar pelos Caminhos que estão ao nosso alcance. Quando nos sentimos bem a fazer o que estamos a fazer, só pode estar certo, gozando o breve momento
DE NÃO SER!!!

Fiquem bem!

segunda-feira, junho 01, 2009

UMA QUESTÃO DE SEMÂNTICA



Quando comecei a praticar Yoga, esta filosofia surpreendeu-me e fascinou-me pela inteligência do sistema e suas aplicações e, por isso, a ela aderi de alma e coração até hoje! Nesse tempo praticava-se YOGA, ponto final… Com o decorrer dos tempos e por se ter dado o 25 de Abril que abriu as portas deste país de par em par, fomos “invadidos” por modas e conceitos que colocaram diversos rótulos nesta prática e seus derivados. Passou a haver Yoga disto, Yoga daquilo, tudo com nomes sonantes que impressionam com a sua estrangeirice. Hoje em dia, a lista está cada vez mais extensa e cada um puxa a brasa à sua sardinha, assumindo a verdade como sua. É claro que é importante definir maneiras e propósitos para que as pessoas se encaixem e tirem o melhor partido da ideia base. O Homem é um Ser multifacetado que procura seguir uma linha de conduta que lhe sirva os objectivos a alcançar. No entanto, será bom que se diga que, verdadeiramente, o Yoga é um sistema filosófico muito antigo que reconhece a necessidade de trabalhar o corpo para libertar a mente e esta poder entrar em contacto com a Essência de que faz parte. A maioria das pessoas diz que pratica Yoga no sentido em que se aplicam a fazer os exercícios que compõem as disciplinas do “Hatha Yoga” (posturas, respiração e relaxamento) e, isso, não chega para explicar tudo o que se passa quando nos relacionamos com o corpo, sem ser com a intenção de nos apresentarmos esbeltos e flexíveis.
Como a prática do Yoga demonstra a necessidade de nos mantermos saudáveis para podermos cumprir as missões que nos cabem nesta vida, foram aparecendo técnicas que reforçam este propósito, sendo uma delas o “Shiatsu” (Digipunctura), massagem japonesa que implica um contacto directo com os pontos que regulam o fluxo energético e permitem aliviar tensões, para além da grande descoberta do corpo como mapa da nossa existência. Aqui, também, se têm desenvolvido títulos para esta prática, fazendo parecer que os nomes mudam os objectivos, colorindo-os de acordo com a apetência do mercado… Quando tirei o primeiro curso de “Shiatsu”, uma das disciplinas que nos proporcionavam era a imposição de mãos como forma de energizar e corrigir de forma suave todo o sistema. Agora chamam-lhe “Reiki” e todo o mundo se aplica a curar os males que por aí reinam. E, dentro, desse sistema são variadas as opções, cada uma melhor que a outra.
Andando para trás com o filme, lembrei-me agora da loucura que foi o aparecimento da “Aeróbica”, “inventada” pela actriz Jane Fonda. Ginástica com nome registado tem um sabor único. Agora os modelos cresceram em variedade e as modas vão seguindo atrás da sociedade de consumo que tem um apetite insaciável. Pessoalmente, continuo fiel à ideia de que corpo são e mente sã são atributos desejáveis e reconhecidos ao longo dos tempos para que cada um possa viver o melhor possível a sua história.
Sendo tudo uma questão de semântica, o que importa mesmo é levarmos a bom porto os nossos ideais. Para além dos nomes, o que conta verdadeiramente, é a intenção posta nas respectivas acções. Sabe bem, faz bem? Não é preciso mais nada para se perceber que se está no Caminho certo.
Fiquem bem!

domingo, maio 24, 2009

HOMENAGEM


Chegamos ao Mundo a partir do NADA. Crescemos em todos os sentidos, ansiando por voltar ao NADA.”

Esta semana, duas amigas minhas, perderam os seus companheiros de longa data e não podia deixar de as homenagear em mais esta difícil etapa. Ambas são pessoas dedicadas e fiéis aos seus ideais, tendo dado o seu amor, a sua devoção a quem partilhou consigo alegrias e tristezas ao longo da vida em comum. Nos tempos que correm, é de assinalar comportamentos excepcionais e grandeza de sentimentos a toda a prova. Chegamos ao mundo a partir do nada e temos de viver com essa consciência para que possamos regressar ao nada e descansar na Essência.
Ao prestar aqui a minha homenagem, manifesto publicamente a grande amizade que me une a elas. Partilhámos tanta coisa, vivemos perto e longe sem nunca, verdadeiramente, nos separarmos. Amizade é, para mim, a manifestação sublime do amor incondicional, aquele Amor que não se explica, apenas se sente em cada acção e cada palavra. O corpo regista emoções, afectos e reproduz a cada passo as memórias nele impressas. O tempo não conta neste processo porque tudo acontece ao mesmo tempo. Somos e estamos com quem vibra na nossa frequência sem que haja uma razão.
A homenagem que presto a estas duas mulheres é modesta mas sincera. Estou certa que vencerão mais este obstáculo pois sei que acreditam não serem só um corpo, nem tão pouco a mente! As Almas seguem o seu curso, deixando o rasto dos pensamentos e das obras que a Vida lhe permitiu e que o livre arbítrio lhes proporcionou.
A todos quantos já viveram perdas significativas e, apesar disso, seguiram em frente com a coragem de sempre, deixo o meu fraterno abraço, desejando que...
Fiquem bem!


