A minha Lista de blogues

quarta-feira, dezembro 26, 2007

ROUPA VELHA...


Terminada a azáfama do Natal, preparamo-nos agora para entrar no Novo Ano e, neste compasso de espera, fazermos um balanço destas festividades. “Roupa Velha” é o que fazemos às sobras do bacalhau, por isso, comecei esta prosa com esse título, visto que temos de digerir as emoções que esta época provoca. Confesso que quando se aproxima esta data inevitável, me dá uma preguiça e pouca vontade para avançar com os preparativos próprios e a atenção que é preciso dar a sentimentos e devoções de vária ordem. Antigamente, chegava-me a dar uma grande neura com a saudade a bater-me à porta insistentemente, para não falar na questão do consumismo e da hipocrisia, factores integrantes desta sociedade feita de aparências e de interesses inconsequentes e imediatos. Um dia decidi que o “Natal não é quando o Homem quiser”, mas uma inevitabilidade à qual não adianta fugir e, já agora, o melhor é viver as festividades pelo puro prazer do encontro. É festa é festa!!!
Assim que arregaço as mangas, começo a pensar nas decorações, primeiro do Centro e depois de casa. Gosto do exercício de imaginação que é preciso para usar os materiais disponíveis e recicláveis e pensar no que posso oferecer aos que me rodeiam, sem gastar muito e com a preocupação do prazer que posso proporcionar com as oferendas. Faz parte do meu ritual sentar-me ao balcão da minha cozinha e criar os embrulhos ou as próprias dádivas.
Já em Novembro a minha filha me fala das filhós que sempre fazemos, e em cuja confecção participa com entusiasmo. Este ano foi a primeira vez em que demonstrou já estar habilitada a prepará-las, continuando a tradição familiar, e todos confirmámos a excelência do produto, consumido com satisfação e grande vontade.
O Natal é também uma altura em que pomos à prova as amizades e as relações familiares ou de outra natureza, sem contar com o que acorda em nós em termos de mágoas ou sensibilidades. A troca de presentes e de mensagens, são uma evidência a que não podemos fugir, não tendo nada a ver com o valor dos primeiros. O que damos e recebemos tem várias leituras, mas a principal é ver em que medida há sintonia nos afectos e em que grau se encontram as nossas expectativas. Nesta época somos todos crianças, desejosas de atenção e curiosos por antecipação. Estamos numa era em que há um despertar acelerado das consciências, mas com uma atitude de que é tudo necessário e é tudo descartável... Os afectos são passageiros ou pouco profundos na sua maioria e as lembranças do passado ficam guardadas de molde a que não se mostrem para não perturbar os corações.
O Natal põe à prova a nossa capacidade de amar incondicionalmente e obriga-nos a perdoar e esquecer, com a certeza de que nós somos Essência, a nossa materialidade um mero acaso e as emoções a prova de que, apesar de tudo, é bom estar aqui e ser humano, gozando todas as benesses que nos calham pela porta. Estamos a um passo do novo ano que, como sempre, vem cheio de promessas que vamos semeando pelo caminho que temos, necessariamente, de percorrer ou não fosse a Lei do Karma o que nos rege.
FELIZ ANO NOVO!!!
Fiquem bem
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OM SHANTI

quinta-feira, dezembro 13, 2007

BOAS FESTAS!!!



" A PAZ ESTÁ NO TEU CORAÇÃO PORQUE A PRESENÇA DOS ANJOS É UMA REALIDADE QUE SENTES NESTA VIDA QUE PASSA COMO UMA NUVEM LEVADA PELO VENTO. CONCENTRA-TE NO QUE, VERDADEIRAMENTE, IMPORTA, SÊ COMPLACENTE PARA CONTIGO E APROVEITA TODAS AS OPORTUNIDADES PARA APRENDER E PARTILHAR O CONHECIMENTO ADQUIRIDO."



BOM NATAL E FELIZ ANO NOVO!!!


OM SHANTI





quinta-feira, novembro 29, 2007

MIL E UMA VIDAS II



Continuando…
Entretanto, tive um apelo irresistível do meu, então, namorado/noivo, e agarrei nas malinhas, apanhei um avião e desembarquei em Pangim (Goa), depois de um casamento por procuração que, naqueles tempos não dava para nos juntarmos sem as bênçãos da Santa Madre Igreja ou de um Conservador do Registo Civil!!!
Os primeiros tempos não foram muito fáceis pois estranhei o clima quente e húmido, e tive de enfrentar os trabalhos domésticos a que não estava, minimamente, habituada, menina burguesa de primeira apanha. Começava o dia a estudar o meu livro de receitas predilecto (até hoje), e a encontrar no mercado os ingredientes que se adaptassem ás minhas escolhas. Felizmente, tinha gosto pela cozinha e alguma coisa tinha aprendido com a cozinheira que trabalhava em casa dos meus Pais. Mesmo assim, valeram-me as vizinhas tailandesas que me ensinaram a escamar peixe… As fardas brancas do meu marido (ele é oficial de marinha), treinaram a minha paciência! Passar a ferro não é, propriamente, a minha praia.
A vida seguia sem grandes sobressaltos e a convivência com as mulheres de outros oficiais dava para aliviar as saudades da família, com quem me correspondia por carta que, naquele tempo, não havia outra maneira. Algumas amizades perduram até hoje.
Quando o meu marido foi destacado para Diu, lá fui eu de malas aviadas outra vez. A estadia naquele território foi engraçada e dei-me muito melhor com o clima, mais temperado, apesar de termos apanhado o começo da monção que é qualquer coisa de fenomenal. De repente, desata a chover torrencialmente e, de um momento para o outro, os campos viram verdejantes! Convivíamos, principalmente, com oficiais do exército que lá estavam sozinhos e, posso dizer que os meus ouvidos se treinaram na linguagem própria das casernas… A única senhora europeia era a mulher do Governador que tinha uma idade bastante mais avançada, por isso, só nos dávamos em ocasiões cerimoniosas.
Quando regressámos a Goa, já vinha grávida do meu filho mais velho que veio a nascer em Lisboa por considerarmos que ali não havia condições para eu ter o bebé, tanto a nível de assistência médica como de apoio da família, visto que o meu marido estava sempre sujeito a ser mandado para outro lado ou a embarcar em algum navio. Isto passou-se em 1960, época em que havia a guerra com a União Indiana, em luta pela independência daquela colónia, não era uma estadia turística…
De volta à pátria, sozinha, instalei-me em casa dos meus Pais e o nosso filho nasceu sem ter o pai por perto. Valeu-me, como sempre, o apoio e carinho da família e a tal cozinheira que adoptei como 2ª mãe e avó dos meus filhos. O meu marido conheceu o filho já com 7 meses e fomos viver para uma casa que era dos meus sogros, onde veio a nascer o meu segundo filho. Quando fiquei grávida do terceiro(a) tivemos de mudar de casa pois naquela já não cabíamos.
Por hoje, chega de Vidas…
Fiquem bem

terça-feira, novembro 20, 2007

MIL E UMA VIDAS



Num tempo de maior quietude, dou comigo a repensar a minha, já longa, vida e veio-me à cabeça a ideia de que as diferentes etapas desta existência me podem dar o direito de pensar que, desde que cheguei a este mundo, experienciei tantas coisas, tantas emoções, tantas circunstâncias, que posso concluir que neste espaço de tempo passei por várias encarnações e que tenho muita gente da minha família a viver dentro de mim!!! Senão, vejamos:
Nasci em Angola, numa casa onde os meus pais viviam e onde o meu irmão mais novo também viu a luz. A minha irmã mais velha nasceu em Lisboa por ocasião de umas férias. Tive uma infância despreocupada e algo livre, pois o lugar onde estávamos permitia andar na rua sem preocupação de espécie nenhuma. O grupo de raparigas e rapazes com quem partilhava as minhas aventuras eram todos da minha própria escola. A bicicleta foi o meu meio de transporte preferido e com ela percorria seca e Meca. Trepávamos às árvores para colher as belas mangas ou matávamos a fome com as goiabas que se apresentavam amarelinhas e doces ou as amoras negras e suculentas que pendiam das amoreiras. Aos domingos frequentávamos a piscina pública onde aprendi a nadar sem problema. Foi assim uma época à Tom Saywer de que guardo memórias muito agradáveis. Considero esta a minha primeira vida.
A segunda passou-se já em Portugal, para onde viemos afim de podermos completar os nossos estudos, visto que, lá onde vivíamos, não era possível ir além da 4ª classe. De repente, vi-me fechada num 5ª andar e sem aquela liberdade gozada à saciedade. O conforto de que dispúnhamos era o mesmo, mas a alegria apagou-se e passei a ser uma menina muito bem comportada, sem bicicleta nem companheiros de tantas e tantas aventuras, portanto, sem grande estórias para contar!
Aos quinze anos, desembarquei (este é mesmo o termo, porque fomos de barco) em Inglaterra com a minha irmã mais velha, para que aprendêssemos bem a língua inglesa. Foi um grande salto, passar de uma Lisboa pequena burguesa para a cosmopolita Londres. A adaptação a esta vida não foi fácil porque sentia muito a falta da família. No entanto, acho que se abriram horizontes que na nossa terra nos escapavam pelas circunstâncias políticas que se viviam na altura. Para além do inglês, aprendi o que era uma democracia e convivi com pessoas de todas as raças e culturas, mais até do que com os ingleses que não nos passavam grande cartão enquanto não soubéssemos falar bem o seu idioma. Esta foi a minha terceira vida!
Regressada a Lisboa, tive de por a render os conhecimentos adquiridos e fui trabalhar como educadora numa escola inglesa onde estive uns dois anos. Passei para outra portuguesa, bem mais simpática, até me casar. Esta foi uma VIDA pequena, intermédia que não me deixou saudades…
A próxima, contarei a seguir, mas já podem constatar que eu tinha razão ao dizer que já vivi mil e uma vidas, visto que cada uma delas vale por muitas.
Fiquem bem!

segunda-feira, novembro 12, 2007

SONHOS ALHEIOS



No sábado decorreu a 3ª lição do nosso curso (Sentir Energia – Processo Evolutivo), cujo tema era: Sonhos e Escrita Criativa, maravilhosamente conduzido pela Clare Johnson. O tema despertou o interesse de todos quantos participaram, tendo sido surpreendidos com o desenvolvimento das acções propostas. Cada um falou dos seus sonhos persistentes ou cuja memória prevalecia e, em seguida, foi-nos proposto agarrar num sonho alheio e começar a escrever, começando com a frase: Se este fosse o meu sonho…”. Durante oito minutos escrevemos sem parar para pensar.
Não me fiz rogada e agarrei num dos sonhos que mais me chamou a atenção. Não vos conto, em pormenor, como era o sonho, que é coisa privada, mas eu escrevi assim:
“Se este fosse o meu sonho começava a cantar e a dançar para que alguém me tirasse da campânula onde estava metida e que não é senão um grande ventre materno onde me encontro à espera de nascer para o mundo.
Debaixo de uma bela árvore me sento com os meus pares e deixo que o meu olhar percorra o grupo que ali se encontra para discutir assuntos que dizem respeito ao desenvolvimento do trabalho do Grupo de Almas a que pertencemos e cada um vai falando das suas experiências e dos seus sonhos. Vamos partilhando as vivências com alegria, fazendo o ponto da situação para que cada membro do grupo pudesse levar consigo as lições que lhe serviam.
É um prazer estar com os meus pares e a alegria que sinto neste encontro uma alegria que me transcende e me leva a acreditar que as nossas missões, a nossa MISSÃO, está a ser cumprida com a disponibilidade de todos e as ajudas dos anjos, mestres e entidades que nos assistem, pois o que está em cima, está em baixo, é tudo o mesmo! Assim na terra como no céu, o pão-nosso de cada dia nos dai hoje, agora e sempre.
O meu papel é o meu papel e não é mais nem menos do que o papel dos que pertencem a este Grupo de Almas que, neste momento, se encontram para se alimentarem e protegerem nesta passagem pela matéria.”

