A minha Lista de blogues

quarta-feira, junho 24, 2009

PROCESSO EVOLUTIVO


No processo evolutivo em que nos encontramos, torna-se absolutamente necessário aprender a sentir a própria energia e descobrir meios de autodefesa psíquica que nos permitam viver em harmonia, mantendo o equilíbrio necessário ao desempenho das tarefas agendadas. Com essa ideia em mente, desenvolvemos um Curso de Formação em que os praticantes possam aprender mais sobre si próprios e sobre as influências que se manifestam no dia a dia. Criámos um programa ao qual chamámos “SENTIR ENERGIA”, através do qual podemos entrar em contacto com o que nos rodeia e, deste modo, gerir emoções, mantendo o equilíbrio nas vivências do dia-a-dia, ampliar a consciência e sermos mais discriminativos ao afirmar a nossa presença dentro do Grupo a que pertencemos.
A formação desenvolve-se ao longo de dois anos (I e II Nível), um sábado por mês, completando 60 horas de teoria e prática. Normalmente, os que participam são praticantes de Yoga no nosso Centro ou estão a trabalhar comigo individualmente, o que não quer dizer que não estejamos abertos a outros. Considero, pois, que estes trabalhos são uma ajuda suplementar para o auto-conhecimento e auto-confiança daqueles que se empenham em crescer e ser espiritualmente. No programa constam práticas de sensibilização do sentir com as mãos, perceber os mecanismos de defesa do corpo, descodificar sinais, usar o pêndulo (Radiestesia) como auxiliar de diagnóstico através dos “Chakras”, descobrir o curador interno por meio de hipnose terapêutica, entender a razão de ser das relações, usar as cores como forma de cura e auto-cura e, por fim, comunicar telepaticamente para ajudar à distância. Muito diálogo e muita vivência resultam numa experiência altamente gratificante que nos permite dizer que vale a pena investir nestes trabalhos.
Neste último sábado terminámos o II Nível deste ano e, como podem constatar pelas fotos acima expostas, o resultado não podia ter sido melhor! A boa disposição do grupo manifesta-se no Sentir daquele momento de grande união. No último dia, convidamos amigos que aproveitaram para saborear a atenção dos que puseram à prova o que aprenderam. Em marcha está o próximo curso (I Nível) e novos encontros com os recém-formados para que não se perca o contacto.
Aos interessados nesta formação, digo que terão de nos conhecer primeiro para que possam integrar-se no espaço e na companhia. Eventualmente, farei uma apresentação daquilo a que nos propomos, antes da 1ª aula que será a 19 de Setembro. O programa, propriamente dito, poderei mandar a quem o solicitar através do endereço do “Satsanga”:
geral@satsanga.pt.
Fiquem bem!

domingo, junho 14, 2009

ESTILOS



O corpo, soltando-se, liberta-se do cansaço, perde-se no tempo e flutua no espaço onde não há dor, nem sofrimento, nem tão pouco prazer, somente um breve momento
DE NÃO SER!”

À medida que os anos avançam e a disponibilidade acrescenta tempo ao meu tempo, dedico-me a meditar, numa atitude introspectiva que me permite ampliar a consciência de modo a perceber como tem sido o meu caminho e a representação dos vários papéis que tenho sido levada a representar, e de que forma isso tem acontecido. Normalmente, quando começo a pensar em dedicar-me a estes escritos, a primeira coisa que me aparece é o título, a partir do qual desenvolvo o tema que resulta dessa síntese. Ao debruçar-me sobre a palavra “Estilos”, percebi como é importante definir modelos que fomos estabelecendo ao longo dos anos e que mais não são senão um reflexo da nossa própria personalidade e carácter. Vamo-nos formando à custa da experiência de vida e, com ela, ganhando confiança no jeito de nos apresentarmos com a condição básica com a qual nascemos, acrescida das oportunidades que nos são oferecidas para aprender o que temos para aprender.
Nasci numa família burguesa, mas um tanto ou quanto revolucionária, cujo estilo assenta na ideia de que somos seres livres e conscientes das responsabilidades pessoais e colectivas. Respeitar para ser respeitado! Para além disso, muito abertos ao que se passa à nossa volta e no mundo em geral. Essa educação, esse modo de existir, levei-a para o meu casamento e maternidade e, mais tarde, na prática e divulgação do Yoga e nas terapias que fui desenvolvendo. A formação dos filhos e dos alunos baseia-se nesses princípios, liberdade com responsabilidade e inteira disponibilidade para partilhar o que fui/vamos aprendendo. Foi-se manifestando um estilo que se tornou cada vez mais consistente e que me obriga a uma atenção constante aos desafios que encaro como meios de aperfeiçoamento próprio e colectivo. Cada um desempenha o seu papel, respeitando a hierarquia sem imposições, porque todos sabemos que somos importantes na ordem estabelecida e a solidariedade é um factor muito importante, que nos permite actuar sempre de maneira que o funcionamento das “Casas” que habitamos, seja de molde a levar a bom termo as tarefas necessárias.
Quando comecei a fazer terapia, fi-lo por perceber a sua necessidade no contexto do desenvolvimento pessoal e colectivo. Fui abrindo um espaço de encontro em que a conversa decorre naturalmente e o toque leva a que o paciente mergulhe fundo em busca do auto-conhecimento, sem barreiras nem julgamento. O corpo tem as suas razões e manifesta-se à medida da atenção que lhe podem dar, sem reservas. A confiança estabelece-se sem esforço e a descoberta do que foram ajuda a perceber porque SÃO e como são. Corpo, mente e espírito em uníssono, uma só voz a bradar a vontade de chegar mais alto e mais longe, quais Capelos Gaivotas em busca de outros bandos, outras frequências. Sim, porque não é bom voar só...
A larga experiência, e o muito estudo, levaram-me a que criasse um estilo próprio que assenta numa ética feroz e num respeito pelo ritmo e capacidade de entendimento de quantos se apresentam para receber a ajuda que estou pronta a dar-lhes. Os resultados são promissores e levam-me a acreditar que vale a pena partilhar esta forma de Ser e de Estar neste universo, material, emocional e espiritual que requer um grande trabalho sobre si próprio para que se possa ajudar seja quem for e, aprender com toda a humildade o que nos serve para SERVIR.
Os estilos estabelecidos são uma ferramenta que nos dá a confiança necessária para avançar pelos Caminhos que estão ao nosso alcance. Quando nos sentimos bem a fazer o que estamos a fazer, só pode estar certo, gozando o breve momento
DE NÃO SER!!!