Nota: Texto escrito no dia em que o meu Pai faria anos... Coincidência?...

sexta-feira, maio 15, 2009

MUDANÇAS

Acácias


Agapantos



Há quase 26 anos que faço o mesmo trajecto de manhã para vir trabalhar. Vou observando o caminho e o que me rodeia, ao mesmo tempo que oiço música. Quando estou a chegar à Praça do Marquês de Pombal, avisto à direita o Parque Eduardo VII. Nos primeiros tempos, na Primavera, deliciava-me com as flores lilases e brancas que rodeavam a praça e, mais bonito ainda, as acácias floridas que enchiam de cor o Parque.
Infelizmente, tenho vindo a constatar que as flores da praça foram substituídas por rosas. Nada a reclamar, a não ser que as anteriores combinavam perfeitamente com as árvores que pintavam de índigo os verdes circundantes.
É com grande tristeza que tenho vindo a assistir à gradual degradação desta paisagem citadina, à medida que as pobres acácias vão sendo consumidas pela poluição dos carros, para além do seu envelhecimento natural. A mancha azul está a desaparecer a pouco e pouco! Acontece o mesmo às árvores que enfeitavam a rua mais acima, por onde também passo. Há mudanças que custam e para as quais não vemos solução. Eu confesso que contribuo, igualmente, para a poluição, visto que venho de carro. Isso acontece porque - com muita pena minha – não tenho transporte fácil de casa. Aliás, o grande problema desta cidade é não haver bons transportes e não vejo jeito de acontecer essa mudança…
No entanto, considero-me privilegiada por ter um belo jardim à frente da janela onde me encontro agora a escrever e, onde moro, há relva e árvores, embora estas já não se encham de flores como antigamente. São ameixoeiras de jardim que davam umas ameixas muito azedas, mas que faziam as delícias dos miúdos que passavam por ali a caminho da escola. Não há como comer directamente da fonte… As crianças, também, já não passam por ali, visto que a entrada da escola mudou.
Temos de ir fluindo com as mudanças, sejam elas quais forem, e tirar partido do que se nos oferece ainda. A evolução é um processo imparável, constituindo um desafio permanente à nossa imaginação, criatividade e recomendada consciência ecológica.
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!

quarta-feira, maio 06, 2009

RELATIVIDADE


“Os anos passam, mas o tempo fica. O que é o tempo afinal? Sabemos que há horas, minutos e segundos e, no entanto, não lhe conseguimos tomar a medida. O tempo, umas vezes, passa devagar, outras vezes, corre veloz atrás das sombras que nos perseguem a cada passo, é engraçado o tempo…”

In “Caminho da Sabedoria” de Maria Emília (editorial, “Angelorum Novalis”)

Como devem calcular, estou sempre a receber, via internet, aquilo a que chamo “postais”, que nos trazem belas imagens e palavras sábias que nunca são demais, para além de algumas informações úteis ou alguns ditos jocosos. Algumas coisas, pelo seu interesse, guardo para utilização futura, outras são de passagem rápida. Uma das que, recentemente, chamou a minha atenção, foi um”Site” que permitia calcular a nossa idade nos diversos planetas, Terra inclusive. Puro divertimento, mas que me deu para pensar na relatividade das situações. Assim, posso escolher viajar até Marte onde a minha idade é 37 anos se, por ventura, essa época tiver sido agradável recordar. Nessa altura estava a mergulhar em força na prática e divulgação do Yoga. Não sendo saudosista, é bom reviver os bons momentos que o pioneirismo me/nos proporcionou. Se tiver curiosidade, experimentarei ir até Júpiter que me dá 5,8 anos de idade… Nesse tempo estava ainda a viver em Angola, onde nasci e vivi até perto dos 10. Tanto quando me recordo, também foi uma boa fase da minha vida. Se apontar como destino Saturno, ainda regrido mais, pois nesse planeta teria 2,36 anos!!! Penso que tenha sido uma idade sem preocupações e de muita atenção por parte dos meus pais.
Além de não ser saudosista, considero o futuro apenas provável e não me atrai, minimamente, saber o que me vai acontecer daqui a alguns anos. Mas, se me der na gana, poderei dar um salto até Vénus para ver como seria ter 113,4 anos, onde não espero chegar aqui na Terra… Razão tinha Einstein! Não vale mesmo a pena tanta preocupação com o tempo que temos ou não temos. Mentalmente, podemos sempre viajar para trás e para a frente mas, no fim, o que importa é o momento. Hoje está um belo dia de Primavera e apetece-me saborear o calor do Sol, sentir na pele os cheiros das flores e ouvir o canto dos pássaros que alegram a cidade com saudade dos campos. Deste modo, gozo os meus 69,7 anos neste nosso lindo e mal amado planeta.
É engraçado o tempo… Relatividade a toda a prova.
Fiquem bem!

