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quarta-feira, novembro 26, 2008

A VIDA POR UM FIO...


Chegamos ao mundo ao partir do NADA. Crescemos em vários os sentidos, ansiando por voltar ao NADA!”

Quando tomamos consciência da existência, mergulhando no mistério que é a Vida e deparando com as fragilidades que ela apresenta em termos físicos e emocionais, descobrimos que, realmente, chegamos ao mundo vindo do nada, nada que é tudo ou se quiserem chamem-lhe Essência. Na verdade, não sabemos a razão de ser disto a que chamamos Vida e que nos obriga a trabalhar para a sua sustentação com dignidade e algum sentido. Quem sou, para que serve a minha existência, é uma questão que todos nos pomos, uma vez por outra. Um mistério que, para mim, se baseia no facto de sermos habitantes de um planeta que o universo suporta e mantém no seu girar contínuo.
Não acredito em extra-terrestres (no sentido habitual do termo), mas penso que haverá outras vidas noutros espaços não, necessariamente, com a mesma aparência e estado de evolução. Ao ver documentários sobre o universo, sinto-me muito pequena perante aquela imensidão de luz e cor que escapa ao meu fraco entendimento da matéria. Buracos negros, estrelas que deixaram de existir e, no entanto, continuam a brilhar, planetas que se vão dando a conhecer através de telescópios potentíssimos e tudo o mais que se apresenta como um quadro pintado por um qualquer pintor, inspirado sabe-se lá porquê ou por quem e que me surpreende e fascina.
Falamos constantemente em Deus, eu própria assumo a necessidade de pensar que há deuses que me acompanham neste processo. Se pensarmos bem, teremos de considerar que a ideia de um Deus, criador e protector, é uma fantasia que nos faz sentir seguros, protegidos e enaltecidos. Se fomos criados à imagem de Deus, temos que ser fantásticos e imortais, apesar da nossa vida estar sempre por um fio… O corpo merece a nossa atenção porque se manifesta de uma maneira ou de outra, acordando necessidades e desejos que nos põem, por vezes, ansiosos e descrentes ou num estado de exaltação perante acontecimentos que nos tocam desse jeito.
Os dias vão passando, as estações seguem o seu curso e os anos crescem, acrescentando memórias à nossa biografia. Nós vamos, igualmente, fluindo e deixando que o fio da Vida, mesmo frágil, nos leve até ao NADA de onde partimos, com a sensação de que vale a pena viver neste planeta que, como nós, voltará ao NADA de onde surgiu.
Fiquem bem!

quinta-feira, novembro 20, 2008

UNIDADE NA DIVERSIDADE


Ainda a propósito do Grupo de Almas de que vos falei, debruço-me hoje sobre o tema acima mencionado que encaixa perfeitamente nesta ideia.
A “Unidade na Diversidade” é um conceito que resulta da consciência de que somos uma partícula da divindade ou essência, manifestada naquilo que compõe o nosso corpo como “habitat” da Alma. A energia que somos encontra-se temporariamente aprisionada pelos elementos que se debatem na adversidade residual. Cada movimento, cada acção, arrasta consigo as projecções de um passado, próximo e distante, avançando para que o equilíbrio se mantenha em qualquer circunstância, ao mesmo tempo que a percepção da relação com o TODO aumenta.
Meditamos e, de repente, o tempo para, de tão estabelecido que fica naquele momento, sem que tenha importância o que foi e o que será; tão ilusório como as nuvens que, ao longe, parecem pairar sobre a montanha que se avista. De frente para o mar, constatamos que o mundo é, definitivamente, redondo e que a sua forma esférica nos permite concluir que rolamos no espaço, desafiando o desconhecido. Nesta longa viagem, sustentamos ideias, conceitos e fomentamos preconceitos que nada têm de verdade porque se constroem e desconstroem a cada instante.
O momento que assim vivemos é um eterno presente e, por isso, intemporal. Tentando segurá-lo na palma da mão, podemos ver o coração sangrando na dor da ignorância. Viver neste “presente” deixa-nos ver o que não está à vista, o que está para além do sofrimento e da escuridão que envolve as mentes que se agarram a passados que não têm futuro. Esta jornada da inteligência e da consciência, é uma prática de Yoga que nos leva à integração, de maneira que o que esteja fora seja igual ao que está dentro. Deste modo vamos lutando até que alcancemos um estado de graça em que a nossa vibração se mantenha sempre elevada.
Pertencer a um grupo de Almas dá-nos a segurança e a confiança que nos permite, algumas vezes, entrar em contacto com outras almas noutros grupos para que possamos partilhar, mais amplamente, o que vamos “experienciando” e aprendendo com a ajuda dos nossos próprios pares.
Continuemos, pois, a vibrar como uma unidade na diversidade, formando uma corrente de energia em que os elos se reforçam para resistir ao impacto de forças provocadoras de instabilidade e crescendo no sentido próprio de uma frequência grupal, dentro de um TODO que é este Universo.
Fiquem bem!

