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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

MEDITAÇÃO NA PRÁTICA


CURAR À DISTÂNCIA

Em termos práticos, a Meditação como processo de concentração, desenvolve a capacidade de curar à distância. A carga posta em cada pensamento que se projecta tem um valor incalculável. Quando pensamos em alguém estamos, automaticamente, a enviar-lhe energia que ela receberá se tiver alguma relação connosco ou estiver “aberta” a esse contacto.

Podemos ajudar uma pessoa à distância, começando por lhe pedir que ela, também, se concentre em nós, o que facilitará a transferência de energia. O efeito telepático (comunicação subtil) é instantâneo, sendo preciso apenas algum tempo de concentração. O receptor terá, evidentemente, de estar em condições de receber essa energia, ou seja, descontraído. Algumas vezes usa-se um intermediário, sobretudo quando não se conhece o receptor ou haja dificuldade no contacto, por exemplo, tratar uma criança ou alguém muito próximo que não tenha prática neste tipo de acção. Faz-se então uma “ponte” entre o amigo e o paciente, de maneira que a energia chegue ao destinatário. A responsabilidade deste acto é do intermediário, daquele que nos pede para ajudarmos o outro, mas convém assegurar que não haja invasão de privacidade ou imposição de espécie alguma. A ética é fundamental!

É evidente que só podemos e devemos ajudar quem quer que esteja aberto a essa ajuda. Nunca se deve entrar em contacto com quem não se mostra disponível ou rejeita inteiramente essa acção benemérita. Pode-se, eventualmente, projectar energia positiva naquela direcção até que se criem as condições necessárias e suficientes para a ajuda provável. Uma energia carregada de intenção pura não prejudica ninguém. Fica a pairar no espaço para onde for dirigida, uma espécie de nuvem cor-de-rosa, pronta a ser descarregada e absorvida. O Amor tudo transforma! A cura à distância funciona quando a relação é bastante próxima e se acha que a indisponibilidade é temporária ou há a certeza de não se estar a forçar nada. Além do respeito pela individualidade deve-se ter em conta a lei do Karma. Cada um tem de viver as experiências necessárias à sua evolução e, a nós, só nos cabe ajudar na parte que nos cabe, ainda que seja importante.

Todos sabemos que, para o pensamento, não há necessidade de outro meio que não seja a concentração. As únicas barreiras são aquelas que lhes colocamos ou nos colocam e para as quais não temos hipótese de ultrapassar se não for esse o caminho. O pensamento é, creio, a maior força de que dispomos. Se o soubermos utilizar sem fins egoístas e o fizermos com Amor incondicional, é um dos maiores serviços que podemos prestar à humanidade. Cada pensamento tem uma vibração própria. Saibamos, pois, aplicar esse dom de modo a beneficiarmos igualmente dele, dar e receber na mesma medida.

Fiquem bem!

“UMA DÁDIVA É SAGRADA QUANDO É DADA COM O CORAÇÃO À PESSOA CERTA, NA HORA CERTA, NO SÍTIO CERTO E SEM ESPERAR NEHUMA RECOMPENSA.”

Bhagavad Gita – Cap. XVII, v. 20

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