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segunda-feira, março 27, 2006

GRANDE AZÁFAMA

As ideias que foram surgindo com os trabalhos desde Inglaterra deram os seus frutos. Organizámos um primeiro Retiro de Yoga na Torre da Aguilha, um Seminário em S. Domingos de Rana, outro na casa de Retiros do Rodízio, na Praia Grande, ambos muito concorridos e bem sucedidos . O empenho que pusemos na sua organização deu os seus frutos. A vontade de fazer bem permitiu-nos ultrapassar a falta de experiência nestas matérias e é preciso que se diga que as pessoas que aderiram fizeram-no com a máxima abertura, colaborando o mais possível. Foi uma vivência plena de sentido e prazer.
Muitos outros se seguiram, sendo que o mais trabalhoso foi aquele que fizemos em Sesimbra no antigo “Hotel Espadarte”. Foi a primeira vez que nos organizámos em pareceria com a “Associação de Yoga Sivananda”, de Madrid. Para o efeito, vieram Instrutores de lá para nos ajudarem à preparação do espaço e, o Mestre Sivayotir conduziu todo o Retiro em que participaram muitos alunos e alguns estreantes. Antes do Retiro, levámos o Suami à televisão, à rádio, houve uma conferência no Hotel Altis e um pequeno curso de Iniciação como prelúdio para o grande acontecimento. Não se esqueçam que estávamos nos primórdios destas andanças e que pouca gente sabia o que era meditação, quanto mais meditar e saber o que era Yoga na sua essência mais filosófica. Como devem calcular tivemos de suar bastante para não fazer má figura perante os nossos vizinhos. Os ventos que de lá sopraram resultaram numa aliança que durou uns bons anitos.
As aulas de “Hatha Yoga” eram dadas numa grande sala; as meditações e as palestras tiveram lugar na discoteca do Hotel... sim, na discoteca mesmo! Para que se criasse o ambiente próprio, os nossos amigos espanhóis foram para lá de véspera para limpar a energia e pô-la ao nosso jeito. O que vos posso dizer é que fizeram um excelente trabalho e todos nos sentimos muito bem naquele lugar enquanto lá trabalhámos.
Todos os retiros ou seminários que se seguiram foram experiências extraordinárias, principalmente no que concerne ao conhecimento da natureza humana que, quando se vê circunscrita e com alguma disciplina, se revela deixando vir ao de cima a sua verdadeira identidade. O bom e o mau de cada um assumem uma dimensão que, por vezes, escapa ao nosso entendimento imediato. No meu posto de observação, vi muita gente passar de santo a diabo e vice-versa, umas surpresas de fugir e outras de aquecer o coração. Nestes encontros imediatos de 3º grau, aprendi muito sobre psicologia do comportamento, tive de treinar bastante a minha capacidade de tolerância e a paciência para gerir conflitos de vária ordem. Felizmente, os resultados foram sempre positivos e tudo fica bem quando acaba bem. Os amigos que ganhei, o que aprendi não têm medida. Eu que estava muito sossegadinha no meu ninho vi-me envolvida em tarefas para as quais me preparei na hora com a ajuda dos meus deuses e respectivas extensões. Um gosto e um privilégio sem igual.
UFF, UFF, grande azáfama mesmo...
Fiquem bem.

3 comentários:

aldina disse...

Ultimamente tenho ocupado uma parte das minhas reflexões com a aprendizagem da tolerância e do prazer do privilégio.

Beijos!

Maria Afonso Sancho disse...

Querida Maria Emília
Finalmente vim à net. Que bom saber que posso voltar a encontrar-te aqui sempre que quizer. Há mais de 20 anos que tens sido uma presença constante na minha vida. E o teu yoga é o meu preferido.
bj e saudades
Maria

Maria Emília disse...

É sempre bom o encontro com os Amigos e os que pertencem à mesma Tribo.

Beijos