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quarta-feira, outubro 18, 2006

"DHARMA" E SAÚDE

Este texto que vos deixo fui buscá-lo ao meu livro "O Caminho da Sabedoria" (Editorial Angelorum Novalis que também vai publicar o meu próximo, com o o título "A Alma e os seus Percursos) e vem a propósito duma conversa com uma amiga em que falávamos da palavra "Dharma", consciência do dever e sua relação com a saúde.

“A CADA INSTANTE, O CÉREBRO TEM AO SEU DISPÔR QUALQUER COISA DE MUITO ÚTIL E ESPECIAL: A REPRESENTAÇÃO DINÂMICA DUMA ENTIDADE COM UMA AMPLITUDE LIMITADA DE ESTADOS POSSÍVEIS A QUE SE CHAMA CORPO.”
In “O Sentimento de Si”
António Damásio


A troca de experiências, a aprendizagem e o convívio são os principais factores que unem os indivíduos, seja no trabalho, na escola ou em sociedade e, mesmo, em família. Estes interesses podem ser mais ou menos mesquinhos, mais ou menos generosos de acordo com as tendências de cada um. A verdade é que é preciso buscar nos encontros a satisfação física, mental e espiritual para se crescer com a capacidade de aprender por conta própria e saber que a Vida é uma viagem solitária que se faz sem solidão quando nos alimentamos dos contactos que fazemos e proporcionamos, sem que isso represente apego ou dependência. É a saúde que está em causa.
No entanto, convém lembrar que precisamos de saber qual o nosso lugar, qual o nosso papel e, para isso, são precisas algumas regras que podemos definir, no seu conjunto, por “Dharma” ou consciência do dever. Pode parecer estranho que um dever tenha a haver com a saúde ou a harmonia, mas tem e muito... Senão, vejamos:
Quando funcionamos de acordo com o papel que nos cabe, sentimo-nos bem e, isso, vai reflectir-se no nosso corpo em termos de tranquilidade. As tensões provocadas pela desarmonia em termos de funcionamento, deixam as suas marcas. A inveja, o ciúme a insegurança e o azedume instalam-se dando origem a muito mal estar. Não respeitamos nem somos respeitados, não amamos, nem somos amados, não somos livres nem damos liberdade.
A dificuldade aparente é saber qual o nosso dever em cada momento ou circunstância. Aceitar o que nos é imposto ou assumir a responsabilidade de uma tarefa com independência é algo que acontece a toda a hora. Se nos sentirmos bem a fazer o que estamos a fazer, quer dizer que está tudo certo. O nosso corpo descontrai-se e a energia flui sem obstáculos de maior. A harmonia prevalece e a saúde é um dado adquirido que se sente e se vê, no olhar, na pele, na postura, nos gestos e no desenvolvimento pessoal e espiritual.
Cumprimos o nosso “Dharma”. Construímos um bom “Karma”.
O estado de harmonia é um direito que se conquista à medida que a consciência se amplia.
Fiquem bem!

1 comentário:

Teresa Mendes disse...

Fantástico! como eu concordo com o que aqui está escrito! mas, como espiritos em evolução e muitas vezes mal influenciados nem sempre aceitamos e seguimos as nossas responsabilidades. E com isso a falta de harmonia e de saude! Obrigada por estes textos que nos faz(pelo menos)pensar...

Beijinhos