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segunda-feira, junho 01, 2009

UMA QUESTÃO DE SEMÂNTICA



Quando comecei a praticar Yoga, esta filosofia surpreendeu-me e fascinou-me pela inteligência do sistema e suas aplicações e, por isso, a ela aderi de alma e coração até hoje! Nesse tempo praticava-se YOGA, ponto final… Com o decorrer dos tempos e por se ter dado o 25 de Abril que abriu as portas deste país de par em par, fomos “invadidos” por modas e conceitos que colocaram diversos rótulos nesta prática e seus derivados. Passou a haver Yoga disto, Yoga daquilo, tudo com nomes sonantes que impressionam com a sua estrangeirice. Hoje em dia, a lista está cada vez mais extensa e cada um puxa a brasa à sua sardinha, assumindo a verdade como sua. É claro que é importante definir maneiras e propósitos para que as pessoas se encaixem e tirem o melhor partido da ideia base. O Homem é um Ser multifacetado que procura seguir uma linha de conduta que lhe sirva os objectivos a alcançar. No entanto, será bom que se diga que, verdadeiramente, o Yoga é um sistema filosófico muito antigo que reconhece a necessidade de trabalhar o corpo para libertar a mente e esta poder entrar em contacto com a Essência de que faz parte. A maioria das pessoas diz que pratica Yoga no sentido em que se aplicam a fazer os exercícios que compõem as disciplinas do “Hatha Yoga” (posturas, respiração e relaxamento) e, isso, não chega para explicar tudo o que se passa quando nos relacionamos com o corpo, sem ser com a intenção de nos apresentarmos esbeltos e flexíveis.
Como a prática do Yoga demonstra a necessidade de nos mantermos saudáveis para podermos cumprir as missões que nos cabem nesta vida, foram aparecendo técnicas que reforçam este propósito, sendo uma delas o “Shiatsu” (Digipunctura), massagem japonesa que implica um contacto directo com os pontos que regulam o fluxo energético e permitem aliviar tensões, para além da grande descoberta do corpo como mapa da nossa existência. Aqui, também, se têm desenvolvido títulos para esta prática, fazendo parecer que os nomes mudam os objectivos, colorindo-os de acordo com a apetência do mercado… Quando tirei o primeiro curso de “Shiatsu”, uma das disciplinas que nos proporcionavam era a imposição de mãos como forma de energizar e corrigir de forma suave todo o sistema. Agora chamam-lhe “Reiki” e todo o mundo se aplica a curar os males que por aí reinam. E, dentro, desse sistema são variadas as opções, cada uma melhor que a outra.
Andando para trás com o filme, lembrei-me agora da loucura que foi o aparecimento da “Aeróbica”, “inventada” pela actriz Jane Fonda. Ginástica com nome registado tem um sabor único. Agora os modelos cresceram em variedade e as modas vão seguindo atrás da sociedade de consumo que tem um apetite insaciável. Pessoalmente, continuo fiel à ideia de que corpo são e mente sã são atributos desejáveis e reconhecidos ao longo dos tempos para que cada um possa viver o melhor possível a sua história.
Sendo tudo uma questão de semântica, o que importa mesmo é levarmos a bom porto os nossos ideais. Para além dos nomes, o que conta verdadeiramente, é a intenção posta nas respectivas acções. Sabe bem, faz bem? Não é preciso mais nada para se perceber que se está no Caminho certo.
Fiquem bem!

3 comentários:

Essencialma disse...

PArtilho dessa mesma opinião...se nos sentimos bem com essas actividades, mesmo que haja por ai pessoas que integram estes conceitos de ânimo leve...cada um sabe de sim...e ás más acções ficam para quem as pratica!

Essencialma disse...

No meu blog está uma prenda para o seu, passe lá!

Beijinhos

Maria Emília disse...

Obrigada Essencialma. Tentei deixar um comentário no seu Blog mas não consegui que seguisse... Incapacidade minha, talvez!
Um abraço,

ME