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COMUNICAÇÃO

A propósito de um comentário de um amigo deixado no texto acima, e ao qual respondi com gosto, penso que as pessoas que lêem os meus escritos os absorvem sem questionar, talvez porque lhes assentam naturalmente. A graça desta forma de comunicação é não sabermos a quem vamos parar na maioria das vezes, tal como um livro que chega a certos leitores e pronto… A escrita é um meio privilegiado de contacto com quem está na nossa sintonia ou que, de repente, fica atraído por ela. Passa-se o mesmo com o ensino. Transmitimos conhecimentos próprios e não sabemos o efeito que eles terão. Sabendo nós que ninguém ensina nada a ninguém, os que estão disponíveis é que aprendem. Conscientemente, até pensamos que há alvos a atingir, mas na verdade somos constantemente surpreendidos com os “feedback” que se manifestam. Por isso, só temos de fazer o que sentimos ser válido para nós e seguir o impulso irresistível para comunicar o que quer que seja, muitas vezes, não só através das palavras ma...

MUITAS VIDAS, ALGUNS MESTRES

“ Estou com aqueles que de mim precisam, sem buscar as razões desses encontros. A troca de experiências é necessária para que se dê a evolução de cada um dos intervenientes neste processo que é a Vida. Desses encontros nasce uma força que me permite seguir com a consciência da liberdade que me assiste e permite o gozo da plenitude do SER e do ESTAR aqui e agora.” Acreditem que escrevi isto há dez anos! Quando revejo escritos, expressão de sentimentos e sensações, verifico quão actuais continuam a ser. Ainda estou em fase de rescaldo, nesta passagem de ano e, por isso, vou arrumando ideias e impressões que me permitem continuar a trabalhar, clarificando o que me surge em termos de relacionamentos afectivos ou sociais. Os anos vão passando e a experiência de Vida vai-se tornando uma mais valia que não posso desperdiçar. Por natureza, sou uma pessoa apaixonada, entregando-me de corpo e alma a quem passa pelo meu caminho a necessitar de ajuda, apoio ou at...

RECOMEÇAR

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Na calma, rodeada de silêncio interior e de murmúrios, vindos sabe-se lá de onde, deixei entrar o descanso, gozando cada momento, passada a azáfama do Natal e cheguei ao novo ano com a consciência plena de que tenho de fluir com a energia predominante que me leva sempre aonde tenho de ir e fazer o que tenho de fazer. Agradeço aos Deuses e aos seus representantes na Terra, ter vindo ao mundo para aprender e experienciar o Amor incondicional, no encontro com os meus pares e todos quantos passam pelo meu campo energético, lutando pelos mesmos ideais. Viver na matéria é muito exigente e requer uma atenção permanente aos sinais que se manifestam a cada passo, esperando por serem descodificados, apontando caminhos. Cada experiência vale pela capacidade de entender a realidade das mudanças internas e externas que se dão no processo de desenvolvimento em que estou inserida e a isso não posso fugir… Cada etapa marca um tempo e estimula a vontade de continuar, dentro do espírito de solidariedade...

FESTA É FESTA!!!

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Não há volta a dar... Começa a aproximar-se o Natal e lá estamos nós a refilar com a perspectiva dos trabalhos que essa festividade anual dá! Falo por mim, claro, pois, todos os anos me preocupo em viver a quadra com um mínimo de tranquilidade e boa disposição, com a certeza de que não escapo à organização dos eventos sociais, familiares e afectivos. Ao mesmo tempo, dá-me gozo começar a projectar aquilo que me obriga a minha condição de mentora do “Satsanga” e “matriarca” de uma família biológica alargada. Embora tenha ajudas pontuais, sou eu que tenho de deitar mãos à obra e inventar Natais que sejam agradáveis e simples. A partir do momento em que as ideias me ocorrem e as aceito, o resto flui naturalmente. Felizmente, tudo funcionou de acordo com as perspectivas e a contento de adultos e crianças de várias idades. Houve tempos em que esta época era marcada por algumas depressões, reflexo de memórias e saudades. Agora que a crise nos está a bater à porta, a simplicidade dos actos é a...