Fiquem bem!

segunda-feira, junho 01, 2009

UMA QUESTÃO DE SEMÂNTICA



Quando comecei a praticar Yoga, esta filosofia surpreendeu-me e fascinou-me pela inteligência do sistema e suas aplicações e, por isso, a ela aderi de alma e coração até hoje! Nesse tempo praticava-se YOGA, ponto final… Com o decorrer dos tempos e por se ter dado o 25 de Abril que abriu as portas deste país de par em par, fomos “invadidos” por modas e conceitos que colocaram diversos rótulos nesta prática e seus derivados. Passou a haver Yoga disto, Yoga daquilo, tudo com nomes sonantes que impressionam com a sua estrangeirice. Hoje em dia, a lista está cada vez mais extensa e cada um puxa a brasa à sua sardinha, assumindo a verdade como sua. É claro que é importante definir maneiras e propósitos para que as pessoas se encaixem e tirem o melhor partido da ideia base. O Homem é um Ser multifacetado que procura seguir uma linha de conduta que lhe sirva os objectivos a alcançar. No entanto, será bom que se diga que, verdadeiramente, o Yoga é um sistema filosófico muito antigo que reconhece a necessidade de trabalhar o corpo para libertar a mente e esta poder entrar em contacto com a Essência de que faz parte. A maioria das pessoas diz que pratica Yoga no sentido em que se aplicam a fazer os exercícios que compõem as disciplinas do “Hatha Yoga” (posturas, respiração e relaxamento) e, isso, não chega para explicar tudo o que se passa quando nos relacionamos com o corpo, sem ser com a intenção de nos apresentarmos esbeltos e flexíveis.
Como a prática do Yoga demonstra a necessidade de nos mantermos saudáveis para podermos cumprir as missões que nos cabem nesta vida, foram aparecendo técnicas que reforçam este propósito, sendo uma delas o “Shiatsu” (Digipunctura), massagem japonesa que implica um contacto directo com os pontos que regulam o fluxo energético e permitem aliviar tensões, para além da grande descoberta do corpo como mapa da nossa existência. Aqui, também, se têm desenvolvido títulos para esta prática, fazendo parecer que os nomes mudam os objectivos, colorindo-os de acordo com a apetência do mercado… Quando tirei o primeiro curso de “Shiatsu”, uma das disciplinas que nos proporcionavam era a imposição de mãos como forma de energizar e corrigir de forma suave todo o sistema. Agora chamam-lhe “Reiki” e todo o mundo se aplica a curar os males que por aí reinam. E, dentro, desse sistema são variadas as opções, cada uma melhor que a outra.
Andando para trás com o filme, lembrei-me agora da loucura que foi o aparecimento da “Aeróbica”, “inventada” pela actriz Jane Fonda. Ginástica com nome registado tem um sabor único. Agora os modelos cresceram em variedade e as modas vão seguindo atrás da sociedade de consumo que tem um apetite insaciável. Pessoalmente, continuo fiel à ideia de que corpo são e mente sã são atributos desejáveis e reconhecidos ao longo dos tempos para que cada um possa viver o melhor possível a sua história.
Sendo tudo uma questão de semântica, o que importa mesmo é levarmos a bom porto os nossos ideais. Para além dos nomes, o que conta verdadeiramente, é a intenção posta nas respectivas acções. Sabe bem, faz bem? Não é preciso mais nada para se perceber que se está no Caminho certo.
Fiquem bem!