O PÃO DA MAFALDA… Quando me casei, imberbe e inexperiente, fui parar a Goa, onde o meu marido estava estacionado em comissão e, decidida a cumprir com o meu papel de dona de casa, passava as manhãs a estudar o livro de receitas que a minha mãe me tinha oferecido, “DOCES E COZIHADOS - ISALITA” . O propósito era aprender a cozinhar para poder ensinar à empregada e, principalmente, encontrar os menus adequados à zona! Tinha de saber que produtos locais se adaptavam aos modelos escolhidos para cada refeição e, para isso, deslocava-me ao mercado de Pangim onde mantinha os diálogos possíveis com as vendedoras, que me punham a par e me davam as suas próprias ideias. Como era uma menina, também me achavam graça e, quantas vezes, me ofereciam algumas das coisas que eram novidade para mim. Lembrei-me desta longínqua memória, porque, actualmente, me foi colocado o desafio de ir à descoberta do fermento natural, uma vez que o que usava se encontra esgotado, dada a corrida dos p...