E, foi assim que fiz de um sonho alheio o meu próprio sonho. Como é bom partilhar sonhos!!!
Fiquem bem!

segunda-feira, novembro 05, 2007

TEORIA E PRÁTICA


Às vezes dou comigo a pensar naquilo que o Mestre Sivananda dizia “Valem mais 100 gr. de prática do que uma tonelada de teoria” e chego sempre à conclusão de que as teorias se desenvolvem à velocidade da luz, mas as práticas custam bastante mais.
Fui educada na religião cristã e tenho gravado na memória o preceito de fazer exame de consciência ao fim de cada dia para verificar se tinha, ou não, cumprido com os meus deveres morais e sociais, já para não falar em pecados… Confesso, aqui e agora, que é um costume que se mantém e que tento levar com mais leveza, até porque já não tenho o hábito de me confessar a um padre, apesar de reconhecer que o acto de contrição retirava carga ao processo. Se Deus nos perdoar, temos, necessariamente, de nos perdoar a nós próprios… No entanto, continuo a ser vigilante quanto a pensamentos e acções, reconhecendo que a minha condição de humano está longe de ser perfeita!
Vem isto a propósito de, a semana passada, os meus Deuses me terem encarregado de fazer passar um pensamento por dia, dirigido aos que constam da minha lista de endereços, ou seja, àqueles que comigo contactam mais directamente no dia-a-dia. Nessa altura, dediquei atenção ao imenso registo de pensamentos que me foram surgindo ou que chamaram a minha atenção ao longo dos anos e cheguei à conclusão de que tinha material em quantidade suficiente para alimentar essa ideia. Por outro lado, tornou-se para mim num exercício em que o meu pensamento se passou a alimentar com a energia necessária para vencer os obstáculos de cada dia e ter a gratificação de mais uma forma de partilha que é coisa que me dá um grande prazer. Somos seres sociais, inseridos em comunidades próprias, em círculos de luz que se vão tocando de uma maneira ou de outra e, por isso, vamos usando a criatividade para que os contactos não se percam.
Se, por ventura, alguém deste grupo sideral mais alargado estiver interessado em constar dessa lista, agradeço que me comuniquem através do e-mail
geral@satasanga.pt e, assim, passarão a receber um pensamento por dia, durante a semana.
A teoria poderá, então, ser um ponto de partida para que a prática aumente de peso e a consciência se vá ampliando alegremente.
Fiquem bem.

terça-feira, outubro 23, 2007

ESPERANÇA


“A esperança faz parte da realidade construída por aqueles que despertaram a consciência pela necessidade de ajudarem a Terra a libertar-se de influências negativas que a impedem de desenvolver sociedades mais pacíficas e equilibradas.
O Grupo Espiritual a que pertencemos tem uma missão que transcende a ilusão própria daqueles que julgam o corpo como reflexo do seu EU. O corpo não é senão o veículo que permite a cada um trabalhar a matéria a fim de que esta seja definitivamente espiritualizada.”
SETH


Neste últimos dias, tenho andado muito ocupada com a organização da minha casa que estava bastante necessitada de uma limpeza mais profunda a vários níveis. Aproveitando o facto dos Deuses me terem mandado uma preciosa ajuda, deitei mãos à obra, procedendo à eliminação de coisas que já não faziam sentido naquele espaço e fazendo a recolha de uma quantidade imensa de livros que serão bem mais úteis na biblioteca de bairro que se disponibilizou para os aceitar. Ficámos com aqueles que nos são mais chegados ou que ainda nos possam fazer falta ou aos nossos netos. Livros, é coisa que nunca falta em nossa casa, visto que somos leitores compulsivos. Além disso consegui convencer o meu marido a desapegar-se de muita coisa o que é uma lança em África!!! Ele é uma pessoa generosa, mas muito agarrado a lembranças reflectidas nos objectos. Eu sou precisamente o contrário… Gosto de me lembrar, de guardar na memória um passado que faz parte de mim como impressão perene, mas em liberdade…
Uma coisa puxa a outra e, assim, fomos arrumando as memórias que encontrámos pelo caminho. Foi bom ver fotos antigas, reler cartas de vivências de outros tempos e guardar o que servirá como marco para os vindouros. Dá sempre para rir e para deixar que a saudade tome conta de nós, sem mágoa. Acredito que é importante pormos ordem na casa para que haja ordem no nosso interior. A nossa casa é o nosso refúgio, uma espécie de ventre materno onde regressamos ao fim de um dia de trabalho ou para estabelecermos contacto com afectos. Dentro e fora em harmonia! A Terra também agradece, pois a matéria espiritualizada permite que possamos ir ao encontro do Absoluto, usando o corpo como veículo, órgão de acção.
A esperança é um factor primordial no processo em que nos encontramos, como indivíduos e como grupo que se empenha definitivamente em conquistar uma paz duradoura, aquela paz que se experimenta ao mergulhar num sonho que se vai tornando realidade.
Sonho será o tema da próxima lição do nosso curso sobre sentir energia. Sonhando preparamos as mudanças que achamos necessárias à nossa evolução. Sonhemos, pois, com a esperança de um dia mais, vivido em plenitude.
Fiquem bem!

terça-feira, outubro 09, 2007

SER E ESTAR




Neste fim de semana passado, tive como presente participar num “workshop”, cujo tema era “Despertar a Consciência Energética no Corpo”, onde se abordaram conceitos que incluem padrões estabelecidos, crenças erróneas e resistências interiores que têm como consequência condicionar o bom funcionamento dos nossos três eixos: corpo, mente e espírito.
Estruturar um carácter, gerir estados emocionais, tais como o medo, a raiva, a vergonha, o prazer e exaltação, é um trabalho que requer uma vontade, uma confiança e um apoio incondicional que só é possível com terapeutas experimentados e com um desenvolvimento pessoal e espiritual muito acima da media. Foi precisamente isso que aconteceu!
Viveram-se experiências muito profundas (algumas bem dolorosas), participou-se activamente nas ajudas ao próximo, assim como nós mesmos. Os processos desencadeados foram levados a bom termo e, no fim, o campo energético transformou-se de molde a que todos se sentissem bem, com a mente clara e propósitos bem definidos. O Sol, o Mar e a atmosfera criada, proporcionaram estados de graça e um verdadeiro encontro entre semelhantes. Tive o grato gosto de rever amigos, ter como companhia alguns discípulos e ver tanta gente boa a revelar-se com toda a confiança e grande disponibilidade. Não é fácil mostrar as nossas fragilidades, mas também é bom estar capaz de receber a energia canalizada para aqueles momentos e ultrapassar obstáculos há muito estabelecidos. Ficámos todos a ganhar! Pessoalmente, tive como revelação que, o que importa mesmo é SER E ESTAR, pois com a nossa presença o contacto estabelece-se e a energia cósmica flúi naturalmente. Foi bom, muito bom mesmo!!! Mais uma vez me sinto grata pela oportunidade e grata àqueles que a proporcionaram, terapeutas e organizadora que teve a coragem e a sabedoria de levar esta carta a Garcia…


Fiquem bem!

terça-feira, outubro 02, 2007

RELAÇÕES E COMPORTAMENTOS


“A materialização leva um tempo que não se compadece com a pressa dos homens e, no entanto, tudo acontece muito depressa. Cada instante passa como um abrir e fechar de olhos. O que foi ontem já não é hoje e o de hoje não passará amanhã. As sensações e as emoções vão e vêem, aparecem e desaparecem em ondas coloridas que deixam um perfume no ar.
Vivam a Vida, passo a passo, sem pressa, mas com a constância de quem sabe que não há um minuto a perder!”
SETH


Vem esta mensagem a propósito da próxima lição do Curso “Sentir Energia – Processo Evolutivo”, que organizámos este ano para que possamos desenvolver uma consciência do que se passa connosco nas relações e nos comportamentos próprios ou alheios. O que sentimos é um sinal que se manifesta no corpo e, ao tomarmos consciência dele, podemos gerir as emoções de forma conveniente e perceber até que ponto somos influenciados pelas energias que nos rodeiam e como harmonizá-las.
O primeiro passo é, em silêncio, dar atenção àquilo que realmente somos, como individualidade. Somos muito permeáveis e, por isso, estamos longe de agir de acordo com o que verdadeiramente, sentimos. Tal como o mestre Seth diz “as sensações e as emoções vão e vêem, aparecem e desaparecem…”, e o que conta mesmo é o nosso sentir mais profundo, qual farol que nos guia na direcção certa, sem medo de encalhar no primeiro escolho.
Não temos de viver em redomas, nem andar a pairar em cima de nuvens para nos sentirmos protegidos. A vida apresenta-se como ela é cada dia e nós só temos de navegar por ondas coloridas ou encostar em portos de abrigo quando a necessidade surge. Um dos mestres que encontrei pelo caminho, disse-me um dia que somos um barco à vela que, ora tem os panos enfolados para seguir o rumo estabelecido, ora baixa as velas e acosta até que o temporal passe.
Vivamos pois, a vida passo a passo, mas com a consciência de quem sabe que não há um minuto a perder… Aceitem o que são e como são e façam dessa consciência o vosso ponto de partida.
Fiquem bem!