UM LAGO TRANQUILO EM ALVOROÇO

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De repente, deu-me vontade de reler alguns textos, contidos num livro que publicámos em 1998 e a que demos o nome de “CONTACTOS – Corpo – Mente – Espírito”, escrito em parceria com Paula Mora, numa época de grandes “despertares” no Caminho espiritual. Como me pareceu encaixar nesta época natalícia, resolvi trazê-lo ao vosso olhar e ao vosso Sentir, esperando que alvoroce o vosso lago interior e o desperte para novas e ideais vivências: " Um Lago tranquilo, mas de águas profundas, reflectia no seu remanso as nuvens que pairavam no azul do Céu. O vaivém das pequenas ondas refrescava as margens cobertas de verdura. Não fora o doce marulhar, diríamos que o tempo ali tinha parado. E, no entanto, aquela calmaria significava apenas uma pausa, uma espera até que chegasse a hora de actuar. O canto dos pássaros, levado pela brisa, anunciava a boa nova: uma nova estrela estava prestes a despontar no firmamento daquele microcosmos. Na morada dos mágicos, havia uma certa agitação. O momento, h...

SINAIS

Sou, normalmente, uma pessoa atenta ao que se passa à minha volta e vou registando as informações que me vão chegando, seja por palavras, gestos ou acções, para que possa gerir as energias que circulam nos ambientes em que estou inserida. Como lido com muita gente, preciso de captar os sinais que vou descodificando de modo a me orientar em termos de comportamentos próprios ou alheios. O que dizemos e fazemos em cada circunstância, determina a continuidade das ligações temporárias ou de longo prazo. Os interesses comuns levam-nos a explorar relações que se estabelecem por necessidade de evolução e esses interesses fundamentam os alicerces do nosso Ser e do nosso Estar como individualidade dentro de um TODO do qual fazemos parte a nível de alma. O contacto físico pressupõe uma troca de energia, que se deseja equilibrada e satisfatória para ambas as partes e quando essa condição já não faz sentido, as manifestações exteriores acontecem por instinto. As pal...

A VIDA POR UM FIO...

“ Chegamos ao mundo ao partir do NADA. Crescemos em vários os sentidos, ansiando por voltar ao NADA!” Quando tomamos consciência da existência, mergulhando no mistério que é a Vida e deparando com as fragilidades que ela apresenta em termos físicos e emocionais, descobrimos que, realmente, chegamos ao mundo vindo do nada, nada que é tudo ou se quiserem chamem-lhe Essência. Na verdade, não sabemos a razão de ser disto a que chamamos Vida e que nos obriga a trabalhar para a sua sustentação com dignidade e algum sentido. Quem sou, para que serve a minha existência, é uma questão que todos nos pomos, uma vez por outra. Um mistério que, para mim, se baseia no facto de sermos habitantes de um planeta que o universo suporta e mantém no seu girar contínuo. Não acredito em extra-terrestres (no sentido habitual do termo), mas penso que haverá outras vidas noutros espaços não, necessariamente, com a mesma aparência e estado de evolução. Ao ver documentários sobre o universo, sinto-me muito pequen...

UNIDADE NA DIVERSIDADE

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Ainda a propósito do Grupo de Almas de que vos falei, debruço-me hoje sobre o tema acima mencionado que encaixa perfeitamente nesta ideia. A “Unidade na Diversidade” é um conceito que resulta da consciência de que somos uma partícula da divindade ou essência, manifestada naquilo que compõe o nosso corpo como “habitat” da Alma. A energia que somos encontra-se temporariamente aprisionada pelos elementos que se debatem na adversidade residual. Cada movimento, cada acção, arrasta consigo as projecções de um passado, próximo e distante, avançando para que o equilíbrio se mantenha em qualquer circunstância, ao mesmo tempo que a percepção da relação com o TODO aumenta. Meditamos e, de repente, o tempo para, de tão estabelecido que fica naquele momento, sem que tenha importância o que foi e o que será; tão ilusório como as nuvens que, ao longe, parecem pairar sobre a montanha que se avista. De frente para o mar, constatamos que o mundo é, definitivamente, redondo e que a sua forma esférica nos...