domingo, abril 26, 2009

SINCERIDADE



Tenho dias em que penso ter chegado ao fim a ideia de que preciso estar constantemente a reinventar a vida, quando me dou conta dos anos que já vivi. A etapa em que me encontro manifesta-se em períodos de grande calma e alguma serenidade. Digo, alguma, porque não me posso gabar de ter alcançado aquela paz de espírito que, talvez devesse ter atingido, vencidas inúmeras batalhas e obtidas umas tantas medalhas pelos objectivos conseguidos. Dia após dia, mergulho no meu sentir, esperando respostas que demoram a chegar ou que, simplesmente, para as quais não tenho perguntas... não sei se me faço entender!!!
Com a idade que tenho e o trabalho de auto-conhecimento que tenho procurado fazer, sei que, se por um lado me falta paixão, por outro não preciso dela, pois não tenho dúvidas de que farei sempre aquilo que me parecer suficientemente atractivo e importante para pôr a minha energia ao serviço dessa meta. Fazer-me falta a ideia de paixão/entusiasmo é uma coisa mais mental do que física, memórias que, de vez em quando, me tomam de assalto e me põem a questionar se, na verdade, o que importa mesmo é sentir o amor que dispara quando sou chamada para entrar em acção ou isso não chega...
A maturidade estabelecida e o tempo que me sobra das tarefas diárias que integram o meu horário de trabalho e a dedicação à casa e à família, permite-me saborear cada momento, sem expectativas, mas com a certeza de que, seja o que for que esteja a fazer, é sempre um tempo útil para mim e para os que me rodeiam. Largos períodos de meditação que não obedecem senão à regra que esse acto implica, total absorção, completa calma.
Os pensamentos voam ao encontro de todos quantos se encontram ao meu alcance e, de repente, posso ser chamada à realidade através de contactos mais directos. Posta no meu sossego, alguém me acorda através da internet ou de um “sms”, normal contacto telefónico ou me bate à porta, depois de longa ausência, seja para marcar presença e mitigar saudades, pedir ajuda em alguma aflição ou partilhar acontecimentos relevantes das suas vidas. Tal como disse no texto anterior, quem pertence a um Grupo de Almas, formado algures no tempo e no espaço, está permanentemente ligado, mesmo que, temporariamente, fisicamente afastado. O corpo é apenas uma manifestação da nossa materialidade!
Sinceramente, esta calma que hoje vivo não tem nada a ver com inércia, nem tão pouco desinteresse pela vida. É uma necessidade absoluta de silêncio e disponibilidade interior para receber no meu seio aqueles e aquilo que estiver no meu plano kármico. A falta de paixão é perfeitamente compensada pela sensação de dever cumprido (Dharma).
Grata pela vossa presença.
Fiquem bem!

sexta-feira, abril 17, 2009

GRUPO DE ALMAS


A energia desenvolvida através da meditação feita em grupo provoca uma aceleração do processo em que cada membro está inserido. O campo magnético, assim criado, intensifica-se, permitindo acções de purificação e torna-se alimento para o corpo e para a alma. A consciência individual inserida num grupo catalisa um sentido de unidade e de participação em que a frequência energética se torna uma força poderosa que serve propósitos elevados em todas as circunstâncias, ao mesmo tempo que nos permite viver em liberdade, com a certeza de que as presenças sentidas são aquelas necessárias a cada momento ou circunstância. A ideia de que estamos sós, mas não sozinhos.
Quando somos iniciados em sistemas de ordem espiritual, passamos a inter-agir dentro da dinâmica em que estamos inseridos, procurando subir o nível da nossa consciência grupal, enquanto crescemos como indivíduos na luta pela vida. As trocas de energia vão-se dando continuamente, sem que haja um esforço ou preocupação para que se dê a sua concretização. Alcançamos o estado de amor incondicional que passa a ser o “ar” que respiramos. As nossas defesas mantêm-se activas sem, no entanto, nos isolarem. As experiências vividas serão sempre de molde a potenciar o nosso desenvolvimento como seres espirituais que somos. A nossa presença manifesta-se muito para além do ambiente habitual em que vivemos, família e amigos ou ambiente de trabalho.
O pensamento torna-se numa força que transpõe barreiras e entra em contacto com todos aqueles que estão em processo de cura ou, simplesmente, para absorver a energia necessária para aquele momento ou circunstância. Os “encontros” no campo sideral são um belo refúgio e um gozo para os sentidos quando entramos em contacto com os nossos pares, os nossos guias e mestres. A presença física deixa de ser tão importante, embora emocionalmente nos possa satisfazer. Quanto mais receptivos e abertos estivermos, mais fácil se tornará expressar o amor que assim se cria e se desenvolve.
Meditar em grupo é a mais valia que se aplica a quem despertou a consciência de alguma maneira e se disponibilizou para viver as experiências que essa condição proporciona, com a responsabilidade que acarreta a participação nesse círculo de energia, de frequência cada vez mais elevada. A harmonização do grupo depende de todos e de cada um e a sua consistência é, verdadeiramente, palpável! Quando aqui me “mostro” naquilo que vou partilhando convosco, é uma das meditações em grupo que me dá grande prazer, pois sinto a presença de todas as almas que se apresentam para a leitura destes escritos que brotam do meu ser mais profundo, mantendo contacto sincero e proveitoso para o trabalho que temos de fazer nesta passagem pela Vida.
Fiquem bem!