segunda-feira, novembro 10, 2008

CONCEITOS



“Penso ser importante transmitir aquilo que vamos sabendo ou sendo, à medida que avançamos neste caminho de buscas, dúvidas e alegrias. Nada realmente nos pertence. Cada palavra ou ideia intuída é de todos aqueles que buscam a Verdade ou pelo menos uma compreensão mais próxima da Verdade, que sabemos estar para além do visível que habitamos.
Os contactos deveriam estabelecer-se entre um SER e outro SER, independentemente do sexo e dos laços afectivos ou familiares. Cada indivíduo tem um caminho único, independentemente do papel que representa no seu convívio com os outros. Como se pode limitar a dimensão de quem se quer livre e autónomo? Ninguém é dono de ninguém! Juntos porque se amam, mas em caminhos diferentes, vivendo uns com os outros, mas não tendo de viver a vida uns dos outros. Respeitem-se, pois, amando-se na vossa individualidade.”

SETH



Já devem ter reparado que falo muitas vezes em “Grupo de Almas”. Esta ideia é um conceito que se baseia no sentimento de pertença que todos gostamos de ter, seja a nível familiar ou a nível social. O mesmo se passa no campo espiritual, pois o que se passa em baixo, passa-se em cima.
Ao longo dos anos, em que se foram aproximando de mim Seres dispostos a caminhar pela senda espiritual, que escolhi também ser a minha, foram despertando no meu “sentir”, a impressão de que um Grupo de Almas se ia formando com base em características próprias da missão a que estava destinado. As pessoas que se foram sentindo tocadas por essa energia não eram escolhidas por mim, nem por elas próprias. Formavam-se elos instantâneos, sem razão aparente e lógica, para além do facto de, naturalmente, se sentirem bem connosco. A certa altura, começava-se a desenhar uma característica comum: todos tinham vontade de evoluir para melhor ajudar o próximo, sem preocupação com o modo como o poderiam fazer. Cedo concluí que éramos um grupo de Almas, formado por curadores. Mantenho essa ideia até hoje, pois todos os que têm circulado por esta energia, têm uma frequência vibratória que se manifesta nesse sentido, nos desejos e nas acções de todos e cada um.
Esta será a base deste “Grupo de Almas” que mantém a ideia de que a verdadeira espiritualidade está na liberdade que se alcança através do desapego, amando e respeitando a individualidade de cada um e de todos, com a sensação de pertença, tal como numa família cujos membros são livres de caminhar por conta própria e, ao mesmo tempo, sabendo onde encontrar refúgio num lugar onde se aprende e ensina.
Conseguir fluir e gerir este conceito é o Caminho do Amor incondicional e de uma boa relação CORPO-MENTE-ESPÍRITO. Não é fácil, mas vale a pena, pois cada conquista é um passo em frente na mira desse objectivo.
Fiquem bem!