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quinta-feira, janeiro 22, 2009

COMUNICAÇÃO


A propósito de um comentário de um amigo deixado no texto acima, e ao qual respondi com gosto, penso que as pessoas que lêem os meus escritos os absorvem sem questionar, talvez porque lhes assentam naturalmente. A graça desta forma de comunicação é não sabermos a quem vamos parar na maioria das vezes, tal como um livro que chega a certos leitores e pronto… A escrita é um meio privilegiado de contacto com quem está na nossa sintonia ou que, de repente, fica atraído por ela. Passa-se o mesmo com o ensino. Transmitimos conhecimentos próprios e não sabemos o efeito que eles terão. Sabendo nós que ninguém ensina nada a ninguém, os que estão disponíveis é que aprendem. Conscientemente, até pensamos que há alvos a atingir, mas na verdade somos constantemente surpreendidos com os “feedback” que se manifestam. Por isso, só temos de fazer o que sentimos ser válido para nós e seguir o impulso irresistível para comunicar o que quer que seja, muitas vezes, não só através das palavras mas também através do próprio comportamento ou atitudes. Quando alguém se apresenta para ouvir ou ler o que temos para dizer, ficamos perante a criança que essa pessoa foi/é e a primeira reacção será a vontade de emitar, até que as coisas façam sentido e passem a fazer parte daquele Ser como sabedoria própria.
Fico sempre sensibilizada e feliz quando alguém manifesta a sua receptividade àquilo que vou passando, tal como aconteceu com os meus filhos e, agora, com os meus netos que são a prova provada de que sou eterna, que o que sou e fui terá continuidade sem apego, nem ego exaltado. O amor incondicional mostra-se como uma necessidade absoluta de ser livre, apesar de todos os afectos que me animam e me permitem saborear os prazeres que a Vida me vai oferecendo e que aproveito sem reservas. Na troca de experiências e vivências nos enriquecemos e crescemos, cumprindo o que temos de cumprir, fluindo com as circunstâncias e dentro das condições disponíveis.
A comunicação através da escrita obriga-me a uma maior consciência, uma liberdade e, ao mesmo tempo, uma reserva a que a minha ética me obriga, sem deixar de passar sentimentos, gostos e desgostos, próprios da humanidade a que pertenço. Verbalizar e visualizar sensações através da escrita é um poder que me leva a continuar por esta senda, em contacto com quem se deixar tocar e alinhar na frequência em que habito.
Até à próxima comunicação, fiquem bem!

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