segunda-feira, setembro 24, 2007

OUTONO


Viva o Outono, portal de um tempo de interiorização!
A quietude vai-se instalando, deixando o bulício do Verão como recordação de pausas ou de expansão. Os ventos sopram para que se cumpra a queda das folhas, que irão nutrir os solos, depois de terem dado cor à paisagem, campestre ou urbana. Gosto do Outono em Lisboa, pois apresenta-se, normalmente, com uma luz muito particular e uma doçura de temperamento que me agrada bastante. As folhas caídas cantam debaixo dos nossos pés, recordando-nos a inevitabilidade da passagem do tempo e do eterno retorno.
Tenho o privilégio de morar e trabalhar em lugares em que as árvores cumprem o seu papel de renovação e encanto para o olhar. Acordo com o Sol a despontar, direito à janela do meu quarto e sigo o seu percurso ao longo do dia, das janelas do lugar onde partilho o que vivo e aprendo e convivo com os melros e os pardais que disputam as migalhas que os humanos dispensam.
Dizem que as estações já não são o que eram, mas eu acredito que é porque a natureza não se conforma, vai fluindo de acordo com o que se vai passando no mundo que os homens tão maltratam. Por exemplo, fala-se muito da falta de árvores, que é preciso poupá-las, no entanto, de onde vem todo aquele papel que enche as nossas caixas de correio de publicidade?... E o lixo que se espalha pelas nossas ruas e, mesmo pelos campos por onde pisa o homem?... A mim custa-me sempre ver deitar papéis para o chão, já para não falar das beatas que os fumadores fazem o favor de atirar pela janela dos seus belos carros. Será que fazem o mesmo em casa? Desculpem lá este desabafo! Gostava muito, neste Outono, que as consciências se ampliassem o suficiente para que o gosto crescesse com elas e, no chão, só ficassem as folhas caídas até que um jardineiro atento as colhesse para seguirem o seu ciclo de vida.
Viva o Outono!!!

Fiquem bem!

segunda-feira, setembro 17, 2007

PROCESSO EVOLUTIVO EM CURSO



Nestes últimos dias tenho andado atarefada com o lançamento do ano lectivo, que é sempre um desafio ao qual dou especial atenção, porque a responsabilidade de dirigir um grupo espiritual não é brincadeira, mesmo que o entusiasmo seja uma constante, pois a apetência para avançar é a mola real que me impulsiona, com a ajuda de todos que fazem parte desta comunidade de que vos tenho falado.
No sábado encontrámo-nos então para trabalhar sobre o tema “Sentir Energia”. Um processo através do qual podemos entrar em contacto com os outros e com o espaço que nos rodeia, de forma subtil, e assim conseguir gerir as emoções que certas situações nos provocam. Aprendemos também a ampliar a consciência de modo a perceber o que somos e como estamos, para que, com a mente clara, possamos sentir as diferenças que se vão operando no corpo e na mente, quando nos dispomos a sentir o que se passa na relação com os outros e com o ambiente que nos rodeia. Somos receptores e emissores, capazes de sintonizar com o que for importante, numa perspectiva de autodefesa psíquica.
Os trabalhos decorreram muito bem, tendo-se gerado uma energia que denunciava a vontade de mergulhar fundo nesta nova maneira de olhar a vida, usando o pensamento como principal ferramenta para lidar com as sensações, ou melhor, os “sentires”. Ir à descoberta de caminhos que ofereçam mais segurança e maior autonomia é fascinante, visto que nos dá o poder e o ânimo para continuar a desvendar os mistérios desta existência. Uma mensagem que passo com gosto e que partilho com convosco porque sinto que os que me lêem neste espaço, que é de todos e de ninguém, fazem parte deste Grupo de Almas.
Um abraço. Fiquem bem!

terça-feira, setembro 04, 2007

RECOMEÇO




“O Yoga é o caminho do guerreiro, aquele que luta pela Paz no campo de batalha, procurando conhecer os seus pares, com eles conquistar a liberdade suprema e viver a alegria com a consciência dos eleitos.”


Acabadas que foram as férias, sintonizamos com o novo dia, com a esperança e a alegria de voltar ao contacto directo com aqueles que nos acompanham e que connosco aprendem a viver de acordo com a sua própria natureza, com a consciência de pertencerem a um Grupo de Almas, disponibilizados com a intenção de lutar por um ideal de paz que se conquista nas lutas do dia a dia, inseridos na comunidade que escolheram ou foram escolhidos, afim de se desenvolverem como espíritos de luz que são.
Guerreiros e Descobridores, somos e seremos sempre pois as batalhas que se deparam não dão tréguas a quem se busca e se encontra para retornar à busca e ao encontro. É importante o contacto com os nossos pares, companheiros de jornada e espelho onde se reflectem as nossas acções. O caminho é solitário mas não se faz sozinho!
Neste espaço sideral me projecto, abraçando os que comigo contactam e acompanham. As estórias, que vos vou contando, são apenas a expressão do meu viver e do meu sentir e a necessidade de as partilhar, sem expectativas. Obrigada por serem e estarem aqui.
Fiquem bem!

segunda-feira, agosto 27, 2007

UM DIA APÓS O OUTRO...



Assim vão as férias que me foram atribuídas e que tenho gozado com prazer e disponibilidade, para fluir de acordo com o tempo e as circunstâncias. As vivências têm sido variadas e todas elas muito ricas, pois os contactos com o exterior têm sido intercalados com mergulhar bem fundo na essência do meu Ser e do meu Estar. O tempo mostrou-se um bom aliado porque, ora estava vento, ora chovia ou, como hoje, o Sol brilhava e aquecia os corpos que se banham nas salsas ondas, sempre que o mar permite esse arrojo; muito raramente somos brindados com a bandeira verde e a calma que nos leve a um estado de meditação espontânea e é preciso aproveitar. A visita de familiares e amigos tem sido uma constante e a alegria desse convívio enche-me o coração. Os espaços em que reina o silêncio têm sido, igualmente, saboreados e bem-vindos.
Um dia após o outro, se vão escoando as férias que guardarei na memória como reserva energética para os trabalhos que se avizinham e que espero que sejam tão satisfatórios quanto a intenção posta nessas acções. Agradeço, uma e outra vez, aos meus Deuses e a todos quantos fizeram destes dias um marco na minha/nossa estória. Em breve regressarei a Lisboa, com a esperança renovada e a vontade de tudo fazer para continuar a merecer estas benesses.
Fiquem bem!

quinta-feira, agosto 16, 2007

MAR








As ondas alterosas anunciam a força de um mar que se apresenta na sua plenitude, marcando presença na praia onde o homem pisa, olhando a Luz que espreita entre as nuvens que correm céleres numa continua fuga para não se sabe onde.
Quando me deixo levar pelo momento, sinto a grandeza do universo no qual estou integrada e deixo fluir a energia que me toca e emociona. Delicio-me com estes momentos de exaltação e submeto-me a esta ordem da natureza que nos faz sentir e vibrar intensamente.
Esta praia é, de facto, surpreendente e em cada dia apresenta-se de forma diferente o que nos obriga a seguir o seu próprio ritmo e esperar o inesperado. As rochas onde este Mar se enquadra, mostram-nos a origem deste lugar que explodiu algures no tempo. É impossível não sentir a força que emana daquelas formas e da sua textura! Algumas rochas “falam” bem alto, contando estórias que lembram viver e morrer, amores e desamores ou, simples pausa na lufa-lufa de quem vive na cidade.
Vivo esta praia pelo prazer de sentir a sua energia e a magia que dela emana e é com gosto que venho partilhar esses momentos convosco.
Fiquem bem!

sexta-feira, agosto 10, 2007

ENCONTROS

Praia da Adraga




Prosseguindo a minha viagem ao encontro do meu ser mais profundo, nestas a que convencionámos chamar FÉRIAS, venho partilhar convosco algumas vivências que poderão transmitir-vos o que sinto e como sinto.
Observando a imagem acima, é possível perceber de imediato que frequento uma praia magnífica, considerada uma das mais belas da Europa! Por sorte, apanhámos um dia em que a luz deixava transparecer todos os elementos em exposição; a máquina do meu telemóvel conseguiu captar esse momento em todo o seu esplendor e as ondas que se espraiavam na areia mostravam como a energia flúi sem cessar, dando-nos a noção plena de que essa energia também somos nós e que devemos deixar que ela corra livremente sem a fragmentar. Corpo e mente em uníssono, numa harmonia perfeita para que a consciência se expanda e possamos viver cada instante em plenitude.
Esta manhã, mal acordei, fui à varanda e uma onda de gratidão aflorou ao meu peito, deixando-me envolver pela atmosfera límpida deste lugar privilegiado. A calma tocou-me, penetrando cada poro, acompanhada pelos sons próprios do campo onde nos encontramos. Estou perto do mundo, mas longe do bulício e da confusão da cidade que nos acolhe durante o ano de trabalho. Hoje apeteceu-nos o silêncio e por aqui ficámos a arrumar a casa e a ler, depois de uma breve ida à vila. Regressei pelo meu pé, saboreando o Sol, temperado pela frescura da manhã, deixando-me envolver pela paisagem.
À tarde, espera-nos a praia e, por lá, gozaremos aquele espaço, estendidos na areia ou mergulhando nas ondas, se elas estiverem mansas como estavam no dia em que tirei a foto. O mar aqui é, normalmente, bravo, há que ter cuidado e muito respeitinho. Entretanto, pode ser que “veja” as fadas que, dizem, cavalgam as ondas alterosas deste mágico lugar. Como em tudo na vida, é preciso acreditar e sentir. É isso, exactamente, que farei!
Um abraço cheio de energia. Fiquem bem!!!

segunda-feira, agosto 06, 2007

FÉRIAS PARA QUE VOS QUERO...




Tal como prometi, aqui estou para vos dar conta das minhas férias.
Festejei os meus anos com muita alegria e o carinho imenso que me dispensaram discípulos, alunos e pacientes (sem contar, claro, com a família). É muito agradável ver o Amor ser correspondido de várias maneiras, cada uma a demonstrar imensa sabedoria e perfeita sintonia. Foi um dia longo e cheio que guardarei na memória como reserva única, dando graças aos meus Deuses por me terem feito merecedora de tantas benesses.
Antes de partirmos, no dia seguinte, ainda festejámos o aniversário da minha filha, num almoço com todos os que pertencem ao grupo familiar mais próximo. O encontro foi muito simpático e despretensioso, que nos deu grande satisfação e alegria pois a família é o nosso principal suporte afectivo. A preparação para as férias e o trabalho deixaram-nos um tanto ou quanto cansados, mas com o entusiasmo infantil de quem vai à descoberta e à conquista de um repouso tão merecido quanto desejável.
Desembarcámos, por fim, no recanto escolhido pelos nossos Guias e a sensação de chegar a um espaço que fizemos nosso desde o primeiro dia é de um grande, imenso prazer e é isso que pretendo partilhar convosco sempre que a ocasião o proporcionar.
Fiquem bem!

terça-feira, julho 31, 2007





A ROSA, ROSA

A ROSA É FLOR DE MAIO
A ROSA, ROSA É SEDA PURA
QUE DURA.

