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quinta-feira, dezembro 15, 2005

BENÇÃO NUPCIAL

Resolvi explorar uma gaveta onde tenho as fotografias que se vão acumulando ao longo da vida, à espera da ocasião prometida para as arranjar... Apesar de tudo, posso considerar que não estão propriamente à “balda” porque as coloquei em envelopes, mais ou menos datados e referenciados quanto à circunstância. Quando os nossos filhos saíram de casa, achei por bem dar-lhes todas as fotografias em que se apresentavam como actores principais, daí não ter sido difícil dar com esta que vos apresento e que é o único registo que temos da tal benção nupcial junto do túmulo de S. Francisco Xavier. A data que consta no verso é Abril de 1959, creio que pouco depois de ter chegado. Curiosamente, este santo católico era bastante venerado em Goa e, o seu dia, festejado tanto por católicos como por hindus. Na altura, estava o corpo à vista o que se tornou um problema pois, nos dias festivos, as pessoas tinham por hábito beijar-lhe os pés!... Perante o desgaste provocado por esse costume, a Igreja resolveu por bem fechar o túmulo, só o abrindo de tanto em tanto tempo. Confesso que não sei como funciona agora com o governo indiano.
O meu marido tem muito desejo de voltar àquelas terras que, segundo relato de amigos, estão bastante mais desenvolvidas e quase transformadas no Algarve lá do sítio.
Eu não vibro com essa possibilidade, primeiro porque não sou saudosista, depois porque para fazer uma tão longa viagem teria de ter um tempo de permanência relativamente longo e sentir aquele apelo que, sempre, me empurra para fazer qualquer coisa. Registo os bons momentos, esqueço as dificuldades e vivo cada dia sem expectativas, mas com a esperança a chamar por mim.
Em breve vos contarei sobre o nosso regresso a Goa. Achei que esta foto merecia aparecer primeiro, já que não me tinha lembrado dela na altura própria.
Um abraço,
OM SHANTI

2 comentários:

aldina disse...

UFA! Os noivos conseguirama tão esperada e atribulada benção, fissicamente juntos!

Acho a história do vosso casamente absolutamente fascinante; é um tratado de amor à distãncia, à aventura... o vosso amor é um permanente acto de fé, em tudo, não querendo invadir a vossa intimidade, estou profundamente maravilhada com a vossa história de amor, por ser tão divina e humana ao mesmo tempo, como todos nós, afinal, sem juizos de valor! Há uma permanente vitória sobre as adversidades e uma frontalidade pacífica e eficaz!

Beijos e muitas saudades... só regresso ao Centro depois ads férais do Natal e Ano Novo, estou na finalização da minha "2ª roda" :-))

BOM TUDO TUDO TUDO!

Maria Emília disse...

Querida Amiga,

Obrigada por abençoar a minha história com os seus comentários. Andar com o filme para trás tem acordado em mim emoções que, reconheço, estarem bem vivas. A partilha é uma necessidade do Amor que sinto pelo Grupo de Almas a que pertencemos.
Um grande abraço e até breve!

OM SHANTI

ME