A minha Lista de blogues

segunda-feira, dezembro 29, 2008

FESTA É FESTA!!!




Não há volta a dar... Começa a aproximar-se o Natal e lá estamos nós a refilar com a perspectiva dos trabalhos que essa festividade anual dá! Falo por mim, claro, pois, todos os anos me preocupo em viver a quadra com um mínimo de tranquilidade e boa disposição, com a certeza de que não escapo à organização dos eventos sociais, familiares e afectivos. Ao mesmo tempo, dá-me gozo começar a projectar aquilo que me obriga a minha condição de mentora do “Satsanga” e “matriarca” de uma família biológica alargada. Embora tenha ajudas pontuais, sou eu que tenho de deitar mãos à obra e inventar Natais que sejam agradáveis e simples. A partir do momento em que as ideias me ocorrem e as aceito, o resto flui naturalmente.
Felizmente, tudo funcionou de acordo com as perspectivas e a contento de adultos e crianças de várias idades. Houve tempos em que esta época era marcada por algumas depressões, reflexo de memórias e saudades. Agora que a crise nos está a bater à porta, a simplicidade dos actos é aceite sem reservas. Antigamente, olhava-se mais à medida das ofertas... Já se sabe que ainda podemos dizer que, pelas ofertas e manifestações de outra ordem (mensagens, e-mails, cartões cada vez mais raros), entendemos quanto valemos nas relações, tendo em conta a intenção. Pessoalmente, gosto de trocar afectos com quem sinto afinidade e necessidade de equilibrar o dar e receber. Nesse aspecto, posso dar-me por feliz visto que o saldo é positivo, apesar de algumas desilusões temperarem a contabilidade. Vamos desligando-nos de uns e de outros, à medida que os nossos Karmas se saldam ou se completam. Fechamos ciclos, preparados para abrir outros, numa atitude de desapego e total liberdade. A Vida é mesmo assim.
Preparamo-nos para receber o novo ano, aproveitando como habitualmente, para fazer bons votos e desejar que esta etapa siga com um mínimo de sobressaltos e que todos possamos vivê-la em Paz, com a consciência do papel que nos cabe, para conseguirmos contribuir com a nossa quota parte de solidariedade e a ecologia própria daqueles que se aplicam a explorar novas e boas ideias para a sobrevivência deste planeta. Todos ficamos a ganhar...
Fiquem bem!

BOM ANO!!!

segunda-feira, dezembro 15, 2008

UM LAGO TRANQUILO EM ALVOROÇO


De repente, deu-me vontade de reler alguns textos, contidos num livro que publicámos em 1998 e a que demos o nome de “CONTACTOS – Corpo – Mente – Espírito”, escrito em parceria com Paula Mora, numa época de grandes “despertares” no Caminho espiritual.
Como me pareceu encaixar nesta época natalícia, resolvi trazê-lo ao vosso olhar e ao vosso Sentir, esperando que alvoroce o vosso lago interior e o desperte para novas e ideais vivências:

"
Um Lago tranquilo, mas de águas profundas, reflectia no seu remanso as nuvens que pairavam no azul do Céu. O vaivém das pequenas ondas refrescava as margens cobertas de verdura. Não fora o doce marulhar, diríamos que o tempo ali tinha parado. E, no entanto, aquela calmaria significava apenas uma pausa, uma espera até que chegasse a hora de actuar.
O canto dos pássaros, levado pela brisa, anunciava a boa nova: uma nova estrela estava prestes a despontar no firmamento daquele microcosmos. Na morada dos mágicos, havia uma certa agitação. O momento, há muito esperado, anunciava-se para breve. O alvoroço era inevitável, mas sentia-se a protecção divina dando segurança e tranquilidade.
As dores sofridas durante o período de gestação restavam ainda na memória. A grandeza do acontecimento assim o exigira e, apesar da obscuridade ter carregado os contornos, a Luz despontando no horizonte era uma promessa de exaltação e alegria. Essa Luz, de poder e beleza infinitos, tocou então as águas daquele Lago profundo e tranquilo. Nessa hora, viu-se chegado o momento. Era, foi o passo que faltava para chegar ali. Nasceu, por fim, um novo SER que se manifestou alegremente, brilhando. A emoção que esse nascimento desencadeou, não se podia conter!!! A alegria fez brotar as lágrimas, que dos nossos olhos correram confundindo-se com sorrisos...
O mistério da Vida desvendava-se perante nós. Desde esse instante, ficámos em adoração àquele cálice sagrado onde o Amor nos surpreendeu.
Nada será como dantes!... "



Fiquem bem e...