domingo, abril 05, 2009

PÁSCOA




Agora que a Primavera se instalou e nos promete dias de Sol e campos floridos, só temos de gozar esta passagem que se manifesta no ritual da Páscoa. Na minha família, embora não sejamos cristãos praticantes, no sentido que esse termo pretende significar, temos por hábito reunirmo-nos ao almoço no domingo de Páscoa. Enquanto no Natal distribuímos presentes e fazemos filhós, nesta época preparamos e pintamos ovos cozidos que distribuímos nesse dia. A minha filha e os meus netos mais velhos costumam participar nessa acção criativa que nos dá imenso prazer, pois cada um se aplica o melhor que sabe e pode, aproveitando para pôr a conversa em dia.
Este ano a cerimónia será um pouco diferente porque resolvemos aproveitar para festejar as nossas bodas de ouro. Faz, precisamente, 50 anos que desembarquei em Goa, já casada (por procuração, que os meus pais não me deixavam partir solteira...) e pronta para receber a bênção nupcial que teve lugar junto ao altar da igreja onde se encontra o túmulo de S. Francisco Xavier. Como nos tínhamos casado durante o período da Quaresma, essa bênção só nos foi concedida depois da Páscoa, tendo aproveitado para o fazer naquele lugar sagrado com o capelão da Marinha.
O tempo passa e vamos deixando que as memórias positivas marquem a sua presença nesta longa vida em comum, com a certeza de que esta união deu os seus frutos e que filhos e netos seguirão com a herança de valores morais e éticos, por nós deixados. Ficou muito por fazer, muito por dizer? Claro que arrependimentos e tristezas não faltam mas, em compensação, sobra-nos o orgulho de podermos contribuir com a nossa presença e as nossas acções, para a manutenção da harmonia da família, à qual se têm vindo a juntar, os que pertencem ao nosso Grupo de Almas. O nosso sentir é uma força criadora e criativa que nos tem permitido sobreviver a momentos de grande dificuldade, bem como tirar imenso prazer com as coisas simples da existência. Pessoalmente, o que me importa é não arrastar mágoas, nem desilusões, quais sombras que, por vezes, custam a despegar e nos impedem de seguir em frente, leves e livres.
Nesta nova passagem que é a Páscoa, desejo a todos que a vivam em alegria e na esperança de que cada dia nascerá em Paz e com o Sol a inundar a Terra com a sua luz.
Um abraço. Fiquem bem!

domingo, março 29, 2009

SATISFAÇÃO


A satisfação pela realização de alguns sonhos, resulta das mudanças interiores que se vão operando e que são fruto de espera paciente. A vida que se apresenta, exige foça e determinação e as bênçãos concedidas manifestam-se em alegria e luz. A consciência do dever cumprido é o melhor que se pode alcançar, com cada acção a merecer toda a nossa atenção. Aprendi em criança que a coisa mais importante na vida é estarmos bem connosco, para podermos estar bem com os outros e que a relação com os outros, depende da nossa vontade e do respeito que nos merece quem de nós se aproxima, sem deixar que esse contacto contamine o nosso espaço. As amizades vão-se estabelecendo à medida que se vivem experiências marcantes na expressão desse afecto que só sobrevive à custa do sentido de liberdade que nos permite estar perto e estar longe da mesma maneira. Tenho amigos que não vejo regularmente, mas que estão muito presentes e, quando nos reencontramos, é como se fosse ontem. É reconfortante pensar que o caminho se faz com esforço próprio mas que há sempre alguém que nos dá a mão e nos fala, quando a sua voz marca presença afectiva e oportuna.
Os tempos que correm são tão difíceis como tantos outros que temos vivido e é preciso não esquecer que vamos colhendo o que semeámos e que a inevitabilidade do resultado dessas acções nos permite contar com as ajudas pontuais, indispensáveis ao prosseguimento da nossa existência. Há muita gente que passa pela nossa vida como um cometa que deixa o seu rastro de luz, mas depois segue o seu rumo, perdendo-se de vista, ficando a recordação dos bons momentos vividos sem expectativa.
Uma das regras de quem pratica Yoga, como filosofia de vida e não como uma mera ginástica ou meditação, é vivermos a contento com o que se apresenta, sabendo que ninguém é de ninguém e que os futuros são apenas prováveis. Só posso orientar-me de acordo com o que sinto e me faz sentir bem e que esse meu sentir seja, igualmente, o reflexo daquilo que projecto ao meu redor. Quando proporcionamos bem-estar e alegria aos que nos rodeiam, só podemos ter como resposta bem-estar e alegria. Fazer aos outros aquilo que gostaria que me fizessem a mim é o meu “moto”, a minha maneira de estar na vida. Claro que não significa que algumas coisas e algumas pessoas me firam e me deixem confusa quando não vejo lógica aparente nos comportamentos ou circunstâncias... Mas quem sou eu para saber tudo quanto se passa na alma dos outros, no Karma de cada um e no meu próprio!
Quando não estou satisfeita, já sei que tenho de procurar em mim mesma a razão dessa insatisfação e chegar, como sempre, à conclusão que sou eu que tenho de mudar, de aceitar ou ser capaz de usar a minha criatividade para reinventar a vida. A partir do momento em que tomo em minhas mãos a decisão de seguir em frente, nada nem ninguém me pode impedir de ser feliz e tirar as ilações que as circunstâncias me mostram. Acho que é isso que tenho aprendido com o Yoga que, bem vistas as coisas, já fazia parte do meu ser e do meu estar desde sempre e porque tive a sorte de ter uma família excepcional e uma condição que me permitiu gerir sempre os momentos mais duros. Uma vezes em cima, outras em baixo, mas nunca perdendo de vista os valores impressos no meu sistema físico e emocional.
A satisfação é, pois, um dever que cumpro o melhor que posso e sei, de etapa em etapa e coração ao alto!
Fiquem bem!

