A minha Lista de blogues

domingo, julho 30, 2006

À DESCOBERTA



VISITAS

As almas curiosas buscam no encontro respostas às questões que ainda não sabem pôr. Precisam de ajuda, suave e firme, para poderem ascender às mais altas esferas, aí onde as respostas não têm perguntas. BASTA OLHAR. BASTA VER. BASTA SENTIR!!!”

No subconsciente jaz o Conhecimento adquirido ao longo dos tempos. Essa Sabedoria implícita é importante para levar a cabo o nosso processo de transformação que seguirá de acordo com a necessidade de avançar, mantendo o equilíbrio e a serenidade. As respostas virão sem que sejam formuladas perguntas. Somos aprendizes da própria Vida e como Mestres passaremos o testemunho com a responsabilidade própria de quem sabe que os caminhos se abrem à medida da nossa disponibilidade. O êxito é a resposta a um dever cumprido no sentido da União (Yoga) dos opostos – atracção e repulsa (Raga e Devesha). O Amor incondicional é a realidade assumida sem medo, prova de tolerância e aceitação das diferenças.
Serve esta introdução para continuar com as minhas estórias, centradas agora, no Centro que inaugurámos em Lisboa. Tal como tinha acontecido em Almada, foram passando por lá muitas pessoas que nos vieram ajudar à descoberta de novos caminhos e respectivas ferramentas que possibilitaram um grande trabalho de auto-conhecimento. Um leque variado de personagens que se dispuseram a partilhar connosco a sua experiência e os seus conhecimentos. O ano de 1987 foi particularmente profícuo nesse aspecto. Uns vieram falar-nos de Nutricionismo, outros de Grafologia (estudo da letra), “Touch for Health” (uma mistura de quinesiologia e quiroprática), Radiestesia (uso do pêndulo) e Regressão, sem esquecer visitas de suamis (Mestres de Yoga) que nos levaram a mergulhar mais fundo na senda da espiritualidade.
A Terapia Regressiva teve grande impacto na minha vida e no meu trabalho. O Hipnoterapeuta Steve Macgruder era um americano globetrotter que tinha por hábito ficar em casa das pessoas que se dispunham a acolhê-lo enquanto atendia voluntários para viverem a experiência de andar para trás no tempo. Como não entendia patavina de português, um aluno e eu (não podíamos fazer duas seguidas por ser extremamente cansativo e exigente em termos de cuidado e atenção), funcionámos como tradutores intérpretes sempre que a necessidade a isso obrigava. Como as sessões eram, normalmente, muito longas ele não atendia senão duas pessoas por dia, para além do facto de algumas terapias resultarem bastante fortes emocionalmente. Foi um corrupio que se estendeu por mais de um ano; ocasião para aprendermos a técnica e vivermos experiências próprias que nos marcaram sobremaneira. Posso dizer-vos que ainda hoje tenho na memória as regressões que ele me fez. Só bastante mais tarde me atrevi a pôr em prática o que havia aprendido, dado que as aulas de “Hatha Yoga” me ocupavam bastante, mais a direcção do próprio Centro que se ia desenvolvendo e afirmando como escola de vida.
Hoje em dia, as terapias que me foram chegando ao conhecimento fazem parte integrante da minha vida e, como o Homem é um todo, passámos a chamar a estes atendimentos individuais, Globoterapia.
Entretanto, todos os anos seguiam para Espanha pessoas interessadas em se formarem como Instrutores de Yoga. Foram muitos os que se decidiram a experimentar viver em regime de internato e a trabalhar intensamente todas as matérias e práticas dos cursos ministrados pela Associação de Yoga Sivananda de Madrid, que tinham a duração de quatro semanas. De todos quantos se atreveram, creio que muito poucos sobreviveram à partilha dos conhecimentos adquiridos. Dar aulas de Yoga não é moleza não!... Passar a palavra e fazer sentir que nós não somos o corpo, nem tão pouco a mente, é um trabalho que implica paciência, persistência e muito auto-perfeiçoamamento; nem todos aguentam o que é preciso para ter credibilidade com o seu próprio desenvolvimento. Uma das heroínas, Maria de Fátima Frias (Durga), de seu nome, ainda trabalha connosco, tendo vencido obstáculos sem conta para, hoje, gozar o respeito e o Amor de quantos aprenderam a reconhecer os seus méritos. O Grupo de Instrutores que foram crescendo connosco, vão dando provas de grande generosidade e empenho, dando a sua contribuição incondicional à escola que os viu nascer. Tenho um imenso orgulho no trabalho que apresentam dia a dia, oferecendo aos alunos o melhor de si. Cada um com a sua especialidade e capacidade, têm desenvolvido o carácter único deste espaço que tem como lema o respeito pela individualidade, com a consciência de que fazemos parte dum TODO, células dum tecido, perfeitamente cientes do seu papel. Trabalhamos em perfeita sintonia porque sabemos qual a frequência vibratória em que estamos inseridos e a respeitamos naturalmente. As informações passam de forma implícita e manifestam-se nas acções, explícita e harmoniosamente. Esta é uma grande conquista, fruto de muito trabalho, muitas mágoas, muitos gostos e desgostos e a alegria imensa de sentir que tem valido a pena lutar pelo ideal de solidariedade e amor incondicional que é o nosso. Considero-me uma privilegiada por pertencer a este Grupo de Almas e não me canso de agradecer aos Deuses que me “empurraram” para este caminho e esta missão que, apesar de difícil é muito gratificante.
Fiquem bem!

