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domingo, julho 19, 2009

FAMÍLIA














18 DE Julho de 2009


Aqueles que têm acompanhado alguns destes escritos que, com amor, atiro para o espaço, saberão como é importante para mim, tanto a família biológica como a espiritual, pois fazem parte da minha estrutura, um grande apoio e incentivo para que possa prosseguir no caminho a que estou destinada e que percorro, de acordo com as minhas possibilidades, dentro do livre arbítrio que se me oferece.
A semana passada contei-vos do passeio e pic-nic que fecharam em alta, as actividades deste ano lectivo. Esta semana partilho convosco a alegria com que foi vivida a celebração dos 50 anos de casada da minha irmã (casámos no mesmo ano...). Ela tem uma grande família (6 filhos e quase, quase 16 netos) e, em conversa, manifestava a vontade de reunir a família mas, com tanta gente, não via como resolver o problema sem grandes gastos. Eu, que estou habituada a arranjar soluções para os pequenos problemas que se deparam numa organização e, a gerir grupos, dei logo a ideia de se fazer um pic-nic!!! O tempo presta-se e, certamente, haveríamos de encontrar o local adequado para reunir as 50 e tal pessoas previstas.
A sugestão pegou de imediato com grande entusiasmo e não tardou a que se arranjasse o local ideal. Um amigo do meu cunhado tem um colégio inglês, perto de Cascais e não se fez rogado quando lhe pediram a cedência do espaço para o dia aprazado. As condições eram óptimas, espaço à vontade, uma piscina, pequeno pinhal e campo de jogos. Combinámos então que cada um levaria o seu farnel e nos reuniríamos finalmente para passar uma tarde inesquecível.
Antes do almoço, houve uma breve cerimónia para bênção das alianças e renovação de votos, no fim o respectivo bolo de aniversário, antecedido de uma saudação aos nossos antepassados, avós e pais, origem de tão grande e bonito clã, muito recentemente, aumentado e, a breve prazo, acrescido de dois novos membros (contaremos, então, 34, até ver...)!!!
Houve quem não dispensasse o banho na piscina, onde as crianças já brincavam com toda a segurança. Eu não perdi a oportunidade de me estrear num belo mergulho, antes de provar algumas das iguarias expostas. As conversas fluíram naturalmente, matando saudades e pondo em dia troca de informações porque, evidentemente, nem sempre estamos em contacto uns com os outros para saber como correm as vidas de cada um.
Foi um dia excepcionalmente bem passado, deixando gravado na nossa memória a importância dos laços familiares, dentro da grande liberdade que é apanágio de pessoas que se respeitam e se amam para além das diferenças e das aparências. As despedidas foram calorosas, o coração bem cheio com a alegria estampada nos rostos de adultos e crianças.
Que todos possam viver momentos destes é o que vos desejo, neste domingo ensolarado e tranquilo.
Fiquem bem!

domingo, julho 12, 2009

VAMOS PASSEAR?...





O tema da nossa “conversa” de hoje, tem a ver com a resposta à pergunta acima feita. Sim, fomos passear ontem como estava previsto, e a resposta a esse apelo fez com que se tivesse reunido um belo grupo de amigos que se dispuseram a percorrer os caminhos propostos pela Isabel Ribeiro, uma competente Guia Turística da nossa praça e praticante de Yoga há muito. O destino combinado era ir à descoberta dos Jardins de Monserrate. Melhor pensado, melhor feito!
Encontro marcado, reunido o grupo que precisava de boleia, seguimos saboreando por antecipação o dia que se apresentava glorioso, o agradável convívio e enriquecimento cultural desejado. À chegada encontrámo-nos com o resto do pessoal, igualmente animado. A visita guiada pela Isabel, mostrou-nos como é bela a natureza e como é interessante saber o nome das inúmeras árvores e plantas que povoam o jardim romântico, na sua essência, bem como a história daquele espaço criado por visionários de outros tempos.
Chegados ao alto do monte, entrámos no palácio, que visitámos com pormenor, avaliando os trabalhos da sua recuperação em curso. Pena é que, ao longo dos anos, tenham deixado que se degradasse tanto!!! Infelizmente, esta atitude de desconsideração pela nossa cultura, pela nossa memória, é uma constante em muitos lugares da nossa terra... Terminada a visita ao palácio, avançámos com determinação, para o local do pic-nic, visto que o apetite já se manifestava e as pernas pediam pausa.
As refeições são sempre um momento em que se põem as conversas em dia e se aproveita para melhor nos conhecermos e reforçar laços afectivos. A frescura do lugar e os petiscos partilhados, permitiram-nos recuperar as forças e trocar impressões sobre a experiência vivida.
Pelo caminho de regresso a casa, ainda parámos para o café da praxe e a despedida, feita numa roda em que pudemos saudar e agradecer à Isabel a oportunidade de ampliar os nossos conhecimentos com tanta alegria e imenso prazer. Ficou a promessa de novos encontros, quando a ocasião se proporcionar e as ideias nos baterem à porta. O contacto com a Isabel, poderão encontrar aqui e na lista das páginas de nossa escolha (
www.atouchoflisbon.com).
Bom domingo. Fiquem bem!