quinta-feira, março 19, 2009

UMA QUESTÃO DE EGO



Tenho andado às voltas com esta questão… Esta coisa do EU, EU, EU, MEU, MEU, MEU, faz-me pensar! Sim, pensar… Não matutar…A vida permite-nos viver experiências e circunstâncias que, para quem medita, acabam por colocar questões prementes. Quem sou EU na verdade? Serei o papel que represento a cada momento, serei aquilo que me pertence, serei o membro de uma Família, amiga de Amigos e possuidora de alguns bens materiais? Que importância tem o que de mim pensam os outros? Que relação se estabelece com o meu EU, para que me sinta válida, mesmo quando de mim alguém se aproxima ou se afasta? A identificação com alguém ou alguma ideia, dá-me alguma perspectiva do que realmente sou como Ser, ou dá-me a ilusão de que sou isto ou aquilo? Às vezes, fico na dúvida… Depois penso que, na verdade, não sou nada do que pensam que sou ou que, eu própria, me julgo ser. É difícil esta questão, porque estamos constantemente a ser enfrentados com situações que nos obrigam a pensar na nossa mais valia. Essa é uma realidade inquestionável e que faz parte da nossa condição humana.
Este ano completo sete décadas de vida e cinquenta de casamento! Parece muito tempo, não parece? No entanto, sinto que estes anos passaram num ápice e que muito ficou por fazer ou inventar, e que as perdas dolorosas foram, apesar de tudo, grandes lições de amor e desapego, ficando a saudade que alimenta a memória dos bons momentos vividos nessas companhias. As amizades que se foram diluindo, também elas, deixaram o seu rastro, marcando presença no coração que, confesso, se despede desses contactos físicos com pena, mas sem dar ocasião a vazios. Somos espelhos uns dos outros e, por isso, precisamos que passem por nós almas que reflictam a nossa imagem e onde os outros também se revejam. Tenho aprendido que não somos isto, nem aquilo, somos o que somos, alma contida num corpo que se movimenta pela Vida para cumprir uma ou mais missões, escolhidas por si própria ou propostas por alguém, algures no espaço e no tempo. Quem já viveu a experiência de entrar em contacto com a alma sem corpo, pode perceber que nesse estado não há polaridades e, muito menos, Ego – o que nos permite assumir que não somos o corpo, nem tão pouco a mente! Um descanso, é o que lhes digo…
Quando dizemos que com a idade nos tornamos mais sábios, o que queremos dizer é que, cada vez mais, nos identificamos menos com o que nos rodeia. A discriminação eleva-nos a outro patamar da existência onde o que importa é SER e ESTAR! Considero que o Ego é o nosso barqueiro, aquele que nos transporta para a outra margem, mas não é o barco…Não deixa de ser útil, mas vale o que vale!
Gosto desta devoção da escrita no meu Blog. O meu Ego leva estas palavras a diluírem-se no espaço sideral, pelo simples gosto de as ver expostas, mas sem saber até onde chegam e a quem tocam.

Fiquem bem!

segunda-feira, março 09, 2009

DIÁLOGO INTERIOR


Registo de um diálogo com o meu Guia S. Pedro, durante um Retiro na Quinta das Murtas em S. Pedro de Sintra, corria o ano 2002. Partilho convosco este momento que recordo com a alegria de ter podido viver experiências tão transcendentes quanto praseirosas:

