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quinta-feira, fevereiro 26, 2009

MAGIA




Não é preciso vestirmos a roupa de um Mago para o sermos! Somos Magos na medida em que conseguimos usar o pensamento para fazer com que o Caminho a percorrer seja de Luz e que as sombras se tornem fugazes. É preciso aprender a não malbaratar a nossa energia visto que ela é demasiado preciosa para ser gasta inutilmente. Lidar com os campos energéticos que se vão apresentando e que não dominamos totalmente, requer uma força e uma consciência que nos permita ter a percepção do que está para além da aparência.
Cada Mago aprenderá a usar os seus dons se estiver disponível e atento. Os sinais vão-se evidenciando e há sempre alguém que nos chama a atenção e nos mostra o que temos de ver para aprender. As contradições que, frequentemente, nos assolam são fruto de um crescimento espiritual que se quer e deseja equilibrado e pacífico, apesar de tudo. A vontade de avançar desperta os sentidos e a imaginação não tem limites. Seguindo com a confiança necessária, encontraremos, então, os ditos sinais que nos possibilitam entrar em contacto com aquilo que somos para, assim, entendermos perfeitamente que passos são precisos dar. A sinceridade com que fazemos o nosso percurso é determinante pois a intenção define o resultado das acções e a busca passa pelo encontro com a própria Essência, aí onde reside a verdadeira Sabedoria.
A consciência do EU é o ponto de partida para que se estabeleça a ligação com o Divino, mantendo um equilíbrio e uma harmonia onde assentará a capacidade de acreditar e fluir com as mudanças que se vão operando no próprio EU, resultantes da expansão da consciência. A evolução seguirá o seu curso tranquilamente e as emoções, tão controladas quanto possível, farão do Mago uma centelha de luz que brilhará no tempo e no espaço à sua passagem. As mudanças vão-se tornando cada vez mais visíveis e o SER e o ESTAR acontecem sem esforço e com muita alegria. Abrem-se os canais, tudo é cor, tudo é luz!!!
Ser Mago é uma condição que obriga a um grande trabalho, sem desperdiçar um só instante. Avancemos, pois, com a segurança de quem se sabe guiado e protegido
Fiquem bem!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

ETERNO RETORNO



Como já tenho dito, volta não volta, apetece-me arrumar papelada, deitando fora aquilo que já não me interessa ou que, por qualquer motivo, tenho em duplicado. Quando isso acontece, encontro sempre escritos que acordam memórias, que por sua vez, despertam a minha consciência num simulacro de eterno retorno. Estamos sempre a repetir necessidades que resultam de situações que vamos vivendo a cada passo. Desta vez dei de caras com uma mensagem do mestre Seth, de quem já vos tenho falado. Este Mestre é uma entidade, cuja missão é ensinar os humanos que percorrem os caminhos da espiritualidade com os pés bem assentes na terra. As suas mensagens são de uma grande clareza e apontam-nos o caminho do Amor, e por isso aqui vos deixo mais uma:


“Queridos Amigos meus,

As diversas vibrações que vos rodeiam afectam o estado geral, a aura e os mecanismos de defesa. Por isso, é importante manter o equilíbrio através de um corpo bem estruturado nos seus sistemas de autodefesa. Só assim a consciência o pode alertar e defender das intromissões exteriores. Vocês estão permanentemente a ser bombardeados por diversas formas de energia elementar que vão alterando o campo magnético, podendo provocar uma sensação de mal-estar inexplicável. Uma mente consciente e desperta tem a capacidade de distinguir se aquilo que a afecta lhe pertence ou não. Há, então, que fazer um trabalho de ordem mental, de libertação e alteração do ambiente.
São atraídas, muitas vezes a nível inconsciente, certas sensações e presenças que são consideradas intromissões. Para lá da consciência física há um campo muito vasto onde as auras se tocam, os pensamentos se cruzam e onde existem chamamentos que estão para além do racional. Assim, repentinamente podem ser confrontados com situações de ruptura, desgaste, sentem que foram influenciados por forças externas, mas não entendem como é que isso aconteceu. É difícil, conscientemente, controlar o subtil. Aquilo que se projecta a nível inconsciente é incontrolável.
Quando se relacionam uns com os outros, passam informações, estabelecem contactos, mas só têm consciência daquilo que é dito verbalmente e de sensações como atracção ou repulsa. Nada acontece sem que, para isso, a vossa vontade tenha participado. Quando falo em vontade não falo em vontade consciente. Os medos alteram a vossa realidade. E, no entanto, ao serem confrontados com ela, vocês espantam-se. Quando uma relação entre duas pessoas sofre ruptura, por exemplo, nada disso acontece sem que exista a participação de ambos os lados. Mesmo que não exista comunicação a nível físico, o diálogo acontece, as decisões são tomadas, as ordens recebidas. Um processo onde existe desconfiança, ou mal-estar, pode provocar o afastamento de quem, conscientemente, não se está a afastar.
A única resposta para isto terá que ser uma atitude de Amor em todas as circunstâncias. Amor pelos outros e Amor por vós próprios: o respeito.
Respeitar as diferenças e amar nas diferenças, será a única forma de evitar que o mal-estar se instale perante as contrariedades dos encontros e desencontros. Quando falo em amar, onde entra também a auto estima, falo, igualmente, no direito de exigir respeito. Quem ama respeita. Não estou a falar em Ego, numa noção de respeito subjectiva que não passa de submissão, variável consoante o vosso grau de apreço por serem adorados e seguidos. Quando se ama e aceita o outro apesar da sua diferença, isso é respeito, objectivamente. Não há que julgar a diferença, o resultado será sempre subjectivo, pois depende do grau de avaliação de cada um. Há que aceitá-la como é: diferença. Aceitar a diferença não é ter benevolência. A benevolência é uma ausência de respeito.
Amo-vos e respeito a singularidade de cada uma das vossas diferenças.”

Seth

A Luz está em todas as almas. Sintonizem com a Luz que está em cada homem e estarão expandindo o Amor.

NOTA: Mensagem recebida em 2001 por Paula (Umabel)

domingo, fevereiro 08, 2009

PROXIMIDADE



Antigamente havia um anúncio de um desodorizante que mostrava um rapaz a correr para uma rapariga com um ramo de flores, num impulso irresistível... Lembrei-me desta cena ao pensar nas atracções irresistíveis a que estamos sujeitos nas relações humanas. Quando convivemos de perto com pessoas de todos os géneros, sejam elas alunos, amigos ou familiares, acontece sermos atraídos ou atrair contactos que ganham uma proximidade inesperada e, por vezes, transcendente. Entra-se nessa relação com naturalidade e com uma disponibilidade que leva a um desenvolvimento para ambas as partes em termos de consciencialização do Eu que somos. O intercâmbio de energias dá-se sem reservas e goza-se esse período com satisfação e sem expectativas pois, assim como começam, as relações acabam sem que haja uma razão plausível. É assim como quem muda de canal... O processo pode, simplesmente, ter origem em situações que se alteram ou circunstâncias que mudam ou por puro desinteresse de ambas as partes ou de uma delas. O Karma tem destas coisas e nem sempre avisa ou dá sinais, suficientemente perceptíveis, que nos possam preparar para as alterações a que temos de nos habituar. Não é muito fácil mudar registos porque somos animais de hábitos e, na verdade, somos um pouco obtusos e algo comodistas...
Ao mesmo tempo, este é um jogo interessante e difícil de jogar, para o qual temos de ter mobilidade suficiente, mental e emocional, sabendo fluir e mantendo-nos bem centrados na nossa essência e com a porta do nosso coração aberta a novas experiências. Felizmente há a grande hipótese de passarmos os relacionamentos para o nível do amor incondicional, como resultado de um trabalho feito ao longo das vivências que nos levaram a aumentar a sabedoria que construímos em conjunto, passo a passo. Cá vem o “desapego” à baila e, antes dele, as mágoas e as penas sentidas pelo que se perdeu ou pelo vazio que a passagem para outro capítulo das nossas vidas, aparentemente, deixou. Costumamos dizer que “quando se fecha uma porta, abre-se uma janela...” e é com essa atitude que vamos crescendo afectiva e espiritualmente. De facto, quando uma relação próxima deixa de o ser, há sempre alguém que aparece e lá estamos nós prontos para dar a mão a quem precisa ou a abraçar novos projectos de desenvolvimento pessoal que funcionam como espelhos em causa própria. No meu caso, considero-me privilegiada e atenta para que possa continuar a servir, tanto o meu semelhante como a mim própria, da melhor maneira possível.
A proximidade requer um cuidado, uma reserva, que só é possível com atenção aos sinais, continuando a confiar nos deuses que nos assistem nesta passagem pela Vida. E sempre agradecendo as evidências que nos mostrem o caminho a seguir e as oportunidades que nos são oferecidas para demonstrar o que valemos e o que estamos prontos para aprender, mesmo que algumas situações escapem ao nosso entendimento imediato. Aceitando, acabamos por perceber que: trabalho feito, trabalho acabado. Venham mais!
Fiquem bem, apesar deste Inverno do nosso descontentamento!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