O SEU PERFUME É LUME
DA ESSÊNCIA VISTA À
TRANSPARÊNCIA.

A ROSA BRILHA PORQUE
TRILHA CAMINHOS FEITOS
DE ESPINHOS!

Estou quase de férias! Penso que nesse tempo dará para conversarmos sobre aquilo que me vier à cabeça durante os dias que os Deuses me ofereceram.
Fiquem bem!

quinta-feira, julho 19, 2007

ALEGRIA







“A alegria é um estado de espírito conquistado pelas Almas que, a cada passo, se expandem e se elevam ao encontro da Essência. A leveza do Ser é uma condição adquirida, apesar de todos os percalços, sendo o corpo um mero instrumento de acção. As dores manifestam-se como sinais evidentes da nossa materialidade, lembranças de um passado que, por vezes, nos deixa perplexos.
E, no entanto… tudo passa pois tudo é movimento!!!”

Quando chego ao fim dum ano lectivo (por coincidência calha no dia dos meus anos), dou comigo a fazer uma revisão a tudo quanto foi feito e vivido nesse período, tanto a nível de trabalho como familiar. Na minha filosofia de vida, as coisas misturam-se naturalmente, visto que a relação com alunos, discípulos e pacientes tem uma componente afectiva indissociável, apesar das distâncias que têm de ser mantidas. Não é muito fácil, mas tem de ser assim! A cura faz-se pelo toque e pela palavra para que haja uma interacção profunda, um contacto que transcende os corpos e as aparências. A comunicação vai-se dando à medida que a confiança se estabelece e haja um entendimento espiritual que não se compadece com a razão, mesmo que ela continue a ter o seu papel. Foi assim este ano e será assim neste Caminho que me foi traçado e que aceitei inevitavelmente.
Tal como a alegria, a harmonia conquista-se com a atenção dada aos sinais que se vão descodificando à medida que a consciência desperta. O corpo é o instrumento principal da nossa evolução, pois é nele que se registam todas as informações, uma sabedoria de experiências feita que é preciso explorar, se se quiser avançar com os Karmas do passado resolvidos. O Karma do futuro resulta de um trabalho feito no presente. O aqui e agora a toda a linha.
A Lei do Karma (acção e reacção), rege a maneira como olho o mundo e as pessoas com quem vivo e trabalho, actuando com desapego e a atenção necessária para poder avaliar o que sinto e o que percebo do que sinto, sem preconceitos nem julgamentos. Quando me sinto bem, é sinal de que estou a fazer as coisas certas, mesmo que, por vezes, me pareçam estranhas… Nem sempre entendo os sinais à primeira, mas aprendi a confiar nas manifestações que o meu corpo apresenta, distinguindo o que é importante e o que é descartável. O que resta na memória é a fonte onde vou beber a energia que me permite continuar leve e livre e com a alegria que é apanágio de uma boa relação com os Deuses que me assistem nesta minha passagem pela Terra.
Foi um ano cheio em vivências de toda a ordem que me permitiram aprender tanto. Que mais posso desejar?...




Fiquem bem!

segunda-feira, julho 09, 2007

SENSIBILIDADE E BOM SENSO


Há uma semana que este título me aparece na cabeça e como, normalmente, é por aí que começam os textos que vos apresento ttive de lhe dar atenção. As ideias começam a andar às voltas até que tomem a forma definitiva e, nessa altura, posso dizer que estão prontas para serem passadas a limpo e levadas para o éter.
Sensibilidade e bom senso são temas prementes no que respeita a espiritualidade (mediunidade). Quando treinamos a nossa mente através da meditação transformamo-nos em emissores e receptores com grande capacidade e bastante fidelidade, sendo canais por onde passa muita informação que se regista de acordo com a própria competência, permitindo a sua descodificação.
Ao longo dos anos de prática de meditação, vivendo uma vida em que tento integrar o fora com o dentro e vice-versa na harmonia possível, tive ocasião de experimentar contactos de natureza subtil elevada, fosse através de mim própria ou através das pessoas que foram passando por mim no seu desenvolvimento pessoal e espiritual. Os primeiros contactos foram surpreendentes e algo assustadores pela sua validade e importância para o nosso crescimento pessoal e comunitário! As entidades espirituais têm um refinamento energético que faz com que tenha de haver uma adaptação mútua e o seu contacto implica uma purificação de corpo e alma, sendo preciso uma disponibilidade do receptor pois os espíritos elevados só nos contactam se estivermos receptivos e a ocasião se apresentar necessária e favorável. Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, não há contactos por encomenda, nem com hora marcada, embora possamos “programar” um encontro quando a ocasião isso pede. No entanto, temos de nos manter limpos de desejos egoístas ou interesseiros para que o contacto se torne realidade e seja bem sucedido.
O bom senso é um factor primordial nestas matérias e o respeito por estes assuntos é fundamental. A mediunidade pode ser um pau de dois bicos, pois pode dar origem a um crescimento do Ego que poderá dar como resultado o mau uso de poderes inerentes a esta faculdade inata ou adquirida. Todos somos médiuns porque todos estamos em contacto permanente com o universo e alguns refinam essas qualidades como forma de auto ajuda ou solidariedade, outros aproveitam-se disso sem grandes escrúpulos. A intuição, como a inspiração, não são senão uma manifestação desse poder. Quando o usamos com consciência e ponderação, será um dom estimável e de grande utilidade, senão poderá acontecer que o teto nos caia em cima… Feitiço virado contra o feiticeiro…

“O Infinito tem a sua expressão naquilo que materializamos, sem expectativa de retorno pois a consequência dos nossos actos é uma cadeia que nos prende à Essência de onde somos oriundos. Somos constantemente seduzidos pelos elementos e nessa ligação amorosa criamos e recriamos para que se cumpram os desígnios de Deus.”

Fiquem bem!

quarta-feira, junho 27, 2007

ENCONTROS




Neste último fim-de-semana (23 e 24), tive a grata oportunidade de saborear encontros muito especiais, o primeiro dos quais foi com a Família para festejar o 90º aniversário da minha sogra. Reunimo-nos em casa da irmã do meu marido que tem uma casa muito agradável na Aroeira com uma piscina onde nos refrescamos nos intervalos da petisqueira. As crianças andavam por ali à vontade e, à vista de todos, iam treinando as suas braçadas e os seus belos mergulhos. A senhora, apesar de muito velhinha e algo deprimida por não se conformar com as suas naturais incapacidades, lá foi gozando da boa disposição dos filhos, netos e bisnetos (alguns bisnetos estão na foto) que marcaram a ocasião, honrando os ancestrais e acarinhando os que olham o futuro com alegria e esperança viva.
Isto passou-se no sábado. No domingo fui assistir ao Dia Mundial do Yoga a convite do Presidente da Associação Lusa de Yoga Jorge (Jorge Veiga e Castro), meu colega de pioneirismo e amigo. Foi ali que tive a grande alegria de reencontrar uma colega dos primórdios destas aventuras (Clotilde Ferreira) e, principalmente, a minha primeira professora de Yoga, a D. Maria Helena de Freitas Branco, que foi homenageada como pioneira destas lides num tempo em que o obscurantismo ainda pairava neste país. Já não a via há uns bons trinta anos e o nosso encontro deu-se como se nos tivéssemos visto ontem!!! Abraçámo-nos com muita alegria e o entusiasmo de sempre e não perdi a ocasião para lhe mostrar a minha gratidão pelo empurrão que, então, me deu para que enveredasse por este Caminho, à descoberta de mim mesma, com os outros a servirem de espelho.
Deixo-vos com as duas fotos destas celebrações que nos deram tanta alegria e muito prazer. Yoga é União, sempre assim foi e assim será.
Fiquem bem!

sexta-feira, junho 22, 2007

SOMBRAS



Tenho andado a pensar muito nas sombras que nos perseguem quando o Sol não está a pino! Quero com isto dizer que, apesar da atenção que damos aos pensamentos predominantes, sempre surgem sombras que nos acompanham e nos fazem sentir as piores pessoas do mundo... Penso que a culpabilização que resulta da consciência do lado obscuro da nossa existência, tem a ver com a cultura em que estamos inseridos e que nos obriga a, constantemente, levar a mão ao peito, “mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa”, até que nos sejam perdoados os pecados. E pior, são os pecados por omissão!!! Aquelas boas acções que devíamos ter feito mas não fizemos. Quando era pequena, a minha mãe obrigava-me a ir à confissão pelo menos uma vez por ano, normalmente na altura da Páscoa, e eu lá ia contrafeita e preocupadíssima com o que tinha de confessar a um senhor que eu não conhecia de lado nenhum. Chegava a escrever num papel os meus “pecados” para não me esquecer, mas com os nervos atrapalhava-me sempre e balbuciava umas quantas coisas e, tanto quanto me lembro, os meus pecados maiores eram: não fazer os trabalhos de casa, ser teimosa (esse continua...) ou ser desobediente. O que me embaraçava ainda mais era esquecer-me do acto de contrição! Lá rezava as ave-marias e os padres-nossos que me regeneravam na hora... Até à Páscoa seguinte.
Mas a verdade é que, ainda hoje, sou muitas vezes assaltada pela culpa da intolerância, dos julgamentos apressados e da dificuldade em esquecer ofensas ou mágoas. Esta coisa de termos de ser perfeitos não dá descanso nenhum e é algo que temos de trabalhar todos os dias porque o que está impresso na nossa mente, salta-nos ao caminho a todo o pé de passada, e quem não tem um padre que exerça o seu poder do perdão, tem de se perdoar a si mesmo e esperar que o Karma seja benevolente com as nossas fraquezas/sombras. O Pai-nosso é um excelente meio de alcançar a Paz quando dizemos e cumprimos: perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Tenho-o sempre presente, não vá o Diabo tecê-las...
Assim seja! OM, AMEN.
Fiquem bem!