“S. Pedro, figura austera e amorosa, presente na minha vida há longos anos, representa o meu EU autoritário e consciente que promove o encontro das Almas. Eu, Maria Emília, nasci no momento em que S. Pedro me propôs que conduzisse um grupo de Almas destinado a promover a verdadeira Paz, sem bandeiras, nem armas. Até então, era eu, mulher e mãe, criada numa família tradicional e, no entanto, revolucionária nos seus comportamentos e atitudes. Estruturalmente bem-educada, respeitadora da ética e com um apoio a toda a prova, cresci sem preconceitos, disponível para amar incondicionalmente, apesar dos apegos afectivos inerentes à condição humana. Amo a minha família natural, considerando essa oportunidade de amar um privilégio e uma recompensa, para além de alimento de corpo e a alma.
S. Pedro achou-me com as condições ideais para o trabalho que aceitei, por fim, fazer. Não foi fácil tomar nas mãos tal missão, pois me parecia não estar ao meu alcance. Quando me “convidou”, custou-me dizer-lhe que sim. Depois de alguma insistência, e com a promessa das ajudas necessárias, acedi a arregaçar as mangas e deitar mãos à obra. Ainda me lembro como se fosse hoje! Estava sentada, lá em cima numa nuvem em profunda meditação, quando S. Pedro me apareceu com a sua túnica branca, sandálias nos pés e barbas a tocar o peito. Pôs-me a mão na cabeça e disse: “Há um Grupo de Almas que te espera para que as acompanhes na caminhada pela Vida, para que essa Vida seja cheia, enriquecida com as experiências pessoais para serem partilhadas integralmente”. Ao que eu, surpreendida, respondi: “Eu? Não sou capaz de tomar tal responsabilidade! É muito trabalho e, além disso, tenho a minha própria família que me dá que fazer suficiente…” S. Pedro insistiu: “Eu sei, mas é essa a tua missão, não podes fugir. A tua família seguir-te-á, confiando na tua sabedoria e, os que te esperam, têm no seu seio enviados nossos que te ajudarão nos momentos mais duros e quando o desânimo apertar. Não te preocupes pois estarei sempre contigo, pronto para responder aos teus apelos e satisfazer as tuas necessidades mais prementes.” Suspirei conformada e, ainda um pouco renitente respondi: Está bem, vou tentar e logo vejo o que posso fazer!”
Foi assim que desci ao mundo e, na minha ingenuidade e alguma incredulidade quanto às capacidades inatas, avancei vida fora, fazendo sempre aquilo que tinha de fazer, sem questionar os objectivos e os resultados. Desbravei matas, aplainei terrenos rochosos, subi montanhas, descobri grutas misteriosas, mergulhei em mares revoltos e frios e, no silêncio das águas mais profundas, encontrei arcas prenhas de sabedoria, quais pérolas que fui enfiando num colar que brilha no meu colo, deixando transparecer o gozo que, apesar de tudo, esta missão me dá. A dureza das pérolas é o símbolo da minha resistência e a prova de que tem valido a pena caminhar e descobrir a riqueza que se encontra em cada Ser que, deste Grupo de Almas, se aproxima. As penas enfeitam um chapéu imaginário, lembranças “esquecidas”, guardadas na memória à espera de regeneração.
Vai longe o dia em que S. Pedro poisou a sua mão na minha infantil cabeça. Desde então cresci sem pressa, passo a passo. O Grupo de Almas que me “calhou”, arrastou-me por montes e vales, sem me deixar olhar para trás um só instante. As dificuldades encontradas em cada etapa foram ultrapassadas com as ajudas prontas e generosas do Anjos que me acompanham. Sem eles não teria conseguido chegar até aqui, com a certeza de quanto caminho ainda falta percorrer! Muitas graças me foram concedidas e, por elas, luto por merecer tais dons. O meu EU pequenino e incrédulo continua a subsistir, talvez um pouco mais recatado, espreitando de quando em vez para me surpreender com novos desafios.
Neste recanto da Quinta das Murtas, em S. Pedro de Sintra, saboreio o silêncio dos sons da natureza que me rodeia. Oiço o canto dos pássaros que celebram a Primavera, deslumbro-me com uma rosa, baloiçando ao vento, enquanto a água corre na fonte, seguindo o caminho que a leva ao lago onde as algas purificadoras flutuam. Lá em cima, na casa que nos acolhe neste dias, trabalha-se com afinco e alegria. Os meus Anjos cumprem o seu papel, levando pela mão os futuros Guerreiros da Paz. Estamos aqui pelo puro prazer de trabalhar à descoberta do que somos, retirando os véus da ignorância e dançando ao ritmo da música celestial que nos embala carinhosamente. Gozemos o privilégio dos escolhidos e sejamos merecedores da missão transcendente, mas não transcendental que nos cabe, continuando a ser crianças na inocência e na alegria da descoberta. Cresçamos juntos com a certeza de nunca estarmos sós, mesmo quando viajamos por outros tempos e outros espaços. S. Pedro agradece, eu agradeço! Está tudo certo, não está?”
Fiquem bem

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

MAGIA




Não é preciso vestirmos a roupa de um Mago para o sermos! Somos Magos na medida em que conseguimos usar o pensamento para fazer com que o Caminho a percorrer seja de Luz e que as sombras se tornem fugazes. É preciso aprender a não malbaratar a nossa energia visto que ela é demasiado preciosa para ser gasta inutilmente. Lidar com os campos energéticos que se vão apresentando e que não dominamos totalmente, requer uma força e uma consciência que nos permita ter a percepção do que está para além da aparência.
Cada Mago aprenderá a usar os seus dons se estiver disponível e atento. Os sinais vão-se evidenciando e há sempre alguém que nos chama a atenção e nos mostra o que temos de ver para aprender. As contradições que, frequentemente, nos assolam são fruto de um crescimento espiritual que se quer e deseja equilibrado e pacífico, apesar de tudo. A vontade de avançar desperta os sentidos e a imaginação não tem limites. Seguindo com a confiança necessária, encontraremos, então, os ditos sinais que nos possibilitam entrar em contacto com aquilo que somos para, assim, entendermos perfeitamente que passos são precisos dar. A sinceridade com que fazemos o nosso percurso é determinante pois a intenção define o resultado das acções e a busca passa pelo encontro com a própria Essência, aí onde reside a verdadeira Sabedoria.
A consciência do EU é o ponto de partida para que se estabeleça a ligação com o Divino, mantendo um equilíbrio e uma harmonia onde assentará a capacidade de acreditar e fluir com as mudanças que se vão operando no próprio EU, resultantes da expansão da consciência. A evolução seguirá o seu curso tranquilamente e as emoções, tão controladas quanto possível, farão do Mago uma centelha de luz que brilhará no tempo e no espaço à sua passagem. As mudanças vão-se tornando cada vez mais visíveis e o SER e o ESTAR acontecem sem esforço e com muita alegria. Abrem-se os canais, tudo é cor, tudo é luz!!!
Ser Mago é uma condição que obriga a um grande trabalho, sem desperdiçar um só instante. Avancemos, pois, com a segurança de quem se sabe guiado e protegido
Fiquem bem!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

