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quinta-feira, abril 22, 2010

ÀS VEZES APETECE-ME...




Como sabem, viajo de metro três vezes por semana e é uma coisa que me dá um certo prazer, não só pela comodidade e poupança de combustível, mas porque me sinto integrada no grupo de pessoas que vão à vida pela manhã e regressam, às suas casas, ao fim da tarde. Constato que, afinal, somos um povo ordeiro e respeitador… Muitas vezes me oferecem lugar, tendo em conta os meus cabelos brancos e há uma solidariedade implícita no acomodar de mais um passageiro no pouco espaço que resta às horas de ponta.
O título que vos apresento quer dizer que, às vezes, me apetece falar com os meus companheiros de viagem e saber um pouco da sua história de vida. Não que queira meter-me na vida de cada um, mas para estabelecer contacto. Afinal vamos ali todos juntos… Já me tenho atrevido a fazer algum comentário sobre percalços momentâneos, mas só obtenho como resposta um acenar afirmativo da cabeça ou simples sorriso de condescendência.
Esta minha atitude é capaz de advir do facto de lidar com muita gente e ter de estabelecer ligações e promover relações no meu trabalho e no dia-a-dia familiar. Ou bem que somos uma aldeia global ou fazemos de conta que sim, seguindo o que nos “vendem” política e socialmente. Nos prédios que habitamos ou onde trabalhamos, também não é fácil estabelecer contacto porque, sabe-se lá porquê, as pessoas passam por nós e nem abrem a boca para dizer bom dia ou boa tarde ou, pelo menos, esboçar um sorriso de aceitação da nossa presença… Confesso que, teimosamente, insisto em tentar manter alguma forma de comunicação, mesmo quando a resposta é desanimadora.
Como vivo e trabalho no mesmo sítio há muitos anos, tenho conseguido alguns progressos na ideia de que, um prédio é uma mini tribo que tem de conviver nos bons e maus momentos do grupo que formamos.
Às vezes apetece-me mesmo sair da minha própria casca e abraçar o mundo que anda por aí meio perdido ou à procura do seu lugar e da sua alegria. Como sou tímida por natureza e aprendi a respeitar o meu semelhante, fico-me pela vontade e vou usando o pensamento e as minhas acções como ponte que chega onde tem de chegar.
Agora, apetece-me desejar-vos um bom fim-de-semana, na certeza de que o contacto entre nós nunca se perde!
Um abraço.

Fiquem bem!

sábado, abril 10, 2010

MÚSICA NAS ESTRELAS



Sim, há música nas estrelas no espaço que percorro em cada dia, e o seu brilho vislumbro-o sempre que sei olhar... E os passos, são meus compassos que repito, respeitando os tempos e a as pausas necessárias para que me conduzam à música final que será, sem dúvida, a grande criação da minha vida.
A existência é música para quem souber tocar e ouvir. Espero bem SABER!

Refeita das emoções que a chegada do meu livro proporcionou, vivo sem expectativa, mas com esperança de que a partilha de sentimentos traga ao meu regaço o sabor de uma conquista que me permita dizer que valeu a pena o esforço, as preocupações e as dúvidas, próprias de quem sabe, apesar de tudo, que o que conta é a intenção. Desde que comecei a percorrer os caminhos do Yoga, passei a confiar na simples ideia de que toda a acção tem a sua reacção e que o que é importante é a consciência activa, de maneira a dar atenção aos pensamentos/desejos e aos desejos/pensamentos. O mecanismo das acções é determinado por estas duas ideias base, sendo que o ideal é que o pensamento desenvolva o desejo da sua concretização, embora, por vezes, possa acontecer o inverso e que um desejo dê lugar a um pensamento. Quando acontece dessa maneira, é natural que se entre no sonho ou na idealização de um projecto, que poderá realizar-se ou não. Não é, pois, tão seguro...
Pessoalmente, habituei-me a analisar as circunstâncias que derivam do que aparece primeiro, se o pensamento, se o desejo... Não há quem não tenha desejos, aquilo que nos impulsiona a avançar com o processo de vida e, também eu tenho desejos que pairam no meu espaço mental, num jogo de luzes que, algumas vezes, não passa disso. Na verdade, acredito mais nos pensamentos que vão desenvolvendo um desejo de concretização das ideias que se manifestam, sabe-se lá porquê. Tudo leva o seu tempo e essa espera nem sempre é gratificante, podendo levar-nos a deixar de acreditar ou confiar na sua materialização. Confesso que agora tenho o desejo de que este trabalho vos agrade e vos faça entrar na minha sintonia, a fim de seguirmos juntos pela senda da espiritualidade. Sós, mas não sozinhos.
Ao percorrer os espaços onde me encontro em cada dia, procuro olhar as estrelas e gozar o seu brilho, esperando que reflicta a música da minha alma em consonância com a música de todas as almas presentes neste momento da minha existência.
Bem hajam.
Bom fim-de-semana. Fiquem bem!