BOM NATAL!!!









quinta-feira, dezembro 04, 2008

SINAIS


Sou, normalmente, uma pessoa atenta ao que se passa à minha volta e vou registando as informações que me vão chegando, seja por palavras, gestos ou acções, para que possa gerir as energias que circulam nos ambientes em que estou inserida. Como lido com muita gente, preciso de captar os sinais que vou descodificando de modo a me orientar em termos de comportamentos próprios ou alheios.
O que dizemos e fazemos em cada circunstância, determina a continuidade das ligações temporárias ou de longo prazo. Os interesses comuns levam-nos a explorar relações que se estabelecem por necessidade de evolução e esses interesses fundamentam os alicerces do nosso Ser e do nosso Estar como individualidade dentro de um TODO do qual fazemos parte a nível de alma. O contacto físico pressupõe uma troca de energia, que se deseja equilibrada e satisfatória para ambas as partes e quando essa condição já não faz sentido, as manifestações exteriores acontecem por instinto.
As palavras pronunciadas espontaneamente, bem com as atitudes apresentadas em determinado momento, dão-nos a ideia do ponto da situação em que aquela relação se encontra. Infelizmente, porque somos apegados por natureza, o que sentimos nem sempre se coaduna com a realidade estampada na nossa cara, porque a nossa auto-estima depende, muitas vezes, de afectos que nos parecem consistentes e que nos iludem ao ponto de acreditarmos que a nossa entrega vale mesmo a pena. Acontece muito nas relações amorosas, pensar-se que aquele amor é para sempre, mas na verdade o “para sempre” não sabemos bem até quando será.
Na filosofia do Yoga encontramos um conceito que dá pelo nome de “Maya” e “Maya” significa ilusão. Vivemos numa permanente ilusão de que a vida tem uma consistência que, realmente, não tem. Olhando a matéria, nua e crua, pensamos que ela se mantém inalterável e que a sua aparência é imutável. Se nos dermos ao trabalho de olhar mais atentamente podemos reconhecer alterações que, à partida, nos passavam despercebidas. As nossas células, por exemplo, nascem e morrem a cada passo e o que somos agora nada tem a ver com o que éramos há pouco tempo atrás. Assim acontece nas relações pessoais, afectivas, sociais ou profissionais. Inconscientemente, vamos gerindo emoções e sensações, de acordo com as necessidades, saboreando momentos de agradável convívio e colmatando os vazios que acontecem naturalmente.
Somos montras ambulantes! Mostramo-nos a quem por nós passa e somos atraídos pelo que vemos expostos nos outros. Umas vezes abrimos as portas, outras vezes respondemos à curiosidade e partimos à descoberta do outro, na esperança de encontrar o que nos faz falta e corresponder a uma qualquer necessidade alheia. Se dermos atenção, os sinais aí estão para nos indicar o caminho a seguir. Ninguém está com quem não deve estar, nem tão pouco onde não deve estar. A Natureza ou o Universo, levam-nos aos sítios certos e às companhias que servem à nossa evolução e propósito de vida, mesmo que nos rebelemos contra essa ordem inexorável.
Estar atento aos sinais que se manifestam com alguma insistência, permite-nos levar por diante a existência com o mínimo de percalços, sabendo que, no fim, está tudo bem e que viver de ilusões também não é assim tão mau… Somos humanos, não é?
Quando o dia amanhece solarengo esquecemo-nos de que todos os sinais apontam para a chegada do Inverno e quando chove e faz frio, pensamos que a Primavera já não demora…
Divirtam-se a interpretar os sinais e contem com algumas surpresas.
Fiquem bem!