IMORTALIDADE
IMORTALIDADE
O corpo, como matéria, é perecível,
por isso, sofre as agruras próprias de quem lida com uma energia densa e
poluída. A mente, como condutor deste veículo que é o corpo, tem de aprender a
gerir as capacidades inerentes às qualidades próprias desse instrumento de
trabalho e auto perfeição. A doença é um desequilíbrio provocado por um esforço
excessivo, uma derrapagem que faz com que se perca o controlo da situação,
entrando por caminhos, cujas curvas mais apertadas, nos fazem deixar, por
vezes, de continuar a sentir o prazer da viagem.
Quando adoecemos, ficando à mercê da circunstância,
carentes de atenção, ao mesmo tempo, tomando consciência da nossa mortalidade.
A mente debate-se com a questão: “Porque é que isto me está a acontecer?
Qual o propósito desta circunstância?”… Começamos por achar que é uma situação
passageira, não dando tanta importância ao assunto, ignorando as queixas do
corpo, que, eventualmente, pode voltar a dar sinais, talvez mais insistentes.
Quando isso acontece, é preciso assumir a responsabilidade, e ir em busca das
verdadeiras razões dessas manifestações. A linguagem do sentir, nem sempre é
fácil de entender, e de ir à descoberta do que as motivou. Tendo à disposição
os meios, e as condições é possível chegar ao ponto de encontro em que as
respostas sejam avisos, para que encontremos a melhor solução para que a saúde
seja uma realidade, passado o susto, e agradecendo a solidariedade disponível.
A imortalidade não está no corpo
físico, mas sim no corpo astral e espiritual. Ao ampliarmos a consciência,
permite-nos perceber que não somos só o corpo, que estamos sós, mas não
sozinhos, que podemos continuar a trabalhar no sentido daquela paz que vem de
dentro, com um acompanhamento afectivo e emocional, apesar de a individualidade
ser o factor primordial. Unidade na diversidade é o mantra ideal que nos rege.
Somos seres únicos, parcelas duma centelha divina, e juntos somos sempre mais
fortes, mais sábios, mais capazes de vencer cada obstáculo, e a reconhecer que,
apesar do poder ser nosso, temos de respeitar e aceitar fragilidades
momentâneas, ou de outra natureza. Não somos, propriamente, deuses, apesar da
divindade que reina em nós nos permitir alguma confiança, acreditando que nada
acontece por acaso, que cada acontecimento é um sinal de que estamos vivos e
atuantes, prontos e disponíveis!
OM
SHANTI OM

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