terça-feira, julho 25, 2006

ARTE DE VIVER

Quando nos tornamos instrumentos da vontade divina estamos em condições de canalizar o fluxo dessa energia cósmica de maneira que ela se torne expressão de criatividade. Somos a materialização daquela vontade e, como tal, temos de deixar transparecer os dons concedidos, sem inibições nem arrogância. A criatividade é um processo de gestação que tem um tempo próprio e dá origem a novas vivências, frutos que manterão ternamente ligados os intervenientes no processo. Essa ligação ultrapassa a compreensão humana pois a criatividade é a forma de aceitarmos a nossa divindade.
A serenidade só é possível quando existe um tempo de pausa e de reflexão, escutando o silêncio que cresce dentro de nós, transformando-se em canto de pássaros numa manhã de Primavera. É imprescindível que a nossa alma seja banhada pela Luz para que se renove a esperança de forma inequívoca.
Estar aqui e agora, num momento em que o meu corpo pede descanso, é transcender a matéria e sentir que não somos, realmente, o corpo, nem tão pouco a mente. O que está para além de nós é a própria Vida, a Essência mais pura que nos leva para onde temos de ir e que se molda aos tempos e aos espaços.
Estamos aqui para cumprir um destino e, por fim, alcançarmos a libertação destes pesos, ultrapassando os obstáculos que nos impedem de ser o que temos de ser, fazer o que temos de fazer. A materialização do pensamento passa por uma purificação. Vamos retirando os véus da ignorância, reconhecendo o que está por detrás do esquecimento. Sabíamos e não sabíamos que sabíamos! Tudo o que gostaríamos de ser ou fazer não tem a mínima importância pois tudo o que somos ou fazemos são apenas passagens para outros mundos. As diferentes formas de expressão que usamos são meros veículos que nos levam a alcançar outros tempos, outros espaços.
É preciso silêncio para calar bem fundo aquilo que não precisamos ser para SER. O silêncio é um mar de calma onde os pássaros reflectem as suas asas, pairando ao vento. Nas profundezas de um Oceano de Paz mergulhamos para receber o Conhecimento que algum dia nos escapou. Envoltos pelas águas, diluímos a nossa consciência como uma gota que se confunde, se integra nas águas temperadas pelo sal da Vida.
Não é preciso querer ser alguma coisa pois já somos tudo! As dores, os cansaços, as alegrias não são o obstáculo. A relação com os outros far-se-á cada vez mais pelos silêncios do que pelas palavras. Jamais precisaremos de explicar tanto a tanta gente. Seremos mais simples no dia-a-dia para que sobre mais tempo para o que é importante: A CRIATIVIDADE – ARTE DE VIVER.

Fiquem bem!

segunda-feira, julho 17, 2006

IMPRESSÕES

UM HOMEM SÁBIO SÓ AGE DE ACORDO COM A SUA PRÓPRIA NATUREZA.”


