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quinta-feira, outubro 02, 2008

UMA QUESTÃO DE IDADE





De vez em quando mandam-me umas mensagens/postais que se referem à questão da idade, chamando às pessoas, “idosas”, para não lhes chamarem “velhas” ou da “3ª idade”!... E, ontem, foi “celebrado” o Dia do Idoso. BOA !!! Quando, ao jantar disse ao meu marido que tinha sido o “nosso” dia, ele respondeu logo que não tinha nada com isso… Tinha acabado mais um dia de trabalho intenso!
Na primeira situação fazia-se a comparação entre ser “velho” e ser “idoso”, sendo que esta última designação era a mais elogiosa. Quando li, até concordei com o que lá vinha escrito, reconhecendo que era bem melhor ser “idoso” do que “velho”, qualidades que me assentam naturalmente. No entanto, comecei a matutar sobre o assunto e cheguei à conclusão de que não gosto nada de classificações, sejam elas quais forem, o que não quer dizer que não saiba estarmos, o meu marido e eu, numa faixa etária avançada (72 e 69 anos). Mas como se classificarão os que, como nós, ainda se encontram activos, saudáveis mental e fisicamente?... “Velhos” persistentes ou “idosos” militantes?...
Infelizmente, nunca conheci nenhum dos meus avós, o que representa uma falha lamentável na minha história de vida, mas a minha Mãe (de saudosa memória) viveu até aos 88 anos, a minha sogra vai nos 91 e a sogra do meu irmão conta quase 98 e nunca me passou pela cabeça classificá-las disto ou daquilo. Vá lá que, por brincadeira ou carinho as chamemos de “velhotas”. A sério, são apenas senhoras de idade respeitável, umas mais activas e vivas do que outras.
Ainda bem que se vai dando atenção às pessoas que, com idade provecta e fracas condições físicas e materiais (para não falar nas afectivas), pois não têm outra maneira de ter um dia mais alegre, providenciando ainda alguma dignidade a quem não tem as condições ideais para ir chegando ao fim da sua caminhada pela Vida. Já agora, era bom que percebêssemos que não basta alongar a existência e que devíamos ser preparados para continuar a ser úteis à sociedade a longo prazo. A reforma chega aos 65 (quando não é mais cedo), mas uma pessoa dura até aos 80/90! São muitos anos para pesar aos outros e um aborrecimento de primeira apanha. Pessoalmente, detesto acordar sem objectivos ou desafios que estejam ao meu alcance.
Peço sempre aos meus Deuses que nos ajudem a viver ocupados e alegres até que chegue a nossa hora, sem nos tornarmos um fardo para os nossos filhos.
Desculpem este desabafo… Fiquem bem!

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