ETERNO RETORNO



Como já tenho dito, volta não volta, apetece-me arrumar papelada, deitando fora aquilo que já não me interessa ou que, por qualquer motivo, tenho em duplicado. Quando isso acontece, encontro sempre escritos que acordam memórias, que por sua vez, despertam a minha consciência num simulacro de eterno retorno. Estamos sempre a repetir necessidades que resultam de situações que vamos vivendo a cada passo. Desta vez dei de caras com uma mensagem do mestre Seth, de quem já vos tenho falado. Este Mestre é uma entidade, cuja missão é ensinar os humanos que percorrem os caminhos da espiritualidade com os pés bem assentes na terra. As suas mensagens são de uma grande clareza e apontam-nos o caminho do Amor, e por isso aqui vos deixo mais uma:


“Queridos Amigos meus,

As diversas vibrações que vos rodeiam afectam o estado geral, a aura e os mecanismos de defesa. Por isso, é importante manter o equilíbrio através de um corpo bem estruturado nos seus sistemas de autodefesa. Só assim a consciência o pode alertar e defender das intromissões exteriores. Vocês estão permanentemente a ser bombardeados por diversas formas de energia elementar que vão alterando o campo magnético, podendo provocar uma sensação de mal-estar inexplicável. Uma mente consciente e desperta tem a capacidade de distinguir se aquilo que a afecta lhe pertence ou não. Há, então, que fazer um trabalho de ordem mental, de libertação e alteração do ambiente.
São atraídas, muitas vezes a nível inconsciente, certas sensações e presenças que são consideradas intromissões. Para lá da consciência física há um campo muito vasto onde as auras se tocam, os pensamentos se cruzam e onde existem chamamentos que estão para além do racional. Assim, repentinamente podem ser confrontados com situações de ruptura, desgaste, sentem que foram influenciados por forças externas, mas não entendem como é que isso aconteceu. É difícil, conscientemente, controlar o subtil. Aquilo que se projecta a nível inconsciente é incontrolável.
Quando se relacionam uns com os outros, passam informações, estabelecem contactos, mas só têm consciência daquilo que é dito verbalmente e de sensações como atracção ou repulsa. Nada acontece sem que, para isso, a vossa vontade tenha participado. Quando falo em vontade não falo em vontade consciente. Os medos alteram a vossa realidade. E, no entanto, ao serem confrontados com ela, vocês espantam-se. Quando uma relação entre duas pessoas sofre ruptura, por exemplo, nada disso acontece sem que exista a participação de ambos os lados. Mesmo que não exista comunicação a nível físico, o diálogo acontece, as decisões são tomadas, as ordens recebidas. Um processo onde existe desconfiança, ou mal-estar, pode provocar o afastamento de quem, conscientemente, não se está a afastar.
A única resposta para isto terá que ser uma atitude de Amor em todas as circunstâncias. Amor pelos outros e Amor por vós próprios: o respeito.
Respeitar as diferenças e amar nas diferenças, será a única forma de evitar que o mal-estar se instale perante as contrariedades dos encontros e desencontros. Quando falo em amar, onde entra também a auto estima, falo, igualmente, no direito de exigir respeito. Quem ama respeita. Não estou a falar em Ego, numa noção de respeito subjectiva que não passa de submissão, variável consoante o vosso grau de apreço por serem adorados e seguidos. Quando se ama e aceita o outro apesar da sua diferença, isso é respeito, objectivamente. Não há que julgar a diferença, o resultado será sempre subjectivo, pois depende do grau de avaliação de cada um. Há que aceitá-la como é: diferença. Aceitar a diferença não é ter benevolência. A benevolência é uma ausência de respeito.
Amo-vos e respeito a singularidade de cada uma das vossas diferenças.”

Seth

A Luz está em todas as almas. Sintonizem com a Luz que está em cada homem e estarão expandindo o Amor.

NOTA: Mensagem recebida em 2001 por Paula (Umabel)