sexta-feira, junho 15, 2007

CONSCIÊNCIA E SABEDORIA



Engraçado como a vida se processa num eterno retorno!... Mais uma vez vos deixo parte de um texto retirado do meu segundo livro “CONTACTOS – Corpo. Mente. Espírito”, pois me parece bastante actual e capaz de ajudar a compreender os mecanismos da mente. Aqui vai:

Será bom que se entenda que em todos os fenómenos físicos existe uma consciência. É importante, pois, que se veja a nossa posição no Universo e na Natureza, segundo essa perspectiva. Uma vez que fazemos parte da própria Natureza, podemos afirmar que, de certo modo, damos vida à Vida, criando a nossa própria realidade. Esta é a única VERDADE. Conhecer este facto é saber o segredo da criatividade, da espiritualidade, da relação com as partes e com o TODO.
Quando falamos de "EU" não se deve confundir com "eu" de "Ego", pois o Ego é uma parte do "EU"; é a parte adequada a conduzir as operações da mente consciente, e tem a ver, directamente, com os aspectos materiais da existência. O Ego é uma parte altamente especializada da nossa identidade maior. É ele que domina a vida duma forma geral. O Ego e a mente consciente não são uma e a mesma coisa. O Ego compõe-se das várias partes da personalidade - é uma combinação de características que estão em permanente mutação, e que actuam duma forma conjunta - o que nos permite uma relação com o mundo exterior.
A mente consciente é uma óptima ferramenta de percepção, uma função que pertence à consciência interna, mas que, neste caso, se volta para fora para acompanhar os acontecimentos. Através da mente consciente, a alma olha e vê o que a rodeia. Se não houver interferências, a consciência é clara. De certo modo, o Ego é os olhos através dos quais se contacta a realidade material, física. Mas a mente consciente muda a sua atenção ao longo da existência. O Ego, apesar de se julgar o mesmo, está, também ele, em permanente mudança. Quando a mente consciente se torna rígida ou permite ao Ego actuar isoladamente, aí é que as dificuldades aparecem. Nessa altura o Ego faz com que a mente consciente trabalhe noutra direcção, bloqueando a sintonia com os outros e, até, com os mundos de natureza mais subtil.
É a partir da nossa identidade, duma forma geral, que se forma a realidade tal como a conhecemos. Depende de nós fazer CONTACTOS, quaisquer que eles sejam, com alegria e entusiasmo, tornando a mente cada vez mais clara, de maneira que o Conhecimento profundo da nossa verdadeira identidade se possa expressar afirmativamente. Cada indivíduo experimenta uma realidade única, diferente de qualquer outra. Esta realidade ressalta dum campo interior, dos pensamentos, expectativas e da própria cultura. Se acreditarmos que o EU INTERIOR está contra nós e não a favor, isso impede que a sua actuação seja a mais correcta ou antes, obriga-o a comportar-se de um modo marcado pelas influências predominantes a que ficou sujeito. A mente consciente tem como missão fazer apreciações correctas acerca daquilo a que corresponde a nossa posição em relação à realidade física. As falsas crenças, que povoam o nosso imaginário, serão um impedimento para que isto aconteça, pois as ideias preconcebido toldarão a visão clara das coisas.
O ambiente que nos cerca representa a materialização dos nossos pensamentos, emoções e juízos de valor. Uma vez que tudo isto se desloca no tempo e no espaço, é certo que temos as condições para modificar o que quer que nos seja alheio. O que pensamos sobre a realidade tem vida própria; está perfeitamente ao nosso alcance alterar as situações e torná-las mais agradáveis. São os pensamentos predominantes que governam a nossa existência! O nosso EU INTERIOR adopta a consciência física, a mente fisicamente consciente, como meio de manipular o mundo que conhecemos. A mente consciente está particularmente dotada para dirigir as actividades externas, para conduzir as experiências de modo a tirar o devido proveito.
As ideias preconcebidas acerca da natureza da realidade são, então, dadas por pequenas porções do Eu. Estas apoiam-se principalmente nas interpretações da mente consciente. A mente consciente aponta os objectivos e o EU INTERIOR torna-os realidade, usando todas as suas capacidades e imensa energia.
O grande préstimo da mente consciente reside, precisamente, na sua capacidade de tomar decisões e apontar objectivos. O seu papel é, no entanto, duplo: serve para coordenar condições, tanto dentro como fora e para se servir das informações provenientes do mundo que a rodeia e do próprio manancial interior. Não é, pois, um sistema fechado sobre si mesmo.
Como humanos precisamos duma grande discriminação no uso duma tal consciência e, no entanto, muitas pessoas têm medo até dos seus próprios pensamentos. Não os examinam; aceitam tudo o que os outros dizem, acreditam, ou que lhes foi imposto. As informações que se obtêm por esta via serão sempre distorcidas.
Não existe uma batalha entre a intuição e a mente consciente. Isso sucede aparentemente quando o indivíduo se recusa a enfrentar toda a informação que lhe é prestada através da mente consciente. Às vezes, parece ser mais fácil fazer reajustamentos ao seu comportamento do que promover uma auto-análise que permita uma evolução mais positiva. Nestes casos, o indivíduo acaba por adquirir muitos conceitos em segunda-mão, alguns contradizendo-se. Os sinais que o corpo, e o EU INTERIOR recebem não são fluidos nem claros, mas um emaranhado conjunto de contra-indicações que o levam a actuar por conta de outrem em vez de o fazer por conta própria. As vivências no campo espiritual têm uma característica de subtileza que, algumas vezes, confunde e perturba. Sempre que nos concentramos, tornamo-nos canais por onde passa a informação. Sintonizamos com ondas específicas captando os sinais reveladores dos caminhos por onde temos de seguir. Os MESTRES, GUIAS ESPIRITUAIS, FAMILIARES e AMIGOS ajudam-nos, comunicando connosco duma forma espontânea e natural. A nossa receptividade é total pois acreditamos que a vida não se limita a um corpo que nasce, cresce e morre. A expansão da consciência dá-nos uma visão bem mais alargada do Universo, e dos seus diferentes planos.

Fiquem bem!

segunda-feira, junho 04, 2007

VISÃO CÓSMICA





A visão cósmica permite alcançar as mais altas esferas, aí onde reinam os Deuses, os Anjos e os Mestres que entram em sintonia com a terra e os seus habitantes, aqueles que estão prontos a receber esse contacto superior e podem concretizar os objectivos que a propagação das ideias de paz necessita.
A visão cósmica é determinante na obtenção dos resultados que se desejam nesta era que atravessamos. Os pequenos não têm importância, pois estão ligados ao imediato e à visão obscurecida por ideias preconcebidas. Concentramos a nossa energia nos projectos transcendentes que, apesar de tudo, estão ao alcance dos Seres que trabalham a sua consciência e a ampliam, purificando-a com a energia canalizada para um espaço dedicado à missão de pacificação da Terra e dos Homens, mesmo que as sua manifestações não sejam espectaculares.
A divulgação das ideias passa por uma capacidade de concentração e a sua propagação faz-se sem esforço individual e sem Ego. O EU que somos como Grupo Espiritual está, acima de tudo, de todos e cada um.
Estou convosco sempre.

SETH

Quando folheio os dossiers onde guardo as numerosas mensagens captadas ao longo do tempo, encontro sempre “recados” que servem para o momento ou que são inspiradores. No fim, a vida processa-se num eterno retorno e estamos constantemente a precisar de nos lembrar que a Luz está em nós, mesmo que, por vezes, lhe percamos o rasto. O Mestre Seth é uma entidade de natureza pedagógica que nos assiste neste projecto que é um Grupo Espiritual, com os pés bem assentes na terra. Contacto com ele quando preciso de esclarecer dúvidas ou receber lições preciosas. Enquanto temos corpo temos Karma e, isso pressupõe o facto de termos de enfrentar dificuldades, mesmo quando sentimos a força para vencer qualquer obstáculo. É um prazer partilhar convosco este privilégio.
Um abraço. Fiquem bem!

segunda-feira, maio 28, 2007

EXPRESSÃO E CRIATIVIDADE




Muitos foram chamados e chegaram os escolhidos para o encontro previsto para encerramento das actividades extra. Assim se reforçam os laços desta comunidade que tem desenvolvido um trabalho de ampliação da consciência em toda a linha. O contacto com os nossos pares é fundamental para que a troca de energias seja feita espontaneamente e a partilha resulte num acto de amor incondicional.
Feitas as apresentações breves, meditámos num círculo com a representação dos 4 elementos ao centro: Terra a Norte, Fogo a Sul, Água a Ocidente e Ar a Oriente. Cada um recolheu uma concha ou uma pedrinha que manteve na sua mão para ser carregada da energia do seu desejo mais profundo, objecto a ser, mais tarde, depositado no “Poço dos Desejos”, um ritual que faz parte do nosso imaginário. Terminada a meditação e lançada a pedra ou a concha, ouviram-se testemunhos de alguns participantes. O som OM rematou a cerimónia e ficámos no ponto para nos entregarmos aos trabalhos propostos pela professora Eduarda Feio, que se dedicou ao desenvolvimento daquilo a que convencionámos chamar “Expressão e Criatividade” por englobar práticas físicas e expressão plástica e gráfica, servindo-se da sua experiência na área das Artes Plásticas e na sua formação como Instrutora de Yoga.
Correram exercício de corpo-espelho e de polaridades, no sentido de estabelecer contacto com o par escolhido previamente. Seguiram-se as pinturas individuais e colectivas que resultaram num painel representante das forças em presença. Um dos aspectos focados neste trabalho foi o trazer ao de cima a criança que há em nós pelo facto de estar próximo o dia da criança (1 de Junho). Grande azáfama e grande entusiasmo e um belo resultado!
Reunimo-nos, por fim, à volta duma toalha posta no chão recheada de iguarias que saciaram os participantes que foram comunicando os seus sentimentos de uma forma ou de outra enquanto saboreavam os petiscos. A grande surpresa chegou quando o Ricardo (também ele Instrutor de Yoga recém formado na Escola Sivananda da Índia), nos proporcionou um momento de grande emoção ao ler um pequeno discurso que a todos sensibilizou e a mim em particular, pois que mo dedicou em particular. Como se isto não chegasse, apresentou-se com uma caixa onde estavam contidos uma série de lenços indianos, tendo cada um tirado o seu ao acaso. Lenços lindos, com aquelas cores próprias para quem tem o hábito de meditar.
Tirei as fotos que vos mostro para que tenham uma ideia de como correram as coisas, partilhando convosco os momentos felizes que passámos numa tarde ensolarada e quente, gozando o privilégio de estar com representantes do Grupo espiritual a que pertencemos, grupo que tem como lema ser “Guerreiros e Descobridores”.
Um abraço. Fiquem bem!

