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quarta-feira, abril 30, 2008

MEDITAR








Meditar é mergulhar no nosso espaço interior e entrar em contacto com a Alma que se manifesta através de sensações e impressões. Meditar ao ar livre, com o mar em frente e a brisa a passar pelos nossos cabelos, é uma experiência única. A integração dos elementos faz-se natural e espontaneamente, sentindo aquele espaço como nosso. Os sentidos ampliam-se consideravelmente, mantendo a ligação à terra. Podemos voar com toda a segurança, um voo que nos transcende e nos eleva. Os cheiros penetram nas nossas narinas e falam-nos dos sabores e dos saberes da existência; sentimos na pele o calor de um Sol primaveril.
Somos privilegiados no que respeita a paisagens e não devemos perder uma única oportunidade para meditar em comunhão com a natureza, tão pródiga e tão disponível. Foi isso que fizemos no nosso último Encontro. Caminhámos pelas arribas da Praia Grande até à vista da Praia das Maçãs, onde poisamos o nosso Ser e o nosso Estar, em perfeita comunhão com tudo e com todos, presentes e ausentes! Assim celebrámos, uma vez mais, os 25 anos do Satsanga.
Fiquem bem!

domingo, abril 20, 2008

PARCEIROS ESPIRITUAIS E DESAPEGO



O Caminho espiritual, como qualquer outro caminho, implica associações de vária ordem para que cada etapa seja levada a cabo com sucesso e esforço partilhado. Desde que comecei nestas andanças da tomada de consciência fui-me apercebendo de que havia contactos pessoais e de grupo que tinham, como propósito específico, ajudar-me a desenvolver capacidades e alguns aspectos da minha essência e personalidade a ela agregada e que essas relações tinham uma duração adequada para que o processo seguisse com segurança e alegria.
Como devem calcular, não percebi de imediato por que razão algumas pessoas se aproximavam, espontaneamente, de mim e se integravam, ou não, no Grupo de Almas que, eu própria, sem saber como nem porquê, ia formando. Pessoas que se tornavam familiares e muito estimáveis, com quem aprendi e partilhei o que se apresentava a cada momento em termos de acção e Conhecimento.
Sempre que se dava um afastamento (natural ou brusco), sentia que, aparentemente, não fazia sentido que relacionamentos tão intensos e profícuos se transformassem em indiferenças e ausências definitivas! Estranhava que essas pessoas, até ali importantes na minha vida, deixassem, de repente, de o ser. É preciso ver que o tipo de vida que levava até começar a praticar e a ensinar Yoga, era muito género caseiro, mãe de família, mulher e filha e irmã. O mundo onde me encontrava inserida, era simples e com regras estabelecidas e, por isso, a minha estranheza quando se davam convulsões no círculo espiritual que escapavam ao meu entendimento. Achava-me tonta por ter visto qualidades e gostos nos meus pares que, depois, se transformavam em atitudes incompreensíveis de acordo com os meus princípios e estrutura educacionais.
Levei bastante tempo a aceitar que, nesta passagem pela Terra, há relações que têm o seu papel na nossa evolução e, quando esse objectivo é atingido, o afastamento é inevitável, desejável até. Aquilo a que chamo “parceiros espirituais”, são os Seres que nos acompanham bem de perto, sem terem de viver connosco e que nos proporcionam bem-estar e total aceitação do modus vivendi de cada circunstância e nos entendem muito para além das palavras. Têm passado pela minha vida, parceiros espirituais excepcionais, o que me tem permitido atingir graus de consciência elevados e chegar à minha Alma de uma maneira que jamais julguei possível, para além das várias concretizações que nos permitem dizer que há obra feita.
O desapego entra quando os afastamentos se dão sem brusquidão, por vezes necessária para que esse afastamento se dê, e que se torna difícil pelo rastro que esses contactos deixaram. Não sou saudosista, mas lembro com saudade experiências vividas com paixão e exaltação, que acordaram o meu lado mais luminoso, sentindo como são transcendentes e fortes as vivências espirituais apegadas a um corpo que, a todo o momento, reflecte emoções contraditórias. A Auto-estima é um factor frágil e susceptível de ser abalado porque, quando mantemos uma relação espiritual e ela tem de passar para outro nível, persiste a dificuldade em deixar de desejar que esse contacto se prolongue no tempo.
É evidente que precisamos de aceitar a nossa condição humana e o que temos ainda de trabalhar kármicamente, sendo por isso que os nossos parceiros espirituais têm um papel tão importante, por servirem de espelho onde se projecta o que, realmente somos e em que ponto de evolução nos encontramos. Há parceiros que passam por nós como estrelas cadentes ou cometas que deixam a sua luz durante um tempo; outros parceiros prolongam a sua permanência connosco enquanto o seu papel for necessário ao nosso e seu desenvolvimento. No campo espiritual é como na vida material, há relações de vária ordem e grau, o que está em cima está em baixo e vice-versa. Nas minhas vidas (material e espiritual), tenho tido a sorte de ser acarinhada por muitos amigos e parentes que me têm acompanhado o suficiente nas dificuldades maiores, o que não me tem permitido desistir, mesmo quando me apetecia mais descansar apenas na Essência de onde provenho. A luta e a fuga presente, a balançar cada uma para o seu lado...
O meu Amigo e Mestre Seth dizia que viver na matéria não é nada fácil por ser um meio de grande densidade, mas se é preciso que o façamos, mais vale estar em boa companhia e seguir com a confiança nos Deuses que nos assistem e nos guiam.
Fiquem bem e obrigada por Serem Estarem comigo, aqui ou em qualquer outro lado...

OM SHANTI

terça-feira, abril 08, 2008

CELEBRANDO


Praia Grande
5 e 6 de Abril 2008
"SATSANGA" - 25 ANOS

O Grupo de Almas que respondeu à chamada, reunia as condições necessárias para os trabalhos que propusemos e para os quais contribuíram todos os que fazem parte do núcleo duro do “Satsanga”, os Instrutores que foram desenvolvendo matérias que combinam na perfeição com a ideia de que todos precisamos de várias ferramentas para conseguir atingir os desafios propostos para esta encarnação, num processo de cura da Alma que, assim, se apresenta disponível para avançar com toda a confiança e com a consciência plena dos seus valores e condição. Um percurso longo e esforçado, premiado com a alegria de sentir e de tudo perceber em plenitude, tomando as experiências como forma do verdadeiro Conhecimento.
O Grupo estabeleceu-se, no tempo e no espaço, e deu-se espontaneamente a integração total, sem lugar para dúvidas ou hesitações que impedissem o normal fluxo dos trabalhos que seguiram com a habitual disciplina e com o espírito de solidariedade a ser uma constante, pois a inter-ajuda é essencial. Os medos que, naturalmente, pairam nestas circunstâncias, depressa se dissiparam e todos assumiram a posição de Guerreiros, prontos a lutar pela Paz que se constrói de dentro para fora, sabendo que estamo sós, mas não sozinhos.
A Luz iluminou os nossos passos e os Deuses estiveram sempre connosco para que, nada nem ninguém nos perturbasse e pudéssemos chegar ao fim de mais esta etapa com o coração a transbordar muito para além de nós e do espaço que nos acolheu durante estes dois dias. Estou certa que o contacto estabelecido com os presentes foi extensivo a todos quantos pertencem a este Grupo de Almas, que gravitam na sua frequência e cuja presença foi sentida apesar da ausência física.
Cumprida a nossa missão, nos despedimos com saudade e alegria até ao próximo encontro.
Fiquem bem! OM SHANTI OM.