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segunda-feira, setembro 24, 2007

OUTONO


Viva o Outono, portal de um tempo de interiorização!
A quietude vai-se instalando, deixando o bulício do Verão como recordação de pausas ou de expansão. Os ventos sopram para que se cumpra a queda das folhas, que irão nutrir os solos, depois de terem dado cor à paisagem, campestre ou urbana. Gosto do Outono em Lisboa, pois apresenta-se, normalmente, com uma luz muito particular e uma doçura de temperamento que me agrada bastante. As folhas caídas cantam debaixo dos nossos pés, recordando-nos a inevitabilidade da passagem do tempo e do eterno retorno.
Tenho o privilégio de morar e trabalhar em lugares em que as árvores cumprem o seu papel de renovação e encanto para o olhar. Acordo com o Sol a despontar, direito à janela do meu quarto e sigo o seu percurso ao longo do dia, das janelas do lugar onde partilho o que vivo e aprendo e convivo com os melros e os pardais que disputam as migalhas que os humanos dispensam.
Dizem que as estações já não são o que eram, mas eu acredito que é porque a natureza não se conforma, vai fluindo de acordo com o que se vai passando no mundo que os homens tão maltratam. Por exemplo, fala-se muito da falta de árvores, que é preciso poupá-las, no entanto, de onde vem todo aquele papel que enche as nossas caixas de correio de publicidade?... E o lixo que se espalha pelas nossas ruas e, mesmo pelos campos por onde pisa o homem?... A mim custa-me sempre ver deitar papéis para o chão, já para não falar das beatas que os fumadores fazem o favor de atirar pela janela dos seus belos carros. Será que fazem o mesmo em casa? Desculpem lá este desabafo! Gostava muito, neste Outono, que as consciências se ampliassem o suficiente para que o gosto crescesse com elas e, no chão, só ficassem as folhas caídas até que um jardineiro atento as colhesse para seguirem o seu ciclo de vida.
Viva o Outono!!!

Fiquem bem!

segunda-feira, setembro 17, 2007

PROCESSO EVOLUTIVO EM CURSO



Nestes últimos dias tenho andado atarefada com o lançamento do ano lectivo, que é sempre um desafio ao qual dou especial atenção, porque a responsabilidade de dirigir um grupo espiritual não é brincadeira, mesmo que o entusiasmo seja uma constante, pois a apetência para avançar é a mola real que me impulsiona, com a ajuda de todos que fazem parte desta comunidade de que vos tenho falado.
No sábado encontrámo-nos então para trabalhar sobre o tema “Sentir Energia”. Um processo através do qual podemos entrar em contacto com os outros e com o espaço que nos rodeia, de forma subtil, e assim conseguir gerir as emoções que certas situações nos provocam. Aprendemos também a ampliar a consciência de modo a perceber o que somos e como estamos, para que, com a mente clara, possamos sentir as diferenças que se vão operando no corpo e na mente, quando nos dispomos a sentir o que se passa na relação com os outros e com o ambiente que nos rodeia. Somos receptores e emissores, capazes de sintonizar com o que for importante, numa perspectiva de autodefesa psíquica.
Os trabalhos decorreram muito bem, tendo-se gerado uma energia que denunciava a vontade de mergulhar fundo nesta nova maneira de olhar a vida, usando o pensamento como principal ferramenta para lidar com as sensações, ou melhor, os “sentires”. Ir à descoberta de caminhos que ofereçam mais segurança e maior autonomia é fascinante, visto que nos dá o poder e o ânimo para continuar a desvendar os mistérios desta existência. Uma mensagem que passo com gosto e que partilho com convosco porque sinto que os que me lêem neste espaço, que é de todos e de ninguém, fazem parte deste Grupo de Almas.
Um abraço. Fiquem bem!

terça-feira, setembro 04, 2007

RECOMEÇO




“O Yoga é o caminho do guerreiro, aquele que luta pela Paz no campo de batalha, procurando conhecer os seus pares, com eles conquistar a liberdade suprema e viver a alegria com a consciência dos eleitos.”


Acabadas que foram as férias, sintonizamos com o novo dia, com a esperança e a alegria de voltar ao contacto directo com aqueles que nos acompanham e que connosco aprendem a viver de acordo com a sua própria natureza, com a consciência de pertencerem a um Grupo de Almas, disponibilizados com a intenção de lutar por um ideal de paz que se conquista nas lutas do dia a dia, inseridos na comunidade que escolheram ou foram escolhidos, afim de se desenvolverem como espíritos de luz que são.
Guerreiros e Descobridores, somos e seremos sempre pois as batalhas que se deparam não dão tréguas a quem se busca e se encontra para retornar à busca e ao encontro. É importante o contacto com os nossos pares, companheiros de jornada e espelho onde se reflectem as nossas acções. O caminho é solitário mas não se faz sozinho!
Neste espaço sideral me projecto, abraçando os que comigo contactam e acompanham. As estórias, que vos vou contando, são apenas a expressão do meu viver e do meu sentir e a necessidade de as partilhar, sem expectativas. Obrigada por serem e estarem aqui.
Fiquem bem!