domingo, maio 20, 2007

BIORRITMO E RELAÇÕES





Quando nascemos desencadeiam-se os ritmos da vida que se estabelecem da seguinte maneira até ao fim da nossa existência: Físico – 23 dias, Emocional – 28 dias, Intelectual – 33 dias. Como devem calcular, não é muito fácil lidar com esta circunstância no que respeita a relações pessoais ou mesmo sociais. Coordenar disposições com condições físicas ou intelectuais requer uma atenção constante e ajustamentos nem sempre fáceis, especialmente nas relações mais próximas. Os ciclos vão-se sucedendo indiferentes às nossas necessidades de momento. Podemos estar cheios de genica no exacto memento em que o nosso companheiro(a) está nas lonas, sem disposição para avançar com projectos que impliquem uma certa estafadeira, ou apetece-nos estar metidos na concha quando do outro lado o entusiasmo vibra numa frequência que nos escapa e, por fim, os desafios de natureza mais intelectual precisam que estejamos ambos no ponto ideal. Se as coisas funcionarem muito desencontradas, é preciso alguma habilidade, muita paciência e tolerância que baste.
Pode ser uma coisa interessante ler um pouco sobre este assunto e verificar em que ponto se encontra a leitura dos biorritmos das pessoas com quem convivemos. Se procurarem na Internet encontrarão muita matéria sobre o assunto. A primeira vez que tive contacto com esta ideia foi quando frequentava os cursos de Yoga em Londres (nos idos de 77-80). Um dos meus rituais nessas viagens era visitar uma pequena livraria especializada em esoterismo e psicologia do transpessoal. Confesso que, com o tempo, deixei de me preocupar com o assunto pois a ideia passou a fazer parte do meu sentir. Sem precisar de gráficos, dá para perceber quando estou em baixo de forma, mais sensível ou menos “espertinha”. Não sei porquê, ontem dei comigo a pensar no assunto e deu-me vontade de partilhar estas ideias neste nosso espaço cósmico. Quando nos habituamos a dar atenção ao sentir, as manifestações próprias do nosso estado, estampam-se no corpo e, desta maneira, podemos regular a nossa actuação de acordo com as circunstâncias próprias ou alheias.
Hoje em dia não há problema nenhum em ir para a cama mais cedo do que o meu marido ou vice-versa. Respeitamos as necessidades mútuas, mesmo que noutras ocasiões possa haver algumas discordâncias e a aceitação de diferentes disposições dê direito a alguma “luta” pelo direito de Ser e Estar. O mesmo acontecerá connosco próprios, pois a vida não se compadece com condições físicas, emocionais ou intelectuais... Tudo tem de seguir fluindo, ajustando o que for possível ajustar e compensar de alguma maneira. A capacidade de concentração, as técnicas de descontracção e a meditação são ferramentas utilíssimas para gerir os ritmos da vida ou biorritmos e tirar o melhor partido possível do que se apresenta em termos de desafios.
Neste momento, por exemplo, estou recolhida no meu canto, respeitando o facto de o meu biorritmo físico e mental não estarem lá grande coisa, valendo-me o campo emocional que corre às mil maravilhas, como podem constatar pelo prazer que tenho em estar a ter esta conversa convosco, neste domingo em que o Sol se esconde por detrás de nuvens que insistem em deixar cair uma chuvinha primaveril.
Fiquem bem!

segunda-feira, maio 14, 2007

VIROSE E DEPENDÊNCIAS



Pois, meus amigos, estive mais de uma semana sem poder funcionar com o meu computador do escritório por causa de uma virose sideral! A coisa arrastou-se porque o “bicho” estava disfarçado e, por fim, fomos obrigados a levar o instrumento a ser reparado, tipo lavagem de estrada... Felizmente, tinha seguranças para a maior parte do miolo e o resto teve de ser recuperado com ajudas de vária ordem. Apesar de ser cuidadosa, esta experiência veio-me ensinar que há ainda mais seguranças que se podem e devem fazer. Lição aprendida até à próxima. Hoje ficou tudo em ordem o que me permite respirar de alívio e ter tempo para me dedicar novamente à escrita. Já tinha saudades!!!
A partir do momento em que fiquei sem a preciosa ferramenta de trabalho, dei por mim a pensar que teria de me ocupar com outras matérias mais prosaicas, tais como: arrumar dossiers, limpar os cantos à casa e voltar a escrever à mão que é uma prática que uso muito pouco, ao contrário de antigamente em que escrevia tudo à mão e depois passava a limpo. Hoje em dia escrevo directamente para aqui. Foi uma experiência interessante perceber, uma vez mais, quão dependentes somos dos hábitos estabelecidos. Só apreciamos o que temos quando alguma coisa nos falta. Temos a vidinha organizada e, quando acontece uma “desgraça” ficamos baralhados. Mesmo assim, tenho a sorte de já ter vivido o suficiente para perceber que nada, nem ninguém é insubstituível, mesmo que algumas coisas e algumas pessoas sejam mais difíceis de encontrar de modo a nos satisfazer da mesma maneira. O desapego é uma atitude complexa, mas altamente libertadora. Estamos sempre a ser postos à prova.
Agora que está tudo a funcionar sobre rodas sigo, agradecendo uma e outra vez, aos meus Deuses mandarem-me as ajudas necessárias para que possa ultrapassar os obstáculos com a segurança e a rapidez possíveis. Dou graças pelo privilégio que esta assistência constante me dá, permitindo-me continuar a trabalhar e a saborear a minha própria vida.
Um abraço.
Fiquem bem

sábado, maio 05, 2007

RECADO



Nesta nova era que desponta, muitos surgirão dos escombros do descontentamento e possuirão nas mãos o feixe de luz que tornará luminosas as suas obras.
A purificação surge depois de banhada a Alma com lama e sangue, através de um processo de transmutação. A limpidez surge e é vista e entendida pois os olhos, habituados a derramar lágrimas, sabem agradecer as bençãos concedidas...
Esta nova era será surpreendente! Serão muitos os que viverão grandes alegrias, dissipando-se as dúvidas nos corações. Outros surgirão como que transformados em Seres irreconhecíveis e perturbadores. Ninguém passará imune por este tempo de mudança
Os Deuses estão convosco dando a força necessária para que o equilíbrio prevaleça. Nivelamos o vosso campo magnético para que as mudanças sejam feitas da forma mais fácil. Fiquem atentos. Ouvi a voz do Universo que pulsa dentro de vós. Percebei que cada instante representa uma ordem que deve ser cumprida. Sejam alegres. Não há solidão em parte alguma, somente no campo físico ela pode acontecer.
Estamos unidos pelo amor que circula perpetuamente. Estamos em vós!”
KM
(Uma entidade angélica)

Esta mensagem foi psicografada pela Paula (Umabel), em 21.01.02, no final de um curso que fizemos juntas, com o título “Yoga Uma Filosofia de Vida”. Como me pareceu oportuna, partilho-a convosco com muito Amor.
Fiquem bem!

sexta-feira, abril 27, 2007

REVOLUÇÃO



No dia 25 de Abril, dei por mim a pensar que fiz uma revolução pessoal no mesmo ano, mas em Janeiro, quando me encontrei com o Yoga, ou seja, há 33 anos e pouco! Esse encontro deu-se numa altura em que atravessava uma etapa da minha vida um tanto ou quanto complicada. Os meus Deuses, como sempre, encarregaram-se de me apontar um caminho e lá me deixei levar pela curiosidade exacerbada pelas informações que me passou quem se já tinha aventurado por aí. Logo que comecei a frequentar as aulas, deu para perceber que tinha entrado num mundo que assentava que nem uma luva na minha vibração. Claro que não entendi logo onde me estava a meter... Sentia-me bem com a prática e com as pessoas e até achava essa sensação estranha e um tanto inexplicável, pois não alcançava muito bem a razão do bem-estar que sentia depois de cada sessão. Estava habituada a fazer exercício físico, mas o que o “Hatha Yoga” me provocava ia mais além.
Com a prática, o convívio e algumas (ainda poucas) leituras, fui-me sentindo cada vez mais em casa e quando chegou o 25 de Abril foi dois em um! Até essa data estávamos proíbidos de mencionar a palavra “espírito”, visto que era associada a espiritismo, considerada a sua prática um pecado pela Igreja Católica de então. Com a liberdade foram chegando diferentes filosofias e religiões que se puderam manifestar sem receio e a partir daí prossegui com o meu desenvolvimento pessoal e espiritual, abrindo as portas que se apresentavam apetecíveis. Fiz muitas experiências, muitos contactos proveitosos que me permitiram descobrir o meu SER e o meu ESTAR, a minha própria individualidade. Não foi fácil, nada fácil mesmo, já vos digo. Cada passo dado, novos obstáculos a ultrapassar, uma revolução nem sempre pacífica, mas sempre conseguida pela determinação que me assiste e, talvez, porque o que despertou em mim era mais forte que os impedimentos ou as dificuldades. Posso dizer que, ao fim destes anos todos, gozo de uma estabilidade que me deixa avançar com a certeza de que os meus Deuses não me falham quando preciso de ajuda ou de conselho.
Continuo a sentir-me revolucionária e descobridora com a vontade que, felizmente, me assiste pois ainda há muito para fazer na comunidade que me foi atribuída. Conto, também, convosco neste espaço sideral onde as Almas se encontram sem reservas nem preconceitos. Obrigada.
Fiquem bem!

segunda-feira, abril 16, 2007

CONSCIÊNCIA PLENA



Ao longo dos anos, a prática do Yoga tem-me permitido ampliar a consciência e perceber que uma inteligência é elevada quando pura e verdadeira, capaz de distinguir, claramente o que importa. O pensamento em harmonia constante com as acções e as sensações, tomando em consideração que o Ego deverá ser apenas o timoneiro que leva a barca do meu tempo a bom porto, fazendo de cada momento o futuro que foi passado e se faz presente, o tempo acontece sem medida quando entendo a sua relatividade e a alegria é um estado de Alma que me permite fluir com as circunstâncias, sem medo de avançar com o meu processo de evolução e com a capacidade de ajudar os outros como me ajudo a mim própria.
Cada etapa vivida prepara-me para que possa continuar a cumprir a missão que me foi destinada e que aceitei, algures no tempo e no espaço. Eu sei que é preciso confiar, mas também sei que nem sempre é fácil, principalmente nos momentos em que as dificuldades se sobrepõem às forças ou ao ânimo. A consciência, na sua plenitude, leva-me constantemente a ter de fluir, aceitando o que vem, com a certeza das ajudas que se apresentam sem reservas.
Ao longo dos anos, vivi situações complicadas, tanto a nível familiar como no meu trabalho e dou, muitas vezes, comigo a pensar que os obstáculos se foram sempre ultrapassando à custa da solidariedade espontânea que me assiste e, por isso, me considero uma privilegiada, na medida em que tenho conseguido levar por diante o ideal de uma comunidade, familiar e espiritual que, porque não dizer, me tem dado tanto alegrias como tristezas. Alegrias quando vejo os meus filhos seguirem o seu próprio caminho e aqueles que de mim se aproximam para os ajudar espiritualmente, avançarem com passos cada vez mais firmes e com a humildade própria de quem sabe que sabe e tristezas quando me sinto incapaz de perceber as falhas e a dificuldade em aceitar que o desapego é, realmente, o maior desafio da vida.
Por tudo isto, continuo a praticar Yoga de corpo e alma, confiando na sabedoria ancestral que representa esta filosofia. Nela tenho encontrado as respostas para as perguntas que não soube formular ou que se encontravam perdidas nas brumas da minha memória.
Com a consciência plena vos digo... PRATIQUEM YOGA!!!
Fiquem bem!

