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terça-feira, junho 27, 2006

EM MOVIMENTO

“A energia em movimento provoca estados alterados de consciência que desencadeiam processos imparáveis, originando todos aqueles acontecimentos que se esperam, apesar de inesperados. O encontro das almas dá-se no instante em que se reconhecem como irmãs, fruto do mesmo ventre celestial. A unidade na diversidade é a prova que precisavam para acreditar.”

Ter casa própria permitiu-nos desenvolver um trabalho de acordo com a vibração que se foi estabelecendo e concretizando. A frequência em que nos movimentamos é determinante para o processo em curso. A experiência adquirida ao longo dos anos é a mais valia para qualquer trabalho e muito mais quando nos metemos por caminhos de espiritualidade. O grupo que serviu de base a esta aventura, foi-se consolidando e esta dinâmica permitiu-me avançar com alguma temeridade e a confiança possível. As coisas foram-se fazendo, com as dificuldades próprias de projectos inovadores e mesmo arrojados para a época. O pioneirismo tem o seu preço, mas também nos proporciona momentos de grande exaltação e contentamento.
O Centro nasceu em Almada porque era aí que tinha criado raízes e as condições mais favoráveis ao lançamento do projecto a nível humano. Desde o dia da inauguração, começámos com práticas de meditação e cânticos o que provocou alguma estranheza nas redondezas e até em alguns alunos menos avisados. Felizmente, os mais conscientes e mais confiantes, alinharam em força; embora não fossem muitos, eram de espírito guerreiro e descobridor. Fui acusada de estar a formar uma seita, mas isso não foi impeditivo para que deixasse de seguir pelo caminho traçado. Tenho o condão de acreditar só naquilo que, verdadeiramente sinto, e as influências positivas nunca me deixaram ficar mal. É engraçado como as coisas mudam, agora toda a gente quer aprender a meditar!!! Quando sinto na minha pele o efeito de uma experiência não há raios nem coriscos que me demovam, assim como não vale a pena insistir e fazer o que não me faz vibrar de alguma maneira. Aprendi a acreditar que o sentir-me bem comigo e com os que me rodeiam é o mais forte indicativo das escolhas serem as adequadas, mesmo quando bato com o nariz na porta; as coisas certas nem sempre são agradáveis ou fáceis e têm o seu propósito.
O Centro passou a ser um espaço de encontro onde se desencadearam processos de aprendizagem pessoal e colectiva que têm deixado a sua marca no sentir e no estar daqueles que se disponibilizam para aprender ampliando a sua consciência. Segundo a minha perspectiva, ninguém ensina nada a ninguém, cada um ouve com os ouvidos que tem e vê com os próprios olhos ou, como é costume dizer-se, é só quando o discípulo está pronto que o mestre aparece...
Fiquem bem!

1 comentário:

aldina disse...

Ainda bem que a Maria Emília segue o que sente, eu só tenho motivos para lhe dizer, ainda bem que assim é e obrigada p'la parte que me toca!

beijinhos e abraços desta sua amiga que muito a admira e á sua obra!