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segunda-feira, setembro 22, 2008

NOVA ETAPA





Os Deuses falaram através das “Runas” e disseram:

"Nesta nova etapa, a paciência é um factor a ter em conta, pois o Caminho da auto-realização requer uma atenção dada à partilha como acto sagrado, para que se possa avançar com a coragem necessária para enfrentar os obstáculos a transpor e aceitar os privilégios que fazem parte do processo de iniciação inevitável."

Esta mensagem, que passei para o Grupo espiritual onde me encontro, contém dicas importantes que importa realçar quando damos atenção ao que está expresso. Falo por mim…
À medida que avançamos no processo evolutivo, vamos ganhando alguma flexibilidade ou tolerância para com os demais mas, por vezes, falta-nos a paciência para aceitar que o desapego é a coisa mais difícil de atingir, sem que se torne em indiferença declarada. No meu caso, por exemplo, cansa-me ter de trabalhar "o deixar ir" os que comigo caminharam grandes e importantes etapas. Entendo perfeitamente o sistema, ou seja, sei que só estamos neste mundo para aprender e ensinar e que quem surge no nosso caminho tem um desses papéis ou funciona como espelho enquanto for preciso. Na minha perspectiva, aprendemos muito quando ensinamos e só ensinamos aos que estiverem disponíveis para aprender. Tenho aprendido imenso com quem não faz ideia de que me está a ensinar… É claro que é tambem muito agradável estar com alguém em boa companhia, num “dar” e “receber” contínuo e equilibrado mas, mesmo essas, são ocasiões para grandes lições de vida. A convivência com os meus pares tem sido a minha grande Escola! A atenção que damos aos outros e às acções conjuntas, permitem-nos avaliar comportamentos próprios e alheios e perceber em que ponto de evolução nos encontramos. A partilha, seja ela qual for, é um acto sagrado e, como tal, precisa de ser regulada para satisfação de ambas as partes. Não podemos dar a quem não está em condições de receber, nem devemos forçar a nossa presença para que a troca de energia se dê harmoniosamente e seja enriquecedora para ambas as partes.
Aceitar os privilégios, creiam que não é fácil, porque a nossa auto-estima nem sempre está no seu melhor. É verdade que, quando temos obstáculos a ultrapassar, nos sentimos vítimas do sistema, mas quando as ajudas chegam ou nos acontece algo extraordinário, achamos que não tínhamos feito nada para o merecer. O gozo e o prazer são vivências que escapam ao culto do sofrimento que faz parte da ideia de que só atingimos o Céu quando nos sacrificamos! É evidente que este sentimento é mais apanágio das mulheres que têm de se sentir culpadas por isto ou por aquilo. Que me perdoem os homens...
O processo de iniciação é inevitável, não dá para olharmos para trás, a não ser para louvarmos a nossa história, as nossas memórias que formam o manancial de sabedoria que conquistámos de alguma maneira. Essa é a lei do Karma.
Meditar é o que nos permite descobrir e seguir em frente com confiança. Acabei de meditar convosco e, só por isso, estou grata pela oportunidade de partilhar “sentires”.
Fiquem bem!

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