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domingo, maio 20, 2007

BIORRITMO E RELAÇÕES





Quando nascemos desencadeiam-se os ritmos da vida que se estabelecem da seguinte maneira até ao fim da nossa existência: Físico – 23 dias, Emocional – 28 dias, Intelectual – 33 dias. Como devem calcular, não é muito fácil lidar com esta circunstância no que respeita a relações pessoais ou mesmo sociais. Coordenar disposições com condições físicas ou intelectuais requer uma atenção constante e ajustamentos nem sempre fáceis, especialmente nas relações mais próximas. Os ciclos vão-se sucedendo indiferentes às nossas necessidades de momento. Podemos estar cheios de genica no exacto memento em que o nosso companheiro(a) está nas lonas, sem disposição para avançar com projectos que impliquem uma certa estafadeira, ou apetece-nos estar metidos na concha quando do outro lado o entusiasmo vibra numa frequência que nos escapa e, por fim, os desafios de natureza mais intelectual precisam que estejamos ambos no ponto ideal. Se as coisas funcionarem muito desencontradas, é preciso alguma habilidade, muita paciência e tolerância que baste.
Pode ser uma coisa interessante ler um pouco sobre este assunto e verificar em que ponto se encontra a leitura dos biorritmos das pessoas com quem convivemos. Se procurarem na Internet encontrarão muita matéria sobre o assunto. A primeira vez que tive contacto com esta ideia foi quando frequentava os cursos de Yoga em Londres (nos idos de 77-80). Um dos meus rituais nessas viagens era visitar uma pequena livraria especializada em esoterismo e psicologia do transpessoal. Confesso que, com o tempo, deixei de me preocupar com o assunto pois a ideia passou a fazer parte do meu sentir. Sem precisar de gráficos, dá para perceber quando estou em baixo de forma, mais sensível ou menos “espertinha”. Não sei porquê, ontem dei comigo a pensar no assunto e deu-me vontade de partilhar estas ideias neste nosso espaço cósmico. Quando nos habituamos a dar atenção ao sentir, as manifestações próprias do nosso estado, estampam-se no corpo e, desta maneira, podemos regular a nossa actuação de acordo com as circunstâncias próprias ou alheias.
Hoje em dia não há problema nenhum em ir para a cama mais cedo do que o meu marido ou vice-versa. Respeitamos as necessidades mútuas, mesmo que noutras ocasiões possa haver algumas discordâncias e a aceitação de diferentes disposições dê direito a alguma “luta” pelo direito de Ser e Estar. O mesmo acontecerá connosco próprios, pois a vida não se compadece com condições físicas, emocionais ou intelectuais... Tudo tem de seguir fluindo, ajustando o que for possível ajustar e compensar de alguma maneira. A capacidade de concentração, as técnicas de descontracção e a meditação são ferramentas utilíssimas para gerir os ritmos da vida ou biorritmos e tirar o melhor partido possível do que se apresenta em termos de desafios.
Neste momento, por exemplo, estou recolhida no meu canto, respeitando o facto de o meu biorritmo físico e mental não estarem lá grande coisa, valendo-me o campo emocional que corre às mil maravilhas, como podem constatar pelo prazer que tenho em estar a ter esta conversa convosco, neste domingo em que o Sol se esconde por detrás de nuvens que insistem em deixar cair uma chuvinha primaveril.
Fiquem bem!