NÃO ME IMPORTO
NÃO ME IMPORTO!...
Quando esta frase aterrou na minha cabeça, fiquei um bocadinho
intrigada porque, à partida, não encontro nenhuma justificação para a associar
a um sentir que encaixe nesta ideia. No entanto, fiquei mesmo a pensar no
assunto, esperando que o motivo desta sugestão, me seja apresentado, que é o
que, por vezes, acontece à medida que a energia do momento vai fluindo…
Não me importo, é uma emoção que pode significar tanta coisa, e ao
mesmo tempo a marcar uma atitude que define uma maneira de ser e de estar,
levando-me a pensar quando é que o manifesto. Na verdade, há algumas ocasiões
em que essa frase pode assentar que nem uma luva, pois uma rejeição,
normalmente, não nos agrada, no entanto, não consigo encontrar agora nenhum
motivo para essa afirmação… Afinal, na
minha maneira de ser, e com a educação que tive, importar é, precisamente,
aquilo que está no meu ADN! Agradar aos que comigo convivem, é natural, com a
preocupação de satisfazer as vontades possíveis, que estejam ao meu alcance, e
que também a darem-me algum prazer, pelo resultado alcançado. Aprendi com a minha sábia mãe, que é sempre
uma mais valia criar um bom ambiente e proporcionar alegrias. Ao longo dos anos, também fui percebendo que
a melhor defesa em termos de emoções e sentires, é tratar os meus semelhantes o
melhor possível, garantindo que a comunicação seja mantida num nível superior e
agradável. Sabemos que não podemos agradar a gregos e troianos, por isso é
importante perceber quando temos de nos afastar ou gerir o diálogo de outra
forma, para quem como eu, não gosta muito de conflitos!
À medida que as palavras vão assentando aqui, vou começando a
descortinar o verdadeiro sentido do título deste apontamento, e me acaba vindo ao pensamento que na verdade,
actualmente, já não me costumo importar tanto, quando o meu ser e o meu estar se
colocam numa posição, em que não é conveniente manifestar um sentir profundo a
ir contra as ideias presentes. Confesso que levou muito tempo a chegar a este
ponto, mesmo sabendo que, quando a opinião alheia escapa ao meu entendimento e seja
evidente que não tenhamos assumido a mesma língua… Talvez tenha tido a sorte de ter uns guias,
que sempre me ajudaram a acreditar no que sentia, mesmo que essa crença me
obrigasse a ser fiel aos sinais que se apresentavam e tivesse de avançar com os
meus propósitos, por conta própria. Sabemos como são solitários estes caminhos,
apesar das boas companhias presentes, sempre que necessário!
Aqui e agora, posso afirmar que já não me importo tanto que não concordem
comigo, não deixando de dar atenção às consequências da minha razão e guardar a
opinião alheia com o devido respeito, ao mesmo tempo que vou aceitando os
sinais que os meus deuses me apontam, para ir à descoberta do ponto em que me
encontro dentro do processo de desenvolvimento em curso. As emoções fazem parte
deste sistema de vida, e é importante que lhes demos atenção, sobretudo quando
há manifestações prementes a darem-nos uma amostra, à qual implica dar alguma
atenção. Como já devem ter percebido, os títulos daquilo que vos apresento, são
momentos desses, e deixo-me levar até chegar a entender, o que tenho de
entender e aceitar a graça de ter esta ajuda preciosa, que vou partilhando com
gosto.
OM
SHANTI OM
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