terça-feira, abril 10, 2007

EMOÇÕES


DOR

Por tudo o que não foi feito * Por tudo o que não foi dito
Por tudo o que não foi sentido * Por tudo o que foi consentido


ALEGRIA


Por poder saudar cada dia * Por saber que cumprimos
Por estar aqui * Por amar sem expectativas


As memórias arrastam consigo os resíduos que farão parte de um novo ciclo. Nada se repete neste movimento contínuo que é a Vida.
O tempo passou e deixou a sua marca que ocupará o vazio.

sexta-feira, março 30, 2007

PÁSCOA




Começo por agradecer às minhas companheiras desta viagem pelo espaço sideral, o apoio dado numa altura em que me questionei sobre a importância deste contacto. Não quero, de maneira nenhuma, fazer deste acto uma manifestação egocêntrica. É um problema que eu tenho... Achar que o que me acontece é tão extraordinário que ultrapassa a minha condição humana. De vez em quando desço à terra e preocupo-me até voltar a aceitar que os Deuses me deram o dom da escrita como meio de comunicação ideal para chegar a quem está na mesma vibração. As palavras vão fluindo como traços de união entre os que se amam, mesmo que não se conheçam e o seu sentido torna-se claro porque o entendimento se faz muito para além delas. Partilhando convosco experiências transcendentais sou levada a pensar que essa projecção parte duma necessidade de ajudar a despertar emoções de uma vivência feita através da sintonia com o cosmos e as “mensagens” nascidas destes momentos de meditação, são ensinamentos que se destinam àqueles que, porventura, estejam envolvidos num processo de desenvolvimento tanto pessoal como espiritual.
A Páscoa é, ela mesmo, uma passagem em que a vivência individual é um factor indispensável ao crescimento do Ser único que somos, saídos do Inverno da existência para a Primavera que antecede o Verão do nosso esplendor.
Desejo a todos uma Feliz Páscoa, com os olhos postos num futuro que se adivinha provável...

Fiquem bem!

quinta-feira, março 22, 2007

INCERTEZA


Confesso que, de repente, fiquei na dúvida sobre se deveria continuar a escrever aqui... Não sei até que ponto estas linhas traçadas na invisibilidade do éter, terão algum sentido porque, ultimamente, me tenho visto a falar de ideias filosóficas e não a contar as tais estórias de vida que vos propus, mesmo que elas sejam fruto de vivências muito pessoais. O meu sentir resulta da atenção dada a cada momento e cada experiência vai-se tornando uma lição marcante, isso é verdade, mas não me passa pela cabeça ser um serviço de auto-ajuda que, disso há para aí aos pontapés... A necessidade que tenho de partilhar estas emoções é marcada, apesar de tudo, pelo desapego pois sei que os encontros, mesmo os siderais, dão-se de qualquer maneira e as impressões projectadas para o espaço desta égregora, vão chegando a quem têm de chegar. No entanto, a nossa pequenez, precisa de ter espelhos que reflictam a nossa imagem para que a realidade se estampe na nossa própria cara e, por isso, precisava deste pequeno desabafo. É uma questão de Ego, mas de um Ego saudável e comprometido com a vontade de comungar com os meus pares, os anseios, as dúvidas, os medos, as alegrias, ou mesmo os estados de graça que nos tocam para que a Vida não nos pese demasiado. Estarei aqui enquanto sentir que os impulsos para o fazer sejam uma realidade palpável.
Mais dia, menos dia, voltarei a contar alguns episódios da minha, já longa, vida e as estórias ainda são muitas, podem crer!
Até breve, fiquem bem!

segunda-feira, março 12, 2007

ORIGENS




De vez em quando passo em revista muitos textos que marcaram ocasiões especiais ou que fizeram parte dos vários cursos que temos feito ao longo dos anos. Estas notas que vos apresento, tirei-as dum curso sobre Globoterapia em que levámos, a Paula Mora e eu, os alunos por um Caminho Iniciático, na descoberta do SER e do ESTAR, com uma terapia Holística que permite alcançar estados de bem-estar e sentir o TODO que somos.
Seguindo a linha de pensamento que nos rege, apresentámos uma série de exercícios e terapias específicas que se tornaram o motor do desenvolvimento pessoal e um elo de ligação entre o fora e o dentro, para todos quantos participaram, desejando que fosse alcançado o verdadeiro Conhecimento.
Achei curioso, pois, reproduzir-vos um extracto de uma entrevista dada pela Dr.ª Teresa Lago (entretanto falecida) ao DN, sobre Astrofísica Estelar que lhes apresentei:

“ Que características físicas permitiram o desenvolvimento da vida?
Foi o facto de existir um Sol jovem que levou à formação da atmosfera com características adequadas ao aparecimento da vida. Os processos físicos que condicionam e determinam o estado de uma estrela são muito diferentes, desde a sua formação até à morte.

- As estrelas também morrem?

Naturalmente. Morrem num sentido curioso. O seu material acaba por ser ejectado e reconduzido, redistribuído pelo espaço interestelar a partir do qual se formam. Tal como nós... O nosso material é cósmico. O cálcio que constitui os ossos e o ferro que está no sangue, os vários elementos químicos presentes no nosso corpo tiveram de ser sintetizados no interior de uma estrela, não há outro processo de formação desses elementos. Quando morremos, devolvemos esses elementos ao espaço.”

Neste fim-de-semana, trabalhei com um grupo sobre Radiestesia, dentro dos Processos Evolutivos em que estamos inseridos, e foi muito bom partilhar experiências e viver contactos especiais que vieram demonstrar à saciedade, como a energia nos toca e transforma, quando estamos disponíveis para ela, com a consciência de que, realmente, fazemos parte dum TODO e que não vivemos em redomas ou castelos, protegidos por muros intransponíveis. É no Dar que está o Receber. Foi muito bom!!!

Fiquem bem!

terça-feira, março 06, 2007

FELICIDADE





“Quando o sábio mergulha no silêncio, fechando as portas da sua Alma ao mundo exterior, concentrado no espaço entre as sobrancelhas, com a respiração a fluir tranquilamente, a razão em harmonia com a intuição, longe do mundo da matéria e a Paz no coração, entrega-se, sem expectativas e, assim, alcança a verdadeira libertação.”
Bhagavad Gita


Muito se fala de felicidade, coisa que todos desejamos alcançar de uma maneira ou de outra, esquecendo que a felicidade é um estado de espírito em que os opostos não se contrariam, antes se complementam. Somos felizes quando estamos no lugar que nos compete a fazer o que é nosso dever, nossa devoção, um estado de graça que se experimenta, igualmente, quando chegamos ao lugar da calma que atingimos ao meditar.
As dores, como as dúvidas e os medos, devem ser vividas como forma de aprendizagem dos verdadeiros valores, discriminando até à saciedade: isto não, isto não, isto não!... Assim, vamos descobrindo o nosso Caminho com a consciência de que estamos aqui por alguma razão. Sejamos missionários, nas palavras e nas acções que estão por trás dos pensamentos e das intenções. O que fazemos, o que pensamos, tem uma projecção que vai muito para além dos limites do espaço em que nos movimentamos, por isso, o papel que nos cabe será, necessariamente, cumprido. O que fica dessa acção não deve ser confundido com as características de uma personalidade imperfeita e, por vezes, enganadora. Somos canais por onde corre uma energia que pode escapar à nossa vontade. Só temos de deixar fluir, confiando nos Deuses que nos guiam.
Semeamos boas sementes, mas o que nasce pode de ser cuidado por outros e os seus frutos saboreados bem longe do nosso campo. Não confundamos a obra com o seu autor e, muito menos com os seus efeitos, pois o que importa é o que É e não para quem é, nem porque é. Somos uma partícula ínfima neste Universo, não é?...
O Mundo em turbilhão precisa daqueles que se mantêm com os olhos fixos na Luz, sabendo que o Bem e o Mal são apenas duas polaridades que se complementam para dar lugar à Unidade. É importante SER e ESTAR, de coração aberto, prontos para a acção, dia a dia, pois é na acção que se reconhecem os que trilham a senda da espiritualidade.
Fiquem bem, gozando a felicidade conquistada!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

AUTOCONFIANÇA E AFIRMAÇÃO




Quando crianças, pensamos que os outros são como nós e, isso, dá-nos segurança e um sentido de pertença, além da garantia de sermos amados. À medida que vamos crescendo, temos tendência para imitar os outros, perdendo a noção de que, realmente, somos seres únicos. O problema é que, na sociedade actual não nos é dada a oportunidade para saber quem somos nem tão pouco quem são os outros. No entanto, a partir do momento que passamos a ter consciência da própria identidade, pode-se estabelecer contacto com os outros, sentir empatia e, ao mesmo tempo, ser capazes de cooperar com eles sem receio de perder a liberdade. O grande desafio é ganhar confiança e a afirmação necessária para que a aceitação dos outros seja possível e se passe a aceitar como desejável, as diferenças próprias da individualidade que somos.
As relações começam por ser competitivas, evoluindo para a cooperação, com sentido de igualdade e partindo para o espírito de solidariedade ou amor incondicional com toda a segurança. A dificuldade que as relações apresentam tem a ver com a falta de auto-estima ou de maturidade para se poderem definir. Logo que haja uma consciência da consciência, começa também a consciência do EU. De facto, o que nos distingue dos animais é, precisamente, termos uma consciência e de percebermos a nossa relação com o meio onde estamos inseridos, capazes de gerir a vida de acordo com as necessidades e a vontade. As emoções passam a ser mais controladas, embora sabendo que são inevitáveis e, por vezes, se manifestem para além da vontade, pois o instinto de sobrevivência é demasiado evidente e forte para ser “apagado”. Importante é aceitá-las e aprender a geri-las para que não se voltem contra nós e provoquem estragos irremediáveis.
O Homem julga-se capaz de controlar tudo e todos, mas mesmo que tenha algum poder não se pode esquecer que o sistema de Luta/Fuga está bem vivo em todos. Sabendo isso, a solidariedade nasce, fruto do próprio Conhecimento e da Sabedoria que se manifesta sob a forma de tolerância e Amor incondicional. Com o tempo apercebemo-nos da nossa mortalidade física e da imortalidade espiritual.
Com a prática da Meditação (Raja Yoga), avança-se dia a dia sem expectativas e de esperança renovada, na certeza de que somos tudo e não somos nada e que o que importa é SER e ESTAR em harmonia.

