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segunda-feira, abril 03, 2006

LUZ, APESAR DAS SOMBRAS

“QUE DEUS FAÇA DE MIM, QUANDO EU MORRER, QUANDO EU PARTIR PARA O PAÍS DA LUZ, A SOMBRA CALMA DUM AMANHECER”.
Florbela Espanca

“NO CÉU BRILHAM AS ESTRELAS QUE VÃO APONTANDO CAMINHOS. SÃO PONTOS DE LUZ QUE SE ETERNIZAM PARA ALÉM DA SUA EXISTÊNCIA.
OLHO, ENTÃO, O CÉU E VISLUMBRO NA NOITE ESCURA A ESPERANÇA DE VER CHEGAR AQUELA ESTRELA RSPLANDECENTE QUE, NO SEU FULFOR, FAZ DE CADA DIA UMA VIDA VIVIDA NA PLENITUDE DO AMOR. PASSO A PASSO, NA DIRECÇÃO CERTA, SIGO COM AS ESTRELAS QUE MORREM E, NO ENTANTO, CONTINUAM A BRILHAR.”


Problemas familiares graves, puseram-me à prova e demonstraram à saciedade as vantagens do Yoga como filosofia e meio de encontrar um equilíbrio que se apresentava instável a nível afectivo e emocional. A vida é como o arco-íris, tem todas as cores e apresenta-se quando a tempestade se anuncia. Manter uma visão clara nos momentos difíceis é um factor decisivo para não nos afundarmos ou deixarmos de lutar pela nossa sanidade mental e prosseguir com os projectos que, de certo modo nos transcendem e, talvez por isso, nos apaixonam.
Confesso-vos que, até hoje, me surpreendo com a capacidade humana em ultrapassar situações que fogem ao controlo imediato e consciente. Se calhar escapamos a tormentas porque há um Karma a cumprir e, por isso, os Deuses nos emprestam as ferramentas adequadas à nossa salvação e fornecem, igualmente, o ânimo que nos permite avançar apesar de tudo.
Os anos oitenta foram muito violentos, muito fortes, muito, muito para além de Bogotá em termos de vivências e circunstâncias; umas péssimas e outras excelentes, desafios à minha sensibilidade e capacidade de gerir o que se apresentava no trabalho que tinha em mãos e na minha vida pessoal. Ao decidir contar-vos estes contos, já sabia que, mais tarde ou mas cedo havia de chegar a esta época e, sem a deixar em branco, não queria vir para aqui como judeu no muro das lamentações. Tudo o que vivi, e vivo, faz parte do meu processo de desenvolvimento e serviu, e serve, como forma de aprendizagem. Como ninguém nos ensina nada porque somos nós que aprendemos, posso afirmar sem falsas modéstias que fui uma boa aprendiza. Chegar aonde cheguei, como uma sobrevivente sem mágoa ou revolta, só poderia ter acontecido com todas as ajudas que me foram disponibilizadas e com uma Luz que consegui manter sempre acesa, apesar de tudo e de todos.
Termino por hoje com:

VOZES

Oiço vozes – OIÇO!
São as vibrações
De muitos corações...
Oiço vozes – OIÇO!
Ritmo duma Vida,
Aparentemente ida...
Oiço vozes – OIÇO!
Eu contigo, tu comigo.
NÃO ESTOU SÓ.

MEU AMOR,
MINHA FILHA.
QUE SAUDADE!


Um abraço. Fiquem bem.

4 comentários:

aldina disse...

Obrigada! Saudades!

Beijinho!

Maria Afonso Sancho disse...

Pronto Maria Emília
Já linkei do meu blog para o teu. clica aqui no meu endereço para me visitares.
bj e saudades

Anónimo disse...

Bem-Haja, Maria Emília,

Margarida

Anónimo disse...

Bem-Haja, Maria Emília !