CONCEITOS

“Penso ser importante transmitir aquilo que vamos sabendo ou sendo, à medida que avançamos neste caminho de buscas, dúvidas e alegrias. Nada realmente nos pertence. Cada palavra ou ideia intuída é de todos aqueles que buscam a Verdade ou pelo menos uma compreensão mais próxima da Verdade, que sabemos estar para além do visível que habitamos. Os contactos deveriam estabelecer-se entre um SER e outro SER, independentemente do sexo e dos laços afectivos ou familiares. Cada indivíduo tem um caminho único, independentemente do papel que representa no seu convívio com os outros. Como se pode limitar a dimensão de quem se quer livre e autónomo? Ninguém é dono de ninguém! Juntos porque se amam, mas em caminhos diferentes, vivendo uns com os outros, mas não tendo de viver a vida uns dos outros. Respeitem-se, pois, amando-se na vossa individualidade.” ...

A PROPÓSITO DE COMPAIXÃO

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Quantas vezes damos connosco a dizer que temos pena desta ou daquela pessoa ou de alguma coisa?... Para, logo a seguir, pensarmos que “pena” é um sentimento pobre, chegando mesmo a exclamar que: “penas são para as galinhas!…” Emendando, então, para a palavra “compaixão”, cuja conotação soa a mais elevado como sentimento… Mas, será que “pena” é assim tão mau?... Não temos nós pena de tanta coisa? Pessoalmente tenho muitas “penas” acumuladas e acredito que sejam, de um modo geral, justas. Tenho pena quando alguém se afasta, sem saber porquê, tenho pena de não conseguir alcançar o verdadeiro mistério das relações humanas, embora encontre algumas justificações no conceito de Karma e Reencarnações, que me permite aceitar que estamos com quem temos de estar em cada momento. Os que nos acompanham nas etapas da Vida, são aqueles com quem já convivemos ou que precisam de aprender connosco e ensinar-nos o que nos falta saber. Esta ideia dá-me algum sossego, mas continuo a ter dificuldade em perc...

REFLEXÕES

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Jardim das Amoreiras (Lisboa) Estamos no Outono, uma estação que nos leva a um certo recolhimento para reflectir, depois da agitação que o Verão implica. Há pessoas que não gostam desta época, talvez por verem a natureza a despir-se e a resguardar-se, preparando-se para o Inverno. Eu, por acaso, gosto do Outono quando ele se apresenta com as sua cores vivas e a suavidade dos dias sem vento e a temperatura naquele ponto em que, durante o dia ainda consigo andar sem muita roupa e à noite a saber-me bem o aconchego do edredão, para mim, uma das melhores sensações pois que me lembra a protecção do ventre materno. A propósito de Outono, tenho dado comigo a pensar que, também eu estou no Outono da vida. Vou avançando na idade, com a consciência de ter feito um percurso de alma em que as acções tiveram um papel e o seu registo uma marca. O “Satsanga” completou 25 anos, estou casada há quase 50, tive 4 filhos, tenho 8 netos, cerca de 20 sobrinhos, já perdi a conta aos sobrinhos-netos, escrevi...

ANIVERSÁRIO

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Caros Amigos (as), O Amor pode tomar muitas formas e muitos aspectos: ♥ Pode ser sentir o Céu e a Terra num ponto de Luz, chegar ao mais profundo dos Mares e ver a transparência das águas, respirar por todos os poros e deixar que a energia penetre sem dor, numa absorção total. ♥ Amor pode ser saber que Deus existe, simplesmente porque existe, tocar num corpo sem invadir a sua privacidade e chegar à sua alma sem lhe perturbar a paz. ♥ Amor é sentir que fazemos parte dum TODO sem perder a individualidade, cumprir a missão que nos cabe sem expectativas mas com esperança. ♥ Amor é respeitar o corpo como templo da alma e instrumento da sua evolução. ♥ Amor é servir com devoção e agradecer a oportunidade de o fazer, sem procurar uma razão. ♥ Amor é o privilégio de estar aqui convosco e partilhar a alegria que sinto, com a esperança em constante processo de renovação.” Agora que o “Satsanga” completa 25 anos, não posso deixar de agradecer a todos quantos me têm apoiado neste Caminho, acredit...