domingo, julho 05, 2009

FRAQUEZAS



A nossa condição humana leva-nos a ter algumas fraquezas, principalmente no que respeita ao ânimo para continuar com a missão, ou missões que nos cabem. Esse estado de espírito resulta das dificuldades que os Caminhos apresentam, sobretudo quando a tónica é posta na espiritualidade. Sempre achei que um Ser espiritual é aquele que leva a Vida com a ideia de que pensamento e acção devem estar em harmonia, com a consciência do dever que se manifesta no sentir de cada dia. As dúvidas assaltam-nos a todo o pé de passada, o medo toma conta do pobre Ego que, de vez em quando, nos acena para mostrar que, apesar de tudo, vivemos na matéria, coisa difícil para dizer a verdade. O desapego deveria ser a meta presente em cada etapa e a cada obstáculo, mas custa!!!
Considero que a Vida é um dom transcendente, na medida em que questiono o seu verdadeiro sentido, porque me escapa a verdadeira razão da sua existência. A Alma que reside neste corpo tem, por vezes, necessidade de se libertar dos pesos que acarreta. Nos breves momentos em que conseguimos mergulhar no nosso espaço interior, quando meditamos, o encontro dá-se com a Essência que somos, dando-nos um vislumbre da paz que se alcança com a liberdade assim conquistada. Essa sensação prevalece até ao próximo encontro com a matéria pura e dura. A realidade estampa-se, então, na nossa cara a lembrar que há muito trabalho para fazer, muito Karma para cumprir até que se dê a realização final! A ligação à terra tem de ser uma constante, ao mesmo tempo que a cabeça lá vai pairando nas nuvens para que o sonho não esmoreça. Os Caminhos da espiritualidade exigem muito e, acima de tudo, criatividade quanto baste para renovar, re-inventar e colorir a paisagem à medida que ela se vai desenrolando perante os nossos olhos, desafiando-nos a cada momento.
As nossas fraquezas vão-se transformando em forças que advêm da necessidade de continuar em frente, de peito feito e olhar posto no horizonte que desponta e nos alicia, sem falsas promessas, nem ilusões que nos afastem dos objectivos e da ideia que é preciso viver cada minuto como se fora o último. Sabendo que não estamos sós nesta jornada em curso, alimentamos a esperança de que a nossa breve passagem pela terra, nesta encarnação, seja um marco válido e uma memória que alimente o espaço sideral onde nos encontramos.
Está a chegar ao fim mais um ano de trabalho e já se avista o próximo com as suas lutas próprias, com o ideal de unidade na diversidade. Juntos, mas conscientes da individualidade que somos, atentos e obrigados a cumprir o que tiver de ser cumprido, com a confiança da ajuda dos Mestres e dos Guias, postos no nosso Caminho para que o livre arbítrio se mantenha ao mais alto nível. Disponíveis e discriminativos, fazendo deste processo de desenvolvimento uma realidade e um acto de Amor incondicional.
Um abraço.
Fiquem bem!!!