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sexta-feira, julho 25, 2008

SER E ESTAR

Quando dizem: “Quero saber quem sou”, partem do princípio que há uma versão completa do vosso Ser que, talvez, se tenha perdido pelo caminho. Ao quererem encontrar Deus, pensam exactamente da mesma maneira. No entanto, estão “em si mesmos” o tempo todo e, constantemente, a tornar-se no que são… Deus e a psique em permanente estado de expansão – silenciosamente e em constante mutação.

Seth (“The Nature of the psyche)


O Mestre Seth é uma entidade que se pronuncia através de comunicações mediúnicas (canalizações) que começaram nos anos 70 com Jane Roberts e o seu marido Robert F. Butts, uma relação que se prolongou durante seis anos. O material captado está publicado numa série de livros que são lições de vida para quem está em processo de ampliação da consciência.
Tive contacto com o primeiro destes livros, em 1980, num tempo em que pouco ou nada chegava cá informação desta natureza. Confesso que só mais tarde me debrucei sobre ele, curiosamente, num momento em que necessitava de ter resposta para questões que me foram surgindo, com vivências pessoais e terapias que exigiam uma atenção fora do comum. De repente, pensei que encontraria nesse livro o que procurava e o que me surpreendia e, na verdade, quando lhe peguei só o consegui largar quando cheguei ao fim e tomei todas as notas de que precisava. Fui apanhada pelas informações que me foram chegando em catadupa e, desde aí passei a ter uma relação com o Mestre Seth que se veio a desenvolver em contactos directos, através de uma das minhas discípulas que despertou para essa capacidade com a prática do Yoga e da Meditação. Foram experiências fascinantes que deram origem a um Caderno a que demos o nome de “Lições do Seth”, pois as comunicações eram, na verdade, lições sobre diversos temas que, nós próprias íamos sugerindo de acordo com as nossas inquietações.
Hoje em dia, sempre que tenho dúvidas ou preciso de resolver alguma questão, entro em contacto com ele e, logo, recebo as respostas. É um privilégio e uma grande ajuda visto que o caminho espiritual é bastante solitário, mesmo que não o façamos sozinhos e a responsabilidade de dirigir um Grupo de Almas, às vezes, parece-me excessiva para a minha modesta condição de Mulher, Mãe e Avó.
Como diz Seth, a nossa consciência de Ser e de Estar, está em constante expansão e mutação, sem que demos por isso. Não há palavras que sirvam para exprimir o sentido da nossa evolução e o processo dá-se naturalmente. O Universo está em contínuo movimento e é feito de uma consciência e de uma energia que a tudo e a todos afecta. Esse movimento faz com que as diferentes partículas se diferenciem umas das outras e desenvolvam movimentos próprios. À medida que vamos tomando consciência do que está para além da aparência faz com que o que percebemos se torne em algo completamente diferente. Ser e Estar e, na verdade, a essência da Vida manifesta-se a cada passo, em cada acção, em cada gesto e em cada palavra, de uma forma imprevisível e surpreendente. A Lei do Karma a governar inexoravelmente o processo em que estamos inseridos, projectando-se num futuro provável.
Bom fim-de-semana.
Fiquem bem!

quinta-feira, julho 17, 2008

CAMINHOS



Quando chego ao fim de cada ano lectivo, procuro fazer uma revisão do caminho percorrido, em termos de processo evolutivo e experiências vividas até à saciedade. Mentalmente, deixo passar o “filme” realizado pelo Grupo de Almas a que pertenço e que me honro de orientar os passos individuais e colectivos, aprendendo com os que se dispõem a aprender, aqui e agora, comigo e com aqueles que me assistem nesta tarefa.
Nestas ocasiões, dedico alguma atenção às mensagens que os Deuses me proporcionaram, nos momentos cruciais da minha existência, nesta busca de auto-conhecimento e auto-realização e pelas quais estou grata pela ajuda na tomada de consciência e na capacidade de prosseguir, sem vacilar. Os momentos mais obscuros revelam-se como indicadores da necessidade de confiar cada vez mais em mim e no que faço. Creiam que não é fácil caminhar sem directrizes próprias, numa forma de actuar que se baseia na espontaneidade. Sei que nada está decidido, embora tudo tenha sido delineado à partida, mesmo antes do meu nascimento, uma escolha feita por quem sabe e que aceitei por considerar e contar com as ajudas de Mestres e Guias que, certamente, me conhecerão muito bem. A decisão de actuar no campo físico tem-me permitido transmutar o Amor e criá-lo em obras que, por si só, parecem nada ter a ver com ele. Através das acções se manifesta o Amor que transparece naturalmente.
Ensinar a pensar é um campo de acção em que se projectam questões cuja resposta terá de ser encontrada por meio de um pensamento claro e inteligente, mantendo uma correspondência com a acção, pois é aí que reside o verdadeiro Conhecimento. A alegria sentida quando mergulhamos no nosso Ser mais profundo, ao encontro da Alma, ajuda-nos a actuar no mundo material que, embora implique respostas palpáveis, engana visto que, nessa visibilidade nem sempre transparece a dimensão da obra que é vista noutro plano.
Estou disponível e confiante no Caminho traçado, com a consciência ampliada o suficiente para fluir de acordo com as circunstâncias e a perceber que o que for… SERÁ! Os Deuses nunca me deixaram ficar mal…


OM SHANTI

Fiquem bem

quinta-feira, julho 03, 2008

CONSCIÊNCIA E SENSAÇÕES



Podemos voltar ao passado como se fosse hoje, mas é preciso entender que o mesmo não se passa com as sensações dessa mesma vivência. O objecto da nossa observação será o mesmo, a sensação é que passa a ser outra pois as circunstâncias são diversas, a distância amadurece a discriminação e a consciência ampliada dá uma nova perspectiva da situação. Passamos a olhar aquele “retrato” com outros olhos, fazendo uma avaliação dessa informação com clarividência e alguma objectividade. Quando a memória circunstancial dispara, ficamos perante uma pista preciosa que nos permite trabalhar sobre as impressões deixadas por essa experiência que, de algum modo, nos marcou.
Se, por exemplo, eu for invadida por uma súbita onda de tristeza, não posso ignorá-la! É um dado que a minha consciência me oferece e eu aceito-a por saber que faz parte de mim e me quer dizer alguma coisa. Até posso dar comigo a pensar que não tenho razão para estar triste, mas uma coisa sou “eu” outra é aquela tristeza e que a tristeza passará e eu NÃO. A tristeza, assim sentida, é um assomo da minha memória que se manifesta com o seu propósito ou intenção e só tenho de reflectir, mergulhar na sensação e esperar que o corpo se manifeste, acordando sinais a que devo dar atenção para trabalhar a razão desse despertar emocional.
Vivemos de memórias que se repetem num eterno retorno, mesmo que temperadas por uma consciência valorizada por um trabalho em que a meditação tem um papel importantíssimo, visto que nos possibilita entrar em contacto com o nosso Ser mais profundo, a raiz da nossa existência, a Alma que procura a cura com a ajuda da personalidade que somos e que nos permite ser o instrumento ideal nesta passagem pela Vida. A consciência das sensações é a ferramenta própria para que o nosso processo de desenvolvimento se dê com o mínimo de sobressaltos e a confiança necessária para continuarmos a acreditar que vale mesmo a pena fazer o Caminho da espiritualidade.
Olhemos as memórias como um manancial da Sabedoria que nos assiste, saboreando, como acto sagrado, reviver a nossa história.
Fiquem bem!