UMA QUESTÃO DE IDADE

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De vez em quando mandam-me umas mensagens/postais que se referem à questão da idade, chamando às pessoas, “idosas”, para não lhes chamarem “velhas” ou da “3ª idade”!... E, ontem, foi “celebrado” o Dia do Idoso. BOA !!! Quando, ao jantar disse ao meu marido que tinha sido o “nosso” dia, ele respondeu logo que não tinha nada com isso… Tinha acabado mais um dia de trabalho intenso! Na primeira situação fazia-se a comparação entre ser “velho” e ser “idoso”, sendo que esta última designação era a mais elogiosa. Quando li, até concordei com o que lá vinha escrito, reconhecendo que era bem melhor ser “idoso” do que “velho”, qualidades que me assentam naturalmente. No entanto, comecei a matutar sobre o assunto e cheguei à conclusão de que não gosto nada de classificações, sejam elas quais forem, o que não quer dizer que não saiba estarmos, o meu marido e eu, numa faixa etária avançada (72 e 69 anos). Mas como se classificarão os que, como nós, ainda se encontram activos, saudáveis mental e fis...

NOVA ETAPA

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Os Deuses falaram através das “Runas” e disseram: "Nesta nova etapa, a paciência é um factor a ter em conta, pois o Caminho da auto-realização requer uma atenção dada à partilha como acto sagrado, para que se possa avançar com a coragem necessária para enfrentar os obstáculos a transpor e aceitar os privilégios que fazem parte do processo de iniciação inevitável." Esta mensagem, que passei para o Grupo espiritual onde me encontro, contém dicas importantes que importa realçar quando damos atenção ao que está expresso. Falo por mim… À medida que avançamos no processo evolutivo, vamos ganhando alguma flexibilidade ou tolerância para com os demais mas, por vezes, falta-nos a paciência para aceitar que o desapego é a coisa mais difícil de atingir, sem que se torne em indiferença declarada. No meu caso, por exemplo, cansa-me ter de trabalhar "o deixar ir" os que comigo caminharam grandes e importantes etapas. Entendo perfeitamente o sistema, ou seja, sei que só estamos ne...

EMOÇÕES À SOLTA

Este fim-de-semana foi particularmente excitante, com as emoções a dispararem. Venho contar-lhes, porque tenho esta mania de partilhar sensações, alegrias e tristezas, com quem aprecia e vive nesta mesma onda. O meu neto mais velho, estava inscrito para a Faculdade de Medicina e as notas dele são excelentes, mas não a ponto de ficar descansado quanto à possibilidade de entrar, sobretudo em Lisboa. Como sabem, as notas para estes cursos são muito elevadas, pois as vagas não são tantas quanto as necessidades do país e tirar um curso fora de casa é um grande rombo na carteira, para além da grande preocupação para quem está habituado a ter os filhos debaixo da asa. Portanto, a ansiedade estendeu-se até à meia-noite de sábado para domingo, com a família reunida em frente ao computador, de elementos de identificação em punho para o acesso à notícia esperada, ao mesmo tempo que se faziam apostas quanto às probabilidades propostas pelo candidato. Dado o sinal de “partida”, introduzido o nome e...

RECORDAR É VIVER...

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De volta à cidade, depois de posta a vida em ordem para podermos começar os trabalhos, estou neste momento disponível para partilhar convosco uma vivência particularmente feliz. A minha filha e os filhos dela, estiveram a passar uns dias connosco. Num dos dias em que o tempo não estava próprio para a ida à praia da Adraga (aquela das fotos bonitas), decidimos ocupar o tempo a fazer algo diferente e vistar a Quinta da Regaleira em Sintra, que eles não conheciam. A Quinta da Regaleira é um monumento surpreendente que foi construído no fim da monarquia. Os melhoramentos e respectiva ampliação foram feitos por um ricaço, conhecido pelo Monteiro dos Milhões (Dr. Carvalho Monteiro de seu nome), um homem de espírito científico, de vasta cultura e grande sensibilidade com uma visão cosmológica cujas raízes mergulham na Tradição Mítica Lusa e Universal. Ali se fundem o Céu e a Terra. Metemo-nos a caminho, seguindo pela estrada de Monserrate e, de folheto informativo em punho, fomos percorrendo ...

