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quarta-feira, março 26, 2008

MESTRES E MESTRES



Na minha já longa experiência de praticante de Yoga e sua Filosofia de Vida, tenho-me deparado com mestres que me proporcionaram a oportunidade de aprender o que tinha de aprender em cada etapa da minha evolução pessoal e espiritual. Há muito que percebi que ninguém ensina nada a ninguém e que somos nós que nos disponibilizamos para absorver os ensinamentos que nos são destinados. O contacto que se estabelece com aqueles que se apresentam capazes de nos oferecer dados da sua própria experiência, é o factor primordial para avançarmos neste processo para o qual despertámos a nossa consciência.
Tenho tido o privilégio de viver experiências de contacto com mestres de vária ordem e diferentes condições. Todos precisamos dessa vivência única para que, por fim, encontremos o nosso Mestre interior. Os meus primeiros mestres foram, certamente, a minha Mãe e o meu Pai que me deram a base que me permite seguir o meu Caminho sem vacilar e com a confiança dos que se sentem protegidos e guiados, considerando que a vida na matéria não é nada fácil.
Mas, como podemos definir alguém como mestre? Como e onde encontrá-los? Será que esses Seres especiais têm de andar de túnica e estar em permanente meditação? Ou, ainda, mostrarem-se superiores para que nos curvemos perante a sua presença?... Pois, digo-vos, que há mestres nesta Terra que passam bastante despercebidos, humildes até. Podemos reconhecê-los pela sua postura e suas acções, alem de uma sabedoria que não se inscreve nos livros, mas que não deixa margem para dúvidas a quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Tenho tido a grande sorte de me ter encontrado com alguns que me deixaram o coração cheio e com a certeza de que só temos que dar atenção e estar disponível para receber os dons que estes contactos nos proporcionam. Creio que esses mestres que passam despercebidos aos comuns dos mortais, são Grandes Mestres que estão nesta encarnação a descansar e, por isso, não precisam de se anunciar ou ser mediáticos. São pessoas de grande refinamento no trato e capazes de dar sábios conselhos com a maior naturalidade e são um exemplo para a comunidade onde se encontram inseridos.
Há mestres e mestres e cada um descobrirá o seu quando estiver pronto para aprender e louvar cada momento vivido nesse contacto, efémero ou de longa duração.
Fiquem bem!

1 comentário:

Aldina Duarte disse...

Eu já conheci duas mestras e mais não digo ;)

Tenho mesmo sorte!

Beijinhos, Mestra Amiga!