Fiquem bem!

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

SENTIR



Os sentimentos regem-se pela capacidade de perceber a natureza dos pensamentos predominantes. A relação com os outros é determinada por uma atracção ou por uma repulsa que se manifesta no corpo e se regista na mente como uma arma para as lutas do dia a dia e para o nosso processo evolutivo. Fazemos parte dum TODO, apesar da nossa individualidade.
Aqueles que nos estão próximo podem estar, na medida em que com eles temos laços de sangue ou de amizade. Há, também, os que estão próximo num contacto mais subtil que a razão não explica, contacto com entidades incorpóreas (anjos, guias, mestres) que nos acompanham, abrindo caminho, guiando os nossos passos ou ensinando o que temos de aprender em cada circunstância ou objectivo. Estes contactos dão-se quando estamos disponíveis e preparados para os receber e entender, confiando mesmo quando a informação nos chega com códigos próprios, nem sempre decifráveis à primeira. O sentir mais profundo permite-nos ser submissos e aceitar que somos apenas instrumentos para que as materializações se dêem. Temos de pôr a razão de lado e seguir os impulsos irresistíveis que acontecem quando é preciso actuar sem mais explicações. O contacto físico tem objectivos diferentes, relaciona-se com a matéria e as emoções que fazem parte da nossa condição humana. Essa ligação não passa, apesar de tudo, só pelo afecto ou pela necessidade de cooperação; pode ser de longa ou de curta duração, mas perdura no tempo visto que significa que fazemos parte do mesmo “corpo espiritual” nesta passagem pela Terra.
Sabemos, por experiência, que viver na matéria não é fácil devido à sua própria densidade, que nos atrapalha bastante, diga-se de passagem. Quem tem o privilégio de estar em sintonia com diferentes entidades de natureza subtil, sabe quão difícil é explicar o que se sente e o que se percebe intuitivamente. Quem sobe a uma montanha a sua vista alcança os que no vale não conseguem ver! No entanto, o que sentimos é a nossa Verdade indiscutível. É o SENTIR que conta.
Aquilo a que cada um aspira ou ambiciona é o propósito de um destino que se escolheu ou para o qual se foi escolhido. É preciso, pois, viver de acordo com as aspirações que se manifestam no pensamento, em cada gesto ou em cada palavra proferida com a consciência desperta e atenta, na harmonia do Ser e do Estar.
Fiquem bem!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

VISUALIZAÇÃO



A visualização é indispensável para se fazer um trabalho em que as imagens se tornem um meio de melhor alterar o que se sente.
Quando se pensa em alguma coisa, começa-se por “vê-la” na mente. Uma maçã só é percebida porque se conhece a sua forma, o seu cheiro a sua cor. É, pois, fácil pensar numa maçã e, ao mesmo tempo, vê-la. Se se quiser uma pêra é preciso ver uma pêra. É assim que funciona a imaginação. A imagem ao lado pode ser "vista" de várias maneiras também.
Torna-se muito mais fácil modificar as sensações quando se lhes dá uma forma e estas aparecem nítidas na mente. Imaginar o Sol atrás de uma nuvem, por exemplo, é uma ideia que pode ter nascido num dia em que, apesar da chuva, se pensa que o Sol lá está a espreitar, de vez em quando. Fica a noção de uma mistura de sensações que estes dias dão – nem tristes nem alegres. As letras da palavra IMAGINAÇÃO, assim escritas, querem demonstrar criatividade e expressão de um sentir. Quero, assim, passar-vos a ideia de que me preocupo com a apresentação deste texto para que ele vos prenda a atenção.
Quando há concentração num objecto ou objectivo, a consciência amplia-se e a sintonia acontece. Fica-se em condições de captar ideias que são úteis pois ajudam a exercer o poder da mente.
Obrigada pela companhia.
Fiquem bem!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

CONSCIÊNCIA DO CORPO



Mergulhar no Ser e no Estar e deixar que a experiência nos permita entrar em contacto com o corpo, matéria viva com linguagem própria, é uma forma de perceber como ele é uma energia condensada, integrando em si mesma os elementos que se manifestam a cada passo.
Importante é,verdadeiramente, sentir em cada célula a voz da Alma, o cântaro onde está guardada a água mais pura, pronta a ser bebida para saciar a sede do Conhecimento. A energia do corpo expande-se à medida da consciência e, então, reina a plenitude que faz correr o sangue nas veias ao ritmo do som OM. OM ao inspirar, OM ao expirar.
A respiração é o fio condutor que leva ao contacto com o Universo. Respira-se, absorvendo “Prana”, aquela energia que anima o Ser e o leva a manter um diálogo vivo, CORPO/MENTE, MENTE/CORPO.
O corpo é a ferramenta que permite a acção; é preciso, pois, senti-lo, amá-lo e percebê-lo, entendendo os seus códigos e as suas mensagens; é a raiz que penetra na terra e, nela, busca o alimento que correrá como seiva prodigiosa. No entanto,nós não somos o corpo, nem tão pouco a mente... Nós SOMOS!!!
Este é o Caminho dos Iniciados!

Fiquem bem!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

DESCOBRIR


Descobrir é viver o espanto da surpresa e da certeza, como crianças curiosas mas seguras da protecção que é dada à sua inocência. Vamos, então, descobrir!

Descobrir a energia adormecida e despertá-la do seu sono para que entre num processo dinâmico imparável.

Descobrir que é importante actuar de acordo com as circunstâncias, partilhando as dádivas recebidas, pois na partilha se faz a troca dos elementos que nos sobram pelos que nos faltam.

Descobrir que, no espaço de encontro está o núcleo gerador de estrelas que seguem na sua rota, sem vacilar, sem temor e com luz própria.
Como é bom DESCOBRIR!!! Vamos todos descobrir...

Fiquem bem!

terça-feira, janeiro 30, 2007

UM TEMPO DE LUZ

Um raio de Sol projecta-se neste espaço onde vos escrevo, iluminando-o para me dizer que basta abrir os olhos e ver com o coração. Esta Luz vem-me mostrar aquilo que preciso saber, aqui e agora.
Os Deuses acompanham-me, observando os passos que dou. Protegem-me, mas não interferem com o meu livre arbítrio, essa vontade que me faz sentir o que sou.
Assim, vou fluindo, atenta e dedicada a um trabalho de auto-conhecimento. Que mais é preciso ou...
Como diz o mestre Seth:

“A Luz está em todas as Almas. Sintonizem com a Luz que está em cada Homem e estarão a expandir o Amor”.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

CAMINHO ESPIRITUAL




O Caminho espiritual requer um grande esforço/trabalho, uma persistência que só está ao alcance daqueles que, alguma vez, viram a Luz. O contacto com esse ideal, mesmo que fugaz, dá o estímulo para que não fraquejemos, continuando a acreditar que vale a pena teimar em acertar as agulhas ou lubrificar engrenagens. Todos sofremos desânimos e, em muitas ocasiões, pensamos que seria mais fácil a fuga. Não somos heróis! Somos Guerreiros e Descobridores e, nessa medida avançamos com toda a confiança.
Os cansaços são eliminados com breves períodos de descontracção e concentração na respiração que é nosso alento, ou fazendo algo criativo, sempre como os olhos postos no Belo que nos rodeia. Basta VER, basta OLHAR! Os mais “avançados” já percorreram muito caminho, já saltaram muitos muros, passaram privações de vária ordem. A alegria não está na chegada, mas nos passos que vamos dando, dia a dia, ultrapassando os obstáculos que vão surgindo. É esse o grande desafio da Vida, acho eu... Pessoalmente, não gosto de pensar em “fins”. Prefiro concentrar-me nos meios que procuro cultivar para que sejam de natureza elevada. A lei do Karma assim o exige...
Confiemos. Os mistérios da existência ser-nos-ão, por fim, revelados!!!
Fiquem bem.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

TEMPO DE MEDITAR



Depois das emoções vividas durante a festa do lançamento do meu livro, entrei num estado de calma que me leva a estabelecer contacto com o meu Ser mais profundo e colher os ensinamentos resultantes daqueles momentos de alegria e exaltação. É tempo de meditar porque é preciso mergulhar na Essência e tomar consciência da Verdade que sou, deixando que o processo de auto-realização continue. Quando o impulso para seguir em frente voltar a ser irresistível, é preciso arriscar novamente e acreditar na importância dessa sensação. O sucesso de cada empreendimento depende da atenção dada, da energia nele posta, sem deixar de confiar na própria capacidade.
As mudanças vão-se operando, sem sobressaltos, desde que não se hesite um só momento, apesar das dificuldades. A Luz da Essência Divina iluminará o Caminho que piso e, assim, avançarei. Tempo de meditar, tempo para dar atenção às sensações, às impressões latentes que dão ideia do ponto em que me encontro, observando, constatando o que se apresenta com alguma distância e muito Amor.
O que sou, como estou, para onde vou?
As respostas virão sob várias formas e de várias maneiras. Descodificar o sentido da experiência vivida é um trabalho que requer clareza de espírito e não se compadece com a pressa que, quase sempre, encontra razão imediata e, por vezes, conveniente para o que se “vê” ou se sente.
Meditar é um estado de auto-hipnose que pacifica a razão e deixa a intuição fluir. A informação que chega através do hemisfério direito, não está sujeita aos códigos humanos, éticos ou sociais, pois é a Verdade mais pura que nos pode confundir ou surpreender. Aceitar o que “vem” é a forma mais directa e eficaz de aperfeiçoamento. Amplia-se a consciência, o corpo deixa de ser obstáculo e as emoções não são mais um impedimento para chegar ao Conhecimento, à plenitude do SER e do ESTAR.
É tempo de meditar... Assim farei.
Fiquem bem!