Conversas

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PRAIA DA AGRAGA A Montanha conversa com o mar, projectando a sua sombra carinhosamente e as ondas respondem beijando-a com a sua espuma. O som ecoa pelo espaço, vibrando na frequência adequada às circunstâncias e ao espaço. O vento interfere neste diálogo sem perturbar uma relação tão chegada. O passos deixados pelo homem diluem-se sem deixar vestígios. Amanhã é outro dia nesta praia de sonho e magia, onde me delicío com esta partilha tão generosa. Em breve regresso à cidade, ao bulício e ao trabalho que me espera, depois destes dias de pausa e introspecção. Ficam na memória os momentos de lazer e de convívio com a família e os Amigos. Retomarei, então, o contacto convosco de forma regular como habitualmente. Até breve. Fiquem bem!

FÉRIAS DE VERÃO

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Pela segunda vez consecutiva, escolhemos a praia da Adraga como poiso para um período de descanso que nos permita avançar com os projectos de desenvolvimento pessoal e colectivo, com o entusiasmo de sempre, apesar da crise que nos persegue e assusta a todo o pé de passada. Olhando o mar revolto, sinto a sua energia poderosa e reduzo-me à minha insignificância que não tem nada a ver com falta de auto-estima ou submissão… Insignificância aqui quer dizer que a natureza é muito poderosa e nós estamos sujeitos à sua força! Quando as ondas sobem de “tom” é preciso respeitá-las e não arriscar a nossa segurança. Resta-nos uns banhos de areia para refrescar as ideias, lavar a Alma e admirar aquela paisagem fascinante, sempre diferente. Este tempo serve essencialmente para repensar o meu percurso de Vida que já vai longa. Os sentimentos afloram a cada momento, questionando os processos em que estou empenhada como individualidade e dentro do Grupo de Almas a que pertenço. À medida que vamos progr...

SER E ESTAR

Quando dizem: “Quero saber quem sou”, partem do princípio que há uma versão completa do vosso Ser que, talvez, se tenha perdido pelo caminho. Ao quererem encontrar Deus, pensam exactamente da mesma maneira. No entanto, estão “em si mesmos” o tempo todo e, constantemente, a tornar-se no que são… Deus e a psique em permanente estado de expansão – silenciosamente e em constante mutação. Seth (“The Nature of the psyche) O Mestre Seth é uma entidade que se pronuncia através de comunicações mediúnicas (canalizações) que começaram nos anos 70 com Jane Roberts e o seu marido Robert F. Butts, uma relação que se prolongou durante seis anos. O material captado está publicado numa série de livros que são lições de vida para quem está em processo de ampliação da consciência. Tive contacto com o primeiro destes livros, em 1980, num tempo em que pouco ou nada chegava cá informação desta natureza. Confesso que só mais tarde me debrucei sobre ele, curiosamente, num momento em que necessitava de ter re...

CAMINHOS

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Quando chego ao fim de cada ano lectivo, procuro fazer uma revisão do caminho percorrido, em termos de processo evolutivo e experiências vividas até à saciedade. Mentalmente, deixo passar o “filme” realizado pelo Grupo de Almas a que pertenço e que me honro de orientar os passos individuais e colectivos, aprendendo com os que se dispõem a aprender, aqui e agora, comigo e com aqueles que me assistem nesta tarefa. Nestas ocasiões, dedico alguma atenção às mensagens que os Deuses me proporcionaram, nos momentos cruciais da minha existência, nesta busca de auto-conhecimento e auto-realização e pelas quais estou grata pela ajuda na tomada de consciência e na capacidade de prosseguir, sem vacilar. Os momentos mais obscuros revelam-se como indicadores da necessidade de confiar cada vez mais em mim e no que faço. Creiam que não é fácil caminhar sem directrizes próprias, numa forma de actuar que se baseia na espontaneidade. Sei que nada está decidido, embora tudo tenha sido delineado à partida,...