MEDITAÇÃO NA PRÁTICA


CURAR À DISTÂNCIA

Em termos práticos, a Meditação como processo de concentração, desenvolve a capacidade de curar à distância. A carga posta em cada pensamento que se projecta tem um valor incalculável. Quando pensamos em alguém estamos, automaticamente, a enviar-lhe energia que ela receberá se tiver alguma relação connosco ou estiver “aberta” a esse contacto.

Podemos ajudar uma pessoa à distância, começando por lhe pedir que ela, também, se concentre em nós, o que facilitará a transferência de energia. O efeito telepático (comunicação subtil) é instantâneo, sendo preciso apenas algum tempo de concentração. O receptor terá, evidentemente, de estar em condições de receber essa energia, ou seja, descontraído. Algumas vezes usa-se um intermediário, sobretudo quando não se conhece o receptor ou haja dificuldade no contacto, por exemplo, tratar uma criança ou alguém muito próximo que não tenha prática neste tipo de acção. Faz-se então uma “ponte” entre o amigo e o paciente, de maneira que a energia chegue ao destinatário. A responsabilidade deste acto é do intermediário, daquele que nos pede para ajudarmos o outro, mas convém assegurar que não haja invasão de privacidade ou imposição de espécie alguma. A ética é fundamental!

É evidente que só podemos e devemos ajudar quem quer que esteja aberto a essa ajuda. Nunca se deve entrar em contacto com quem não se mostra disponível ou rejeita inteiramente essa acção benemérita. Pode-se, eventualmente, projectar energia positiva naquela direcção até que se criem as condições necessárias e suficientes para a ajuda provável. Uma energia carregada de intenção pura não prejudica ninguém. Fica a pairar no espaço para onde for dirigida, uma espécie de nuvem cor-de-rosa, pronta a ser descarregada e absorvida. O Amor tudo transforma! A cura à distância funciona quando a relação é bastante próxima e se acha que a indisponibilidade é temporária ou há a certeza de não se estar a forçar nada. Além do respeito pela individualidade deve-se ter em conta a lei do Karma. Cada um tem de viver as experiências necessárias à sua evolução e, a nós, só nos cabe ajudar na parte que nos cabe, ainda que seja importante.

Todos sabemos que, para o pensamento, não há necessidade de outro meio que não seja a concentração. As únicas barreiras são aquelas que lhes colocamos ou nos colocam e para as quais não temos hipótese de ultrapassar se não for esse o caminho. O pensamento é, creio, a maior força de que dispomos. Se o soubermos utilizar sem fins egoístas e o fizermos com Amor incondicional, é um dos maiores serviços que podemos prestar à humanidade. Cada pensamento tem uma vibração própria. Saibamos, pois, aplicar esse dom de modo a beneficiarmos igualmente dele, dar e receber na mesma medida.

Fiquem bem!

“UMA DÁDIVA É SAGRADA QUANDO É DADA COM O CORAÇÃO À PESSOA CERTA, NA HORA CERTA, NO SÍTIO CERTO E SEM ESPERAR NEHUMA RECOMPENSA.”

Bhagavad Gita – Cap. XVII, v. 20