O principal objectivo da Vida é a auto-realização. Todos buscamos a felicidade de alguma maneira embora o sofrimento seja a pedra de toque neste mundo em que vivemos, porque o Homem desta sociedade moderna perdeu o contacto com a natureza afastando-se da sua divindade. No entanto, a dor não é mais do que uma chamada de atenção para que o Homem se volte novamente para as coisas de Deus. A busca da Felicidade faz parte da natureza do Homem, mas já não há quem ensine o Homem a encontrar o Caminho da Felicidade visto que toda a humanidade se virou para si própria e não para os outros, tal como o escorpião, dentro de um círculo de fogo, volta a sua cauda contra si pensando que a morte é o fim. O egocentrismo reinante faz parte desta era que tarda em mudar, exigindo dos mais conscientes um trabalho e uma persistência que só é possível quando se encontra um grupo de apoio. É fundamental entrar em contacto com todos os que estejam na nossa vibração, reforçando alianças sem perder a individualidade.
As emoções são rabanadas de vento que vão levantando poeira pelo caminho. O Homem não vê que não é nas coisas grandes que está a Felicidade, não é no enaltecer do Ego que está a verdadeira grandeza. Surdo, não ouve o som emanante do seu próprio coração, insensível, não se preocupa em servir os outros, entregar-se aos outros. Mudo, deixou de poder pronunciar aquelas palavras que amaciam o surgir da revolta e da angústia. O seu olfacto não serve já para se deliciar com os perfumes da liberdade. A sua língua, coberta de “lama” não é capaz de saborear os verdadeiros manjares de leite e mel. O seu abraço é tudo menos um cais onde as embarcações aflitas se possam acostar antes de retomar a viagem. Poucos são os que perguntam “Quem sou eu?”, “Para onde vou?”, “Porque vou?...”. A vida mundana é demasiado agitada para que possa haver tranquilidade e paz de espírito. As duas correntes, atracção e repulsa, são demasiado fortes para que o sentido de discriminação faça a sua presença notada. É tempo de mudança!
Cada dia que passa não devia ser um dia mais próximo da morte. Cada dia que passa devia ser sim um passo para a Eternidade e, para isso, o Homem terá de se preparar, sacudir a poeira das suas vestes e iniciar a grande caminhada em direcção à Essência onde poderá, por fim, descansar e ser verdadeiramente feliz. Para que os obstáculos não sejam muito difíceis de ultrapassar, é preciso que se faça um trabalho tanto físico como mental. O Yoga é uma Filosofia de Vida de origem Hindu. Um sistema que abrange todos os aspectos da Vida sabendo que o Homem é um TODO e como tal deve agir.
Os vários tipos de Yoga são diferentes graus de evolução que levam à MEDITAÇÃO, para que o Ego não faça mais sentido e perceber, como diz Khalil Gibran, que
“Nenhum homem vos poderá revelar nada que não repouse já adormecido no vosso Conhecimento e o Mestre que caminha à sombra do Templo entre os seus discípulos, não reparte a sua Sabedoria mas antes a sua fé e o seu Amor. Se for verdadeiramente sábio não vos convidará a entrar na sua Casa, mas levar-vos-á aos umbrais do vosso próprio espírito porque a visão dum homem não pode emprestar as asas a outro homem!"

Fiquem bem!

