A minha Lista de blogues

quinta-feira, abril 26, 2012

PALAVRAS NÃO DITAS - SENTIDAS!




 

Passo muito tempo em meditação, por força das circunstâncias e por opção. O silêncio que se instala nessas ocasiões, acorda em mim memórias e emoções, com as quais dialogo tranquilamente, para que a sua vibração se manifeste e o entendimento seja uma realidade para além dos desejos.
As palavras que vão surgindo tomam a sua forma e projectam a energia que lhes corresponde, deixando que sigam o seu caminho, sem expectativas nem direcção intencional. O pensamento é um campo de acção vastíssimo e, ao longo dos tempos, dele me tenho servido para que as informações que me chegam tomem o seu rumo e, ao mesmo tempo, deixando lastro ou tomando forma que se apresente como a escrita de alguém que, também, tem necessidade de comunicar no concreto, sentimentos ou ideias que outros poderão agarrar, ou NÃO…
As palavras não ditas, mas sentidas, têm o seu peso, chegando a quem têm de chegar ou, simplesmente, ficando a pairar como uma nuvem carregada de mais-valia para o universo, aí onde reinam os deuses e os mestres, que as alimentam e devolverão de acordo com as necessidades ou circunstâncias. Palavras aqui escritas ou, alguma vez pronunciadas, não têm, necessariamente, de ser entendidas, mas sim vividas à luz da experiência pessoal que têm exigências e oportunidades próprias.

Fiquem bem!






terça-feira, abril 24, 2012

LIMITES



Quando o corpo nos diz que já não é possível absorver mais energia do que aquela que é capaz de gerir, é preciso que nos distanciemos das emoções carregadas de contradição que tenham provocado angústia ou desconforto. A tristeza que, subitamente, nos invade é o sinal de alarme que nos devia obrigar a accionar mecanismos de segurança que permitam mudar o rumo das coisas. O crescimento espiritual envolve um trabalho em que o sentir tem papel predominante. Vamos aonde temos de ir e estar com quem temos de estar, sendo o sofrimento um factor a ter em conta, pois a dor é o impulso que nos deve levar a fazer novos acordos ou mudanças de atitude, restabelecendo a harmonia indispensável à progressão dos processos iniciados.
À partida é preciso descobrir a origem e razão do problema, pois só é possível corrigir o que se conhece e, a partir daí, buscar a melhor forma de restabelecer o equilíbrio no sentir do corpo, que se manifesta instintivamente perante uma agressão. Sempre que alguma coisa ou alguém nos aflige ou sufoca excessivamente, pode querer dizer que a nossa actuação despertou e se abriu a esse contacto, seja presencial ou através do pensamento. Energia que não seja aplicada convenientemente ou sem uma boa receptividade de parte a parte, acaba por provocar mal-estar ou “intoxicação”. É verdade que não vivemos em redomas, por isso, é fundamental que estejamos atentos ao que o corpo nos “diz” e responder adequadamente às circunstâncias ou situações, com as “ferramentas” adquiridas através da experiência que as relações humanas proporcionam.
Os limites que nos impomos, servem para que DAR e RECEBER tenham a mesma medida, emissores e receptores que se complementem e se invertam constantemente. “Dar o que é preciso, à pessoa certa na hora certa”, segundo o Bhagavad Gita, é a grande sabedoria que nos permite evoluir com segurança, tranquilidade e sermos, ao mesmo tempo, pacíficos e pacificadores.

Fiquem bem!





quinta-feira, abril 12, 2012

REVELAÇÕES




Qualquer relação, pessoal ou colectiva, pressupõe uma gestão da energia que por ela circula e que resulta de uma combinação de forças que umas vezes se complementam e outras se contradizem. A harmonia estabelece-se em consequência de uma expressão contínua de sentimentos que se vão desenvolvendo à medida que os conhecimentos se aprofundam e se consolidam.
As afirmações ou as negações do que somos ou gostaríamos de ser são as pistas que nos levam a descobrir que, o que verdadeiramente conta, é a própria essência. Tudo quanto esteja por detrás das aparências, é uma luz que surge nas sombras para que possamos ver o campo de acção onde as dúvidas se projectam. O que revelamos ou desejamos que nos seja revelado, não pode ser confundido com as projecções resultantes das experiências vividas no compasso de espera que nos permitiu amadurecer o suficiente para não nos deixarmos cair nas malhas de sensações mesquinhas ou passageiras. O jogo de luzes a que nos habituámos serve apenas para esconder aquilo que, na verdade, só pode ser dado a conhecer a quem tiver o entendimento adequado, a sensibilidade própria dos seres que habitam as mais altas esferas do conhecimento.
Há barreiras que são sistemas de segurança para que não se perca o resultado das acções do dia-a-dia, mantendo uma atenção constante e uma destreza de pensamento que nos ajude a perceber que estamos ligados e fazemos parte da mesma estória, mantendo um diálogo vivo e sincero, sem que seja preciso adivinhar os sonhos que sonhamos e sem deixar de aceitar as diferenças.
A realização pessoal e colectiva depende da atenção dada ao que sentimos e do prazer em saborear contradições próprias da individualidade, fruto de experiências pessoais, ao mesmo tempo que se vai tendo a alegria de viver uma experiência espiritual que nos permita ser agentes de cura própria e de outrém.
Nas relações pessoais ou de grupo, é importante:



 Reconhecer que é nosso direito sentirmo-nos bem!

 Perceber que a responsabilidade é sempre nossa!

 Aceitar a liberdade alheia, refreando as expectativas!

 Mudar o rumo da nossa actuação para evitar repetições!

 Lembrar que o grande poder está em nós!!!





Fiquem bem!