domingo, fevereiro 08, 2009

PROXIMIDADE



Antigamente havia um anúncio de um desodorizante que mostrava um rapaz a correr para uma rapariga com um ramo de flores, num impulso irresistível... Lembrei-me desta cena ao pensar nas atracções irresistíveis a que estamos sujeitos nas relações humanas. Quando convivemos de perto com pessoas de todos os géneros, sejam elas alunos, amigos ou familiares, acontece sermos atraídos ou atrair contactos que ganham uma proximidade inesperada e, por vezes, transcendente. Entra-se nessa relação com naturalidade e com uma disponibilidade que leva a um desenvolvimento para ambas as partes em termos de consciencialização do Eu que somos. O intercâmbio de energias dá-se sem reservas e goza-se esse período com satisfação e sem expectativas pois, assim como começam, as relações acabam sem que haja uma razão plausível. É assim como quem muda de canal... O processo pode, simplesmente, ter origem em situações que se alteram ou circunstâncias que mudam ou por puro desinteresse de ambas as partes ou de uma delas. O Karma tem destas coisas e nem sempre avisa ou dá sinais, suficientemente perceptíveis, que nos possam preparar para as alterações a que temos de nos habituar. Não é muito fácil mudar registos porque somos animais de hábitos e, na verdade, somos um pouco obtusos e algo comodistas...
Ao mesmo tempo, este é um jogo interessante e difícil de jogar, para o qual temos de ter mobilidade suficiente, mental e emocional, sabendo fluir e mantendo-nos bem centrados na nossa essência e com a porta do nosso coração aberta a novas experiências. Felizmente há a grande hipótese de passarmos os relacionamentos para o nível do amor incondicional, como resultado de um trabalho feito ao longo das vivências que nos levaram a aumentar a sabedoria que construímos em conjunto, passo a passo. Cá vem o “desapego” à baila e, antes dele, as mágoas e as penas sentidas pelo que se perdeu ou pelo vazio que a passagem para outro capítulo das nossas vidas, aparentemente, deixou. Costumamos dizer que “quando se fecha uma porta, abre-se uma janela...” e é com essa atitude que vamos crescendo afectiva e espiritualmente. De facto, quando uma relação próxima deixa de o ser, há sempre alguém que aparece e lá estamos nós prontos para dar a mão a quem precisa ou a abraçar novos projectos de desenvolvimento pessoal que funcionam como espelhos em causa própria. No meu caso, considero-me privilegiada e atenta para que possa continuar a servir, tanto o meu semelhante como a mim própria, da melhor maneira possível.
A proximidade requer um cuidado, uma reserva, que só é possível com atenção aos sinais, continuando a confiar nos deuses que nos assistem nesta passagem pela Vida. E sempre agradecendo as evidências que nos mostrem o caminho a seguir e as oportunidades que nos são oferecidas para demonstrar o que valemos e o que estamos prontos para aprender, mesmo que algumas situações escapem ao nosso entendimento imediato. Aceitando, acabamos por perceber que: trabalho feito, trabalho acabado. Venham mais!
Fiquem bem, apesar deste Inverno do nosso descontentamento!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

MEDITAÇÃO NA PRÁTICA


CURAR À DISTÂNCIA

Em termos práticos, a Meditação como processo de concentração, desenvolve a capacidade de curar à distância. A carga posta em cada pensamento que se projecta tem um valor incalculável. Quando pensamos em alguém estamos, automaticamente, a enviar-lhe energia que ela receberá se tiver alguma relação connosco ou estiver “aberta” a esse contacto.

Podemos ajudar uma pessoa à distância, começando por lhe pedir que ela, também, se concentre em nós, o que facilitará a transferência de energia. O efeito telepático (comunicação subtil) é instantâneo, sendo preciso apenas algum tempo de concentração. O receptor terá, evidentemente, de estar em condições de receber essa energia, ou seja, descontraído. Algumas vezes usa-se um intermediário, sobretudo quando não se conhece o receptor ou haja dificuldade no contacto, por exemplo, tratar uma criança ou alguém muito próximo que não tenha prática neste tipo de acção. Faz-se então uma “ponte” entre o amigo e o paciente, de maneira que a energia chegue ao destinatário. A responsabilidade deste acto é do intermediário, daquele que nos pede para ajudarmos o outro, mas convém assegurar que não haja invasão de privacidade ou imposição de espécie alguma. A ética é fundamental!

É evidente que só podemos e devemos ajudar quem quer que esteja aberto a essa ajuda. Nunca se deve entrar em contacto com quem não se mostra disponível ou rejeita inteiramente essa acção benemérita. Pode-se, eventualmente, projectar energia positiva naquela direcção até que se criem as condições necessárias e suficientes para a ajuda provável. Uma energia carregada de intenção pura não prejudica ninguém. Fica a pairar no espaço para onde for dirigida, uma espécie de nuvem cor-de-rosa, pronta a ser descarregada e absorvida. O Amor tudo transforma! A cura à distância funciona quando a relação é bastante próxima e se acha que a indisponibilidade é temporária ou há a certeza de não se estar a forçar nada. Além do respeito pela individualidade deve-se ter em conta a lei do Karma. Cada um tem de viver as experiências necessárias à sua evolução e, a nós, só nos cabe ajudar na parte que nos cabe, ainda que seja importante.

Todos sabemos que, para o pensamento, não há necessidade de outro meio que não seja a concentração. As únicas barreiras são aquelas que lhes colocamos ou nos colocam e para as quais não temos hipótese de ultrapassar se não for esse o caminho. O pensamento é, creio, a maior força de que dispomos. Se o soubermos utilizar sem fins egoístas e o fizermos com Amor incondicional, é um dos maiores serviços que podemos prestar à humanidade. Cada pensamento tem uma vibração própria. Saibamos, pois, aplicar esse dom de modo a beneficiarmos igualmente dele, dar e receber na mesma medida.

Fiquem bem!

“UMA DÁDIVA É SAGRADA QUANDO É DADA COM O CORAÇÃO À PESSOA CERTA, NA HORA CERTA, NO SÍTIO CERTO E SEM ESPERAR NEHUMA RECOMPENSA.”

Bhagavad Gita – Cap. XVII, v. 20