sexta-feira, julho 14, 2006

INAUGURAÇÃO



Chegou, por fim, o grande dia (7 de Outubro de 1986). A sala ficou toda enfeitada pela Sita que tem um gosto especial para estes arranjos como podem ver pelas fotos que vos apresento. Começámos com uma meditação, seguida de demonstração da Saudação Sol, uma das praticantes de Almada cantou e terminámos com um belo lanche constituído, como sempre, por fantásticas e generosas iguarias trazidas pelas pessoas. O entusiasmo animou-nos nesta nova etapa e esse entusiasmo dura até hoje, apesar de termos atravessado períodos de grandes problemas. O prédio muito antigo, com a maioria das casas sem recuperação adequada, teve como consequência fazer-nos sofrer de inundações constantes que nos obrigaram a arranjar soluções e acudir sempre que a chuva nos entrava pela casa dentro já para não falar da má vontade de alguns vizinhos menos entendidos nestas matérias ióguicas.
Valeu-nos a solidariedade de muitos fiéis praticantes que ora nos emprestavam um aspirador para tirar água da alcatifa, ora nos ajudavam a limpar e a recuperar dos estragos. Este Karma da água durou bastante tempo e a um grande despendio de energia e de dinheiro para irmos controlando a situação. Mas o espírito reinante foi suficiente para que nunca tivéssemos parado de trabalhar com a mesma alegria e competência. Confesso que eu própria me admiro como foi que ninguém se foi embora por ter de atravessar uma sala com plásticos no chão e húmidade no ar!!! Conseguimos manter-nos centrados e não deixar que as circunstâncias nos abatessem, apesar do esforço que isso representava. Sempre que o tempo ameaçava chuva, lá íamos nós de corrida para ver o que se tinha passado... Chegava a ser cómico, a meio duma aula irmos todos a correr para pôr baldes na sala pequena e depois voltávamos para continuar com os trabalhos. A minha filha, na brincadeira, dizia que eu tinha de ir para Cabo Verde a ver se lá caía água... A coisa só parou quando a vizinha de cima e o do prédio ao lado, fizeram obras. Sempre que chove com força, tenho de afastar o pensamento daquelas memórias.
Com tudo se aprende e acreditem que aprendi bastante, sobretudo a paciência e a tolerância, já para não falar na ideia de que nada, nem ninguém, me faria desistir do que estávamos a construir. Tal como tinha acontecido em Almada, muita gente passou por este espaço, deixando a sua mensagem e a sua sabedoria, aumentando os nossos conhecimentos e ampliando a nossa consciência de forma criteriosa e com toda a segurança. Fomos desenvolvendo o nosso Ser o nosso Estar e afirmando um estilo de comportamento que foi criando marca. A persistência é um dos factores principais para se alcançaremos os objectivos propostos e quando está em causa as pessoas que em nós confiam, é preciso ter os pés bem assentes na terra e a cabeça nas nuvens, ou seja, alimentar a espiritualidade sem esquecer que temos corpo, emoções e uma cultura própria. Deixo-vos com um verso feito na altura:



VIVÊNCIA

ESTAR AQUI E AGORA,
NESTE TEMPO E NESTE ESPAÇO,
SÓ MAS NÃO SOZINHA,
ENVOLTA NUM ABRAÇO.

ENERGIA QUE EMANA DO MEU CENTRO,
ESPIRAL GIRANDO, GIRANDO,
MIL CORES DUM ESPECTRO,
SINTO-AS TÃO VIBRANTES!!!

VIDA

ESSE SOPRO, VERDADEIRO ALENTO
DOS PRESENTES AQUI COMIGO
A TODA A HORA E MOMENTO,
ANSIOSOS POR ABRIR
A PORTA PARA O INFINITO,
NUMA PAZ FEITA SILÊNCIO.

FORÇA

DAMOS ÍNICIO À CAMINHADA...


OM SHANTI OM

Fiquem bem!

terça-feira, julho 11, 2006

CIRCUNSTÂNCIAS

Acreditando que os pensamentos predominantes determinam o curso do nosso destino, quando as circunstâncias se tornaram propícias, comecei a dedicar todos os meus pensamentos à ideia de criar um “Satsanga” também em Lisboa. Mal acordava, imaginava que ele já existia e, depois, o dia seguia normalmente porque é assim que se faz. Se pensarmos que um dia vamos ter o que desejamos, nunca acontece porque é “sempre um dia...”. É preciso criar as imagens concretas para que sejam alimentadas com a energia do pensamento. E foi assim que, um belo dia, o aluno encarregado de procurar o lugar ideal, me telefonou a dizer que achava que tinha encontrado o que procurávamos. Convidei uma amiga, também ela aluna, para me acompanhar ao local para ambas sentirmos na pele a emoção do primeiro contacto com o espaço em causa. Escusado será dizer que foi amor à primeira vista! Era ali que iríamos ficar e logo começámos a imaginar como arranjar o espaço de maneira a servir o nosso propósito.
Não foi nada fácil concretizar a compra. Nesse tempo o crédito não estava tanto à mão como agora e a solução encontrada tornou o encargo bastante mais pesado do que estávamos a pensar, mas quando se mete uma coisa na cabeça e ela tem de ser feita, só temos de confiar e acreditar que vale a pena e que as ajudas irão surgindo à medida. Uma vez em posse da chave, começámos a tratar dos arranjos e a fazer meditações que fizessem daquele lugar o nosso espaço. As ajudas foram surgindo na proporção da medida do entusiasmo crescente e da esperança muito viva. Em três meses conseguimos ter a Casa pronta a acolher os praticantes antigos e todos os novos que se quisessem juntar ao nosso ideal.
Mais uma aventura, mais estórias para contar.

Fiquem bem!

segunda-feira, julho 03, 2006

YOGA EM ACÇÃO





Yoga é conhecer o Amor nas acções de cada dia, descobrir a Essência para além da aparência e crer na sabedoria divina. Isto é o que define a filosofia que considera o Homem como um TODO e acentua a ideia de que o Ser é responsável pelo seu próprio destino, baseado no facto de cada acção ter uma reacção de acordo com a intenção. Podemos considerar o Yoga como a Psicologia do comportamento mais antiga do mundo e, a partir desse pressuposto, começámos a desenvolver muitos trabalhos que ajudassem ao auto-conhecimento e à auto-perfeição, dentro daquilo que se apresentava ao nosso dispor. É preciso lembrar que, nos anos oitenta, se começava timidamente a falar da relação corpo-mente-espírito e de uma noção do Transpessoal.
Uma das primeiras pessoas a passar pelo Centro, partilhando os seus conhecimentos e a sua experiência, foi o Dr. Henrique Ribeiro, psicólogo e professor (hoje também formado em homeopatia) que nos trouxe como tema “PSICOLOGIA E PARAPSICOLOGIA COMO ELEMENTOS DE TERAPIA!”. Posso dizer que com ele me iniciei na aprendizagem do que era energia e sua manipulação adequada. Fizeram-se cursos de “SHIATSU” e de “DIAGNÓSTICO ORIENTAL” com o Professor Francisco Varatojo que nos levou a mergulhar fundo nas técnicas deste tipo de terapia que, para além, de aliviar tensões, previne muitas doenças; técnicas que usamos até hoje, acrescentadas que foram as experiências e estudos de muitos anos. Tivemos igualmente a visita do astrólogo Alcino do Carmo que nos levou á descoberta da Astrologia com “A ASTROLOGIA ATRAVÉS DOS TEMPOS" e “O HORÓSCOPO – BASE FUNDAMENTAL DA ASTROLOGIA”. “A HOMEOPATIA” foi-nos revelada pelo Dr. Hélio Jacome, médico ortopedista da medicina convencional e um dos pioneiros do tratamento por meio da Acupunctura e a Homeopatia em Portugal.
Muitos foram os que contribuíram para o desenvolvimento de quantos estavam prontos para absorver tanta coisa nova e diferente. Foram vividas muitas experiências gratificantes neste despertar da consciência, no entanto, procurámos sempre a qualidade e a seriedade, longe de charlatanismos e imediatismos baratos; a nossa intenção firmou-se na vontade de que houvesse uma compreensão das matérias, na sua lógica e na inteligência dos que se dispuseram a partilhar connosco os seus saberes. O grupo foi-se consolidando com Retiros, convívios e passeios ao ar livre de que guardamos óptimas recordações. Como curiosidade vos digo que realizámos o casamento de dois alunos! Enfeitámos o Centro com flores de papel feitas por uma das professoras, vestimo-nos de branco e os noivos receberam a nossa benção com um ritual próprio. O lanche que se seguiu foi farto e a animação muita, depois da noiva fazer uma demonstração de posturas, acompanhada da música que o noivo tocava na sua viola. Uma vez que perdi o rasto do casal, não vos apresento as fotos desse acontecimento memorável.
Entretanto, deixei o Centro de Lisboa para me poder dedicar totalmente a este projecto e os alunos que lá deixei continuaram a manter-se em contacto porque organizávamos uns encontros mensais para praticar Hatha Yoga e conversar. Esse elo manteve-se e tornou-se a semente que deu origem ao “Satsanga” de Lisboa que foi feito por insistência daqueles que nos acompanharam sempre. Nova etapa se avizinhava trabalhosa e excitante.
Fiquem bem!